"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#711 A luz do testemunho


Leitura: Marcos 4:8-22

Na parábola do Semeador a produção da boa terra aparece em quantidades diferentes. É que a ação da Palavra em diferentes pessoas produz diferentes resultados. Lucas acrescenta que “as que caíram em boa terra são os que, com coração bom e generoso, ouvem a palavra, a retêm e dão fruto, com perseverança” (Lc 8:15). Isto indica que mansidão, generosidade e retidão estão associadas à produção de fruto, além da paciência necessária ao amadurecimento. Também existe uma diferença na ordem do fruto na mesma parábola em Mateus, Marcos e Lucas.

Enquanto neste Evangelho de Marcos a quantidade de fruto é crescente — “um produziu trinta, outro, sessenta, e outro cem” (Mc 4:8) —, Mateus inverte os números, indo do maior para a menor: “um cem, outro sessenta, e outro trinta” (Mt 13:8). No Evangelho de Marcos Jesus é o perfeito Servo e Mestre que ensina, e assim é quando aprendemos algo: crescemos no gradualmente em conhecimento. Em Mateus, Jesus é o Messias e Rei de Israel, e o caráter daquele Evangelho é mais dispensacional, mostrando um declínio na produção de fruto à medida que o tempo passa.

Mas tudo isso é o aspecto exterior do Reino, o que é corroborado pela declaração de Jesus: “Quem traz uma candeia para ser colocada debaixo de uma vasilha ou de uma cama? Acaso não a coloca num lugar apropriado?” (Mc 4:21). O testemunho de Deus serve para lançar luz e expor as coisas exatamente como elas são. A candeia, ou lamparina, nos fala do nosso testemunho, e este não deve ser colocado sob uma vasilha, oculto pelas coisas que usamos em nossas atividades diárias. Também não deve ficar debaixo da cama, o lugar do sono e da preguiça.

Aquilo que é fruto para Deus é luz para os homens, e isto não precisa depender de algum dom. Os dons são para evangelização, pastoreio e ensino, mas é com a expressão da vida diária que testemunhamos de Cristo em nosso andar neste mundo. Deus deixa os seus aqui “para que sejam puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo, retendo firmemente a palavra da vida” (Fp 2:15-16).

Aquilo que é obra de Deus oculta no coração não deve ficar só ali, “porque não há nada oculto, senão para ser revelado, e nada escondido senão para ser trazido à luz” (Mc 4:22). Por isso Parábola nos fala do efeito exterior causado pela Palavra no Reino de Deus.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#710 Tudo junto e misturado


Leitura: Marcos 4:7-22

Jesus fala agora de um terceiro solo: “Outra parte caiu entre espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas, de forma que ela não deu fruto... Ouvem a palavra; mas quando chegam as preocupações desta vida, o engano das riquezas e os anseios por outras coisas, sufocam a palavra, tornando-a infrutífera.” (Mc 4:7, 18). Espinhos causam dor e sofrimento e lendo 1 Timóteo 6:7-10 tudo fica mais claro. “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos.” (1 Tm 6:7-10).

Se no solo à beira do caminho o inimigo foi o diabo, e no segundo a superficialidade e o imediatismo de alguns, no terceiro solo vimos o perigo da ansiedade e das preocupações, que agarram o ser humano como arbustos de espinhos pontiagudos e impedem seu avanço. Nosso desejo extremo de ser alguém e possuir algo pode deixar a Palavra improdutiva.

Finalmente, “outra ainda caiu em boa terra, germinou, cresceu e deu boa colheita... São [os que] ouvem a palavra, aceitam-na e dão uma colheita de trinta, sessenta e até cem por um.” (Mc 4:8-20). Portanto os solos mostraram diferentes resultados da ação da Palavra. Primeiro aqueles que se deixam influenciar por Satanás, depois os que aceleram levados pelo entusiasmo da carne e voltam ao ponto-morto, os que se deixam seduzir pelos cuidados do mundo e suas tentações, e finalmente aqueles nos quais a Palavra triunfa e produz fruto. Os versículos 21 e 22 dão a conclusão: “Porque não há nada oculto, senão para ser revelado, e nada escondido senão para ser trazido à luz”. É tudo uma questão do que vemos ou não.

