"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,

para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#804 Do Senhor ou dos homens? - Marcos 9:31


Leitura: Marcos9:31

Jesus diz: “O Filho do homem está para ser entregue nas mãos dos homens. Eles o matarão, e três dias depois ele ressuscitará.” (Mc 9:31). Seu sacrifício era o tema da conversa com Moisés e Elias no monte. Os discípulos continuam sem entender, mesmo sendo judeus e criados numa religião que tinha, como tema central, o sacrifício de um cordeiro inocente para livrar o povo da escravidão e da morte.

Antes de libertar os israelitas da escravidão do Egito, o Senhor havia ordenado que cada família sacrificasse um cordeiro e passasse o sangue nos batentes da porta: “O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei adiante. A praga de destruição não os atingirá quando eu ferir o Egito.” (Êx 12:13). Da palavra “passarei” vinha o termo “páscoa”, cujo sentido era o de poupar da morte os que tivessem sido assinalados com o sangue de um cordeiro sacrificado. Todo judeu sabia disso desde a mais tenra infância.

No entanto os discípulos aqui ignoram o que Jesus lhes diz, mesmo que dois deles, originalmente discípulos de João Batista, estivessem com João quando este “viu Jesus passando e disse: ‘Vejam! É o Cordeiro de Deus!’. Ouvindo-o dizer isso, os dois discípulos seguiram a Jesus.” (Jo 1:35-37). João Batista indicava que o verdadeiro Cordeiro seria aquele Homem, o Filho de Deus. Mais tarde o apóstolo Paulo escreveria: “Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós” (1 Co 5:7).

No Egito o Senhor instituiu uma festa para comemorar aquele livramento: “Quando entrarem na terra que o Senhor prometeu lhes dar, celebrem essa cerimônia. Quando os seus filhos lhes perguntarem: ‘O que significa esta cerimônia? ’, respondam-lhes: É o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou sobre as casas dos israelitas no Egito e poupou nossas casas quando matou os egípcios’.” (Êx 12:25-27). Dali em diante você encontra a Páscoa sempre chamada de “páscoa do Senhor”, mas se prestar atenção, nos Evangelhos ela é chamada de “páscoa dos Judeus”, não “do Senhor”. O que era para ser do Senhor eles transformaram em algo deles próprios.

Não existe uma páscoa para a Igreja, pois Cristo é nossa Páscoa. Para a Igreja Jesus revelou a Paulo o memorial da “ceia do Senhor”, para anunciarmos “a morte do Senhor até que ele venha”. Mas a cristandade dividida acabou numa condição tão deplorável quanto a dos judeus, e hoje “cada um come sua própria ceia (1 Co 11:20-21).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#803 Qual o seu interesse em Jesus? - Marcos 9:30-31


Leitura: Marcos9:30-31

Jesus e os discípulos “saíram daquele lugar e atravessaram a Galileia. Jesus não queria que ninguém soubesse onde eles estavam, porque estava ensinando os seus discípulos.” (Mc 9:30-31). Havia coisas que ele queria confidenciar aos discípulos, e não à multidão. Esta estava mais interessada em sinais, milagres e abundância de pão, como diz Jesus:

“A verdade é que vocês estão me procurando, não porque viram os sinais miraculosos, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos.... Enquanto estava em Jerusalém, na festa da Páscoa, muitos viram os sinais miraculosos que ele estava realizando e creram em seu nome. Mas Jesus não se confiava a eles, pois conhecia a todos. Não precisava que ninguém lhe desse testemunho a respeito do homem, pois ele bem sabia o que havia no homem.” (Jo 6:26; 2:23-25).

Se você se impressiona com multidões, promessas de prosperidade e milagres, ainda não entendeu que é com Cristo e seu sacrifício que deveria se ocupar, pois é com isso que os salvos se ocuparão nos céus. Um pouco antes Jesus tinha levado Pedro, Tiago e João ao monte para que testemunhassem de uma visão do Reino em glória. Ali “suas roupas se tornaram brancas, de um branco resplandecente, como nenhum lavandeiro no mundo seria capaz de branqueá-las. E apareceram diante deles Elias e Moisés, os quais conversavam com Jesus.” (Mc 9:3-4).

