"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#696 Privilegios mais elevados


Leitura: Marcos 3:13-19

Os momentos que Jesus passa com os doze apóstolos no monte exigem algumas considerações, se quisermos compreender corretamente a Palavra de Deus. Muito da confusão e divisão entre os cristãos ocorre por negligenciarem o conselho dado por Paulo a Timóteo de “apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que... maneja corretamente a palavra da verdade.” (2 Tm 2:15). Esse manejar é dividir cada porção dentro de seu próprio contexto e propósito, e não misturá-las. Jesus “escolheu doze, designando-os como apóstolos, para que estivessem com ele, os enviasse a pregar  e tivessem autoridade para expulsar demônios.” (Mc 13:14). Adotar literalmente isto para nossos dias pode nos induzir ao erro.

Apesar de ainda valer o princípio de que, antes de dedicar-se à obra do Evangelho, é preciso o crente em Cristo “estar com ele” numa posição separada e elevada, como a que o monte representa aqui, ninguém hoje poderia ter a audácia de denominar-se “apóstolo”. O dom e a posição foram dados aos doze, dos quais Judas seria substituído mais tarde por Matias em Atos 1. Após a fundação da Igreja o Senhor acrescentaria mais um apóstolo e revelaria a ele a verdade do corpo de Cristo, que durante séculos ficara oculta em Deus e da qual os profetas de Israel nada sabiam. Portanto se hoje você encontrar alguém com um crachá de “Apóstolo”, certamente não passará de um “Impóstolo”. Um apóstolo impostor.

Apesar do imenso privilégio dos apóstolos de estar ali com Jesus na terra, receberem dele esse mandato, e serem revestidos por ele de poder sobrenatural para pregar, expulsar demônios e realizar milagres, hoje cada crente em Jesus desfruta de um privilégio ainda maior. Salvos por sua graça, somos membros do Seu corpo que é a Igreja, e temos habitando em nós o Espírito Santo, que é a garantia ou penhor de nossa herança celestial. Nenhum apóstolo naquele momento — nenhum santo do Antigo Testamento, e nem mesmo João Batista — podia ser chamado de templo de Deus, pois Jesus precisaria ainda morrer, ressuscitar e ser glorificado para enviar o Espírito Santo que hoje habita nos salvos por ele.

Ao contrário deles, que naquele momento ainda não tinham a completa revelação de Deus, hoje temos a sã doutrina que o Espírito os inspirou a escrever, com  verdades desconhecidas até então. E o Espírito Santo nos capacita a entendê-las e a nos comunicarmos com Deus em um nível muito superior ao que todos os santos de antes da formação da Igreja puderam experimentar, além de termos a certeza de uma salvação já consumada.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#695 Doze apostolos


Leitura: Marcos 3:13-19

Vemos aqui uma mudança de nível. Jesus começou na sinagoga dos judeus, passou à beira mar dos povos e agora sobe a um lugar elevado. “Jesus subiu a um monte e chamou a si aqueles que ele quis, os quais vieram para junto dele. Escolheu doze, designando-os como apóstolos, para que estivessem com ele, os enviasse a pregar e tivessem autoridade para expulsar demônios. Estes são os doze que ele escolheu: Simão, a quem deu o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais deu o nome de Boanerges, que significa filhos do trovão; André; Filipe; Bartolomeu; Mateus; Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Tadeu; Simão, o zelote, e Judas Iscariotes, que o traiu.” (Mc 3:13-19).

É num plano acima do ocupado pelo judaísmo e das gentes que Jesus passa a chamar os que irão levar sua mensagem ao mundo. O critério desse chamado é muito simples: Porque “ele quis”, e não por capacidade ou experiência deles. O chamado tem um triplo objetivo: “para que estivessem com ele, os enviasse a pregar e tivessem autoridade para expulsar demônios”. Antes de saírem em campo eles precisam ficar a sós com Jesus, e este é o ponto de partida de qualquer trabalho para o Senhor.

Sua atividade principal seria a de pregar o evangelho, mas seriam também revestidos de poder sobrenatural para enfrentar as hostes de demônios que fariam oposição a essa obra. Se você ler a Bíblia toda irá reparar que quase não ocorrem possessões demoníacas no Antigo Testamento. Todavia nos Evangelhos elas são uma constante. O “Filho do Deus Altíssimo”, como os espíritos malignos costumam chamá-lo, estava no mundo, e Satanás sabia que o relógio estava contra ele. “Vieste aqui para nos atormentar antes do devido tempo?”, reclamam os demônios em Mateus 8:29.