Portanto tenha em mente que o assunto aqui não é a salvação, mas o resultado exterior da Palavra de Deus no Reino. Não se trata de dizer quem é ou não nascido de novo, mas do ser ou não impactado pela Palavra. Mesmo porque até um salvo pode ser diferentes solos em diferentes dias da semana. Acaso você nunca desperdiçou a Palavra ao se deixar influenciar pelo diabo e a opinião pública à beira do caminho? Ou sentiu-se secar em terra rasa, tolhido pelas pedras das dificuldades? Quiçá você ainda traga no corpo os arranhões dos espinhos das preocupações que impedem seu avanço na carreira cristã. Mas felizmente pode ter tido também seus bons dias como solo fértil nas mãos do Senhor. E deu fruto.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#709 Influencia superficial


Leitura: Marcos 4:5-17

O segundo tipo de solo que Jesus indica em sua “Parábola do Semeador” é quando parte da semente “caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; e logo brotou, porque a terra não era profunda. Mas quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz... Ouvem a palavra e logo a recebem com alegria. Todavia, visto que não têm raiz em si mesmas, permanecem por pouco tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandonam.” (Mc 4:5-6, 16-17).

Se no primeiro caso a opinião pública era suficiente para impedir a semente de germinar, aqui ela até chega a brotar por existir um pouco de terra. São pessoas que “logo a recebem com alegria”, pois são facilmente impressionáveis. Porém nelas a Palavra não atinge a consciência e não as leva a se julgarem na presença de Deus para arrependimento. A Palavra para elas é apenas motivacional, uma droga para um êxtase imediato e passageiro que precisa de outras doses para se manter. Tem muita gente assim nas chamadas ‘igrejas’ que usam de estímulos sensoriais, pirotecnia e shows de música, dança e humor para manter a animação.

As pedras de um solo assim impedem as raízes de atingirem profundidade, e o sol implacável ataca suas folhas fazendo com que logo se sequem. A oposição já não é apenas de influência intelectual, como a causada nas sementes à beira do caminho, mas produzida por um ataque direto às suas raízes e folhas por meio de provas e perseguições. O inverso disso foi o modo como os irmãos de Tessalônica receberam a Palavra, com alegria, mas não superficial, pois era a alegria que vem do Espírito Santo, que convence “do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16:8).

“Vocês se tornaram nossos imitadores e do Senhor; apesar de muito sofrimento, receberam a Palavra com alegria que vem do Espírito Santo. E, assim, tornaram-se modelo para todos os crentes que estão na Macedônia e na Acaia. Porque, partindo de vocês, propagou-se a mensagem do Senhor na Macedônia e na Acaia. Não somente isso, mas também por toda parte tornou-se conhecida a fé que vocês têm em Deus. O resultado é que não temos necessidade de dizer mais nada sobre isso, pois eles mesmos relatam de que maneira vocês nos receberam, como se voltaram para Deus, deixando os ídolos a fim de servir ao Deus vivo e verdadeiro, e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos: Jesus, que nos livra da ira que há de vir.” (1 Ts 1:6-10).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#708 O caminho da opiniao publica


Leitura: Marcos 4:1-15

Ao Jesus iniciar a série de parábolas “os doze e os outros que estavam ao seu redor lhe fizeram perguntas acerca das parábolas”. Isso demonstra existir uma classe de pessoas à parte da multidão que deseja entender a Palavra. “Então Jesus lhes perguntou: ‘Vocês não entendem esta parábola? Como, então, compreenderão todas as outras parábolas?’” (Mc 4:13). Mas não se esqueça de que estamos falando do Reino, portanto daquilo que é exterior, pois entre os doze há também um Judas. Antes de mergulharmos nas parábolas vale a pena recapitular alguns pontos.

No capítulo anterior Jesus é rejeitado por Israel e seus familiares. Isso faz com que ele rompa seus vínculos nacionais e naturais, e desista de encontrar fruto no homem. Agora é ele quem irá assumir o papel de Semeador para produzir fruto. Sua vinda serviu como um teste para Israel e para o homem, e ambos foram reprovados. Ficava claro ser impossível ao homem guardar a Lei, que não fora dada para salvar, mas apenas para denunciar o pecado. Quando você coloca o termômetro em seu filho ele só indica a temperatura, mas não é capaz de curar a febre.

Se juntarmos os versículos da parábola contada para a multidão, com os da explicação que Jesus dá apenas aos discípulos, temos algo assim: “Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho, e as aves vieram e a comeram... Os que estão junto ao caminho são aqueles em quem a Palavra é semeada; mas, tendo eles a ouvido, vem logo Satanás e tira a Palavra que foi semeada no coração deles.” (Mc 4:5, 15).