Felizmente Lucas nos revela de quê falavam naquele cenário de glória, mas os três discípulos estavam com tanto sono que devem ter perdido essa parte da conversa: “Moisés e Elias apareceram em glorioso esplendor, e falavam sobre a partida de Jesus, que estava para se cumprir em Jerusalém. Pedro e os seus companheiros estavam dominados pelo sono; acordando subitamente, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele.” (Lc 9:30-32).

A “partida de Jesus” significava sua morte, prestes a ocorrer É esta a importante mensagem que Jesus quer entregar aos discípulos agora: “O Filho do homem está para ser entregue nas mãos dos homens. Eles o matarão, e três dias depois ele ressuscitará.” (Mc 9:31). Será que o seu interesse neste Cristo ou em um “Jesus” vendido pelos pregadores de prosperidade como uma espécie de talismã que oferece meras vantagens terrenas? Na eternidade todos admirarão “o Cordeiro como tendo sido morto” (Ap 5:6). E você, qual é o seu interesse em Jesus?

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#802 Você tem garantia? - Marcos 9:25-30


Leitura: Marcos9:25-30

“Quando Jesus viu que uma multidão estava se ajuntando, repreendeu o espírito imundo, dizendo: ‘Espírito mudo e surdo, eu ordeno que o deixe e nunca mais entre nele’. O espírito gritou, agitou-o violentamente e saiu. O menino ficou como morto, a ponto de muitos dizerem: ‘Ele morreu’. Mas Jesus tomou-o pela mão e o levantou, e ele ficou em pé.” (Mc 9:25-27).

Muito do que é praticado hoje na cristandade busca o exibicionismo e a promoção. Jesus não. Ele decide libertar logo o menino ao perceber “que uma multidão estava se ajuntando”. Ele nunca busca se exibir, mas procura fazer a vontade do Pai, não da curiosidade das multidões. Depois de evitar a aglomeração de curiosos ele sai com os discípulos “daquele lugar e atravessaram a Galileia. Jesus não queria que ninguém soubesse onde eles estavam.” (Mc 9:30). A multidão não entende o que o Senhor faz, “a ponto de muitos dizerem: ‘Ele morreu’”.

Para um incrédulo uma pessoa liberta por Cristo está morta, mas para Deus ela está viva. Por outro lado, quem ainda não creu em Jesus pode até se achar vivo, mas aos olhos de Deus está morto. É como um galho seco incapaz de dar fruto. Os que ainda estão “mortos em suas transgressões e pecados” andam conforme a opinião pública, “a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência... satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos.” (Ef 2:1-3). Pessoas assim podem se interessar por exibicionismo religioso cristão, mas não por Cristo.

Por isso existem igrejas cheias de pessoas atrás de sinais, milagres e maravilhas, mas que desconhecem o perdão e a libertação completa de seus pecados. Acham que precisam fazer algo para serem salvas e continuar fazendo para não perder a salvação. Viver assim é como praticar roleta russa, sem saber qual pecado poderá explodir seu destino. Como descansar numa vida de pavor como essa, enquanto falsos pregadores alimentam esse medo com um falso evangelho de boas obras?

O apóstolo Paulo mostrou aos crentes em Éfeso quando eles podiam se considerar salvos: “Quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa,  que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória.” (Ef 1:12-14). Você sabe para quê serve uma garantia, não sabe? Então não duvide.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#801 Que poder é esse que falta? - Marcos 9:22-29


Leitura: Marcos9:22-29

A passagem da cura do menino endemoninhado tem muito a nos ensinar. Em um momento Pedro, Tiago e João estavam sobre o monte, separados do nível mais baixo deste mundo, desfrutando de toda a paz e glória de um cenário que revelava como será o Reino do Messias. No momento seguinte eles estão de volta ao chão, em meio à confusão, transtorno e enfermidade do mundo. Os que ficaram embaixo não conseguiam libertar um menino de um espírito imundo por lhes faltar oração e jejum, que nos falam de dependência do Senhor e do abrir mão das coisas essenciais ao corpo.