Esse revestimento de poder permitiria que realizassem sinais e milagres, demonstrando que era Deus agindo. Sempre que Deus inaugura uma nova fase ela é acompanhada de provas visíveis, como se costuma fazer com os fogos de artifício, bandas e bandeiras no lançamento de empreendimentos imobiliários. Depois, ao longo da construção, essas provas já não são necessárias. Você irá reparar que é assim no livro de Atos e nas epístolas. O início da Igreja, em Atos 2, foi acompanhado de curas, milagres e maravilhas que aos poucos foram escasseando, pois Deus não precisava mais provar que aquilo vinha dele. Ao ponto de Paulo deixar Trófimo doente em Mileto sem curá-lo (2 Tm 4:20) e até indicar a Timóteo um remédio caseiro para sua doença de estômago: beber vinho (1 Tm 5:23).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#694 Obstaculos do inimigo


Leitura: Marcos 3:9-12

Neste capítulo, após a oposição dos judeus, vemos outras seis ocasiões em que homens e demônios tentam atrapalhar Jesus. O que começou como um interesse genuíno, “pois ele havia curado a muitos”, se transformou num movimento desenfreado, pois “os que sofriam de doenças ficavam se empurrando para conseguir tocar nele.” (Mc 3:10). Então, “por causa da multidão, disse aos discípulos que lhe preparassem um pequeno barco, para evitar que o comprimissem.”. (Mc 3:9).

Este episódio não é o mesmo do capítulo 4, quando Jesus se afasta da praia em um barco para ensinar a multidão. Aqui a multidão coloca obstáculos ao seu ministério, pois em meio às pessoas havia possessos de demônios e “sempre que os espíritos imundos o viam, prostravam-se diante dele e gritavam: ‘Tu és o Filho de Deus’. Mas ele lhes dava ordens severas para que não dissessem quem ele era” (Mc 3:11-12). Depois temos o versículo 19, que fala de “Judas Iscariotes, que o traiu”, e no versículo 20 a multidão volta a atrapalhar a comunhão entre Jesus e os discípulos. No versículo 21 e do 31 ao 35 seus familiares irão dizer que ele sofre de problemas mentais, e nos versículos 22 ao 30 são os religiosos judeus que voltam ao ataque acusando Jesus de possessão demoníaca.

Em Atos 16, existe o episódio de uma jovem possessa que, “por muitos dias”, fez ‘propaganda’ do trabalho de Paulo e Silas, ao proclamar pelas ruas: “Estes homens são servos do Deus Altíssimo e lhes anunciam o caminho da salvação”. (At 16:17-18).  Repare que ao anunciar Paulo e Silas com “servos do Deus Altíssimo” o demônio não dava testemunho de Jesus, mas dos servos que pregavam. Será que você é capaz de identificar o falso evangelho, tão popular em nossos dias, que exalta e dignifica o pregador ao invés do Cristo que ele deveria pregar? Paulo expulsou o espírito maligno e interrompeu aquela falsa ajuda vinda das trevas.

Deus não aceita o testemunho de demônios em sua obra, e devemos também ter cuidado com a ajuda de pessoas que possam atrapalhar, ou por darem um mau testemunho, ou por não entenderem a graça de Deus. Num pequeno povoado de Goiás pedi ajuda a um morador local, que se apresentava como “crente”, para me indicar um lugar onde existisse um bom número de pessoas às quais eu pudesse pregar o evangelho. Ele me levou até uma casa e quando terminei de falar da salvação pela fé em Jesus, que morreu e ressuscitou, o homem completou: “Mas não adianta só crer em Jesus para ser salvo; é preciso também guardar toda a Lei”.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#693 Você e' feliz?


Leitura: Marcos 3:7-8

“Jesus retirou-se com os seus discípulos para o mar, e uma grande multidão vinda da Galileia o seguia. Quando ouviram a respeito de tudo o que ele estava fazendo, muitas pessoas procedentes da Judéia, de Jerusalém, da Idumeia e das regiões do outro lado do Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidom foram atrás dele.” (Mc 3:7-8). Após ter sido rejeitado pelos judeus, que esperavam vê-lo fazer um milagre no sábado, Jesus se retira em direção ao mar, uma figura dos gentios das nações.