O caminho é formado por muitos pés que deixam a terra impermeável ao cultivo. Se você segue a opinião pública não dará importância à semente da Palavra, mesmo que ela caia bem ao seu lado. Mas não é só a dureza de coração que a impede de germinar. Satanás “vem e retira a Palavra nelas semeada” (Mc 4:15). Em Mateus 13:4 diz que “as aves vieram e a comeram”. Na parábola da semente de mostarda você aprenderá que as aves são agentes de Satanás aninhados na grande árvore da cristandade.

Portanto, se você ouviu o puro evangelho da graça, e logo parentes, amigos e até teólogos e clérigos vieram tentar convencê-lo do contrário, saiba que eles estão inconscientemente fazendo o serviço de Satanás. Saia desse caminho da opinião pública e fique só com a Palavra de Deus. Já disseram a você que está ficando louco, que deve aproveitar a vida, ou que para ser salvo precisa se filiar a uma igreja? Então você sabe do que estou falando.

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#707 Teoria dos Conjuntos


Leitura: Marcos 4:1-14

O “mistério do Reino” (Mc 4:11), do qual Jesus fala aos discípulos, é também uma esfera de responsabilidade, mas não é a mesma coisa que a Igreja. No Reino existe joio, na Igreja só trigo. Depois que esta for arrebatada, o Reino permanecerá na terra ainda em mistério, para ser estabelecido de forma visível e em poder com a vinda de Cristo para reinar. Hoje uma pessoa é introduzida no Reino pelo batismo, e passa a fazer parte da “casa de Deus”, que é o aspecto exterior da Igreja na terra. Mesmo assim ela estará eternamente perdida se não tiver nascido de novo.

Pense na Teoria dos Conjuntos que aprendeu nas aulas de Matemática. O Reino é o conjunto maior formado por aqueles que já não são pagãos, pois se associaram ao nome de Cristo pelo batismo e professam ter “um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4:5). São os que hoje se dizem cristãos, sejam eles falsos ou verdadeiros. Simão, o mago e falso convertido de Atos 8, era batizado e fazia parte desse conjunto ou “grande casa” (2 Tm 2:20). Uma profissão de fé, mesmo falsa, traz responsabilidades, e foi por isso que Simão recebeu uma severa repreensão de Pedro, que disse: “Você não tem parte nem direito algum neste ministério”  (At 8:21).

Quando Jesus estava na terra o Reino estava aqui na Pessoa dele, pois ele mesmo disse aos judeus: “o Reino de Deus está entre vocês” (Lc 17:21). Deus estava em Cristo mostrando a condição moral que deve caracterizar o Reino, e também o poder governante dele, que era capaz de subjugar a própria natureza. Antes de Cristo subir ao céu somente ele estava nesse Reino, mas com a vinda do Espírito Santo para habitar na terra o Reino pôde ser visto aqui manifestado nos que são habitados pelo Espírito. Apesar de o Reino ser apresentado em “mistério” ou  “segredo” nas parábolas, você verá que o Reino é também manifestado em seu aspecto exterior naquilo que Satanás e o homem têm feito com ele.

Aí sim nós o vemos invadido pelo joio, que se parece com o trigo, porém cujas folhas não olham para o Sol e nem acompanham seu movimento no céu como faz o trigo. Também o vemos habitado por aves emissárias de Satanás, que roubam a boa semente caída à beira do caminho, e se aninham na aberração que é a grande árvore de mostarda em seu crescimento anormal. O Reino é também semelhante à massa contaminada pelo fermento da má doutrina, e aquilo que deveria servir de alimento, serve para estufar o orgulho humano. Tudo isso é também a cristandade, um sistema frondoso por fora, porém corrupto por dentro.

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#706 O Reino em misterio


Leitura: Marcos 4:1-14

“Ele lhes ensinava muitas coisas por parábolas, dizendo em seu ensino: ‘Ouçam! O semeador saiu a semear.’” (Mc 4:2-9). Já que nem Israel, nem o homem em seu estado natural produziram fruto para Deus, Jesus irá providenciar isso a partir do zero. Ele é o Semeador e também a semente, pois “o Semeador semeia a Palavra” (Mc 4:14) e aprendemos do Evangelho de João que Jesus é a Palavra ou Verbo de Deus (Jo 1:1).

Embora a tarefa de semear seja de Jesus, ele a compartilha com os que são seus, pois Hebreus diz que “esta salvação, primeiramente anunciada pelo Senhor, foi-nos confirmada pelos que a ouviram.” (Hb 2:3). Mesmo com a atuação direta do próprio Jesus na semeadura, apenas um quarto das sementes produz fruto. O Semeador é perfeito, a semente é perfeita, porém os resultados variam em função dos diferentes solos. Portanto não desanime quando semear e não vir fruto na mesma proporção da semente.

