"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#736 De volta a vida


Leitura: Marcos 5:35-40

Ao ordenar que saíssem dali os que zombam dele, por ter dito que a menina dormia, Jesus faz distinção entre incrédulos e crentes. Apenas Jairo, sua esposa e os discípulos verão a ressurreição da criança. Então “tomou consigo o pai e a mãe da criança e os discípulos que estavam com ele, e entrou onde se encontrava a criança”. Não seria demais afirmar que a menina também tenha sido criada no temor do Senhor e na expectativa da vinda do Messias prometido a Israel. Assim como acontece aqui, mais tarde nenhum incrédulo veria a ressurreição do Senhor, mas apenas os seus discípulos.

O capítulo começou com um homem possesso para o qual os cidadãos de Gadara não davam qualquer esperança. Jesus libertou o pobre homem. Em seguida vimos uma mulher que havia sido desenganada pelos médicos e já não tinha mais recursos para ser curada. Jesus curou a mulher. Agora a fronteira final do desafio humano: uma criança morta. Seria ele capaz de fazê-la voltar à vida. Certamente, porque Jesus não é um homem comum: ele é o Filho de Deus vindo em carne, Deus e Homem, “o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra” (Hb 1:3). A mesma palavra que criou os mundos irá agora demonstrar seu poder ao chamar a menina de seu sono mortal.

Jesus “tomou-a pela mão e lhe disse — em aramaico —: ‘Talita cumi!’, que significa: ‘Menina, eu lhe ordeno, levante-se!’. Imediatamente a menina, que tinha doze anos de idade, levantou-se e começou a andar. Isso os deixou atônitos. Ele deu ordens expressas para que não dissessem nada a ninguém e mandou que dessem a ela alguma coisa para comer.” (Mc 5:41-43). Uma frase de Jesus, o Criador do Universo, foi suficiente para ressuscitar a menina, do mesmo modo como fez com Lázaro, quando “bradou em alta voz: ‘Lázaro, venha para fora!’. O morto saiu, com as mãos e os pés envolvidos em faixas de linho, e o rosto envolto num pano. Disse-lhes Jesus: ‘Tirem as faixas dele e deixem-no ir’.” (Jo 11:43-44).

Em ambos os casos existe um elemento comum: o Senhor traz pessoas de volta à vida, mas deixa a outros o privilégio de cuidar delas. No caso de Lázaro ele precisava ser livrado das faixas da morte que limitavam seus movimentos; no caso da menina ela precisa ser alimentada em sua nova vida. Do mesmo modo, para todo novo convertido a Cristo, que é chamado da morte para a vida pela mensagem do Evangelho, é preciso que alguém tire suas amarras e o alimente.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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