O capítulo 11 de Romanos mostra que a rejeição de Jesus pelos judeus abriu caminho para a bênção dos gentios. Esta verdade é negligenciada pela maior parte da cristandade, que acredita que Deus teria desistido dos judeus para fazer da Igreja a continuação de Israel. Todavia, “acaso Deus rejeitou o seu povo? De maneira nenhuma!... Deus não rejeitou o seu povo, o qual de antemão conheceu”, escreve Paulo em Romanos 11:1-2. E continua revelando um princípio existente ao longo de todas as Escrituras, que é o da seleção, por Deus, de um remanescente fiel quando a massa do povo se desvia da verdade. “Assim, hoje também há um remanescente escolhido pela graça.” (Rm 11:5).

Se por um tempo Israel esteve endurecido e foi deixado de lado, chegará o momento em que será aceito: “Pois se a rejeição deles é a reconciliação do mundo, o que será a sua aceitação, senão vida dentre os mortos?” (Rm 11:15). Nos versículos 25 e 26 de Romanos 11 Paulo afirma que ocorreu “um endurecimento em parte, até que chegasse a plenitude dos gentios. E assim todo o Israel será salvo”. Isto mostra que no futuro Deus ainda voltará a tratar com um remanescente de seu povo terreno para cumprir neles todas as promessas dos profetas ainda por se realizarem. Afinal, “os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis” (Rm 11:29).

Voltando ao nosso capítulo 3 de Marcos, repare que essas “muitas pessoas” que agora seguem a Jesus são as que “ouviram a respeito de tudo o que ele estava fazendo” (Mc 3:8). Isto é significativo, pois aponta para a diferença entre o judeu, que queria ver para crer, e aqueles que são da fé, para os quais basta o ouvir. Quando Tomé duvidou da ressurreição, “Jesus disse a Tomé: ‘Coloque o seu dedo aqui; veja as minhas mãos. Estenda a mão e coloque-a no meu lado. Pare de duvidar e creia’.  Disse-lhe Tomé: ‘Senhor meu e Deus meu!’ Então Jesus lhe disse: ‘Porque me viu, você creu? Felizes os que não viram e creram’.” (Jo 20:27-29). Se você está entre “os que não viram e creram”, é de você que Jesus está falando.

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#692 Quadrilha sabatista


Leitura: Marcos 3:1-6

“Alguns deles estavam procurando um motivo para acusar Jesus; por isso o observavam atentamente, para ver se ele iria curá-lo no sábado... Jesus disse ao homem da mão atrofiada: ‘Levante-se e venha para o meio’. Depois Jesus lhes perguntou: ‘O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar a vida ou matar?’ Mas eles permaneceram em silêncio. Irado, olhou para os que estavam à sua volta e, profundamente entristecido por causa dos seus corações endurecidos, disse ao homem: ‘Estenda a mão’. Ele a estendeu, e ela foi restaurada.” (Mc 3:3-5).

Se Jesus não era o Messias, por que achar que iria curar o enfermo? Se ele aleijasse um homem são, aí eles teriam razão de reclamar, mas curar um doente?! Para saber o que se passa no íntimo daqueles judeus recorremos à Palavra de Deus que “é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4:12). Mais tarde Pilatos saberia “que fora por inveja que os chefes dos sacerdotes lhe haviam entregado Jesus” (Mc 15:10), e basta ver o que levou o rei Herodes a tentar eliminar Jesus ainda infante, para saber que os judeus pensavam igual aos servos da parábola em Lucas 19:14, que diziam: “Não queremos que este homem seja nosso rei”.

Quando os sábios vindos do Oriente perguntaram “‘Onde está o recém-nascido rei dos judeus?’... Herodes ouviu isso, ficou perturbado, e com ele toda a Jerusalém”. Ao consultar os mestres da Lei, eles citaram a profecia de Miqueias 5:2: “‘Mas tu, Belém, da terra de Judá, de forma alguma és a menor entre as principais cidades de Judá; pois de ti virá o líder que, como pastor, conduzirá Israel, o meu povo’” (Mt 2:1-6).  Eles malandramente omitiram o final, que dizia: “...e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.”. A profecia falava de Um que remontava o tempo: Jesus, o Filho Eterno de Deus; Deus e Homem.