Após contar a parábola para a multidão, Jesus reúne apenas seus discípulos para explicar seu significado. “Quando ele ficou sozinho, os doze e os outros que estavam ao seu redor lhe fizeram perguntas acerca das parábolas. Ele lhes disse: ‘A vocês foi dado o mistério do Reino de Deus, mas aos que estão fora tudo é dito por parábolas, a fim de que, ainda que vejam, não percebam, ainda que ouçam, não entendam; de outro modo poderiam converter-se e ser perdoados”. (Mc 4:10-12). Sempre haverá na terra a multidão que apenas ouve, e os que são do Senhor e entendem.

O assunto desta e das outras parábolas é o “Reino de Deus”, que muitos confundem com salvação, Igreja ou céu. Não é. O Reino é a esfera de governo e influência moral onde a autoridade de Cristo é reconhecida. Dependendo do modo como a Palavra é recebida, ela tem diferentes resultados. Mas tenha em mente que são os resultados exteriores que estarão sendo aqui apontados, e não a salvação. Se fosse, alguém poderia dizer que é possível uns serem mais salvos que outros, pois o resultado ou “fruto” no final difere dependendo do solo.

Pense no Reino de Deus como um batalhão. Por fora parecem todos iguais, mas se existir um inimigo infiltrado fazendo-se passar por soldado, o que ele parece ser não é suficiente para revelar o que existe debaixo da farda. Apenas Deus é capaz de julgar o solo e o fruto. Quer um exemplo? Veja a cristandade hoje e pense naquele ditado popular: “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”. Aí você vai entender o aspecto visível do Reino.

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#705 A favor e contra


Leitura: Marcos 4:1-12

Se a rejeição pelos líderes de Israel demonstrou que Jesus podia desistir de encontrar fruto naquela nação, o rompimento com seus familiares indicava que também não iria achar fruto na natureza humana. Então de onde viria fruto para Deus? Do próprio trabalho de Jesus como o Semeador. Assim começa o capítulo 4 de Marcos: “Novamente Jesus começou a ensinar à beira-mar. Reuniu-se ao seu redor uma multidão tão grande que ele teve que entrar num barco e assentar-se nele. O barco estava no mar, enquanto todo o povo ficava na beira da praia. Ele lhes ensinava muitas coisas por parábolas.” (Mc 4:1-2).

Não se impressione com a multidão que é atraída, o que obriga Jesus a usar um barco como púlpito diante de uma praia lotada. Nós bem sabemos que isso não passa de curiosidade humana e do desejo de obter alguma vantagem. Alguns o buscam pela satisfação intelectual obtida com seu ensino, como fazem os teólogos e filósofos modernos. Outros estão interessados em libertação, curas e solução de problemas. Existem ainda os que não perdem um lanche grátis, quando Jesus multiplica pães e peixes. Finalmente, não podemos nos esquecer de um — Judas — que está de olho no dinheiro que a amizade com Jesus pode proporcionar.

Na continuação você encontra Jesus dividindo os seres humanos em duas categorias: os que são de dentro e os que são de fora. Ele faz isso ao explicar aos discípulos a razão de falar por meio de parábolas: “A vocês foi dado o mistério do Reino de Deus, mas aos que estão fora tudo é dito por parábolas,  a fim de que, ainda que vejam, não percebam, ainda que ouçam, não entendam; de outro modo, poderiam converter-se e ser perdoados.” (Mc 4:11-12). Por mais politicamente incorreta que você possa achar essa atitude, é melhor se acostumar com o fato de que sempre existirão os que são por Jesus e os que são contra ele.

Se agora as pessoas que enchem a praia parecem estar do lado dele, logo escolherão o lado dos sacerdotes, fariseus, mestres da lei, políticos, soldados romanos e até dos marginais, para lançarem impropérios contra Jesus e exigir que ele seja crucificado. No futuro, após a Igreja — os verdadeiros salvos — ter sido tirada da terra, a grande massa dos que hoje se denominam cristãos, mas nunca nasceram de novo, ficará do lado do anticristo. Unidos como uma falsa “noiva de Cristo”, serão identificados como “Babilônia”, a “Grande Meretriz” de Apocalipse, “embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus” (Ap 17:6).

