"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,

para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#812 Boas novas para ateus


Leitura: Marcos 9:41-48

Existe mais uma lição na passagem em que Jesus fala da condenação eterna. As expressões “o fogo que não se apaga” e “o verme que não morre” deixam evidente que a degradação, o sofrimento e as sensações do perdido não têm data para terminar. Outras passagens usam um termo ainda mais enfático — “fogo que nunca se apaga” (Mt 3:12). Esse é o destino também dos meros religiosos, mesmo pregadores, que nunca conheceram o Senhor e nem foram conhecidos dele. O próprio Jesus disse:

“Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mt 7:22-23). Está muito claro que não existe o aniquilamento dos ímpios pregado por alguns. Além das passagens que falam da eternidade do castigo reservado aos ímpios, vemos dois homens que, depois de lançados no lago de fogo, continuariam lá mil anos mais tarde. Veja a ordem dos eventos:

Primeiro, “a besta foi presa, e com ela o falso profeta que havia realizado os sinais miraculosos em nome dela, com os quais ele havia enganado os que receberam a marca da besta e adoraram a imagem dela. Os dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.”. Em seguida, um anjo “prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o acorrentou por mil anos”. (Ap 19:20; 20:1-2 ).

“Quando terminarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão”, e tendo arregimentado uma multidão para lutar contra “o acampamento dos santos, a cidade amada, um fogo desceu do céu e as devorou. O diabo, que as enganava, foi lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já haviam sido lançados a besta e o falso profeta. Eles [os três] serão atormentados dia e noite, para todo o sempre.” (Ap 20:7-10)

Se encontramos a besta e o falso profeta vivos no lago de fogo mil anos depois, quando Satanás é lançado ali para os três serem “atormentados dia e noite, para todo o sempre”, é inútil pensar que almas e espíritos possam ser cremados como se fossem corpos. Ali o “fogo nunca se apaga” e “o verme não morre”. O evangelho de um castigo que supostamente aniquilaria a existência dos perdidos pode ser boa nova para ateus, agnósticos ou quem acredita que o suicídio seja o fim. Ao falar do poder que Deus tem de condenar, Jesus disse: “Temam aquele que, depois de matar o corpo, tem poder para lançar no inferno [geena].” (Lc 12:5).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#811 Degradação eterna


Leitura: Marcos9:41-48

Marcos 9:43-48 fala do destino dos perdidos, “o inferno, onde o fogo nunca se apaga”, um lugar “onde o seu verme não morre”. Outra vez o Espírito Santo usa o mundo material para entendermos o espiritual. Quando alguém morre, o seu corpo é sepultado e sua carne é comida por vermes. Com o tempo o processo acaba e os vermes morrem, mas não aqui. “Onde o seu verme não morre” nos fala de eterna degradação.

Os perdidos também receberão seus corpos ressuscitados para experimentarem essa degradação, como pessoas comidas por vermes ainda em vida. Foi o caso de Herodes, que, “no dia marcado... vestindo seus trajes reais, sentou-se em seu trono e fez um discurso ao povo. Eles começaram a gritar: ‘É voz de deus, e não de homem’. Visto que Herodes não glorificou a Deus, imediatamente um anjo do Senhor o feriu; e ele morreu comido por vermes.” (At 12:21-23).

Herodes representa o ser humano que faz de si mesmo seu deus. “Tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal.” (Rm 1:20-23).

Mas o que diz a passagem após dizer que Herodes “morreu comido por vermes”? Diz que, “entretanto, a Palavra de Deus continuava a crescer e a espalhar-se.” (At 12:21-24). Percebe o contraste? Enquanto um grande homem apodrece, a Palavra de Deus prospera. Este é o consolo, esperança e certeza de todo crente em Jesus, como escreve Pedro:

“Nisso vocês exultam, ainda que agora, por um pouco de tempo, devam ser entristecidos por todo tipo de provação... para que fique comprovado que a fé que vocês têm, muito mais valiosa do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo, é genuína e resultará em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado. Mesmo não o tendo visto, vocês o amam; e apesar de não o verem agora, creem nele e exultam com alegria indizível e gloriosa... alcançando o alvo da sua fé, a salvação das suas almas... Assim, temos ainda mais firme a palavra dos profetas, e vocês farão bem se a ela prestarem atenção, como a uma candeia que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em seus corações.”  (1 Pe 1:6-9; 2 Pe 1:19).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#810 Inferno e ceu