Agora, na sinagoga, Jesus decide restaurar a mão do homem pedindo que ele se levante e fique no centro das atenções. Ninguém poderá negar que era Deus agindo ali. “Estenda a mão”, ordena ele, e a mão é restaurada. “Então os fariseus saíram e começaram a conspirar com os herodianos contra Jesus, sobre como poderiam matá-lo.” (Mc 3:6). Em que dia eles trabalham nessa conspiração? No Sábado! Com quem? Com seus tradicionais adversários, os herodianos. Percebe a contradição? Eles rejeitam quem faz o bem no sábado e no mesmo dia formam uma quadrilha para tramar o mal. Assim é todo aquele que rejeita a graça e se apoia em sua própria interpretação da Lei dada a Moisés.

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#691 Sabado ou Domingo?


Leitura: Marcos 3:1-6

O homem com a mão atrofiada na sinagoga dos judeus é um claro recado da incapacidade de fazermos algo para Deus. O ensino é o mesmo do homem paralítico do capítulo 1, que foi perdoado de seus pecados antes de ser curado de sua paralisia. Esta é a ordem das coisas: primeiro vem o perdão e a salvação, que se recebe “pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.”. Depois, como consequência, as “boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.” (Ef 2:8-10).

Mas o que preocupa os judeus agora não é o bem estar do deficiente, e sim o Sábado. Este apareceu primeiro no Éden conectado ao “primeiro homem, Adão”, o qual “era do pó da terra” e depois na Lei mosaica. A Lei fora dada para o mesmo homem e tendo em vista a terra. E o que Deus fez com a linhagem de Adão? Colocou um fim nela na cruz e inaugurou uma “nova Criação” em Cristo ressuscitado. Por isso, em 1 Coríntios 15, vemos Jesus como o “último Adão”, derradeiro exemplar da raça adâmica, e então sendo apresentado como o “segundo Homem”, protótipo da nova Criação.

Deus não trocou o Sábado por outro dia; Deus trocou o homem ao qual tinha sido ordenado guardá-lo. Se ler Atos dos Apóstolos verá cristãos indo à sinagoga ler as Escrituras no Sábado como qualquer judeu, e celebrando a ceia do Senhor no “dia do Senhor” que chamamos de Domingo. Eles ainda não entendiam o que era a Igreja, o “mistério que, durante as épocas passadas, foi mantido oculto em Deus” (Ef 3:9) e seria revelado a Paulo. Então perceberam que não fazia mais sentido guardar um dia conectado à Lei e à velha Criação. O Sábado voltará a ser guardado por judeus e gentios no Milênio na terra, e representa também o descanso eterno quando não haverá um dia, mas a eternidade a ser dedicada a Deus.

Enquanto isso os cristãos se ocupam com o Senhor no dia do Senhor. Neste dia ele ressuscitou como Cabeça de uma nova Criação que nada tem a ver com a Lei, mas está toda fundamentada em graça. Seu caráter é muitíssimo mais elevado que o do Sábado de descanso da Criação e da Lei, coisas para as quais o crente em Jesus está morto. “Os que são pela prática da lei estão debaixo de maldição, pois está escrito: ‘Maldito todo aquele que não persiste em praticar todas as coisas escritas no livro da Lei’... Cristo nos redimiu da maldição da lei quando se tornou maldição em nosso lugar, pois está escrito: ‘Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro’.” (Gl 3:10-13).

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#690 A desgraca da humanidade


Leitura: Marcos 3:1-6

Qual destes três comportamentos você diria que é a desgraça maior da humanidade: criminalidade, terrorismo ou religiosidade? Criminalidade é uma praga, não há como negar. Porém, exceto nos casos de ódio ou paixão, criminosos podem agir pela fome da falta de emprego, por vagabundagem de quem não quer trabalhar, ou pelo desespero de sustentar um vício. No processo o meliante pode matar, se perder o controle ou tiver um ego maior que sua inteligência e quiser se gabar de ter feito algo que não lhe traz vantagem, mas só aumenta sua pena em caso de prisão.