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#704 Vinculos rompidos


Leitura: Marcos 3:31-35

“Então chegaram a mãe e os irmãos de Jesus. Ficando do lado de fora, mandaram alguém chamá-lo. Havia muita gente assentada ao seu redor; e lhe disseram: ‘Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e te procuram’. ‘Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?’, perguntou ele. Então olhou para os que estavam assentados ao seu redor e disse: ‘Aqui estão minha mãe e meus irmãos! Quem faz a vontade de Deus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe.’” (Mc 3:31).

Esta passagem complementa o versículo 21, “quando seus familiares... saíram para apoderar-se dele, pois diziam: ‘Ele está fora de si’”. Agora eles chegam à casa onde Jesus está e precisam enviar um recado, pois não conseguem entrar por causa da multidão. Esses irmãos não são primos, mas filhos de Maria, todavia não é esta a principal finalidade da passagem neste contexto. Você já sabe que os líderes judeus tinham rejeitado a Jesus, e sua família o chamou de insano. Portanto agora ele irá desfazer seus laços, não apenas com o povo de Israel, mas também com seus familiares.

Aqui não se trata de Jesus faltar com o respeito à sua mãe, mas sim de enviar uma mensagem clara a todo aquele que deseja segui-lo. A partir de agora ele caminharia sem os vínculos naturais e também aqueles com Israel como nação. Mais tarde ele instruiria seus discípulos sobre a posição marginal que eles ocupariam em um mundo que rejeitou seu Senhor:

“Vocês serão traídos até por pais, irmãos, parentes e amigos, e eles entregarão alguns de vocês à morte. Todos odiarão vocês por causa do meu nome... Não pensem que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim para fazer que o homem fique contra seu pai, a filha contra sua mãe, a nora contra sua sogra; os inimigos do homem serão os da sua própria família. Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim... Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo.” (Jo 21:16-17; Lc 14:26; Mt 10:34-37).

Percebe como as tentativas de pacificação do mundo estão na contramão do que Jesus falou? E se você acha falta de amor amar a ele mais que a seus filhos e cônjuge, então não prestou atenção quando ele disse que você não deve amar nem a “sua própria vida” mais que a Jesus.

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#703 Igreja nao e' Israel


Leitura: Marcos 3:31-35

Existe um aspecto dispensacional no episódio em que os judeus acusam Jesus de possessão demoníaca. Os Evangelhos representam uma mudança de dispensação antes da formação da Igreja — o Corpo de Cristo — composta de judeus e gentios. Mas primeiro Israel deveria rejeitar o Messias que “veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (Jo 1:11). Essa rejeição é vista aqui nos líderes religiosos da nação e, como consequência, Deus deve colocar Israel à parte para tratar com a Igreja.

Em outro Evangelho Jesus fala do triste resultado que teve sua interação com seu povo: “Se eu não tivesse vindo e lhes falado, não seriam culpados de pecado. Agora, contudo, eles não têm desculpa para o seu pecado. Aquele que me odeia, também odeia o meu Pai. Se eu não tivesse realizado no meio deles obras que ninguém mais fez, eles não seriam culpados de pecado. Mas agora eles as viram e odiaram a mim e a meu Pai. Mas isto aconteceu para se cumprir o que está escrito na Lei deles: ‘Odiaram-me sem razão’.” (Jo 15:22-24).

A falta de entendimento da verdade dispensacional leva muitos cristãos a adotarem em sua adoração costumes judaicos, como templos, clérigos, dízimos etc. Consideram a Igreja uma continuação de Israel e herdeira das mesmas promessas terrenas de prosperidade feitas àquele povo. Mas a Igreja nada tem a ver com Israel, pois é um “mistério que, durante as épocas passadas, foi mantido oculto em Deus” (Ef 3:9). E tampouco ela tem sua esperança na Terra, como Israel, mas foi abençoada “com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo” (Ef 1:3). Seu destino não é viver aqui, pois “a nossa cidadania está nos céus, de onde esperamos ansiosamente um Salvador, o Senhor Jesus Cristo.” (Fp 3:20).

Paulo explica assim: “Israel experimentou um endurecimento em parte, até que chegasse a plenitude dos gentios. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: ‘Virá de Sião o Redentor que desviará de Jacó a impiedade. E esta é a minha aliança com eles quando eu remover os seus pecados’. Quanto ao evangelho, eles são inimigos por causa de vocês; mas quanto à eleição, são amados por causa dos patriarcas, pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis.” (Rm 11:25-29). Esse “endurecimento em parte” é só “até que chegasse a plenitude dos gentios”, mostrando um período de tempo definido que termina com os últimos gentios sendo acrescentados ao corpo de Cristo. Então “virá de Sião o Redentor” para salvar Israel e estabelecer um Reino de mil anos na terra. 

