"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,

para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#812 Boas novas para ateus


Leitura: Marcos 9:41-48

Existe mais uma lição na passagem em que Jesus fala da condenação eterna. As expressões “o fogo que não se apaga” e “o verme que não morre” deixam evidente que a degradação, o sofrimento e as sensações do perdido não têm data para terminar. Outras passagens usam um termo ainda mais enfático — “fogo que nunca se apaga” (Mt 3:12). Esse é o destino também dos meros religiosos, mesmo pregadores, que nunca conheceram o Senhor e nem foram conhecidos dele. O próprio Jesus disse:

“Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mt 7:22-23). Está muito claro que não existe o aniquilamento dos ímpios pregado por alguns. Além das passagens que falam da eternidade do castigo reservado aos ímpios, vemos dois homens que, depois de lançados no lago de fogo, continuariam lá mil anos mais tarde. Veja a ordem dos eventos:

Primeiro, “a besta foi presa, e com ela o falso profeta que havia realizado os sinais miraculosos em nome dela, com os quais ele havia enganado os que receberam a marca da besta e adoraram a imagem dela. Os dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.”. Em seguida, um anjo “prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o acorrentou por mil anos”. (Ap 19:20; 20:1-2 ).

“Quando terminarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão”, e tendo arregimentado uma multidão para lutar contra “o acampamento dos santos, a cidade amada, um fogo desceu do céu e as devorou. O diabo, que as enganava, foi lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já haviam sido lançados a besta e o falso profeta. Eles [os três] serão atormentados dia e noite, para todo o sempre.” (Ap 20:7-10)

Se encontramos a besta e o falso profeta vivos no lago de fogo mil anos depois, quando Satanás é lançado ali para os três serem “atormentados dia e noite, para todo o sempre”, é inútil pensar que almas e espíritos possam ser cremados como se fossem corpos. Ali o “fogo nunca se apaga” e “o verme não morre”. O evangelho de um castigo que supostamente aniquilaria a existência dos perdidos pode ser boa nova para ateus, agnósticos ou quem acredita que o suicídio seja o fim. Ao falar do poder que Deus tem de condenar, Jesus disse: “Temam aquele que, depois de matar o corpo, tem poder para lançar no inferno [geena].” (Lc 12:5).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#811 Degradação eterna


Leitura: Marcos9:41-48

Marcos 9:43-48 fala do destino dos perdidos, “o inferno, onde o fogo nunca se apaga”, um lugar “onde o seu verme não morre”. Outra vez o Espírito Santo usa o mundo material para entendermos o espiritual. Quando alguém morre, o seu corpo é sepultado e sua carne é comida por vermes. Com o tempo o processo acaba e os vermes morrem, mas não aqui. “Onde o seu verme não morre” nos fala de eterna degradação.

Os perdidos também receberão seus corpos ressuscitados para experimentarem essa degradação, como pessoas comidas por vermes ainda em vida. Foi o caso de Herodes, que, “no dia marcado... vestindo seus trajes reais, sentou-se em seu trono e fez um discurso ao povo. Eles começaram a gritar: ‘É voz de deus, e não de homem’. Visto que Herodes não glorificou a Deus, imediatamente um anjo do Senhor o feriu; e ele morreu comido por vermes.” (At 12:21-23).

Herodes representa o ser humano que faz de si mesmo seu deus. “Tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal.” (Rm 1:20-23).

Mas o que diz a passagem após dizer que Herodes “morreu comido por vermes”? Diz que, “entretanto, a Palavra de Deus continuava a crescer e a espalhar-se.” (At 12:21-24). Percebe o contraste? Enquanto um grande homem apodrece, a Palavra de Deus prospera. Este é o consolo, esperança e certeza de todo crente em Jesus, como escreve Pedro:

“Nisso vocês exultam, ainda que agora, por um pouco de tempo, devam ser entristecidos por todo tipo de provação... para que fique comprovado que a fé que vocês têm, muito mais valiosa do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo, é genuína e resultará em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado. Mesmo não o tendo visto, vocês o amam; e apesar de não o verem agora, creem nele e exultam com alegria indizível e gloriosa... alcançando o alvo da sua fé, a salvação das suas almas... Assim, temos ainda mais firme a palavra dos profetas, e vocês farão bem se a ela prestarem atenção, como a uma candeia que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em seus corações.”  (1 Pe 1:6-9; 2 Pe 1:19).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#810 Inferno e ceu


Leitura: Marcos9:41-48

Se você leu com atenção os versículos 41 ao 48 do capítulo 9 do Evangelho de Marcos, reparou uma repetição significativa das consequências para o mau uso de nosso corpo, que incluem fazer coisas erradas, andar nos caminhos errados e olhar para as coisas que fazem tropeçar. Quais consequências? “Ir para o inferno, onde o fogo nunca se apaga, onde o seu verme não morre”. Se o Espírito Santo inspirou Marcos a repetir tantas vezes é porque está falando de algo muito importante: a horrível condenação eterna que não aniquila o homem, a alma e as sensações.