Já o terrorismo tem razões ideológicas, embora também apele para os instintos naturais de sede de poder, controle e crueldade. A questão é que o terrorismo é relativo, pois só são considerados terroristas os que falharam. Quem se deu bem é chamado de herói, como os fundadores dos Estados Unidos e do atual Estado de Israel, ou os que chegaram ao poder de uma nação já constituída, como no Brasil. Às vezes as razões ideológicas podem se misturar com a religiosidade, que é a terceira opção de desgraça.

Nenhum caso na história, seja de terrorismo, seja de criminalidade, se compara ao nível de maldade da religiosidade. Se você estranha minha afirmação repare que foram os zelosos religiosos judeus que condenaram à morte Jesus, o Filho de Deus. Depois de resistirem à graça de diferentes formas no capítulo 2 do Evangelho de Marcos, eles voltam a atacar neste capítulo 3  com uma aplicação equivocada do Sábado da Lei mosaica. No capítulo anterior Jesus tinha deixado muito claro que “o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc 2:27).


Agora nenhum desses zelosos sabatistas está interessado no bem estar do “homem com uma das mãos atrofiada”. Eles buscam “um motivo para acusar Jesus, por isso o observam atentamente, para ver se ele iria curá-lo no sábado” (Mc 3:1-2). Os religiosos judeus conhecem de cor a Lei de Moisés, mas não a “Lei de Cristo”, que em Gálatas 6:2 foi assim enunciada: “Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo”. Diante daquele que, em vida, “tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças” (Mt 8:17), e na morte “levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro” (1 Pe 2:24), eles torcem para Jesus fazer o bem a fim de poderem fazer o mal. “O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar a vida ou matar?”, pergunta Jesus. Mas eles ficam em silêncio porque sua religiosidade tem outro objetivo: Tramar no Sábado “como poderiam matá-lo” (Mc 3:6).

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#689 Verdade dispensacional


Leitura: Marcos 3

Qualquer passagem da Bíblia tem apenas uma interpretação— a correta e intentada pelo Espírito Santo — porém muitas aplicações. É o caso deste capítulo 3 do Evangelho de Marcos, repleto de aplicações úteis na pregação do evangelho, no consolo aos enfermos, contra a hipocrisia de carolas fariseus e até na hora de escolher o nome de um filho, pois aqui você encontra a lista dos doze apóstolos. Evite apenas Judas Iscariotes.

Mas para entendermos melhor o que o Espírito tinha de primeira mão para nos mostrar neste capítulo é bom procurar aprender algo da verdade dispensacional. Refiro-me ao entendimento das maneiras distintas de Deus tratar com o homem ao longo das diferentes eras, começando pelo entendimento de que na Bíblia encontramos dois povos distintos reconhecidos por Deus: Israel e Igreja. O capítulo começa falando do povo para o qual Jesus veio, como ensina João 1:11: “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam”. A cena se passa numa sinagoga dos judeus.

Se na sinagoga do capítulo 1 vimos um homem possesso, aqui vemos outro com a mão atrofiada. O primeiro mostra o estado interior do povo judeu, cuja casa foi “desocupada e varrida” dos ídolos que havia em Israel no Antigo Testamento, porém acabou ocupada por “outros sete espíritos piores” (Mt 12:43-45). Já o homem da mão atrofiada revela a incapacidade de se praticar a Lei, da qual os israelitas declararam: “Faremos tudo o que o Senhor ordenou” (Êx 19:8). A Lei dizia “quem praticar estas coisas, por elas viverá” (Gl 3:12), porém, apesar de a Lei ser “santa, e o mandamento santo, justo e bom”, Paulo explica nossa deficiência deste modo: “Sabemos que a lei é espiritual; eu, contudo, não o sou, pois fui vendido como escravo ao pecado.” (Rm 7:12, 14). A Lei me condena; a graça me salva.

Continuando a visão dispensacional neste capítulo, após a rejeição pelos judeus, ou “sinagoga”, vemos Jesus voltando-se para “o mar” (Mc 3:7) que representa os gentios. Se “os judeus pedem sinais miraculosos” (1 Co 5:23), e mesmo assim para condenar Jesus, para os gentios bastou terem ouvido “quão grandes coisas fazia” (Mc 3:8), pois “a fé é pelo ouvir” (Rm 10:17). Então vemos Jesus subir a um “monte” (Mc 3:13), um lugar alto de onde chamará os doze para uma nova e elevada ordem de coisas. Se você se lembrar de que foi só após ressuscitar e subir aos céus que Jesus enviou o Espírito Santo para formar a Igreja, edificada “sobre o fundamento dos apóstolos” (Ef 2:20), então terá entendido a ordem dos eventos. Mas existem ainda outros elementos dispensacionais na sequência do capítulo.

