"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#778 Religiao e politica


Leitura: Marcos8:15

No barco, enquanto viajam para o outro lado, Jesus adverte seus discípulos: “‘Estejam atentos e tenham cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes’.” (Mc 8:15). Você já sabe que o fermento contamina e degrada, portanto nas Escrituras ele não é nada de bom. E se entender o que ele faz em uma massa, como a do pão, saberá que o crescimento é causado pelo gás produzido pelas bactérias. Isso mesmo, a flatulência das bactérias é o que faz o pão crescer.

O fermento dos fariseus é identificado em Mateus 16:12 como “o ensino”. Ao escrever aos Gálatas, Paulo mostra que eles já estavam sendo seduzidos e contaminados com a má doutrina dos judaizantes, que pregavam uma salvação por obras da Lei. “Vocês corriam bem. Quem os impediu de continuar obedecendo à verdade? Tal persuasão não provém daquele que os chama. Um pouco de fermento leveda toda a massa.” (Gl 5:7-9).

Fariseus são religiosos legalistas que “atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los. Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens... gostam do lugar de honra nos banquetes e dos assentos mais importantes nas sinagogas, de serem saudados nas praças e de serem chamados ‘rabis’ [mestres]... Por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade.” (Mt 23:4-6, 28).

Se os fariseus são vistos como a facção de religiosos legalistas e hipócritas, os seguidores de Herodes pendiam mais para o mundanismo político, e não podia ser diferente. Afinal, eles eram os militantes ou correligionários de Herodes, e tinham um viés político e religioso. Esta mistura venenosa é o que caracteriza hoje pastores que leiloam seus seguidores para votarem em políticos que usam o nome de Jesus para se eleger, com o bordão “Irmão vota em irmão”.

Jesus receava que os discípulos se contaminassem com o fermento dos fariseus e de Herodes, ficando, ora legalistas e fingidos, ora falando com os dois cantos da boca para agradar a todos. Na cristandade fermentada existe tanto a “aparência de piedade” (2 Tm 3:5), quanto o espírito político camaleônico, que se fantasia conforme o gosto dos eleitores. Em meio a tudo isso o cristão não pode ser ingênuo e nem servir de massa de manobra, sabendo que foi enviado “como ovelha entre lobos”, para ser “prudente como as serpentes e simples como as pombas.” (Mt 10:16).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#777 A massa inchada


Leitura: Marcos8:13-15

Depois de deixar os fariseus incrédulos de mãos abanando, sem fazer milagres sob encomenda e com hora marcada, Jesus “se afastou deles, voltou para o barco e atravessou para o outro lado. Os discípulos haviam se esquecido de levar pão, a não ser um pão que tinham consigo no barco. Advertiu-os Jesus: ‘Estejam atentos e tenham cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes’.” (Mc 8:13-15).

Fermento na Bíblia nunca é algo positivo. O fermento se espalha, contamina e corrompe. Quem interpreta a parábola da massa fermentada de Mateus 13 como um crescimento positivo do cristianismo no mundo perde o ponto. “O Reino dos céus é como o fermento que uma mulher tomou e misturou com uma grande quantidade de farinha, e toda a massa ficou fermentada.” (Mt 13:33). Foi a má doutrina que a fez crescer.

Deus não escolhe coisas grandes, ele escolhe “as coisas fracas do mundo... as coisas insignificantes... as desprezadas e as que nada são, para reduzir a nada as que são, para que ninguém se vanglorie diante dele.” (1 Co 1:27-29). E em Apocalipse, depois do arrebatamento da verdadeira igreja composta dos genuínos salvos, Cristo julgará a falsa igreja, chamando-a de “grande Babilônia... grande cidade... grande prostituta...” (Ap 14:8; 16:19; 19:2 etc.). Ela é grande em riqueza, poder e influência no mundo.

Se você é daqueles que se impressionam com grandes templos, grandes multidões, grande prosperidade e grandes líderes segurando cajados de ouro e pedras preciosas, ou vestindo ternos caros e viajando de helicópteros e jatos executivos, saiba que está na contramão de Deus. Nas sete cartas às igrejas em Apocalipse apenas duas não são repreendidas, e são justamente as desprezíveis aos olhos do mundo: Esmirna e Filadélfia.