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#702 Venda casada?


Leitura: Marcos 3:28-30

Após mostrar aos mestres da lei o absurdo de afirmarem que o poder de Jesus para expulsar demônios viria do príncipe dos demônios, ele lhes diz: “‘Eu lhes asseguro que todos os pecados e blasfêmias dos homens lhes serão perdoados, mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão: é culpado de pecado eterno’. Jesus falou isso porque eles estavam dizendo: ‘Ele está com um espírito imundo’.” (Mc 3:28-30). Esta passagem é usada por líderes que praticam terrorismo psicológico e ameaçam as pessoas com a perdição se duvidarem do que eles dizem. Soube de um que usava o seguinte argumento: “Quando eu prego faço isso inspirado pelo Espírito Santo. Portanto quem abandonar minha igreja estará blasfemando contra o Espírito e não terá mais perdão”.

Outros fazem uma “venda casada”, juntando a passagem da blasfêmia contra o Espírito com aquela do “pecado para morte” (1 Jo 5:16). Isso leva alguns à loucura, quando caem num pecado para o qual acham que não há perdão. Às vezes basta um mau pensamento e já se acham perdidos, como se fosse possível impedir a mente de pensar. Se você crê no que Jesus disse estará seguro de nunca perder sua salvação. Ele garantiu: “Quem crê no Filho tem a vida eterna... Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão.” (Jo 3:36; 10:28). Sua salvação começou quando “Deus nos escolheu nele [em Cristo] antes da criação do mundo... e em amor nos predestinou.” (Ef 1:4, 5). Aos verdadeiros salvos a Bíblia diz: “Quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus.” (Ef 1:13-14). Você crê?

Então o que as passagens da blasfêmia contra o Espírito Santo e do pecado para a morte significam? A blasfêmia para a qual não há perdão é explicada na própria passagem: “Jesus falou isso porque eles estavam dizendo ‘Ele está com um espírito imundo’” (Mt 3:30). Ou seja, a menos que você fosse um incrédulo vivendo nos tempos de Jesus, não há como você hoje apontar o dedo para ele e dizer: “Pelo príncipe dos demônios é que ele expulsa demônios.” (Mc 3:22). O “pecado para a morte” é morte física, quando um crente vive uma vida tão torta, que Deus decide entregá-lo “a Satanás, para que o corpo seja destruído, e seu espírito seja salvo no dia do Senhor” (1 Co 5:5). Isso aconteceu com “Himeneu e Alexandre” (1 Tm 1:20), Ananias e Safira, que foram mortos em Atos 5, e teria acontecido com o homem de 1 Coríntios 5 caso não se arrependesse.

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#701 Satanas versus Satanas


Leitura: Marcos 3:22-27

“E os mestres da lei que haviam descido de Jerusalém diziam: ‘Ele está com Belzebu! Pelo príncipe dos demônios é que ele expulsa demônios’. Então Jesus os chamou e lhes falou por parábolas: ‘Como pode Satanás expulsar Satanás? Se um reino estiver dividido contra si mesmo, não poderá subsistir. Se uma casa estiver dividida contra si mesma, também não poderá subsistir. E se Satanás se opuser a si mesmo e estiver dividido, não poderá subsistir; chegou o seu fim. De fato, ninguém pode entrar na casa do homem forte e levar dali os seus bens, sem que antes o amarre. Só então poderá roubar a casa dele.’” (Mc 3:22-27).

Os mestres da lei caminharam duzentos quilômetros de Jerusalém a Cafarnaum apenas para declarar uma espantosa blasfêmia. Por isso não se espante se você hoje encontrar religiões e religiosos gastando tempo e dinheiro apenas para blasfemar contra a Pessoa de Cristo, de forma sutil ou escancarada. Isso é feito negando sua divindade, desacreditando o poder de sua obra expiatória para salvar o pecador ou introduzindo outro mediador entre Deus e os homens, que não seja Jesus. O diabo dispõe de recursos materiais e humanos para fazer oposição à verdade, portanto não se deixe impressionar pela pompa e circunstância de seus ministros. Neste caso específico os clérigos judeus estão afirmando que o poder de Jesus para expulsar demônios viria de Belzebu, o príncipe dos demônios.

