"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#792 Envergonhados


Leitura: Marcos8:38

O capítulo 8 de Marcos termina com um aviso solene que pode preocupar algum filho de Deus que seja mais tímido: “Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, o Filho do homem se envergonhará dele quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.” (Mc 8:38). Mas repare no contexto em que ele coloca suas palavras: “Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora.

O crente pode até se envergonhar do que pessoas “desta geração adúltera e pecadora” irão pensar, mas sempre dará valor a Cristo e sua Palavra. Sempre existiram cristãos que esconderam ou negaram sua fé em algum momento por medo da tortura e morte, e isto nos leva a outra passagem que alguns costumam associar à que acabamos de ler: “Se morremos com ele, com ele também viveremos se perseveramos, com ele também reinaremos. Se o negamos, ele também nos negará.” (2 Tm 2:11-12).

Será que isto significa que um verdadeiro crente em Jesus poderia perder a salvação se sentisse vergonha de Cristo e sua Palavra, ou viesse a negá-lo sob tortura física ou psicológica? Ora, um verdadeiro crente tem em si uma vida que é eterna e recebeu de Deus, com o direito de chama-lo de Pai. Se o meu filho me negar será que deixaria de ser meu filho e perderia meu DNA? Jamais! Ele poderia perder a comunhão, mas não a filiação.

Portanto a negação de que fala aqui não é uma queda isolada, por mais vergonhosa que seja, como a de Pedro. Um incrédulo tem vergonha de Cristo e de sua Palavra. Se questionado, irá negar ter um relacionamento pessoal com ele. Mas o crente se alegra só de ouvir o nome de Jesus, não é alheio à leitura da Palavra e à oração. Um incrédulo está para uma porca assim como um crente está para uma ovelha. Ambas podem até escorregar cair no poço de lama, mas a ovelha quer logo sair e rolar na grama para limpar sua lã. A porca não, ela prefere ficar se refestelando na imundície.

A negação de Pedro, assim como uma eventual vergonha de testemunhar de Jesus, era passageira, por mais vergonhosa e repetida que fosse. Todavia, a graça, que a tudo perdoa, apagou a ofensa e a transformou num olhar de compaixão do qual Pedro nunca iria se esquecer: “O Senhor voltou-se e olhou diretamente para Pedro. Então Pedro se lembrou da palavra que o Senhor lhe tinha dito: ‘Antes que o galo cante hoje, você me negará três vezes’.  Saindo dali, chorou amargamente.” (Lc 22:61-62).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#791 Morto por dentro e por fora


Leitura: Marcos8:34-37

Em Marcos 8:34 Jesus faz um convite: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará. Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderia dar em troca de sua alma?” (Mc 8:34-36).

Quando Jesus diz “negue-se a si mesmo” ele não está falando de negar-se algum privilégio ou desejo do tipo “Tenho vontade de tomar sorvete, mas vou negar-me este prazer”. Não! Negar-se assim pode servir para quem está de dieta, mas aqui o Senhor está falando da negação do eu, de sua própria pessoa e tudo o que ela significa: sua inteligência, capacidades, planos etc. Seria como você entregar seu comércio a um amigo e este colocar na porta uma faixa dizendo: “Agora sob nova direção”.

Também costumamos ouvir pessoas falando de “tomar a própria cruz” como sendo algum problema ou enfermidade que carregam. Então dizem que têm aquela cruz para carregar, achando que era disso que Jesus falava. Mas o que ele queria dizer ia muito além de um problema ou enfermidade. Jesus fala de assumir a posição de um condenado à morte. Naqueles dias quem visse alguém carregando uma cruz iria concluir que aquela pessoa estava caminhando para sua execução. Negar-se ou dizer não a si mesmo é aceitar a morte internamente; tomar a própria cruz é aceitar a morte externamente, é caminhar como alguém que morreu aos olhos do mundo.

Para ser discípulo de Cristo é preciso assumir a posição de condenado para o mundo, e isso inclui seu aspecto religioso. Por isso na carta aos Hebreus, que fala do contraste entre a religião de formas baseada no judaísmo, e as “coisas melhores” que Deus trouxe aos crentes em Jesus, somos chamados a sair a ele “fora do acampamento, suportando a desonra que ele suportou.” (Hb 13:13). Você reparou que foi só depois de o cego de nascença ter sido expulso da sinagoga que ele conheceu melhor quem era aquele que o tinha curado? Foi fora do “arraial” ou “acampamento” do sistema religioso judaico que ele se encontrou com Jesus e o adorou.

“Jesus ouviu que o haviam expulsado e, ao encontrá-lo, disse: ‘Você crê no Filho do homem?’ Perguntou o homem: ‘Quem é ele, Senhor, para que eu nele creia?’ Disse Jesus: ‘Você já o tem visto. É aquele que está falando com você’. Então o homem disse: ‘Senhor, eu creio’. E o adorou.” (Jo 9:35-38).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#790 O modus operandi do diabo


Leitura: Marcos8:31-33

Quando me perguntaram qual a aparência de Satanás, respondi que não sabia, pois nunca o tinha visto. Mas talvez eu o tenha visto manifestando-se por meio de alguém. No Jardim do Éden teria sido estranho ele aparecer na forma humana, pois Eva sabia que ela e Adão eram os únicos humanos. Então ele veio como serpente. Depois ele iria se manifestar de diferentes formas, sempre com o mesmo objetivo: Enganar.

Esqueça a ideia medieval de um diabo vermelho, com chifres e garfo espetando criancinhas. Um agente infiltrado não se veste com as cores de seu país de origem, mas com as do país que deseja corromper. É assim que vemos o diabo ao longo das eras, se manifestando  muito mais na espiritualidade do que na imoralidade. Na corte de Faraó ele usou os magos para imitar os sinais divinos feitos por Moisés; hoje ele usa homens de terno ou batina clamando “Senhor, Senhor!” em igrejas, rádio e TV.

O diabo é um querubim, um ser angelical. Do mesmo modo como “falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo” diriam “Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?” (Mt 7:22), “o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz. Portanto, não é surpresa que os seus servos finjam que são servos da justiça.” (2 Co 11:14-15).

Para identificar seu modo de agir basta ver suas intervenções ao longo da Bíblia. Quando Paulo diz para vestirmos “toda a armadura de Deus” para ficarmos “firmes contra as ciladas do diabo” (Ef 6:11), a palavra grega traduzida como “ciladas” é “methodeia”, e significa truque ou malandragem. Satanás contradiz a Palavra de Deus — “Certamente não morrerão!” — e exalta o homem — “Vocês serão como Deus” (Gn 3:4-5).

Esse “príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência”, levará você a seguir “a presente ordem deste mundo”, que chamamos de opinião pública. E pode até usar alguém tão idôneo quanto Pedro para negar a Palavra de Deus, como neste capítulo.

Após Jesus explicar claramente que era necessário que ele “fosse morto e três dias depois ressuscitasse... Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo. Jesus, porém, voltou-se, olhou para os seus discípulos e repreendeu Pedro, dizendo: ‘Para trás de mim, Satanás! Você não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens’.” (Mc 8:31-33).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#789 Transplante de mente


Leitura: Marcos8:31

“Então Jesus começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem sofresse muitas coisas e fosse rejeitado pelos líderes religiosos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da lei, fosse morto e três dias depois ressuscitasse.” (Mc 8:31). Uma frase é a chave para entender este versículo e outros da Palavra de Deus: “Era necessário”. Quando Deus acha que algo é necessário é melhor você não discutir.