Leitura: Marcos9:41-48

Se você leu com atenção os versículos 41 ao 48 do capítulo 9 do Evangelho de Marcos, reparou uma repetição significativa das consequências para o mau uso de nosso corpo, que incluem fazer coisas erradas, andar nos caminhos errados e olhar para as coisas que fazem tropeçar. Quais consequências? “Ir para o inferno, onde o fogo nunca se apaga, onde o seu verme não morre”. Se o Espírito Santo inspirou Marcos a repetir tantas vezes é porque está falando de algo muito importante: a horrível condenação eterna que não aniquila o homem, a alma e as sensações.

A palavra “inferno” não existe nos originais e foi usada pelos tradutores em lugar do termo geena e aqui significa o tormento eterno. Em Mateus 25:41 Jesus fala do “fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos”, o que mostra que não é uma condenação feita para seres humanos, mas para seres espirituais. Os homens serão lançados ali por rejeitarem a salvação que Deus oferece de graça. Esse “lago de fogo” está agora vazio e será inaugurado quando receber a besta e o anticristo, depois o diabo, e finalmente todos os perdidos, já com seus corpos. (Ap 19:20; 20:10, 15). Neste momento os mortos estão, em espírito, na condição de hades, o estado de separação entre espírito e alma e o corpo, os incrédulos em sofrimento e dor, e os salvos desfrutando de gozo na presença do Senhor.

Se o “fogo” foi “preparado para o diabo e seus anjos” podemos ter certeza de que não é o mesmo tipo de fogo produzido com lenha, gás ou explosão atômica. Satanás e seus anjos são seres espirituais e incorpóreos, a menos que assumam a forma humana para enganar. Mas um anjo poderia atravessar uma explosão atômica sem ficar chamuscado. Então é evidente que o Espírito Santo usa realidades do mundo material para entendermos realidades espirituais. Fogo na Bíblia é sinônimo de juízo e sofrimento.

Ao contrário da crença popular, o lago de fogo não é onde um perdido viverá na companhia de outros. É solidão absoluta. Também não é um lugar onde Satanás seja o chefe a atormentar os perdidos. O diabo é também um dos detentos condenados ali, e não alguém com privilégios. O fogo desse lugar não é do tipo que gera luz, pois outras passagens nos falam de “trevas exteriores”, que podem não ser apenas morais, mas também literais. Em contraste a isso, se você crê em Jesus como seu Salvador pode dar “graças ao Pai, que nos tornou dignos de participar da herança dos santos no reino da luz... e nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo” (Lc 1:12; Ef 1:6).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#809 Vigilância corporal


Leitura: Marcos9:41-48

“Quem lhes der um copo de água em meu nome, por vocês pertencerem a Cristo, de modo nenhum perderá a sua recompensa. Se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, seria melhor que fosse lançado no mar com uma grande pedra amarrada no pescoço.” (Mc 9:41-42). O tratamento que o mundo dá aos cristãos trará consequências. Se nos indignamos com a maldade feita aos que seguem a Cristo, pense na indignação daquele que tem poder para lançar uma alma no fogo eterno. O Senhor certamente tem tudo anotado para o dia da prestação de contas.

Ele diz: “Não tenham medo dos que matam o corpo e depois nada mais podem fazer. Mas eu lhes mostrarei a quem vocês devem temer: temam aquele que, depois de matar o corpo, tem poder para lançar no inferno. Sim, eu lhes digo, a esse vocês devem temer. Não se vendem cinco pardais por duas moedinhas? Contudo, nenhum deles é esquecido por Deus. Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais!” (Lc 12:4-7).

Isto deveria servir de conforto para nós enquanto caminhamos neste deserto que é o mundo. Se o Senhor foi rejeitado, perseguido e até morto aqui, não devemos esperar por um tratamento melhor. Mas se existem os perigos externos que nos assolam, Jesus não deixa de nos alertar contra os perigos que estariam o tempo todo perto de nós e são parte de nosso corpo.