Jesus usa uma parábola para mostrar o absurdo do raciocínio deles, pois Satanás expulsar Satanás seria um tiro no pé. Ele compara os domínios do diabo a um reino com súditos e escravos. Até aquele momento estes tinham sido deixados mais ou menos à mercê da própria sorte, mas a entrada do Filho de Deus na humanidade abalou os domínios desse reino das trevas. Antes mesmo de seu sacrifício para libertar os pecadores de seus pecados, Jesus já neutralizava o poder de Satanás sobre as pessoas. Ele tinha entrado “na casa do homem forte”, o diabo, e começara a saquear os seus bens. “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder, e ele andou por toda parte fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo diabo, porque Deus estava com ele.” (At 10:38).

A oposição e blasfêmia dos clérigos judeus vai além de ofender a Jesus, que opera milagres bem ali diante de seus olhos. Eles blasfemam contra o Espírito Santo, ao qual não podem ver e de quem emana o poder das obras que Jesus faz ali. Isso teria consequências sérias, para eles pessoalmente e para a nação como um todo, como veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#700 O genuino Evangelho


Leitura: Marcos 3:21

Os parentes de Jesus o consideravam “fora de si” (Mc 3:21), portanto era natural que Paulo fosse enviado mais tarde “para pregar o evangelho, não com palavras de sabedoria humana, para que a cruz de Cristo não seja esvaziada. Pois a mensagem da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus... Nós pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, é escândalo para os judeus e loucura para os gentios, mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana, e a fraqueza de Deus é mais forte que a força do homem.” (1 Co 1:17-18; 23-25).

A oposição por aqueles que não ouvem a Palavra era prevista, pois Jesus já avisara que “aquele que pertence a Deus ouve o que Deus diz” (Jo 8:47), e isso não é apenas o que está nos Evangelhos. Crer em Jesus é crer também no Antigo Testamento, pois aos que não aceitam os escritos de Moisés ali, o Senhor mesmo disse: “Se vocês cressem em Moisés, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito. Visto, porém, que não creem no que ele escreveu, como crerão no que eu digo?” (Jo 5:46-47).

Não espere por tapinhas nas costas ao pregar a Palavra. Paulo diz que “quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente.” (1 Co 2:14). Em seguida ele fala da atitude, do conteúdo e da forma como a mensagem deve ser pregada. “Quando estive entre vocês, não fui com discurso eloquente, nem com muita sabedoria para lhes proclamar o mistério de Deus. Pois decidi nada saber a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. E foi com fraqueza, temor e com muito tremor que estive entre vocês. Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas de demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.” (1 Co 2:1-5).

Para deixar claro que o Evangelho não é uma mensagem de mudança de vida, libertação de vícios ou filiação a uma “igreja”, Paulo o resume assim: “Irmãos, quero lembrar-lhes o evangelho que lhes preguei, o qual vocês receberam e no qual estão firmes. Por meio deste evangelho vocês são salvos... Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1 Co 15:1-4).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#699 Genio ou louco?


Leitura: Marcos 3:21

A rejeição e o desprezo dos parentes de Jesus, que o consideravam louco, certamente entristecia seu coração. Mas ele os amava mesmo assim, pois Deus “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (2 Tm 2:4). Esta deveria ser também nossa atitude diante da rejeição. Ficamos ofendidos quando achamos que temos uma reputação a zelar, mas lembre-se de que o que eu e você éramos em nós mesmos terminou na cruz. Se os incrédulos chamaram a Jesus de louco, de que você espera ser chamado? De gênio? O que importa agora é o que somos aos olhos de Deus, como ele nos vê em Cristo ressuscitado.

“Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas! Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus.” (2 Co 5:17-20).

Ao invés de ficar se lamentando da rejeição de parentes e amigos, procure conquistá-los para Jesus. Comece orando e intercedendo por eles, “pois o deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Co 4:4). Mas cuidado para não se considerar melhor que eles. Você foi salvo por graça, portanto Deus não encontrou em você coisa alguma boa que pudesse ajudar em sua salvação. Por isso seja humilde e ame os incrédulos, pois “Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele.” (Jo 3:16-17).


Ore também por si mesmo e por direção de quando, onde e como falar às pessoas do amor de Deus. “Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida. Peça-a, porém, com fé, sem duvidar.” (Tg 1:5-6). Ore também “ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (Lc 10:2). E acima de tudo lembre-se de que pregar o evangelho não é pregar mudança de vida, libertação de vícios e nem o filiar-se a alguma religião. Pregar o evangelho é fazer como Paulo fazia nos próximos 3 minutos.