A necessidade de Jesus morrer e ressuscitar é explicada em João 12:24: “Se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto.”. A humanidade tenta incrementar a vida para fugir da morte usando engenharia genética, órgãos biônicos, Inteligência Artificial, criogenia, etc. Mas o projeto de Deus na construção de uma nova criação é muito melhor: começa pelo sucateamento do velho homem na cruz para criar o novo homem em ressurreição e vida.

A ciência busca turbinar o velho corpo humano para fazê-lo durar mais e aumentar sua capacidade intelectual. A ideia é reformar o hardware para ser capaz de receber todo o potencial do software. Já se fala em transplante da consciência para máquinas, porém a ciência aponta mais alto: um ser sobre-humano, ao que chamam de “Singularidade”. A ideia é que o novo homem criado pela ciência, que nem poderia mais ser considerado humano, seria um ser singular, imortal e com vontade própria.

Nada disso deveria surpreender o cristão, pois o anticristo terá “poder para dar fôlego à imagem da primeira besta, de modo que ela podia falar.” (Ap 13:14-15). A fala é uma das atividades mais complexas do corpo, e não me refiro à voz digital, que não passa de um papagaio eletrônico, mas daquela produzida por uma mente inteligente. Essa “imagem” não é a coisa em si, mas uma representação capaz de pensar e falar. Percebe a ordem das coisas nos planos do homem? Primeiro cria-se a imagem para depois implantar nela uma mente consciente.

Enquanto isso Deus oferece muito mais àquele que crê em Jesus, com a vantagem de ele receber a mente consciente antes mesmo de ser revestido da imortalidade. “Nós, porém, temos a mente de Cristo”, diz Paulo ao se referir à realidade daqueles que já creram em Jesus e agora aguardam apenas a transformação do hardware de seus corpos. “Pois é necessário que aquilo que é corruptível se revista de incorruptibilidade, e aquilo que é mortal, se revista de imortalidade.” (1 Co 2:16; 15:54).

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#788 Inteligência Artificial


Leitura: Marcos8:27-30

Prometeu é o personagem da mitologia grega que teria roubado o fogo dos deuses para dá-lo aos homens. Dele a humanidade teria aprendido as artes, a escrita, a matemática, a agricultura, a medicina e a ciência. O poeta Goethe o descreve como um homem extraordinário, que quer tornar os homens à sua própria imagem para não precisarem venerar os deuses. Para o comunista Karl Marx ele seria o modelo do homem perfeito.

A Palavra de Deus ensina que desde a queda no Éden o grande objetivo de Satanás foi fazer o homem acreditar que poderia ser um deus. Desde então a humanidade vem tentando se equipar para isso, e no capítulo 4 de Gênesis vemos o homicida Caim e seus descendentes criando a primeira cidade, a agropecuária, as artes e a tecnologia. Hoje a humanidade continua nessa saga da evolução para chegar ao “Homem 2.0”.

Se você recebe sugestões após comprar na Internet é porque sistemas de “Inteligência Artificial” armazenam suas preferências para definir quem você é e transformá-lo em quem ela deseja que seja. Esqueça os robôs mecânicos da ficção. A “Inteligência Artificial” não precisa deles. Você é o corpo que ela quer possuir, o filhote de Prometeu com acesso a todo conhecimento humano ao toque dos dedos, da voz ou da íris. “Como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal”, disse a serpente (Gn 3:5).

O problema é que não é possível ser humano sem o senso moral que Deus nos deu. Daí a dificuldade do carro inteligente e sem motorista que, no caso de um inevitável atropelamento, não sabe discernir se deve desviar de um que atravessa a rua correndo ou do marginal armado que o persegue. Quem der um senso moral à “Inteligência Artificial” será o seu “deus”. Você percebe o que vem por aí? “Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.” (Ap 13:17). E você aí preocupado com um chip...

Enquanto os homens tentam virar deuses, Deus valorizou tanto a humanidade que fez o caminho inverso: “O Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”. O filho de Deus quis virar humano para criar uma nova raça à sua semelhança e movida a vida divina: “A todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” (Jo 1:12-14).

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#787 Em busca do Super-Homem



Leitura: Marcos 8:27-30

A resposta de Pedro— ‘Tu és o Cristo’ — causava impacto num judeu, para quem tudo girava em torno da promessa da vinda do Messias, o Cristo libertador. “Messias” significa escolhido, do qual Davi era uma figura a quem Deus disse: “Estabelecerei a tua linhagem para sempre e firmarei o teu trono por todas as gerações” (Sl 89:3-4). Os judeus esperavam por um Super-Homem, um Messias poderoso, guerreiro e libertador, e foi uma decepção ouvir Pedro dizer, após a morte e ressurreição de Jesus: “Este Jesus, a quem vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo.” (At 2:36).

Todavia, Deus “estabeleceu em Cristo seu bom propósito... de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos.” (Ef 1:7-8). Assim como os raios de uma roda de bicicleta convergem para o eixo no centro, assim todas as coisas não apenas tiveram sua origem no Filho de Deus, como irão convergir nele no final. O Centro, origem e destino de todas as coisas.

Mas não era isso que queriam os judeus ou os seres humanos em geral, seduzidos que foram pela voz da serpente: “Vocês serão como Deus” (Gn 3:5). Desde a queda no Éden a história humana tem sido uma saga na busca da divinização do homem para ele poder galgar a posição olímpica de um deus. Esse empoderamento à parte de Deus começa com Caim construindo uma cidade com o nome de seu filho, e seus descendentes criando tudo para tornar a vida no mundo confortável à parte de Deus.

“Caim afastou-se da presença do Senhor e... fundou uma cidade, à qual deu o nome do seu filho Enoque.” Seus descendentes iniciariam as bases da civilização: agropecuária, artes e tecnologia. “Jabal foi o pai daqueles que moram em tendas e criam rebanhos... Jubal foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta... Tubalcaim fabricava todo tipo de ferramentas de bronze e de ferro.” (Gn 4:16-17, 20-22). Tudo isso iria incrementar a capacidade do homem, que mais tarde diria: “Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso”, ao que Deus viu e respondeu: “Em breve nada poderá impedir o que planejam fazer.” (Gn 11:4, 6).

A saga dos seres humanos, que o apóstolo Paulo diz que “trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal” (Rm 1:23), continua ainda hoje e almeja criar uma segunda geração, um “Homem 2.0”¸um lendário Prometeu.

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#786 O Centro de tudo


Leitura: Marcos8:27-30

Jesus pergunta aos discípulos: “‘Quem o povo diz que eu sou?’. Eles responderam: ‘Alguns dizem que és João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, um dos profetas’. ‘E vocês?’, perguntou ele. ‘Quem vocês dizem que eu sou?’. Pedro respondeu: ‘Tu és o Cristo’. Jesus os advertiu que não falassem a ninguém a seu respeito.” (Mc 8:27:30).

Ao se converter a Jesus você achou que tudo na Bíblia girava em torno de você: sua salvação, o perdão de seus pecados, seu destino no céu. Mas se foi enganado por um pregador da Teologia da Prosperidade pode ter achado que Jesus fosse o lendário Gênio da Lâmpada, sempre pronto a satisfazer seus desejos de saúde, prosperidade e prazer nesta vida. Essa visão é humanista, rasa e egocêntrica, e até a ciência já pensou assim.