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#688 Zumbis remendados


Leitura: Marcos 2:23-28

“Certo sábado Jesus estava passando pelas lavouras de cereal. Enquanto caminhavam, seus discípulos começaram a colher espigas. Os fariseus lhe perguntaram: ‘Olha, por que eles estão fazendo o que não é permitido no sábado?’ Ele respondeu: ‘Vocês nunca leram o que fez Davi quando ele e seus companheiros estavam necessitados e com fome? Nos dias de Abiatar, o sumo sacerdote, ele entrou na casa de Deus e comeu os pães da Presença, que apenas aos sacerdotes era permitido comer, e os deu também aos seus companheiros’. E então lhes disse: ‘O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Assim, pois, o Filho do homem é Senhor até mesmo do sábado.’” (Mc 2:23-28).

Talvez você tenha crescido na Igreja Católica, com seus sacerdotes, templos, vestes talares e rituais copiados do judaísmo. Ou quiçá frequente uma de suas “filhas” protestantes, que saíram levando alguns desses elementos. Pode ser ainda que esteja sendo seduzido por seitas modernas que dizem “Jesus” em hebraico e caminham em marcha-à-ré de volta à Lei mosaica com seus membros paramentados à moda hebraica. Em qualquer caso este capítulo 2 do Evangelho de Marcos tem muito a lhe dizer.

O capítulo começou com os religiosos judeus pondo empecilhos ao perdão de pecados do paralítico. Passou pelo sarcasmo deles, que não suportavam ver Jesus com corruptos e marginais como Levi e seus amigos. Achavam que Deus queria salvar os sãos e justos, e não os enfermos pecadores perdidos. Em seguida tentaram obrigar os discípulos de Jesus a domarem a carne, o que revelou a insensatez de se aplicar remendo ao que está arruinado, ou guardar no velho aquilo que é novo. Agora é a vez de desejarem impor sua própria interpretação da lei do Sábado sobre os discípulos famintos, alheios ao fato de estarem diante de seu Autor, o mesmo Jeová que disse: “Desejo misericórdia, não sacrifícios” (Os 6:6).

Toda tentativa da religião legalista trombou com a graça daquele que é o Autor da Lei, do Sábado e da vida, e que tinha vindo para salvar. Se você for como os judeus religiosos, ainda não entendeu o favor imerecido que é a graça. Você continuará achando que perdão se obtém por merecer, e irá olhar para os perdidos e dizer em seu íntimo: “Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano.” (Lc 18:11). Vai caminhar por aí como um zumbi podre remendado de justiça própria e “observando dias especiais” (Gl 4:10), rituais e ordenanças da Lei, alheio à graça de Deus.

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#687 Remendo


Leitura: Marcos 2:19-22

Após Jesus ser questionado da razão de seus discípulos não jejuarem, ele responde: “Como podem os convidados do noivo jejuar enquanto este está com eles? Não podem, enquanto o têm consigo. Mas virão dias quando o noivo lhes será tirado; e nesse tempo jejuarão.” (Mc 2:19-20). A tentativa de colocar os discípulos sob a Lei gera uma resposta de graça e privilégio. Ele revela ser o Noivo e seus discípulos os “convidados do noivo”. Como poderiam jejuar de tristeza na companhia de quem trazia tanta alegria? Viria um tempo — e para eles estava próximo — quando o Noivo lhes seria tirado e aí teriam toda razão em jejuar. Mas não agora.

A tentativa de subjugar os discípulos debaixo de leis e regras como o jejum, que cedo se transformariam em rituais e costumes religiosos, leva Jesus a explicar a nova ordem de coisas que ele vinha inaugurar. “Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, pois o remendo forçará a roupa, tornando pior o rasgo. Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.” (Mc 2:21-22).