A palavra “inferno” não existe nos originais e foi usada pelos tradutores em lugar do termo geena e aqui significa o tormento eterno. Em Mateus 25:41 Jesus fala do “fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos”, o que mostra que não é uma condenação feita para seres humanos, mas para seres espirituais. Os homens serão lançados ali por rejeitarem a salvação que Deus oferece de graça. Esse “lago de fogo” está agora vazio e será inaugurado quando receber a besta e o anticristo, depois o diabo, e finalmente todos os perdidos, já com seus corpos. (Ap 19:20; 20:10, 15). Neste momento os mortos estão, em espírito, na condição de hades, o estado de separação entre espírito e alma e o corpo, os incrédulos em sofrimento e dor, e os salvos desfrutando de gozo na presença do Senhor.

Se o “fogo” foi “preparado para o diabo e seus anjos” podemos ter certeza de que não é o mesmo tipo de fogo produzido com lenha, gás ou explosão atômica. Satanás e seus anjos são seres espirituais e incorpóreos, a menos que assumam a forma humana para enganar. Mas um anjo poderia atravessar uma explosão atômica sem ficar chamuscado. Então é evidente que o Espírito Santo usa realidades do mundo material para entendermos realidades espirituais. Fogo na Bíblia é sinônimo de juízo e sofrimento.

Ao contrário da crença popular, o lago de fogo não é onde um perdido viverá na companhia de outros. É solidão absoluta. Também não é um lugar onde Satanás seja o chefe a atormentar os perdidos. O diabo é também um dos detentos condenados ali, e não alguém com privilégios. O fogo desse lugar não é do tipo que gera luz, pois outras passagens nos falam de “trevas exteriores”, que podem não ser apenas morais, mas também literais. Em contraste a isso, se você crê em Jesus como seu Salvador pode dar “graças ao Pai, que nos tornou dignos de participar da herança dos santos no reino da luz... e nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo” (Lc 1:12; Ef 1:6).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#809 Vigilância corporal


Leitura: Marcos9:41-48

“Quem lhes der um copo de água em meu nome, por vocês pertencerem a Cristo, de modo nenhum perderá a sua recompensa. Se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, seria melhor que fosse lançado no mar com uma grande pedra amarrada no pescoço.” (Mc 9:41-42). O tratamento que o mundo dá aos cristãos trará consequências. Se nos indignamos com a maldade feita aos que seguem a Cristo, pense na indignação daquele que tem poder para lançar uma alma no fogo eterno. O Senhor certamente tem tudo anotado para o dia da prestação de contas.

Ele diz: “Não tenham medo dos que matam o corpo e depois nada mais podem fazer. Mas eu lhes mostrarei a quem vocês devem temer: temam aquele que, depois de matar o corpo, tem poder para lançar no inferno. Sim, eu lhes digo, a esse vocês devem temer. Não se vendem cinco pardais por duas moedinhas? Contudo, nenhum deles é esquecido por Deus. Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais!” (Lc 12:4-7).

Isto deveria servir de conforto para nós enquanto caminhamos neste deserto que é o mundo. Se o Senhor foi rejeitado, perseguido e até morto aqui, não devemos esperar por um tratamento melhor. Mas se existem os perigos externos que nos assolam, Jesus não deixa de nos alertar contra os perigos que estariam o tempo todo perto de nós e são parte de nosso corpo.

“Se a sua mão o fizer tropeçar, corte-a. É melhor entrar na vida mutilado do que, tendo as duas mãos, ir para o inferno, onde o fogo nunca se apaga, onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga. E se o seu pé o fizer tropeçar, corte-o. É melhor entrar na vida aleijado do que, tendo os dois pés, ser lançado no inferno, onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga. E se o seu olho o fizer tropeçar, arranque-o. É melhor entrar no Reino de Deus com um só olho do que, tendo os dois olhos, ser lançado no inferno, onde ‘o seu verme não morre, e o fogo não se apaga’.” (Mc 9:43-48).

Jesus não queria que arrancássemos literalmente mãos, pés e olhos, mas que vigiássemos contra o que essas partes corpo são capazes de fazer. Com as mãos praticamos o mal que não deveríamos fazer, os pés nos levam aonde não deveríamos ir, e os olhos são janelas por onde entra o que não deveríamos ver. Num mundo cheio de muros, grades e câmeras de vigilância, será que estamos preocupados com a vigilância de nós mesmos?