Há alguns séculos acreditava-se que a Terra era o centro do Universo e o Sol girava em torno dela. Depois o Sol foi para o centro e a Terra passou a girar ao seu redor. Com a descoberta das galáxias e outros sistemas solares foi a vez de o Sol girar em torno do centro de nossa galáxia, a Via Láctea. Mas quando descobriram que a Via Láctea está numa órbita conjugada com Andrômeda, a galáxia que mora ao lado, como duas crianças brincando de girar segurando nas pontas de uma corda, tudo mudou.

Embora esse giro possa criar um ponto virtual em torno do qual esses enormes sistemas revolvem, Via Láctea e Andrômeda estão subordinadas às gigantescas forças gravitacionais de algo ainda maior, o Aglomerado de Virgem. Esse aglomerado, por sua vez... Bem, é melhor eu parar por aqui, pois o que quero mostrar é que sempre tudo gira em torno de algo maior que tudo. Alguns cientistas consideram que seja o ponto de origem do Universo, a partir do qual ele parece estar se expandido. Mas o cristão sabe que o centro é outro, não só de sua vida, mas de todo o Universo: Cristo.

Paulo falava de Cristo como o centro ao qual Deus fará “convergir todas as coisas celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos”, acrescentando que “nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus” (Ef 1:7-10). Percebe agora que é Cristo, e não o seu ou o meu umbigo o centro do Universo? Os homens têm diferentes opiniões de quem ele seja: Profeta, guru, espírito elevado, extraterrestre, são algumas que já ouvi. Mas apenas uma é verdadeira, aquela que o coloca no centro de tudo. “Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas.” (Rm 11:36).

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#785 Humilhacao


Leitura: Marcos 8:22-26

A primeira providência do Senhor quando lhe levaram um cego foi tirar o homem da aldeia. Isto pode não fazer muito sentido para quem não entende que Deus tinha rejeitado os judeus e seu sistema de adoração, depois que aquele povo rejeitou completamente o Messias e Rei de Israel que lhes fora enviado. “Eles foram para Betsaida, e algumas pessoas trouxeram um cego a Jesus, suplicando-lhe que tocasse nele. Ele tomou o cego pela mão e o levou para fora do povoado.” (Mc 8:22-23).

Para entender melhor precisamos ir ao Evangelho de Mateus: “Ai de você, Corazim! Ai de você, Betsaida! Porque se os milagres que foram realizados entre vocês tivessem sido realizados em Tiro e Sidom, há muito tempo elas se teriam arrependido, vestindo roupas de saco e cobrindo-se de cinzas. Mas eu lhes afirmo que no dia do juízo haverá menor rigor para Tiro e Sidom do que para vocês.” (Mt 11:21-22).

Jesus não iria dar a Betsaida o gostinho de observar um sinal, pois já tinha feito ali muitos sinais e milagres, e mesmo assim fora rejeitado. Era a mesma aldeia da qual Jesus tirou o cego para ser curado e depois lhe disse: “Não entre no povoado” (Mc 8:23). Se eu e você morássemos em Betsaida ficaríamos indignados com essa discriminação. Mas Deus discrimina sim os que rejeitam a salvação que ele oferece graciosamente pela fé na Pessoa de Cristo, que morreu numa cruz para levar os nossos pecados.

A história do cego teria sido bem outra se ele não se deixasse levar por aqueles que estavam preocupados com sua cegueira para Jesus lhe abrir os olhos. Ele não teria sido curado se fincasse o pé na aldeia que representava todo o sistema que virou as costas para o Messias e Rei de Israel. Tampouco  se achasse humilhante o método do Senhor, de cuspir em seu rosto. Ele continuaria cego se ficasse julgando os métodos de Deus, ao invés de se render como um inválido incapaz nas mãos de Jesus.

A humilhação, que muitos acham que é aceitar um convite para escutar o Evangelho e se reconhecer pecador, é uma barreira para a salvação. Nosso ego não gosta de ter de engolir tudo o que acreditamos e defendemos a vida inteira, inclusive uma religião que pensávamos ser capaz de nos levar ao céu. Religião nenhuma pode fazer isso, pois a salvação está numa Pessoa, em Jesus. Só crendo nele seus olhos são abertos e você deixará de enxergar homens — sejam eles sacerdotes ou pastores, como grandes coisas, como “árvores andando” (Mc 8:24).

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#784 Escrituras, olhos e entendimento


Leitura: Marcos 8:22-26

O Senhor restaura a vista do cego do capítulo 8 de Marcos e quer fazer o mesmo com você. A pregação do Evangelho leva os cegos a Jesus do mesmo modo como “algumas pessoas trouxeram um cego a Jesus, suplicando-lhe que tocasse nele.” (Mc 8:22). E quando alguém é levado a Cristo, passa por um processo como aquele de Lucas 24, quando os discípulos que viajavam de Jerusalém em direção a Emaús se encontraram com o Senhor e não o reconhecem. Apesar de terem andado com ele, como muitos nas religiões cristãs, eles ainda estavam cegos espiritualmente.

Nesse encontro o Senhor abre três coisas. Primeiro, ele abre as Escrituras: “E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras.” (Lc 24:27). Mais tarde eles iriam dizer: “Não estavam ardendo os nossos corações dentro de nós, enquanto ele nos falava no caminho e nos expunha as Escrituras?” (Lc 24:32). O contato com as Escrituras leva Espírito Santo a incutir vida na pessoa espiritualmente cega e morta e, uma vez tendo vida, ela sente o peso de seus pecados e a necessidade de perdão e salvação.

Alguém que tenha nascido de novo pela aplicação da água da Palavra pelo Espírito não quer mais ficar longe de Jesus. Por isso os dois homens “insistiram muito com ele: ‘Fique conosco, pois a noite já vem; o dia já está quase findando’. Então, ele entrou para ficar com eles. Quando estava à mesa com eles, tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu a eles. Então os olhos deles foram abertos e o reconheceram, e ele desapareceu da vista deles.” (Lc 24:29-31). Primeiro as Escrituras lhes foram abertas, agora Jesus abriu seus olhos para o reconhecerem.

O que acontece em seguida? O Senhor desaparece! Eles já não precisavam ver para crer, pois agora podiam andar por fé. Os mesmos que disseram a Jesus para ficar com eles, porque era tarde e viajar à noite seria perigoso, voltam correndo para Jerusalém mesmo sendo noite. Era lá que o Senhor havia marcado um encontro depois que ressuscitasse. Eles estão contando do encontro que tiveram com Jesus, quando o próprio Senhor aparece no meio deles e tira deles todo temor, ao dizer: “Paz seja com vocês”. Ali ele abre uma terceira coisa: “Então lhes abriu o entendimento, para que pudessem compreender as Escrituras.” (Lc 24:36, 45).

São estas as etapas pelas quais passa um pecador salvo por Cristo, quando lhe são abertas as Escrituras, os olhos da fé e o entendimento.

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#783 Saiamos!


Leitura: Marcos8:22-26

Depois de cuspir no rosto do cego, “Jesus perguntou: ‘Você está vendo alguma coisa?’ Ele levantou os olhos e disse: ‘Vejo pessoas; elas parecem árvores andando’.” (Mc 8:23). O resultado do contato da saliva com os olhos do homem foi receber uma visão parcial e enxergar os homens como árvores, mais altas que seres humanos. Esta era uma visão natural, aquela que o homem cego tinha na religião judaica, onde homens são reputados como grandes numa hierarquia que incluía sacerdotes e profetas no topo.

