"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#33 Missão possível



Leitura: Mateus 10:5-42; Marcos 6:7-13; Lucas 9:1-6
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=KiZEDpzI-fg
Áudio: http://www.stories.org.br/3minutos/33_Missao_possivel.mp3

Nos últimos 3 minutos vimos Jesus escolher 12 mensageiros ou apóstolos. Agora ele vai enviá-los para uma missão muito particular. Boa parte do que você encontra no capítulo 10 de Mateus aplica-se àquela missão em especial, e não ao cristão de uma maneira geral.

Por exemplo, eles são enviados às ovelhas perdidas de Israel e devem evitar gentios e samaritanos. Há coisas na Bíblia que são dirigidas especificamente aos judeus, o povo escolhido de Deus.

Os evangelhos são a concretização das profecias do Antigo Testamento que anunciavam a vinda do Messias para Israel. Muito bem, o Messias agora estava ali, bem no meio deles. O que os judeus iriam fazer com Jesus, o Rei prometido?

Nós sabemos. Iriam prendê-lo, açoitá-lo, coroá-lo de espinhos e entronizá-lo numa cruz. Iriam dizer: "Não queremos que este reine sobre nós" e votariam pela condenação do Filho de Deus e pela libertação de Barrabás, um ladrão e homicida.

Com essa rejeição toda Deus abriu um parêntese no progresso da profecia para introduzir a igreja, um corpo formado de judeus e gentios convertidos. Isso começa no capítulo 2 do livro de Atos e termina quando Jesus vier buscar sua igreja. Depois o relógio profético volta a funcionar para Deus continuar tratando com Israel.

O capítulo 10 de Mateus traz detalhes específicos para aquela missão dos doze, e também revela a forma como serão tratados os judeus fiéis no futuro, após o período da igreja. Ao dizer a eles que não terminariam de percorrer todas as cidades de Israel antes da volta do Filho do Homem em glória e majestade revela o caráter profético do capítulo. Filho do Homem é um dos títulos dados a Jesus.

Porém, há pontos que podem ser aplicados a todas as épocas. Um é a aversão que as pessoas teriam. Ele diz que alguns receberiam seus discípulos, outros não. Que eles seriam perseguidos e presos, mas que o Espírito Santo ensinaria a eles o que dizer diante de governadores e reis. Eles deviam ser intrépidos e anunciar a mensagem até de cima dos telhados, sem temer os que podem matar o corpo, mas não podem condenar eternamente.

Estas coisas podem ser aplicadas a você e a mim. O fato de Jesus dizer que não veio trazer a paz, mas a espada não é uma apologia à violência. É que a simples presença de Jesus na vida de alguém acaba gerando controvérsia. Ele é a linha divisória entre a luz e as trevas, a vida e a morte, o céu e o inferno. Ao contrário do que alguns imaginam, Jesus não é uma espécie de guru paz e amor, que fica levitando no ar e cantando "Imagine" de John Lennon.

Neste momento o evangelho está fazendo uma proposta, oferecendo vida e salvação. Ao tomar uma decisão você terá escolhido um lado. É desse lado que estamos falando. Não espere que o mundo aplauda sua decisão por Jesus. E nem ache que não virão momentos de dúvidas. Eles virão, como acontece com João Batista nos próximos 3 minutos.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.