O pai do menino diz a Jesus: “Pedi aos teus discípulos que expulsassem o espírito, mas eles não conseguiram”, ao que o Senhor responde: “Tragam-me o menino.” (Mc 9:18-19). Ele não diz levem o menino à igreja tal ou ao pastor ou padre fulano. Não! Ele ordena que tragam o menino a ele, a Jesus. Um pouco antes Pedro, Tiago e João tinham visto Jesus ao lado de Moisés e Elias, e quiseram fazer três tendas iguais. Mas o Pai não iria permitir que seu Filho fosse colocado no mesmo nível dos profetas, por mais importantes que fossem. “Apareceu uma nuvem e os envolveu, e dela saiu uma voz, que disse: ‘Este é o meu Filho amado. Ouçam-no!’ Repentinamente, quando olharam ao redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus.” (Mc 9:7-8).

O menino devia ser levado a Jesus, e é a ele que devemos levar as pessoas, nossos problemas e dificuldades. Aqueles que buscam levar pessoas a alguma igreja ou pregador estão equivocados. Deus deseja que o seu Filho seja o centro de todas as coisas e nosso único recurso. Mas o pai do menino ainda não confia que Jesus possa libertar seu filho, por isso roga: Se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.” (Mc 9:22). Que incredulidade era essa de dizer “se podes”? “Se podes?”, responde Jesus, em tom de surpresa, como se lhe faltasse poder da maneira como parecia indicar o pedido do pai do menino.

Então ele complementa, mostrando que não era em si mesmo que faltava poder, e sim no pai que não tinha demonstrado poder de crer. Veja que interessante esta passagem na versão da Bíblia traduzida por John Nelson Darby: “E Jesus disse-lhe: Esse ‘Se podes’ é ‘se tu podes crer’. Todas as coisas são possíveis àquele que crê. E imediatamente o pai do menino, chorando, disse com lágrimas, ‘Creio, ajuda a minha incredulidade’.” (Mc 9:22-23). A ausência de fé, oração e jejum levam a pessoa à incredulidade, confiança própria e busca da satisfação da carne, desviando o olhar de Cristo para aquilo que é do homem.

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#800 Fé, oração e jejum - Marcos 9:19-24


Leitura: Marcos9:19-24

O pai do jovem possesso se queixa da incapacidade dos discípulos para libertarem seu filho. “Tragam-me o menino”, ordena Jesus, e “quando o espírito viu Jesus, imediatamente causou uma convulsão no menino. Este caiu no chão e começou a rolar, espumando pela boca.” (Mc 9:19-20). Em Marcos 6 vimos que Jesus havia chamado “os Doze para junto de si... e deu-lhes autoridade sobre os espíritos imundos”, e eles “expulsavam muitos demônios” (Mc 6:7, 13).

Quando Jesus revestiu seus discípulos de poder, eles se alegraram: “Senhor, até os demônios se submetem a nós, em teu nome”. Mas o poder que os discípulos haviam recebido do Senhor tinha subido à cabeça deles e gerado orgulho religioso. Em Provérbios 16:18 lemos que “o orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda.”. Naquela ocasião Jesus lhes respondeu: “Eu vi Satanás caindo do céu como relâmpago... alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, mas porque seus nomes estão escritos nos céus.” (Lc 10:17-20).

Eles foram alertados a do perigo da soberba no exemplo de Satanás, que caiu de sua posição de “Querubim Guardião” porque “seu coração tornou-se orgulhoso por causa da sua beleza” e se “corrompeu a sua sabedoria por causa do seu esplendor. (Ez 28:14). O diabo chegou a acreditar que seria “como o Altíssimo” (Is 14:14), o mesmo argumento que usaria depois no Jardim do Éden com Eva, ao dizer: “Vocês serão como Deus” (Gn 3:5).

Ao mesmo tempo o Senhor revelava seu poder de ver o futuro, quando o diabo será literalmente expulso do céu derrotado por Miguel e seus anjos: “O dragão e os seus anjos... não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar no céu. O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançado à terra.” (Ap 12:7-9).