Remendar roupa velha é tentar costurar um novo caminhar em graça à velha ordem da Lei, na qual a conduta exterior não era espontânea, mas regida por regras de comportamento. Odres eram sacos herméticos de couro, e quando usados para fermentar vinho não podiam ser reutilizados. O processo de fermentação fazia o odre inchar e a pele perder a elasticidade. Quem colocasse vinho novo em odre velho perdia o vinho e o recipiente. Isto nos fala da tentativa de colocar o poder e energia do Espírito Santo no velho homem. A novidade de vida, tanto interior quanto exterior, só poderia funcionar numa nova criação em Cristo Jesus.

A cristandade sempre tentou costurar elementos cristãos ao judaísmo, causando um “rasgo maior” no testemunho cristão no mundo. As doutrinas da graça foram acatadas, mas a forma da Lei também foi adotada, fazendo da cristandade uma colcha de retalhos e cópia pirata do arraial israelita, do qual os hebreus convertidos foram exortados a sair. A Carta aos Hebreus, escrita aos judeus cristãos de há dois mil anos, nunca foi tão atual. Se naquele tempo o arraial, do qual os judeus convertidos eram exortados a sair, representava o sistema legal, social e religioso do judaísmo, hoje o arraial é a cristandade judaizada. O que fazer? “Saiamos até ele — Cristo — fora do arraial, suportando a desonra que ele suportou.” (Hb 13:13).

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#686 Intolerancia religiosa


Leitura: Marcos 2:18

Quando Jesus é questionado: “Por que os discípulos de João e os dos fariseus jejuam, mas os teus não?” (Mc 2:18), isso soava como soberba e intolerância. Você encontra o mesmo sentimento entre os discípulos do Senhor, primeiro ao discutirem quem seria o maioral entre eles, e depois ao se compararem coletivamente com os que não andavam e agiam como eles. A jactância individual aparece na “discussão entre os discípulos, acerca de qual deles seria o maior”, e a jactância coletiva ao dizerem: “Mestre, vimos um homem expulsando demônios em teu nome e procuramos impedi-lo, porque ele não era um dos nossos.” (Lc 9:46-50).

Coisas assim levam à divisão entre irmãos e à intolerância. Se detectar em seu coração algum sentimento assim, cuidado pois ele pode se transformar numa rampa que descamba no desamor e crueldade. O primeiro passo nessa descida é o orgulho religioso, que faz você empinar o nariz e se achar melhor que os outros. Aí você tenta se colocar como o exemplo e padrão para outros seguirem, se gabando de seus feitos. Todavia, “ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter”, diz a Palavra de Deus, e “cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém” (Rm 12:3; Gl 6:4).

Se por um lado a Bíblia ensina a santificação, que é a separação do mal, por outro aprendemos que Jesus estava sempre acessível ao mais rude pecador. No passado, cristãos que não entenderam o que era santificação se isolaram fisicamente do mundo, em conventos e monastérios de difícil acesso. Este é o segundo passo rumo à intolerância, que é evitar aqueles que não entendem ou não creem do mesmo modo.

Em seguida vem a opressão passiva, quando você cria uma caricatura dos que não têm o mesmo entendimento e usa de escárnio e zombaria ao se referir a eles. Os coríntios estavam assim, achando que os dons e o conhecimento que tinham havia sido conquistado por sua sabedoria e esforços. Mas Paulo advertiu: “Quem torna você diferente de qualquer outra pessoa? O que você tem que não tenha recebido? E se o recebeu, por que se orgulha, como se assim não fosse?” (1 Co 4:7).

No fim da rampa você passa à opressão ativa e perseguição dos que não concordam com sua fé ou ponto de vista. Foi o que fizeram as Cruzadas, a Inquisição e outros movimentos que matavam “em nome de Deus”. Hoje são os radicais islâmicos que adotam esta prática nada divina.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#685 Jejum


Leitura: Marcos 2:18

“Os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. Algumas pessoas vieram a Jesus e lhe perguntaram: ‘Por que os discípulos de João e os dos fariseus jejuam, mas os teus não?’” (Mc 2:18). Os que perguntam são discípulos de João Batista. Eles haviam aprendido a jejuar, mas aquilo que devia significar a abstinência das coisas que satisfazem os sentidos do corpo natural, parecia ter se transformado em motivo de orgulho e distinção. Em outra passagem Jesus alerta para o perigo do jejum e da oração quando praticados para a ostentação e vanglória:

“Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os homens vejam que eles estão jejuando. Eu lhes digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. Ao jejuar, ponha óleo sobre a cabeça e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê no secreto. E seu Pai, que vê no secreto, o recompensará.” (Mt 6:16-18).