Só depois de separar o homem de sua aldeia e mostrar a ele como é enxergar as coisas do ponto de vista do homem natural, Jesus lhe dá uma visão clara e completa. “Mais uma vez, Jesus colocou as mãos sobre os olhos do homem. Então seus olhos foram abertos, e sua vista lhe foi restaurada, e ele via tudo claramente. Jesus mandou-o para casa, dizendo: ‘Não entre no povoado!’” (Mc 8:25-26).

Na carta aos Hebreus o Espírito Santo mostra que o cristão não tem mais nada a ver com a velha ordem judaica de templos, sacerdotes e altares. Se Jesus é o mesmo,  o modo de se adorar nesta nova ordem de coisas mudou. “Não se deixem levar pelos diversos ensinos estranhos. É bom que o nosso coração seja fortalecido pela graça, e não por alimentos cerimoniais, os quais não têm valor para aqueles que os comem.” (Hb 13:8-9). Os ensinos da Lei, que regulavam até mesmo alimentos, podiam estar corretos em seu contexto, mas são “ensinos estranhos” na atual dispensação.

“Temos um altar do qual não têm direito de comer os que ministram no tabernáculo. O sumo sacerdote leva sangue de animais até o Santo dos Santos, como oferta pelo pecado, mas os corpos dos animais são queimados fora do acampamento. Assim, Jesus também sofreu fora das portas da cidade, para santificar o povo por meio do seu próprio sangue. Portanto, saiamos até ele, fora do acampamento, suportando a desonra que ele suportou. Pois não temos aqui nenhuma cidade permanente, mas buscamos a que há de vir. Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome.” (Hb 13:10-15).

Ao ser levado fora do arraial Jesus rompeu com a velha ordem de coisas e agora busca adoradores com vocação celestial. Infelizmente a maior parte das religiões cristãs não entende isso e continua aferrada aos símbolos e figuras da antiga dispensação, com seus templos, sacerdotes e cerimoniais.

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#782 Uma cusparada


Leitura: Marcos8:22-26

Jesus “tomou o cego pela mão e o levou para fora do povoado. Depois de cuspir nos olhos do homem e impor-lhe as mãos, Jesus perguntou: ‘Você está vendo alguma coisa?’ Ele levantou os olhos e disse: ‘Vejo pessoas; elas parecem árvores andando’.  Mais uma vez, Jesus colocou as mãos sobre os olhos do homem. Então seus olhos foram abertos, e sua vista lhe foi restaurada, e ele via tudo claramente. Jesus mandou-o para casa, dizendo: ‘Não entre no povoado!’.” (Mc 8:22-26).

Depois de levar o cego para fora do povoado, simbolicamente separando-o de tudo o que podia representar o sistema dos judeus, Jesus cospe em seus olhos e lhe impõe as mãos. Já pensou no que realmente significa levar uma cusparada no rosto? Acredito que em qualquer tempo e lugar isso seria um ato ofensivo, nada politicamente correto. Mas é assim que Deus começa a tratar com uma alma, quebrando seu amor próprio para ficar totalmente à mercê dele. Se você acha que pode ser curado de seus pecados por alguma virtude sua, ainda não entendeu que é só quando você reconhecer sua total cegueira e incapacidade que Cristo poderá agir em você.

Isto nos remete à conversa de Jesus com Nicodemos no Evangelho de João: “Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito.” (Jo 3:5). Se alguém ensinou você que a “água” à qual Jesus se referia era a do batismo, ensinou errado. Nenhuma água tem poder de gerar vida como no novo nascimento. Somente água saída de Jesus —representada pela saliva em nosso capítulo — tem o poder de purificar e criar uma nova vida. Essa “água” é a Palavra de Deus. Quando o Espírito Santo aplica a água da Palavra em alguém essa pessoa, antes morta em delitos e pecados, recebe uma injeção de vida. Agora ela poderá sentir o peso de seus pecados e clamar a Deus por salvação. Antes disso não.

Essa “água” santificadora aparece em Efésios: “Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra.” (Ef 5:25-26). Foi essa “água” que trouxe o Universo à existência, “há muito tempo, pela palavra de Deus, existiam céus e terra, esta formada da água e pela água.” (2 Pe 3:5). E o mesmo Pedro a compara a uma semente geradora de nova vida: “Pois vocês foram gerados de novo, não de uma semente perecível, mas imperecível, por meio da palavra de Deus, viva e permanente.”(1 Pe 1:23). E não se esqueça de que, quando “um dos soldados perfurou o lado de Jesus com uma lança, e logo saiu sangue e água.” (Jo 19:34).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#781 Que tal levar alguem a Jesus?


Leitura: Marcos8:22-26

A cura do cego neste capítulo de Marcos passa etapas. Primeiro, “algumas pessoas trouxeram um cego a Jesus, suplicando-lhe que tocasse nele” (Mc 8:22). Isto mostra como Deus pode nos usar para levar pecadores a Cristo para serem curados de seus pecados. No capítulo 8 do Evangelho de João o paralítico no tanque de Betesda queixa-se de não ter quem o ajude a chegar à água. Ele diz a Jesus: “Senhor, não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque quando a água é agitada. Enquanto estou tentando entrar, outro chega antes de mim”. (Jo 5:7). Triste condição de muitos.

Em um mundo com tantos cegos e paralíticos espirituais, quão importante é levar alguns a Jesus. A desculpa de quem diz não ter dom de evangelista não justifica. Existe mais de uma maneira de apresentar o evangelho a alguém, especialmente com a tecnologia que temos na ponta dos dedos. Além dos folhetos impressos, muito usados por Deus para alcançar pessoas em diferentes lugares e situações, hoje qualquer um pode evangelizar nas redes sociais compartilhando um texto, áudio ou vídeo que fale do Evangelho. Se você se sente inseguro para falar, deixe que eu fale por você: compartilhe qualquer material meu que é de graça.

Uma vez o gerente de um hotel contou que viu uma hóspede distribuindo CDs de áudio de “O Evangelho em 3 Minutos” às pessoas em volta da piscina. Outros fazem isso com motoristas de caminhão, que ficam felizes por ter algo para ouvir em suas viagens. Um que se converteu depois de escutar uma mensagem numa rádio comunitária, outro depois de comprar um DVD pirata com meus vídeos em um camelô. DVD pirata?! Sim, e eu ficaria feliz se você e outros copiassem e distribuíssem meu material, não para obter lucro, mas para glorificar a Deus. Afinal foi assim que o Senhor Jesus ensinou: “De graça recebestes, de graça dai.” (Mt 10:8).