A primeira representa o período de pior perseguição, tortura e miséria, quando o Senhor demonstra conhecer “as suas aflições e a sua pobreza” (Ap 2:9). A segunda é identificada como aquela que “tem pouca força, mas guardou a minha palavra e não negou o meu nome.” (Ap 3:8). No outro extremo está Laodiceia, representando o último período da cristandade na terra. Ela está inchada do fermento da má doutrina, que lhe dá uma posição invejável no mundo, mas causa ânsia de vômito no Senhor. “Estou rica, adquiri riquezas e não preciso de nada. Não reconhece, porém, que é miserável, digna de compaixão, pobre, cega e que está nua... Estou a ponto de vomitá-lo da minha boca [diz o Senhor]” (Ap 3:16-17).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#776 Falando sozinhos



Leitura: Marcos 8:11-12

Em sua Carta aos Coríntios Paulo explica: “Os judeus pedem sinais miraculosos, e os gregos procuram sabedoria; nós, porém, pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, é escândalo para os judeus e loucura para os gentio mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus.” (1 Co 1:22-24).

Considerando o contexto judaico em que Jesus e seus discípulos faziam sinais e milagres, entendemos que os judeus precisavam de sinais para crer. Jesus lhes dizia, “Se vocês não virem sinais e maravilhas, nunca crerão” (Jo 4:48). “Esta salvação, primeiramente anunciada pelo Senhor, foi-nos confirmada pelos que a ouviram. Deus também deu testemunho dela por meio de sinais, maravilhas, diversos milagres e dons do Espírito Santo distribuídos de acordo com a sua vontade.” (Hb 2:3-4).

Tendo a salvação sido confirmada, não havia mais necessidade de sinais, em especial entre o mundo gentio, onde o que se buscava era sabedoria. Quando congregados, os primeiros cristãos “se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações.” (At 2:42). Não se reuniam para assistir a algum show da fé, com curas, libertações e prosperidade, pois não precisavam disso para viver em Cristo.

O próprio Paulo, tão usado pelo Espírito, mostra a realidade da vida do cristão, sujeito a enfermidades como qualquer pessoa, ao escrever: “Deixei Trófimo doente em Mileto” (2 Tm 4:20). E a Timóteo, ele não receita um milagre, mas uma mudança na dieta: “Não continue a beber somente água; tome também um pouco de vinho, por causa do seu estômago e das suas frequentes enfermidades.” (1 Tm 5:23). Trófimo e Timóteo não duvidavam de Jesus, não precisavam de milagres, de ver para crer.

Mas os fariseus de nosso capítulo duvidam e pedem um sinal do céu. Jesus “suspirou profundamente e disse: ‘Por que esta geração pede um sinal miraculoso? Eu lhes afirmo que nenhum sinal lhe será dado’.” (Mc 8:12). Imagino o Senhor suspirando indignado e balançando a cabeça em sinal de reprovação. Acaso eles ignoravam as multidões alimentadas e os muitos enfermos que tinham sido curados?

“Então [Jesus] se afastou deles, voltou para o barco e atravessou para o outro lado.” (Mc 8:13). Você poderá ler isto no sentido de tê-los deixado ‘falando sozinhos’, pois é assim que Cristo trata com um coração endurecido pela incredulidade.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#775 Voce e' como Tome'?


Leitura: Marcos8:11-12

“Os fariseus vieram e começaram a interrogar Jesus. Para pô-lo à prova, pediram-lhe um sinal do céu. Ele suspirou profundamente e disse: ‘Por que esta geração pede um sinal miraculoso? Eu lhes afirmo que nenhum sinal lhe será dado’.” (Mc 8:11-12). Pedir por um sinal depois da milagrosa multiplicação dos pães denotava a total incredulidade dos fariseus. Jesus não dá o que pedem, pois sabe que nem com sinais crerão nele.

Mas não seriam os sinais e milagres justamente as ferramentas de Deus para convencer os judeus das credenciais de seu Messias? Sim, isso tinha sido prometido pelos profetas do Antigo Testamento, e “os judeus pedem sinais miraculosos” (1 Co 1:22). Mas chegou um momento de transição, quando o Senhor está prestes a deixar de lado por um tempo o seu povo terreno e levantar um povo celestial como seu testemunho na terra.

Os milagres serviam para levar as pessoas a crer em Jesus, com escreve João: “Jesus realizou na presença dos seus discípulos muitos outros sinais miraculosos, que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome.” (Jo 20:30-31). Ou seja, os sinais eram uma resposta à incredulidade dos judeus, e Jesus havia dito isso: “Se vocês não virem sinais e maravilhas, nunca crerão”. (Jo 4:48).