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#698 Rejeicao e desprezo


Leitura: Marcos 3:21

“Quando seus familiares ouviram falar disso, saíram para apoderar-se dele, pois diziam: ‘Ele está fora de si’” (Mc 3:21). Mais tarde os vizinhos de Jesus ficariam escandalizados, e ele diria: “Só em sua própria terra, entre seus parentes e em sua própria casa, é que um profeta não tem honra” (Mc 6:4). Portanto, não se surpreenda se parentes e amigos virarem estranhos e inimigos. Jesus passou por isso também. Como agir diante da rejeição em casa, na escola ou no trabalho, e ao mesmo tempo levá-los a conhecer a salvação? Tendo a mesma atitude “de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus... esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz.” (Fp 2:5-8).

“Porque é louvável que, por motivo de sua consciência para com Deus, alguém suporte aflições sofrendo injustamente. Pois que vantagem há em suportar açoites recebidos por terem cometido o mal? Mas se vocês suportam o sofrimento por terem feito o bem, isso é louvável diante de Deus. Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos. ‘Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca’.  Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça.” (1 Pe 2:19-23).

Nossa dificuldade está em acharmos que os ataques sejam contra nós, mas não são. O que mudou com sua conversão? Você não tinha a Cristo e agora tem; era bem tratado e agora não é. Percebe que o ódio e a rejeição não são contra você, mas contra Jesus? Então não tente se defender, pois o alvo dos ataques não é você, é Jesus! Tenha sempre em mente que seus inimigos não são os incrédulos, pois “a nossa luta não é contra o sangue e a carne” — isto é, as pessoas —, “mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.” (Ef 6:12).

O seu papel é o de interceder por seus opositores, como Paulo intercedeu em favor do rei Agripa, dizendo: “Peço a Deus que não apenas tu, mas todos os que hoje me ouvem se tornem como eu, menos estas algemas” (At 26:29). Ou Estêvão, que de joelhos orava pelos que o apedrejavam: “Senhor, não os consideres culpados deste pecado” (At 7:60). Jesus bem que avisou: “Tratarão assim vocês por causa do meu nome” (Jo 15:21).

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#697 Comunhao e adoracao


Leitura: Marcos 3:20

Após ser confrontado por religiosos na sinagoga, acuado pela multidão à beira-mar e importunado por demônios, Jesus subiu ao monte para escolher seus apóstolos e agora busca por um momento de comunhão com eles na intimidade de uma casa. Mas nem isso está sendo possível. “Então Jesus entrou numa casa, e novamente reuniu-se ali uma multidão, de modo que ele e os seus discípulos não conseguiam nem comer.” (Mc 3:20). Se os discípulos que desceram com ele do monte ficaram impressionados com a popularidade de Jesus, logo perceberiam que isso iria também privá-los de privilégios, como o de comer com ele. Mas a multidão estava menos interessada em Jesus e mais no que poderia obter dele.

Enquanto o “mar” nos fala das nações, e o “monte” de um lugar elevado de onde o Senhor escolhe os discípulos e lhes dá instruções, a “casa” nos fala de um lugar reservado de acolhimento e comunhão. Entender este simbolismo nos ajuda na compreensão da Palavra de Deus. Nunca vemos Jesus dormir em Jerusalém, mas quando visitava a cidade costumava ficar na “casa” de Lázaro, Marta e Maria em Betânia. Ali ele encontrava descanso, alimento e refrigério na companhia de pessoas muito queridas ao seu coração, e um equilíbrio entre comunhão, adoração e serviço.

No início não tinha sido assim, e Marta precisou ser repreendida por trabalhar demais, enquanto Maria era elogiada por estar aos pés de Jesus: “Marta! Marta!” — alertou o Senhor — “Você está preocupada e inquieta com muitas coisas; todavia apenas uma é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada” (Lc 10:41). Porém mais tarde, no capítulo 12 do Evangelho de João e seis dias antes da cruz, vemos Jesus outra vez hospedado ali, tendo agora Marta equilibrada em seu serviço para o Senhor, Maria adorando sua pessoa enquanto ungia seus pés com perfume, e Lázaro em comunhão com ele à mesa.

Estar à mesa com os discípulos e comer com eles após descer do monte era o que o Senhor queria neste capítulo 3 de Marcos. Mas a multidão não permite, e assim será sempre com a multidão, mais de olho na bênção do que naquele que abençoa. Um crente em Cristo jamais perderá a salvação, mas é fácil perder a comunhão, e nem sempre isso ocorre por pecado moral. Buscar a bênção não é o mesmo que ocupar-se com o que abençoa; trabalhar, evangelizar e sair em busca dos perdidos não é o mesmo que sentar-se aos pés de Cristo em adoração. Trabalhadores para a sua seara, o Senhor os dá. Mas adoradores, como Maria de Betânia, o Senhor os busca.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.