Timóteo talvez não fosse evangelista, e Paulo o exorta a fazer a obra de um. “Você, porém, seja sóbrio em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista” (2 Tm 4:5). Cristãos estavam sendo mortos em toda parte e os que mais se expunham eram os evangelistas, vistos como ameaça por judeus e pagãos. O próprio Paulo tinha feito isso: “Lancei muitos santos na prisão, e quando eles eram condenados à morte eu dava o meu voto contra eles.” (At 26:10). Então quando ele menciona os “que se batizam pelos mortos” (1 Co 15:29), está falando daqueles que, através do batismo e da exposição pública de sua fé, empunhavam a bandeira e assumiam o posto dos que tinham tombado na linha de frente.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#780 Semicegos


Leitura: Marcos8:18-22

Jesus pergunta aos discípulos: “Vocês têm olhos, mas não veem?” (Mc 8:18). Apesar de andarem com Jesus, eles ainda não entendem quem ele realmente é. Os fariseus, que exigiram de Jesus um sinal do céu, estavam apenas começando sua campanha de ódio mortal contra o Filho de Deus. Os discípulos teriam de aprender que, se queriam realmente seguir a Jesus, teriam de sair “para fora do povoado” (Mc 8:22) e se deixarem curar de sua cegueira. Sim, pois apesar de terem olhos, eles não estavam enxergando perfeitamente, e para reforçar a lição Jesus fará uma demonstração prática. Ele irá curar um cego “fora do povoado”, ou à parte do sistema que iria crucificar o Filho de Deus.

Se você não entender as dispensações irá perder muito do que o Espírito Santo quer ensinar aqui. Deus escolheu um povo, porém este povo rejeitou seu Messias, pregando-o numa cruz. A partir daí Deus iria olhar para os gentios, e Jesus já apresentava algumas pistas disso nos relatos dos Evangelhos. Mas não é dos gentios que iriam compor o corpo de Cristo, a Igreja, que os evangelhos falam diretamente. Eles falam dos gentios que serão abençoados no futuro com os judeus na terra, não no céu.

Exceto pelas menções nos capítulos 16 e 18 de Mateus, a verdade da Igreja permaneceria oculta até ela ser criada no capítulo 2 de Atos e esse mistério escondido ser revelado mais tarde ao apóstolo Paulo. Portanto, quando você ler da rejeição de Cristo pelos judeus, e de ele voltando-se para os gentios, entenda que isso não é uma menção direta à Igreja, cuja vocação é celestial. Tudo gira em torno do Reino e de um povo terreno, que sempre foi o cerne do ensino do Antigo Testamento. Nele encontramos Deus tratando com o homem natural e prometendo a ele benefícios terrenos de paz, saúde e prosperidade. Essas promessas não foram feitas à Igreja, foram feitas a Israel e às nações na terra. Elas nada têm a ver com o céu.

Após o arrebatamento da Igreja alguns gentios conhecerão a Cristo por meio de um remanescente de judeus fiéis em tempos de muita tribulação, perseguição e martírio. Esse remanescente pode ser visto em figura nos discípulos que andavam com o Senhor, quando o mundo em geral já o tinha rejeitado. Eles permaneciam ao seu lado, apesar de ainda não enxergarem com clareza. A cura do cego irá ensinar muito dessa rejeição e de como o Senhor irá abrir os olhos de um remanescente de judeus fiéis, para que não apenas vejam com clareza seu Messias, como também para que saiam anunciando o evangelho do Reino. Mas isso ainda é futuro.

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#779 Trombetas



Leitura: Marcos8:15-21

No episódio anterior vimos Jesus dando aos discípulos instruções bem claras para que tivessem “cuidado com o fermento dos fariseus e... de Herodes.” (Mc 8:15). Eles deveriam ficar longe daqueles que se opunham a Jesus, e da doutrina deles que contaminava como fermento. A religião e a política iriam rejeitar completamente seu Messias e Rei. Fariseus, saduceus e herodianos eram algumas das principais facções do judaísmo.

Eles não concordavam entre si, mas se uniriam para condenar o Senhor. Enquanto isso Jesus instruía os discípulos a não buscarem união com o poder político e religioso. Isso vale também para muitos cristãos que vivem hoje no mesmo mundo de inimizade contra Deus, e são tentados a participar de movimentos que acreditam servir para preparar o mundo para Cristo reinar. É tudo em vão. Antes do reino virá o juízo das nações.

Jesus pergunta aos discípulos: “Vocês ainda não entendem?” (Mc 8:21). Eles não entendiam que a rejeição que Jesus experimentava naqueles últimos dias de seu ministério era um prenúncio de que o estabelecimento do Reino de Cristo na terra seria postergado. Não caberia a eles a tarefa de preparar o mundo para Cristo reinar, pois antes os que são de Cristo seriam tirados da terra. Esse evento seria mantido em segredo até ser revelado a Paulo: “Eis que eu lhes digo um mistério: nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados.” (1 Co 15:51-52).

Essa ressurreição e transformação — respectivamente de salvos mortos e vivos — aparece em outra carta. Ali essa “última trombeta” é chamada de “trombeta de Deus” e não é a mesma do “sétimo anjo” de Apocalipse, que fará soar “altas vozes no céu que diziam: ‘O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre’.” (Ap 11:15). A trombeta do sétimo anjo avisa da manifestação do Reino na terra; a trombeta de Deus convoca os salvos para a partida da terra.

“Dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois disso, os que estivermos vivos seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre.” (1 Ts 4:16-17).

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#778 Religiao e politica


Leitura: Marcos8:15

No barco, enquanto viajam para o outro lado, Jesus adverte seus discípulos: “‘Estejam atentos e tenham cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes’.” (Mc 8:15). Você já sabe que o fermento contamina e degrada, portanto nas Escrituras ele não é nada de bom. E se entender o que ele faz em uma massa, como a do pão, saberá que o crescimento é causado pelo gás produzido pelas bactérias. Isso mesmo, a flatulência das bactérias é o que faz o pão crescer.

O fermento dos fariseus é identificado em Mateus 16:12 como “o ensino”. Ao escrever aos Gálatas, Paulo mostra que eles já estavam sendo seduzidos e contaminados com a má doutrina dos judaizantes, que pregavam uma salvação por obras da Lei. “Vocês corriam bem. Quem os impediu de continuar obedecendo à verdade? Tal persuasão não provém daquele que os chama. Um pouco de fermento leveda toda a massa.” (Gl 5:7-9).

Fariseus são religiosos legalistas que “atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los. Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens... gostam do lugar de honra nos banquetes e dos assentos mais importantes nas sinagogas, de serem saudados nas praças e de serem chamados ‘rabis’ [mestres]... Por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade.” (Mt 23:4-6, 28).

Se os fariseus são vistos como a facção de religiosos legalistas e hipócritas, os seguidores de Herodes pendiam mais para o mundanismo político, e não podia ser diferente. Afinal, eles eram os militantes ou correligionários de Herodes, e tinham um viés político e religioso. Esta mistura venenosa é o que caracteriza hoje pastores que leiloam seus seguidores para votarem em políticos que usam o nome de Jesus para se eleger, com o bordão “Irmão vota em irmão”.

Jesus receava que os discípulos se contaminassem com o fermento dos fariseus e de Herodes, ficando, ora legalistas e fingidos, ora falando com os dois cantos da boca para agradar a todos. Na cristandade fermentada existe tanto a “aparência de piedade” (2 Tm 3:5), quanto o espírito político camaleônico, que se fantasia conforme o gosto dos eleitores. Em meio a tudo isso o cristão não pode ser ingênuo e nem servir de massa de manobra, sabendo que foi enviado “como ovelha entre lobos”, para ser “prudente como as serpentes e simples como as pombas.” (Mt 10:16).

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#777 A massa inchada


Leitura: Marcos8:13-15

Depois de deixar os fariseus incrédulos de mãos abanando, sem fazer milagres sob encomenda e com hora marcada, Jesus “se afastou deles, voltou para o barco e atravessou para o outro lado. Os discípulos haviam se esquecido de levar pão, a não ser um pão que tinham consigo no barco. Advertiu-os Jesus: ‘Estejam atentos e tenham cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes’.” (Mc 8:13-15).