“Se a sua mão o fizer tropeçar, corte-a. É melhor entrar na vida mutilado do que, tendo as duas mãos, ir para o inferno, onde o fogo nunca se apaga, onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga. E se o seu pé o fizer tropeçar, corte-o. É melhor entrar na vida aleijado do que, tendo os dois pés, ser lançado no inferno, onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga. E se o seu olho o fizer tropeçar, arranque-o. É melhor entrar no Reino de Deus com um só olho do que, tendo os dois olhos, ser lançado no inferno, onde ‘o seu verme não morre, e o fogo não se apaga’.” (Mc 9:43-48).

Jesus não queria que arrancássemos literalmente mãos, pés e olhos, mas que vigiássemos contra o que essas partes corpo são capazes de fazer. Com as mãos praticamos o mal que não deveríamos fazer, os pés nos levam aonde não deveríamos ir, e os olhos são janelas por onde entra o que não deveríamos ver. Num mundo cheio de muros, grades e câmeras de vigilância, será que estamos preocupados com a vigilância de nós mesmos?

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#808 Nós versus eles


Leitura: Marcos9:38-40

João diz a Jesus: “Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue. Jesus, porém, disse: “Não o impeçam... Ninguém que faça um milagre em meu Nome, pode falar mal de mim logo em seguida, pois quem não é contra nós está a nosso favor” ou “não nos segue”, como diz outra versão. (Mc 9:38-40).

Um pouco antes os discípulos tinham falhado em libertar um jovem endemoninhado. Depois de ensinados da necessidade de oração — que nos fala de dependência — e jejum — que significa privação do combustível para a carne — eles ainda debatiam qual deles seria o maior, ao que Jesus precisou lhes ensinar humildade e vulnerabilidade por meio da criança. Agora João, como querendo mostrar serviço, diz que os discípulos haviam impedido um homem de expulsar demônios em nome de Jesus pelo fato de não andar com eles. O que era orgulho individual passou a ser orgulho coletivo. Seria a hora de perguntar quando é que aqueles discípulos iriam entender que o poder não estava neles e nem mesmo por serem um grupo?

A Bíblia não nos diz a razão de aquele homem não seguir com os que seguiam a Jesus, mas não devemos nos esquecer de que os discípulos tinham sido chamados para essa senda. A escolha não tinha sido deles, e em outra passagem o Senhor rejeita alguns que queriam ser discípulos, mas tinham pendências nesta vida. As respostas dadas pelo Senhor revelam que ele sabia que buscavam estabilidade e vínculos com familiares e pessoas do mundo.  “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça... Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus... Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus.” (Lc 9:57-62).

A passagem não fala de salvação, mas de discipulado. Seria este que expulsava demônios um daqueles relutantes reprovados? Não sabemos, mas fica claro que o Nome de Jesus e a fé depositada no poder que havia nesse Nome eram bem reais para aquele homem, ainda que não tivesse um comprometimento integral com aquela causa. Mas o problema aqui não estava com o que expulsava demônios e não seguia com eles, mas com o orgulho e sentimento de superioridade dos discípulos em sua justificativa: “Porque ele não era um dos nossos”. Quando o que é dele — de Jesus — preenche nosso campo de visão quase não sobra espaço para o que é nosso.

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#807 Filhos descartados


Leitura: Marcos9:36-37

Enquanto os discípulos disputavam qual deles seria o maior, Jesus pegou “uma criança, colocou-a no meio deles. Pegando-a nos braços, disse-lhes: Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, não está apenas me recebendo, mas também àquele que me enviou.” (Mc 9:37). Primeiro ele coloca a criança no meio, mostrando que a considera maior e mais importante que eles. Depois a recebe em seus braços, abrigando-a, não apenas no abraço do Filho, mas também do Pai.

Milhões de abortos são praticados por quem não quer abraçar filhos que nunca são rejeitados por Aquele que diz: “Deixem vir a mim as crianças” (Mt 19:14). Quer eles partam daqui por descarte ou não, continuarão abraçados pelo mesmo Senhor que os recebe no céu “para em todas as coisas [ele] ter a primazia.” (Cl 1:18). Isto mesmo, na contagem final o diabo não sairá vencedor, não será o maior, nem terá o primeiro lugar, pois haverá mais salvos no céu que perdidos no lago de fogo.