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#808 Nós versus eles


Leitura: Marcos9:38-40

João diz a Jesus: “Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue. Jesus, porém, disse: “Não o impeçam... Ninguém que faça um milagre em meu Nome, pode falar mal de mim logo em seguida, pois quem não é contra nós está a nosso favor” ou “não nos segue”, como diz outra versão. (Mc 9:38-40).

Um pouco antes os discípulos tinham falhado em libertar um jovem endemoninhado. Depois de ensinados da necessidade de oração — que nos fala de dependência — e jejum — que significa privação do combustível para a carne — eles ainda debatiam qual deles seria o maior, ao que Jesus precisou lhes ensinar humildade e vulnerabilidade por meio da criança. Agora João, como querendo mostrar serviço, diz que os discípulos haviam impedido um homem de expulsar demônios em nome de Jesus pelo fato de não andar com eles. O que era orgulho individual passou a ser orgulho coletivo. Seria a hora de perguntar quando é que aqueles discípulos iriam entender que o poder não estava neles e nem mesmo por serem um grupo?

A Bíblia não nos diz a razão de aquele homem não seguir com os que seguiam a Jesus, mas não devemos nos esquecer de que os discípulos tinham sido chamados para essa senda. A escolha não tinha sido deles, e em outra passagem o Senhor rejeita alguns que queriam ser discípulos, mas tinham pendências nesta vida. As respostas dadas pelo Senhor revelam que ele sabia que buscavam estabilidade e vínculos com familiares e pessoas do mundo.  “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça... Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus... Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus.” (Lc 9:57-62).

A passagem não fala de salvação, mas de discipulado. Seria este que expulsava demônios um daqueles relutantes reprovados? Não sabemos, mas fica claro que o Nome de Jesus e a fé depositada no poder que havia nesse Nome eram bem reais para aquele homem, ainda que não tivesse um comprometimento integral com aquela causa. Mas o problema aqui não estava com o que expulsava demônios e não seguia com eles, mas com o orgulho e sentimento de superioridade dos discípulos em sua justificativa: “Porque ele não era um dos nossos”. Quando o que é dele — de Jesus — preenche nosso campo de visão quase não sobra espaço para o que é nosso.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#807 Filhos descartados


Leitura: Marcos9:36-37

Enquanto os discípulos disputavam qual deles seria o maior, Jesus pegou “uma criança, colocou-a no meio deles. Pegando-a nos braços, disse-lhes: Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, não está apenas me recebendo, mas também àquele que me enviou.” (Mc 9:37). Primeiro ele coloca a criança no meio, mostrando que a considera maior e mais importante que eles. Depois a recebe em seus braços, abrigando-a, não apenas no abraço do Filho, mas também do Pai.

Milhões de abortos são praticados por quem não quer abraçar filhos que nunca são rejeitados por Aquele que diz: “Deixem vir a mim as crianças” (Mt 19:14). Quer eles partam daqui por descarte ou não, continuarão abraçados pelo mesmo Senhor que os recebe no céu “para em todas as coisas [ele] ter a primazia.” (Cl 1:18). Isto mesmo, na contagem final o diabo não sairá vencedor, não será o maior, nem terá o primeiro lugar, pois haverá mais salvos no céu que perdidos no lago de fogo.

Para uma mulher sem compaixão é normal pedir que um bebê seja cortado ao meio vivo. Aconteceu na corte do Rei Salomão, figura de Cristo em seu Reino. Duas prostitutas que moravam juntas tiveram filhos com diferença de três dias, porém uma delas, durante o sono, se deitou sobre seu bebê sufocando-o. Fez então uma troca de bebês para a outra pensar que o bebê morto era dela, mas a outra percebeu e levou a questão ao rei, que disse:

“Esta afirma: ‘Meu filho está vivo, e o seu filho está morto’, enquanto aquela diz: ‘Não! Seu filho está morto, e o meu está vivo’. Então o rei ordenou: ‘Tragam-me uma espada’. Trouxeram-lhe. Ele então ordenou: ‘Cortem a criança viva ao meio e deem metade a uma e metade à outra’. A mãe do filho que estava vivo, movida pela compaixão materna, clamou: ‘Por favor, meu senhor, dê a criança viva a ela! Não a mate!’ A outra, porém, disse: ‘Não será nem minha nem sua. Cortem-na ao meio!’ Então o rei deu o seu veredicto: ‘Não matem a criança! Deem-na à primeira mulher. Ela é a mãe’.” (1 Rs 3:23-27).

Que consolo saber que, por mais desprezados que sejam os indefesos, tenham eles sido descartados ou faleceram amados por seus pais, eles partem daqui para o aconchego dos braços do Senhor, para quem são todos igualmente preciosos. Que triste alguns defenderem a versão oderna de falta de “compaixão materna”. Estava previsto que nos últimos dias ser politicamente correto incluiria ser “sem amor pela família” (2 Tm 3:3).