No mesmo capítulo de Mateus o Senhor fala de outras coisas que deviam ser feitas sem alarde, como a caridade e a oração. Para elas havia uma recompensa vinda de Deus: “E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará” (Mt 6:4, 6, 18). Mas àqueles que as praticavam com o objetivo de se exibir, Jesus diz: “Eu lhes garanto que eles já receberam sua plena recompensa” (Mt 6:2, 5, 16). Este é um princípio que vale para toda boa obra que um cristão possa fazer. Se você a fizer com o intuito de ser visto, já terá recebido sua recompensa, que foi ser visto pelos homens, mas se fizer apenas para Deus, então a recompensa virá dele somente.

O jejum como mandamento aparece apenas no “Dia da Expiação” em Levítico 23:27 pela expressão “afligireis as vossas almas”. Deve ser o mesmo mencionado por Paulo em Atos 27:9 como um período específico do calendário judaico. Nas outras vezes o jejum é uma iniciativa pessoal, não um mandamento. Moisés jejuou em Deuteronômio 9:18 por causa do pecado do povo; Josafá proclamou um jejum em 2 Crônicas 20:2-3 porque estava prestes a ser atacado pelo inimigo; os discípulos jejuaram em Atos 13:2-4 na dependência do Espírito Santo que iria enviar Barnabé e Saulo na obra do Evangelho, e em Mateus 17:21 Jesus avisou que alguns tipos de demônios só sairiam com oração e jejum. Reparou que o jejum é evidência de aflição, ruína e dependência de Deus? Se for para isso que você pretende jejuar, siga adiante. Mas não publique nas redes sociais.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#684 Entre marginais


Leitura: Marcos 2:13-17

Existe mais uma lição importante na cura do paralítico do capítulo 2 do Evangelho de Marcos, e se você entendê-la irá entender também a graça que primeiro perdoa pecados para depois tirar o pecador de sua incapacidade de servir a Deus. O paralítico representa o pecador incapaz de ajudar a si mesmo e a outros. Porém ao perdoá-lo e capacitá-lo, Deus mostra o que deseja de cada um que se reconhece incapaz e crê no Salvador que é Jesus. E é o que vemos também de uma maneira bem prática no que Jesus faz com o traidor Levi neste capítulo. Traidor?! Sim, porque ele era um judeu trabalhando para o invasor romano.

“Jesus saiu outra vez para beira-mar. Uma grande multidão aproximou-se, e ele começou a ensiná-los. Passando por ali, viu Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria, e disse-lhe: ‘Siga-me’. Levi levantou-se e o seguiu. Durante uma refeição na casa de Levi, muitos publicanos e pecadores estavam comendo com Jesus e seus discípulos, pois havia muitos que o seguiam. Quando os mestres da lei que eram fariseus o viram comendo com pecadores e publicanos, perguntaram aos discípulos de Jesus: ‘Por que ele come com publicanos e pecadores?’ Ouvindo isso, Jesus lhes disse: ‘Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores’.” (Mc 2:13-17).

Levi é o mesmo Mateus, que Deus usou para revelar que Jesus é Rei e Messias de Israel no evangelho que leva o seu nome. Se Levi oferecesse seus serviços a uma editora para escrever a biografia do Rei de Israel teria sido sumariamente recusado. Quem iria contratar um traidor dos judeus para escrever sobre o líder máximo da população traída? Só isso já o desqualificava para a tarefa. Mas, como fez com o paralítico, Deus iria qualificá-lo perdoando seus pecados e o capacitando para servi-lo.

Quando os fariseus acusam Jesus de comer com publicanos e pecadores, eles têm razão. Ali está ele, com Levi e seus comparsas, o submundo da sociedade. Feche os olhos e tente imaginar Jesus comendo com políticos corruptos, traficantes, ladrões, prostitutas, pedófilos, viciados e toda sorte de párias. Aquilo é um choque para os religiosos fariseus, mas foi para gente assim que Jesus veio: pecadores assumidos e declarados, e não para os que se consideram justos, lavados e bem passados. A menos que você se enxergue no meio daquela bandidagem, não é você que Jesus veio chamar. Você é bom demais para se considerar mau. Ele veio chamar pecadores. “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores” (1 Tm 1:15).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.