"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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Leitura: Marcos 8:1-9

“Naqueles dias, outra vez reuniu-se uma grande multidão. Visto que não tinham nada para comer, Jesus chamou os seus discípulos e disse-lhes: ‘Tenho compaixão desta multidão; já faz três dias que eles estão comigo e nada têm para comer. Se eu os mandar para casa com fome, vão desfalecer no caminho, porque alguns deles vieram de longe’. Os seus discípulos responderam: ‘Onde, neste lugar deserto, poderia alguém conseguir pão suficiente para alimentá-los?’  ‘Quantos pães vocês têm?’, perguntou Jesus. ‘Sete’, responderam eles. Ele ordenou à multidão que se assentasse no chão. Depois de tomar os sete pães e dar graças, partiu-os e os entregou aos seus discípulos, para que os servissem à multidão; e eles o fizeram. Tinham também alguns peixes pequenos; ele deu graças igualmente por eles e disse aos discípulos que os distribuíssem. O povo comeu até se fartar. E ajuntaram sete cestos cheios de pedaços que sobraram. Cerca de quatro mil homens estavam presentes.” (Mc 8:1-9).

No capítulo 6 deste Evangelho de Marcos já tínhamos visto o Senhor multiplicar pães e peixes para alimentar uma multidão. Aqui ele volta a fazer aquele mesmo milagre, e um leitor mais apressado poderia achar desnecessário repetir algo que já foi descrito em detalhes no mesmo evangelho em outra ocasião. Ou talvez até ache que os quatro evangelhos não deveriam ficar repetindo coisas, mas cada um apresentar apenas aspectos novos da vida e obra de Jesus. Será?

Os Evangelhos não são repetitivos. Eles apresentam diferentes ângulos de um mesmo evento para sempre aprendermos algo novo. Será que você percebeu que quando Lucas, “o médico amado” (Cl 4:14), descreve curas ele dá mais detalhes da enfermidade?

Por exemplo, Mateus e Marcos se limitam a dizer que a sogra de Pedro tinha febre, mas Lucas a diagnosticou com “febre alta” (Mt 8:14; Mc 1:30; Lc 4:38). Em Atos 28:8 ele descreve o pai de Públio, de Malta, como “doente, acamado, sofrendo de febre e disenteria.”. Lucas é o único a descrever a agonia física e emocional de Jesus com detalhes não encontrados nos outros evangelhos: “Apareceu-lhe então um anjo do céu que o fortalecia. Estando angustiado, ele orou ainda mais intensamente; e o seu suor era como gotas de sangue que caíam no chão.” (Lc 22:43-44).

Portanto quando ler uma passagem procure descobrir o que nela difere de outra semelhante e descobrir a razão. Você pode aprender muito com isso.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.

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