Fermento na Bíblia nunca é algo positivo. O fermento se espalha, contamina e corrompe. Quem interpreta a parábola da massa fermentada de Mateus 13 como um crescimento positivo do cristianismo no mundo perde o ponto. “O Reino dos céus é como o fermento que uma mulher tomou e misturou com uma grande quantidade de farinha, e toda a massa ficou fermentada.” (Mt 13:33). Foi a má doutrina que a fez crescer.

Deus não escolhe coisas grandes, ele escolhe “as coisas fracas do mundo... as coisas insignificantes... as desprezadas e as que nada são, para reduzir a nada as que são, para que ninguém se vanglorie diante dele.” (1 Co 1:27-29). E em Apocalipse, depois do arrebatamento da verdadeira igreja composta dos genuínos salvos, Cristo julgará a falsa igreja, chamando-a de “grande Babilônia... grande cidade... grande prostituta...” (Ap 14:8; 16:19; 19:2 etc.). Ela é grande em riqueza, poder e influência no mundo.

Se você é daqueles que se impressionam com grandes templos, grandes multidões, grande prosperidade e grandes líderes segurando cajados de ouro e pedras preciosas, ou vestindo ternos caros e viajando de helicópteros e jatos executivos, saiba que está na contramão de Deus. Nas sete cartas às igrejas em Apocalipse apenas duas não são repreendidas, e são justamente as desprezíveis aos olhos do mundo: Esmirna e Filadélfia.

A primeira representa o período de pior perseguição, tortura e miséria, quando o Senhor demonstra conhecer “as suas aflições e a sua pobreza” (Ap 2:9). A segunda é identificada como aquela que “tem pouca força, mas guardou a minha palavra e não negou o meu nome.” (Ap 3:8). No outro extremo está Laodiceia, representando o último período da cristandade na terra. Ela está inchada do fermento da má doutrina, que lhe dá uma posição invejável no mundo, mas causa ânsia de vômito no Senhor. “Estou rica, adquiri riquezas e não preciso de nada. Não reconhece, porém, que é miserável, digna de compaixão, pobre, cega e que está nua... Estou a ponto de vomitá-lo da minha boca [diz o Senhor]” (Ap 3:16-17).

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#776 Falando sozinhos



Leitura: Marcos 8:11-12

Em sua Carta aos Coríntios Paulo explica: “Os judeus pedem sinais miraculosos, e os gregos procuram sabedoria; nós, porém, pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, é escândalo para os judeus e loucura para os gentio mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus.” (1 Co 1:22-24).

Considerando o contexto judaico em que Jesus e seus discípulos faziam sinais e milagres, entendemos que os judeus precisavam de sinais para crer. Jesus lhes dizia, “Se vocês não virem sinais e maravilhas, nunca crerão” (Jo 4:48). “Esta salvação, primeiramente anunciada pelo Senhor, foi-nos confirmada pelos que a ouviram. Deus também deu testemunho dela por meio de sinais, maravilhas, diversos milagres e dons do Espírito Santo distribuídos de acordo com a sua vontade.” (Hb 2:3-4).

Tendo a salvação sido confirmada, não havia mais necessidade de sinais, em especial entre o mundo gentio, onde o que se buscava era sabedoria. Quando congregados, os primeiros cristãos “se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações.” (At 2:42). Não se reuniam para assistir a algum show da fé, com curas, libertações e prosperidade, pois não precisavam disso para viver em Cristo.

O próprio Paulo, tão usado pelo Espírito, mostra a realidade da vida do cristão, sujeito a enfermidades como qualquer pessoa, ao escrever: “Deixei Trófimo doente em Mileto” (2 Tm 4:20). E a Timóteo, ele não receita um milagre, mas uma mudança na dieta: “Não continue a beber somente água; tome também um pouco de vinho, por causa do seu estômago e das suas frequentes enfermidades.” (1 Tm 5:23). Trófimo e Timóteo não duvidavam de Jesus, não precisavam de milagres, de ver para crer.

Mas os fariseus de nosso capítulo duvidam e pedem um sinal do céu. Jesus “suspirou profundamente e disse: ‘Por que esta geração pede um sinal miraculoso? Eu lhes afirmo que nenhum sinal lhe será dado’.” (Mc 8:12). Imagino o Senhor suspirando indignado e balançando a cabeça em sinal de reprovação. Acaso eles ignoravam as multidões alimentadas e os muitos enfermos que tinham sido curados?

“Então [Jesus] se afastou deles, voltou para o barco e atravessou para o outro lado.” (Mc 8:13). Você poderá ler isto no sentido de tê-los deixado ‘falando sozinhos’, pois é assim que Cristo trata com um coração endurecido pela incredulidade.

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#775 Voce e' como Tome'?


Leitura: Marcos8:11-12

“Os fariseus vieram e começaram a interrogar Jesus. Para pô-lo à prova, pediram-lhe um sinal do céu. Ele suspirou profundamente e disse: ‘Por que esta geração pede um sinal miraculoso? Eu lhes afirmo que nenhum sinal lhe será dado’.” (Mc 8:11-12). Pedir por um sinal depois da milagrosa multiplicação dos pães denotava a total incredulidade dos fariseus. Jesus não dá o que pedem, pois sabe que nem com sinais crerão nele.

Mas não seriam os sinais e milagres justamente as ferramentas de Deus para convencer os judeus das credenciais de seu Messias? Sim, isso tinha sido prometido pelos profetas do Antigo Testamento, e “os judeus pedem sinais miraculosos” (1 Co 1:22). Mas chegou um momento de transição, quando o Senhor está prestes a deixar de lado por um tempo o seu povo terreno e levantar um povo celestial como seu testemunho na terra.

Os milagres serviam para levar as pessoas a crer em Jesus, com escreve João: “Jesus realizou na presença dos seus discípulos muitos outros sinais miraculosos, que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome.” (Jo 20:30-31). Ou seja, os sinais eram uma resposta à incredulidade dos judeus, e Jesus havia dito isso: “Se vocês não virem sinais e maravilhas, nunca crerão”. (Jo 4:48).

Hoje aqueles que se dizem cristãos, mas não vivem sem uma dose diária de sinais e milagres, dão provas de incredulidade, não de fé. Pois “a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” (Hb 11:1). Para quem crê realmente em Cristo, a Palavra de Deus é suficiente. O crente não irá agir como o cético Tomé, que duvidou da ressurreição de Jesus, e passou vergonha por causa de sua atitude:

“‘Se eu não vir as marcas dos pregos nas suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a minha mão no seu lado, não crerei’... E Jesus disse a Tomé: ‘Coloque o seu dedo aqui; veja as minhas mãos. Estenda a mão e coloque-a no meu lado. Pare de duvidar e creia’.”
(Jo 20:24-29).

Os sinais e milagres foram dados e registrados nos evangelhos para que crêssemos em Jesus. Tendo hoje o testemunho de Deus em sua Palavra, já não precisamos de sinais e milagres para crer. A menos que sejamos como Tomé, ou os fariseus, que queriam colocar o Senhor à prova.

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#774 Voce teria coragem de desconfiar?