Agora os discípulos percebem sua incapacidade. Eles têm poder, mas lhes falta humildade e fé, por isso Jesus repreende sua incredulidade:  “Ó geração incrédula, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los?” (Mc 9:19). No versículo 29 dirá que lhes faltavam “oração” e “jejum” (Mc 9:19, 29). Oração nos fala de dependência do Senhor, pois é só quando oramos reconhecendo nossa incapacidade que oramos como convém. E jejum significa nos privarmos daquilo que acreditamos ser essencial para as necessidades da carne.

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#799 O contraste - Marcos 9:14-18


Leitura: Marcos9:14-18

Jesus estava no monte onde foi transfigurado, revelando a glória de seu reino futuro junto a Moisés e Elias. Mais tarde Pedro, em sua carta, falaria “do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”, da qual ele, Tiago e João tinham sido “testemunhas oculares da sua majestade [quando] ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando da suprema glória lhe foi dirigida a voz que disse: "Este é o meu filho amado, em quem me agrado.”. E Pedro continua, dizendo: “Nós mesmos ouvimos essa voz vinda do céu, quando estávamos com ele no monte santo.” (2 Pe 1:16-18).

A cena muda quando descem do monte para o lugar “onde estavam os outros discípulos.”. Um homem diz: “Mestre, eu te trouxe o meu filho, que está com um espírito que o impede de falar. Onde quer que o apanhe, joga-o no chão. Ele espuma pela boca, range os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que expulsassem o espírito, mas eles não conseguiram.” (Mc 9:14-18). Este é o contraste entre a glória futura e o mundo presente de ruína e dor, o mesmo onde estavam e estão os discípulos de Jesus. Se você vive encantado com a cristandade festiva que vê ao redor, é bom saber o que Pedro, e depois Judas, revelam ao falarem de alguns que se denominam cristãos e são seguidos por multidões:

“Eles difamam o que desconhecem e são como criaturas irracionais, guiadas pelo instinto, nascidas para serem capturadas e destruídas; serão corrompidos pela sua própria corrupção!... São nódoas e manchas, regalando-se em seus prazeres, quando participam das festas de vocês... nunca param de pecar, iludem os instáveis e têm o coração exercitado na ganância... Pois seguiram o caminho de Caim, buscando o lucro... são rochas submersas nas festas de fraternidade... São pastores que só cuidam de si mesmos. São nuvens sem água, impelidas pelo vento; árvores de outono, sem frutos, duas vezes mortas, arrancadas pela raiz. São ondas bravias do mar, espumando seus próprios atos vergonhosos; estrelas errantes, para as quais estão reservadas para sempre as mais densas trevas... seguem os seus próprios desejos impuros; são cheias de si e adulam os outros por interesse... Estes são os que causam divisões entre vocês, os quais seguem a tendência da sua própria alma e não têm o Espírito.” (2 Pe 2:12-13; Jd 1:10-19).

Sim, isso foi escrito, não a respeito de pagãos, mas de pessoas que se dizem cristãs em tempos de ruína e abandono da verdade. O cenário abaixo do monte de glória é este mesmo, e você viverá iludido se pensar o contrário.

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#798 De Elias a Napoleão - Marcos 9:11-13


Leitura: Marcos9:11-13

Os discípulos perguntam a Jesus: "Por que os mestres da lei dizem que é necessário que Elias venha primeiro?". Os discípulos não entendem o que Jesus lhes diz sobre a ressurreição, por se lembrarem do que escreveu o profeta Malaquias: “Eu enviarei a vocês o profeta Elias antes do grande e terrível dia do Senhor” (Ml 4:5). Jesus responde: "De fato, Elias vem primeiro e restaura todas as coisas. Então, por que está escrito que é necessário que o Filho do homem sofra muito e seja rejeitado com desprezo? Mas eu lhes digo: Elias já veio, e fizeram com ele tudo o que quiseram, como está escrito a seu respeito" (Mc 9:12-13).

Sim, na pessoa de João Batista Elias já tinha vindo “no espírito e no poder de Elias” (Lc 1:17). Como tinham feito “com ele tudo o que quiseram” fariam o mesmo com o “Filho do homem” para que sofresse muito e fosse rejeitado. Mas no Evangelho de Mateus Jesus revela que só iriam reconhecer Elias em João Batista aqueles que aceitassem o que ele dizia: “E se vocês quiserem aceitar, este é o Elias que havia de vir.” (Mt 11:14).