Hoje aqueles que se dizem cristãos, mas não vivem sem uma dose diária de sinais e milagres, dão provas de incredulidade, não de fé. Pois “a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” (Hb 11:1). Para quem crê realmente em Cristo, a Palavra de Deus é suficiente. O crente não irá agir como o cético Tomé, que duvidou da ressurreição de Jesus, e passou vergonha por causa de sua atitude:

“‘Se eu não vir as marcas dos pregos nas suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a minha mão no seu lado, não crerei’... E Jesus disse a Tomé: ‘Coloque o seu dedo aqui; veja as minhas mãos. Estenda a mão e coloque-a no meu lado. Pare de duvidar e creia’.”
(Jo 20:24-29).

Os sinais e milagres foram dados e registrados nos evangelhos para que crêssemos em Jesus. Tendo hoje o testemunho de Deus em sua Palavra, já não precisamos de sinais e milagres para crer. A menos que sejamos como Tomé, ou os fariseus, que queriam colocar o Senhor à prova.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#774 Voce teria coragem de desconfiar?


Leitura: Marcos8:10-13

“[Jesus] entrou no barco com seus discípulos e foi para a região de Dalmanuta.  Os fariseus vieram e começaram a interrogar Jesus. Para pô-lo à prova, pediram-lhe um sinal do céu. Ele suspirou profundamente e disse: ‘Por que esta geração pede um sinal miraculoso? Eu lhes afirmo que nenhum sinal lhe será dado’. Então se afastou deles, voltou para o barco e atravessou para o outro lado.” (Mc 8:10-13).

Após alimentar milhares de pessoas, Jesus parte para a Dalmanuta, e os fariseus dali logo vão ao seu encontro, não para parabeniza-lo pelo milagre dos pães, mas para prová-lo. Há passagens na Bíblia que dizem para se colocar Deus à prova e ver se ele é fiel ou não. Ora, você só prova algo quando desconfia de sua veracidade ou quando suspeita de algum problema. Você teria coragem de desconfiar de Deus?

Uma passagem  muito usada para abrir os bolsos de incautos em igrejas evangélicas é Malaquias 3:10: “‘Tragam o dízimo todo à casa do tesouro, para que haja alimento em minha casa. Ponham-me à prova’, diz o Senhor dos Exércitos, ‘e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las’.”.

O contexto, que começa no capítulo dois, é de uma mensagem dirigida aos sacerdotes.” Eles deviam levar o dízimo à “casa do tesouro”, um dos aposentos do Templo de Jerusalém. Ou você achou que o profeta falava da tesouraria de alguma igreja evangélica? No capítulo um os sacerdotes são citados envolvidos em desvios dos dízimos trazidos pelo povo. Eram como os filhos de Eli, que roubavam a melhor parte dos animais ofertados pelo povo. “O pecado desses jovens era muito grande à vista do Senhor, pois eles estavam tratando com desprezo a oferta do Senhor.” (1 Sm 2:17).

Mas será que um crente em Jesus, que não é israelita, não vai ao Templo sacrificar animais — e nem poderia, pois o Templo não existe mais —, deveria por o Senhor à prova? O objetivo ali era ver que Deus iria "abrir as comportas dos céus e derramar... tantas bênçãos que nem teriam onde guardá-las” (Ml 3:10). Tudo muito de acordo com as promessas de prosperidade feitas a Israel. Mas o que a Palavra diz aos filhos de Deus, herdeiros de bênçãos espirituais e celestiais? “Nosso Senhor Jesus Cristo... nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo... Por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos.” (Ef 1:3; 1 Tm 6:8).

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#773 Esperando pelo andar de cima


Leitura: Marcos8:1-9

Muitos cristãos erram ao esperar pelo reino milenial de Cristo como o destino final do crente. E erram ainda mais ao tentarem cristianizar o mundo, obrigando pagãos a se comportarem como cristãos e nativos seminus a vestirem terno e gravata.  Será que acreditam mesmo que fazendo assim o planeta ficará pronto para Cristo voltar? Ora, você já viu alguma iniciativa humana ser bem sucedida nas coisas de Deus? Não.

Então por que iria acreditar que a cristandade — essa massa heterogênea de milhares de seitas e divisões se digladiando — seria capaz de melhorar o mundo para Cristo reinar? A cristandade não consegue manter nem a si mesma nos princípios dados por Deus em sua Palavra, quanto mais transformar o mundo num cenário de comercial de Natal e Ano Novo na TV, com todos de mãos dadas, vestidos de branco e brincando de ciranda!