Leitura: Marcos8:10-13

“[Jesus] entrou no barco com seus discípulos e foi para a região de Dalmanuta.  Os fariseus vieram e começaram a interrogar Jesus. Para pô-lo à prova, pediram-lhe um sinal do céu. Ele suspirou profundamente e disse: ‘Por que esta geração pede um sinal miraculoso? Eu lhes afirmo que nenhum sinal lhe será dado’. Então se afastou deles, voltou para o barco e atravessou para o outro lado.” (Mc 8:10-13).

Após alimentar milhares de pessoas, Jesus parte para a Dalmanuta, e os fariseus dali logo vão ao seu encontro, não para parabeniza-lo pelo milagre dos pães, mas para prová-lo. Há passagens na Bíblia que dizem para se colocar Deus à prova e ver se ele é fiel ou não. Ora, você só prova algo quando desconfia de sua veracidade ou quando suspeita de algum problema. Você teria coragem de desconfiar de Deus?

Uma passagem  muito usada para abrir os bolsos de incautos em igrejas evangélicas é Malaquias 3:10: “‘Tragam o dízimo todo à casa do tesouro, para que haja alimento em minha casa. Ponham-me à prova’, diz o Senhor dos Exércitos, ‘e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las’.”.

O contexto, que começa no capítulo dois, é de uma mensagem dirigida aos sacerdotes.” Eles deviam levar o dízimo à “casa do tesouro”, um dos aposentos do Templo de Jerusalém. Ou você achou que o profeta falava da tesouraria de alguma igreja evangélica? No capítulo um os sacerdotes são citados envolvidos em desvios dos dízimos trazidos pelo povo. Eram como os filhos de Eli, que roubavam a melhor parte dos animais ofertados pelo povo. “O pecado desses jovens era muito grande à vista do Senhor, pois eles estavam tratando com desprezo a oferta do Senhor.” (1 Sm 2:17).

Mas será que um crente em Jesus, que não é israelita, não vai ao Templo sacrificar animais — e nem poderia, pois o Templo não existe mais —, deveria por o Senhor à prova? O objetivo ali era ver que Deus iria "abrir as comportas dos céus e derramar... tantas bênçãos que nem teriam onde guardá-las” (Ml 3:10). Tudo muito de acordo com as promessas de prosperidade feitas a Israel. Mas o que a Palavra diz aos filhos de Deus, herdeiros de bênçãos espirituais e celestiais? “Nosso Senhor Jesus Cristo... nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo... Por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos.” (Ef 1:3; 1 Tm 6:8).

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#773 Esperando pelo andar de cima


Leitura: Marcos8:1-9

Muitos cristãos erram ao esperar pelo reino milenial de Cristo como o destino final do crente. E erram ainda mais ao tentarem cristianizar o mundo, obrigando pagãos a se comportarem como cristãos e nativos seminus a vestirem terno e gravata.  Será que acreditam mesmo que fazendo assim o planeta ficará pronto para Cristo voltar? Ora, você já viu alguma iniciativa humana ser bem sucedida nas coisas de Deus? Não.

Então por que iria acreditar que a cristandade — essa massa heterogênea de milhares de seitas e divisões se digladiando — seria capaz de melhorar o mundo para Cristo reinar? A cristandade não consegue manter nem a si mesma nos princípios dados por Deus em sua Palavra, quanto mais transformar o mundo num cenário de comercial de Natal e Ano Novo na TV, com todos de mãos dadas, vestidos de branco e brincando de ciranda!

Se você espera que os cristãos consigam fazer o mundo chegar ao padrão de qualidade total exigido por Deus, para então Cristo vir reinar é melhor esperar sentado. Não vai acontecer. Será o próprio Filho do Homem, vindo como Juiz, quem irá passar a régua neste mundo e estabelecer o seu reino. Primeiro ele virá só até as nuvens para buscar sua Noiva, a Igreja, para transportá-la ao seu próprio Lar. Depois descerá à terra para matar os que nunca se sujeitaram a ele — e isso inclui a falsa noiva, a Grande Meretriz, a Babilônia de Apocalipse. Os que ficarem vivos serão introduzidos em seu Reino estabelecido num planeta restaurado, onde viverão por mil anos.

A dificuldade de muitos para entender isso é por não crerem que Deus tem dois povos, com duas histórias e dois destinos. A Israel o Senhor prometeu bênçãos numa terra que mana leite e mel” (Dt 20:24). À Igreja ele prometeu “todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo (Ef 1:3). Em algumas lojas você primeiro compra e depois sobe ao segundo andar para retirar seu pacote. Assim é com o salvo por Cristo desta dispensação. Seu “pacote” de benefícios está no “segundo andar”, no céu, “onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.” (Hb 6:20).

Então quando ler dos milagres de Jesus, das curas e maravilhas, entenda que ele estava dando um recado para aquela geração de como será o mundo quando as rédeas estiverem em suas mãos, e não nas mãos dos homens. Teria sido assim se o tivessem recebido como o Rei de Israel, mas não. Preferiram dizer: “Não temos rei, senão César!” (Jo 19:15).

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#772 Apenas mil anos



Leitura: Marcos 8:1-9
http://www.bibliaonline.com.br/acf/mc/8

O Salmo 132:13-15 diz: “O Senhor escolheu Sião, com o desejo de fazê-la sua habitação: ‘Este será o meu lugar de descanso para sempre; aqui firmarei o meu trono, pois esse é o meu desejo. Abençoarei este lugar com fartura; os seus pobres suprirei de pão.”. O desejo do Senhor era de abençoar seu povo Israel. Os milagres eram como o trailer de um filme que entrará em cartaz; uma amostra da abundância que haverá no Reino de Cristo. Assim é também com a multiplicação dos pães e peixes.

Jesus tinha multiplicado pães e peixes no capítulo 6 do Evangelho de Marcos, mas ali foi principalmente para os judeus. Neste capítulo 8 ele faz o mesmo, porém em Decápolis, região habitada por gentios. No capítulo 7 vimos que aos cães, simbolizando os gentios, estavam destinadas migalhas; agora eles são igualmente alimentados como foram os judeus. No Milênio os judeus serão abençoados, e os gentios juntamente com eles.

Na outra multiplicação foram os discípulos os preocupados com as necessidades da multidão. Disseram a Jesus: “Este é um lugar deserto, e já é tarde. Manda embora o povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar algo para comer.” (Mc 6:36). Porém agora é do Senhor que vem a preocupação: “Tenho compaixão desta multidão; já faz três dias que eles estão comigo e nada têm para comer. Se eu os mandar para casa com fome, vão desfalecer no caminho, porque alguns deles vieram de longe.” (Mc 8:2-3).

Em Marcos 6 a multidão tinha passado apenas um dia com Jesus, agora o povo já está ali há três dias. Lá, Jesus ordenou aos discípulos que mandassem a multidão se sentar, mas aqui é ele quem faz isso. Antes ele usou cinco pães e dois peixes, agora ele usa sete pães e “alguns peixes pequenos”. Cinco mil homens foram alimentados da primeira vez, sem contar mulheres e crianças, mas agora são quatro mil. Se antes sobraram doze cestos, desta vez sobram sete cestos.

Sete cestos são cheios com as sobras, quatro mil foram alimentados. Sete e quatro nos falam de plenitude e universalidade, como em “quatro cantos da terra”. No Milênio o mundo todo será saciado, mas devemos nos lembrar de que esse período tem data para terminar. Serão mil anos, e não a eternidade. As pessoas estarão ainda em seus corpos de carne mortal, sujeitas à fome, doença e morte, mas devidamente saciadas e curadas por Cristo como quando andou aqui. Enquanto isso a Igreja estará no céu.