Isto serve de alerta para os que têm sido enganados por homens ímpios que dizem ser o profeta Elias que havia de vir. Se por um lado Jesus deixou claro que João Batista tinha vindo “no espírito e no poder de Elias” (Lc 1:17), uma segunda manifestação nesse mesmo espírito e poder está programada para um dia ainda futuro. Nesse espírito virão também as duas testemunhas de Apocalipse, que “têm poder para fechar o céu, de modo que não chova durante o tempo em que estiverem profetizando, e têm poder para transformar a água em sangue e ferir a terra com toda sorte de pragas, quantas vezes desejarem.” (Ap 11:6).

Por causa dos sinais, semelhantes aos de Elias e Moisés, alguns acham que serão os mesmos homens do passado, que também apareceram no monte com Jesus transfigurado. Certamente serão judeus, e os que acreditam que serão cristãos não entendem que no Livro de Apocalipse a Igreja só aparece na terra até o capítulo 3. O Apocalipse é, em sua maior parte, sobre Israel e o mundo, não sobre a Igreja, e devemos descansar no fato de que a Palavra de Deus não revela quem serão essas duas testemunhas.

Enquanto isso todos os que dizem ser a manifestação do profeta Elias podem ser descartados como falsos profetas, enganadores ou loucos. Afinal, você já deve ter ouvido anedotas de desequilibrados que acreditam ser diferentes personagens históricos, de Elias a Napoleão.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#797 Ressurreições - Marcos 9:10



Leitura: Marcos 9:10

“Enquanto desciam do monte, Jesus lhes ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do homem tivesse ressuscitado dentre os mortos.” (Mc 9:10). No capítulo anterior Jesus avisara “que era necessário que o Filho do homem sofresse muitas coisas e fosse rejeitado pelos líderes religiosos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da lei, fosse morto e três dias depois ressuscitasse.” (Mc 8:31).

Neste capítulo Jesus revela a glória que viria após sua morte, para seus discípulos não perderem a confiança. Os judeus sabiam da ressurreição “dos mortos”, mas não “dentre os mortos”. Por uma falha nas versões que trazem “dos mortos”  nos versículos 10 e 11, onde deveria ser “dentre os mortos”, alguns ficam sem entender por que os discípulos indagavam entre si “o que significaria ‘ressuscitar dentre os mortos’.” (Mc 9:11).

Haverá uma ressurreição em que alguns serão tirados dentre os mortos, enquanto os outros mortos permanecerão nos sepulcros, portanto haverá mais de uma ressurreição, além daquelas, como a de Lázaro, que não eram definitivas. A primeira é chamada de ressurreição “para a vida” (Jo 5:29) e “ressurreição dos justos” (Lc 14:14), dos que serão tirados "de entre os mortos" (Fp 3:11). Os mortos não ressuscitarão todos ao mesmo tempo, mas uns (os "justos") serão tirados de entre os "ímpios". Esta primeira ressurreição ocorre em três estágios: Primeiro Cristo, chamado de "as primícias" (1 Co 15:23), depois os que são de Cristo na sua vinda (1 Ts 4:15-18) e por fim os martirizados durante a Grande Tribulação (Ap 14:13).

A segunda ressurreição pode ser chamada de ressurreição “para serem condenados” (Jo 5:29) ou “de injustos” (At 24:15) para condenação. Estes irão ressuscitar após os mil anos do reinado de Cristo na terra (Ap 20:7, 11-15) para enfrentarem o juízo no “Grande Trono Branco” e receberem a sentença da condenação eterna (Ap 20:11-15). Não lemos nada de salvação para os que ressuscitarem nessa ocasião. Os que participarem da primeira ressurreição não serão incluídos na “segunda morte” (Ap 20:14), mas os incrédulos serão lançados no lago de fogo.

Nada disso, porém, era conhecido dos judeus, daí a surpresa com a expressão “dentre os mortos”. Para eles, assim como para a grande maioria hoje na cristandade, a ideia era de que todos ressuscitariam no final. Mas quando a ressurreição final para condenação acontecer os salvos por Cristo já estarão com ele, ressuscitados em diferentes momentos antes disso.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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