Se você espera que os cristãos consigam fazer o mundo chegar ao padrão de qualidade total exigido por Deus, para então Cristo vir reinar é melhor esperar sentado. Não vai acontecer. Será o próprio Filho do Homem, vindo como Juiz, quem irá passar a régua neste mundo e estabelecer o seu reino. Primeiro ele virá só até as nuvens para buscar sua Noiva, a Igreja, para transportá-la ao seu próprio Lar. Depois descerá à terra para matar os que nunca se sujeitaram a ele — e isso inclui a falsa noiva, a Grande Meretriz, a Babilônia de Apocalipse. Os que ficarem vivos serão introduzidos em seu Reino estabelecido num planeta restaurado, onde viverão por mil anos.

A dificuldade de muitos para entender isso é por não crerem que Deus tem dois povos, com duas histórias e dois destinos. A Israel o Senhor prometeu bênçãos numa terra que mana leite e mel” (Dt 20:24). À Igreja ele prometeu “todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo (Ef 1:3). Em algumas lojas você primeiro compra e depois sobe ao segundo andar para retirar seu pacote. Assim é com o salvo por Cristo desta dispensação. Seu “pacote” de benefícios está no “segundo andar”, no céu, “onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.” (Hb 6:20).

Então quando ler dos milagres de Jesus, das curas e maravilhas, entenda que ele estava dando um recado para aquela geração de como será o mundo quando as rédeas estiverem em suas mãos, e não nas mãos dos homens. Teria sido assim se o tivessem recebido como o Rei de Israel, mas não. Preferiram dizer: “Não temos rei, senão César!” (Jo 19:15).

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#772 Apenas mil anos



Leitura: Marcos 8:1-9
http://www.bibliaonline.com.br/acf/mc/8

O Salmo 132:13-15 diz: “O Senhor escolheu Sião, com o desejo de fazê-la sua habitação: ‘Este será o meu lugar de descanso para sempre; aqui firmarei o meu trono, pois esse é o meu desejo. Abençoarei este lugar com fartura; os seus pobres suprirei de pão.”. O desejo do Senhor era de abençoar seu povo Israel. Os milagres eram como o trailer de um filme que entrará em cartaz; uma amostra da abundância que haverá no Reino de Cristo. Assim é também com a multiplicação dos pães e peixes.

Jesus tinha multiplicado pães e peixes no capítulo 6 do Evangelho de Marcos, mas ali foi principalmente para os judeus. Neste capítulo 8 ele faz o mesmo, porém em Decápolis, região habitada por gentios. No capítulo 7 vimos que aos cães, simbolizando os gentios, estavam destinadas migalhas; agora eles são igualmente alimentados como foram os judeus. No Milênio os judeus serão abençoados, e os gentios juntamente com eles.

Na outra multiplicação foram os discípulos os preocupados com as necessidades da multidão. Disseram a Jesus: “Este é um lugar deserto, e já é tarde. Manda embora o povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar algo para comer.” (Mc 6:36). Porém agora é do Senhor que vem a preocupação: “Tenho compaixão desta multidão; já faz três dias que eles estão comigo e nada têm para comer. Se eu os mandar para casa com fome, vão desfalecer no caminho, porque alguns deles vieram de longe.” (Mc 8:2-3).

Em Marcos 6 a multidão tinha passado apenas um dia com Jesus, agora o povo já está ali há três dias. Lá, Jesus ordenou aos discípulos que mandassem a multidão se sentar, mas aqui é ele quem faz isso. Antes ele usou cinco pães e dois peixes, agora ele usa sete pães e “alguns peixes pequenos”. Cinco mil homens foram alimentados da primeira vez, sem contar mulheres e crianças, mas agora são quatro mil. Se antes sobraram doze cestos, desta vez sobram sete cestos.

Sete cestos são cheios com as sobras, quatro mil foram alimentados. Sete e quatro nos falam de plenitude e universalidade, como em “quatro cantos da terra”. No Milênio o mundo todo será saciado, mas devemos nos lembrar de que esse período tem data para terminar. Serão mil anos, e não a eternidade. As pessoas estarão ainda em seus corpos de carne mortal, sujeitas à fome, doença e morte, mas devidamente saciadas e curadas por Cristo como quando andou aqui. Enquanto isso a Igreja estará no céu.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.

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