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#771 Nem um jota, nem um til


Leitura: Marcos 8:1-9

Como já vimos, um evento que se repete nos evangelhos ou parece duplicado tem razão de ser. Quando o Senhor disse que “até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido” (Mt 5:18), ele falava das Escrituras do Antigo Testamento, pois o Novo ainda não existia. Porém permanece o princípio de que não existe coisa alguma na Bíblia que possa ser considerada supérflua.

Um evento é apresentado do ponto de vista histórico em uma passagem, e do ponto de vista moral em outra. Compare os livros de Reis e Crônicas. Eles podem parecer mera repetição, mas o leitor atento perceberá que os livros dos Reis mostram o aspecto histórico, e os livros de Crônicas o ponto de vista do Senhor.

Ao ler o relato de Juízes 4 você encontra um Baraque tímido e acovardado em assumir a missão colocada diante dele. Ele aparece agarrado, por assim dizer, à barra da saia de Débora. “Se você for comigo, irei; mas, se não for, não irei” (Jz 4:8), diz o medroso Baraque. Mas em Hebreus 11 temos o ponto de vista do céu. Apesar da fidelidade e trabalho de Débora, é Baraque quem é citado ali na lista dos que foram lembrados por sua fé.

Compare os eventos nos evangelhos com a menção deles nas epístolas. A ressurreição de Jesus foi tão importante que foi descrita nos quatro evangelhos tendo Maria Madalena e a outra Maria como principais testemunhas. Mas em 1 Coríntios 15:4-8 Paulo diz que Jesus “foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze... a mais de quinhentos irmãos... a Tiago... a todos os apóstolos... depois destes apareceu também a mim”. Teria Paulo se esquecido das mulheres? Não.

Ocorre que nos evangelhos temos o fato e nas epístolas a doutrina, e ali Paulo segue um princípio bíblico, adotado também pelo sistema legal, judaico e romano, de não reconhecer mulheres como testemunhas. Você se lembra do que os samaritanos disseram à mulher que lhes falou de Jesus? “Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo.” (Jo 4:42). Então, considerando que Paulo escrevia para judeus e gentios, não há o que estranhar.  Além disso, um conhecimento mais apurado da Bíblia mostrará a você que esta é a ordem estabelecida por Deus na Criação, ainda que em Cristo não exista distinção de gêneros.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#770 Passagens semelhantes


Leitura: Marcos 8:1-9

“Naqueles dias, outra vez reuniu-se uma grande multidão. Visto que não tinham nada para comer, Jesus chamou os seus discípulos e disse-lhes: ‘Tenho compaixão desta multidão; já faz três dias que eles estão comigo e nada têm para comer. Se eu os mandar para casa com fome, vão desfalecer no caminho, porque alguns deles vieram de longe’. Os seus discípulos responderam: ‘Onde, neste lugar deserto, poderia alguém conseguir pão suficiente para alimentá-los?’  ‘Quantos pães vocês têm?’, perguntou Jesus. ‘Sete’, responderam eles. Ele ordenou à multidão que se assentasse no chão. Depois de tomar os sete pães e dar graças, partiu-os e os entregou aos seus discípulos, para que os servissem à multidão; e eles o fizeram. Tinham também alguns peixes pequenos; ele deu graças igualmente por eles e disse aos discípulos que os distribuíssem. O povo comeu até se fartar. E ajuntaram sete cestos cheios de pedaços que sobraram. Cerca de quatro mil homens estavam presentes.” (Mc 8:1-9).

No capítulo 6 deste Evangelho de Marcos já tínhamos visto o Senhor multiplicar pães e peixes para alimentar uma multidão. Aqui ele volta a fazer aquele mesmo milagre, e um leitor mais apressado poderia achar desnecessário repetir algo que já foi descrito em detalhes no mesmo evangelho em outra ocasião. Ou talvez até ache que os quatro evangelhos não deveriam ficar repetindo coisas, mas cada um apresentar apenas aspectos novos da vida e obra de Jesus. Será?

Os Evangelhos não são repetitivos. Eles apresentam diferentes ângulos de um mesmo evento para sempre aprendermos algo novo. Será que você percebeu que quando Lucas, “o médico amado” (Cl 4:14), descreve curas ele dá mais detalhes da enfermidade?

Por exemplo, Mateus e Marcos se limitam a dizer que a sogra de Pedro tinha febre, mas Lucas a diagnosticou com “febre alta” (Mt 8:14; Mc 1:30; Lc 4:38). Em Atos 28:8 ele descreve o pai de Públio, de Malta, como “doente, acamado, sofrendo de febre e disenteria.”. Lucas é o único a descrever a agonia física e emocional de Jesus com detalhes não encontrados nos outros evangelhos: “Apareceu-lhe então um anjo do céu que o fortalecia. Estando angustiado, ele orou ainda mais intensamente; e o seu suor era como gotas de sangue que caíam no chão.” (Lc 22:43-44).

Portanto quando ler uma passagem procure descobrir o que nela difere de outra semelhante e descobrir a razão. Você pode aprender muito com isso.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#769 Milagres passageiros e eternos


Leitura: Marcos7:36-37

O episódio da cura do surdo-mudo revela a incapacidade do ser humano, tanto de ouvir a Palavra, como de clamar por salvação. Não fosse pela instrumentalidade de outros aquele homem nunca teria ido a Jesus, que operou nele uma obra sobrenatural para que pudesse ouvir e falar. Existe também um aspecto dispensacional e profético na passagem, mostrando o quão surdos estavam os judeus aos apelos do Senhor e o modo como ele irá restaurar o seu povo terreno para que, no futuro, possa adorá-lo.

Após curar o surdo-mudo, “Jesus ordenou-lhes que não o contassem a ninguém. Contudo, quanto mais ele os proibia, mais eles falavam. O povo ficava simplesmente maravilhado e dizia: ‘Ele faz tudo muito bem. Faz até o surdo ouvir e o mudo falar’.” (Mc 7:36-37). Agora vemos o povo indiferente ao mandamento de Jesus. O fato de elogiarem sua Pessoa não é desculpa para desobedecer a sua ordem de não divulgar seus feitos.

Hoje muitos pregam ou congregam de maneira contrária às Escrituras, argumentando que os fins justificam os meios. Mas existe um princípio muito claro na Palavra de Deus em 1 Samuel 15:22-23, que diz: “Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros. Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria.”.

Se naquele momento muitos se maravilhavam com as curas e milagres, pense no privilégio que é viver do lado de cá da obra consumada na cruz. Os sinais que Jesus fazia eram benefícios passageiros, apenas amostras de como será o seu reino de mil anos na terra. O que temos hoje é infinitamente melhor, é a certeza de uma salvação já consumada e inabalável. Quem hoje corre atrás de milagres e sinais passageiros é como criança que ganha um brinquedo caro e decide brincar com a embalagem.

Jesus disse: “Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas, porque eu estou indo para o Pai.” (Jo 14:12). Se já era um privilégio ver os sinais e maravilhas de Jesus na terra, maior privilégio tem o crente hoje com Cristo glorificado nos céus e usando os seus para fazerem “coisas ainda maiores do que estas”. Mas o que pode ser maior que curar leprosos, cegos e aleijados? Ou multiplicar pães para alimentar multidões? Simples. Levar pecadores a Jesus para serem salvos do juízo eterno.


(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.

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