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#806 Cinco vezes morte



Leitura: Marcos 9:34-37

Depois de serem flagrados em uma vergonhosa disputa, quando “no caminho haviam discutido sobre quem era o maior” (Mc 9:34), os discípulos estão a ponto de aprender uma lição. “Assentando-se, Jesus chamou os Doze e disse: ‘Se alguém quiser ser o primeiro, será o último, e servo de todos’. E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles. Pegando-a nos braços, disse-lhes: ‘Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, não está apenas me recebendo, mas também àquele que me enviou’.” (Mc 9:34-37).

Os discípulos não discutiam apenas qual deles seria grande, mas o maior! Quando um cristão quer ser o maior não percebe que está querendo ocupar o lugar do maior Homem que já existiu: Jesus. E a primeira lição que deve aprender é que para alguém ser o primeiro precisará ser o último e servo de todos. Afinal não foi para isso que Cristo veio, para servir e não para ser servido? “Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Mc 10:45). E uma posição assim passa necessariamente pela morte, que foi literal no caso de Jesus, e em nosso caso é por associação, já que “se morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos.” (Rm 6:8).

Jesus diz: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mt 16:24). Ao falar de alguma enfermidade, problema ou sofrimento, alguns dizem “Deus me deu esta cruz para carregar”. Mas não é este o significado de tomar a própria cruz. Levar a cruz é considerar-se morto. Quem visse um condenado levando sua cruz prestes a ser executado, diria: “Esse aí já está morto!”. Se você realmente se converteu a Jesus irá aprender que cinco vezes a cruz agirá sobre sua vida, e o número cinco é o que nos fala da responsabilidade.

Aos Gálatas Paulo fala de cinco crucificações: “Jesus Cristo foi exposto como crucificado... Fui crucificado com Cristo... Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos... por meio da [cruz] o mundo foi crucificado para mim, e eu [fui crucificado] para o mundo.” (Gl 3:1; 2:20; 5:24; 6:14). O salvo por Cristo deve viver no reconhecimento de sua obra, que inclui Jesus ter sido crucificado. Deve saber que sua carne, com suas paixões e desejos, foi igualmente lançada na morte. Passará a enxergar, não apenas a si mesmo como morto, mas também o mundo crucificado para si, e entenderá que, para o mundo, ele já não tem valor, pois será visto como morto.

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#805 Querendo ser o maior



Leitura: Marcos 9:32-34

Depois de Jesus falar aos discípulos de sua morte e ressurreição, que estavam prestes a acontecer, “eles não entendiam o que ele queria dizer e tinham receio de perguntar-lhe. E chegaram a Cafarnaum. Quando ele estava em casa, perguntou-lhes: ‘O que vocês estavam discutindo no caminho?’ Mas eles guardaram silêncio, porque no caminho haviam discutido sobre quem era o maior.” (Mc 9:32-34).

Fui convidado para um debate num programa de TV onde eu apresentaria minhas razões para estar congregado somente ao nome de Jesus e outros tentariam justificar suas posições. Por considerar debates um terreno perigoso para o cristão, declinei do convite. Descobri depois que, além de um pastor, o outro participante era um pregador na Web que produz vídeos de doutrinas malignas e se posiciona como ‘desigrejado’. Na visão de alguém mal informado eu e ele estaríamos no mesmo time.

A Bíblia adverte: “Não se envolvam em discussões acerca de palavras; isso não tem proveito, e serve apenas para perverter os ouvintes... Evite as controvérsias tolas e fúteis, pois você sabe que acabam em brigas. Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente. Deve corrigir com mansidão os que se lhe opõem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento, levando-os ao conhecimento da verdade.” (2 Tm 2:14, 24-25).

Você poderá argumentar que no princípio os discípulos participavam de debates públicos. A diferença é que na época os debates eram entre cristãos e judeus ou pagãos; hoje são entre cristãos. Também não estamos no princípio da era da Igreja, mas no fim, quando a Palavra de Deus é relativizada pela cristandade professa. Ou você nunca ouviu alguém argumentar que, por escrever os mandamentos do Senhor sobre a posição da mulher, Paulo era ‘um solteirão recalcado e que odiava mulheres’?

Os discípulos acabam de receber a revelação daquilo que colocaria Jesus no centro da história: sua morte e ressurreição. Eles, porém, não entendem o que ele quer dizer e têm medo de perguntar, passando a debater entre si. O debate acaba se desviando para a questão de qual deles seria o maior, e quando Jesus perguntou, “guardaram silêncio”, pois estavam envergonhados. Este é também o risco que enxergo em debates públicos, onde a carne pode sair em busca de notoriedade e fama ao invés de buscar a glória de Cristo. E aí cada um quer ser o maior.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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