Para uma mulher sem compaixão é normal pedir que um bebê seja cortado ao meio vivo. Aconteceu na corte do Rei Salomão, figura de Cristo em seu Reino. Duas prostitutas que moravam juntas tiveram filhos com diferença de três dias, porém uma delas, durante o sono, se deitou sobre seu bebê sufocando-o. Fez então uma troca de bebês para a outra pensar que o bebê morto era dela, mas a outra percebeu e levou a questão ao rei, que disse:

“Esta afirma: ‘Meu filho está vivo, e o seu filho está morto’, enquanto aquela diz: ‘Não! Seu filho está morto, e o meu está vivo’. Então o rei ordenou: ‘Tragam-me uma espada’. Trouxeram-lhe. Ele então ordenou: ‘Cortem a criança viva ao meio e deem metade a uma e metade à outra’. A mãe do filho que estava vivo, movida pela compaixão materna, clamou: ‘Por favor, meu senhor, dê a criança viva a ela! Não a mate!’ A outra, porém, disse: ‘Não será nem minha nem sua. Cortem-na ao meio!’ Então o rei deu o seu veredicto: ‘Não matem a criança! Deem-na à primeira mulher. Ela é a mãe’.” (1 Rs 3:23-27).

Que consolo saber que, por mais desprezados que sejam os indefesos, tenham eles sido descartados ou faleceram amados por seus pais, eles partem daqui para o aconchego dos braços do Senhor, para quem são todos igualmente preciosos. Que triste alguns defenderem a versão oderna de falta de “compaixão materna”. Estava previsto que nos últimos dias ser politicamente correto incluiria ser “sem amor pela família” (2 Tm 3:3).

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#806 Cinco vezes morte



Leitura: Marcos 9:34-37

Depois de serem flagrados em uma vergonhosa disputa, quando “no caminho haviam discutido sobre quem era o maior” (Mc 9:34), os discípulos estão a ponto de aprender uma lição. “Assentando-se, Jesus chamou os Doze e disse: ‘Se alguém quiser ser o primeiro, será o último, e servo de todos’. E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles. Pegando-a nos braços, disse-lhes: ‘Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, não está apenas me recebendo, mas também àquele que me enviou’.” (Mc 9:34-37).

Os discípulos não discutiam apenas qual deles seria grande, mas o maior! Quando um cristão quer ser o maior não percebe que está querendo ocupar o lugar do maior Homem que já existiu: Jesus. E a primeira lição que deve aprender é que para alguém ser o primeiro precisará ser o último e servo de todos. Afinal não foi para isso que Cristo veio, para servir e não para ser servido? “Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Mc 10:45). E uma posição assim passa necessariamente pela morte, que foi literal no caso de Jesus, e em nosso caso é por associação, já que “se morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos.” (Rm 6:8).

Jesus diz: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mt 16:24). Ao falar de alguma enfermidade, problema ou sofrimento, alguns dizem “Deus me deu esta cruz para carregar”. Mas não é este o significado de tomar a própria cruz. Levar a cruz é considerar-se morto. Quem visse um condenado levando sua cruz prestes a ser executado, diria: “Esse aí já está morto!”. Se você realmente se converteu a Jesus irá aprender que cinco vezes a cruz agirá sobre sua vida, e o número cinco é o que nos fala da responsabilidade.

Aos Gálatas Paulo fala de cinco crucificações: “Jesus Cristo foi exposto como crucificado... Fui crucificado com Cristo... Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos... por meio da [cruz] o mundo foi crucificado para mim, e eu [fui crucificado] para o mundo.” (Gl 3:1; 2:20; 5:24; 6:14). O salvo por Cristo deve viver no reconhecimento de sua obra, que inclui Jesus ter sido crucificado. Deve saber que sua carne, com suas paixões e desejos, foi igualmente lançada na morte. Passará a enxergar, não apenas a si mesmo como morto, mas também o mundo crucificado para si, e entenderá que, para o mundo, ele já não tem valor, pois será visto como morto.

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#805 Querendo ser o maior



Leitura: Marcos 9:32-34

Depois de Jesus falar aos discípulos de sua morte e ressurreição, que estavam prestes a acontecer, “eles não entendiam o que ele queria dizer e tinham receio de perguntar-lhe. E chegaram a Cafarnaum. Quando ele estava em casa, perguntou-lhes: ‘O que vocês estavam discutindo no caminho?’ Mas eles guardaram silêncio, porque no caminho haviam discutido sobre quem era o maior.” (Mc 9:32-34).

Fui convidado para um debate num programa de TV onde eu apresentaria minhas razões para estar congregado somente ao nome de Jesus e outros tentariam justificar suas posições. Por considerar debates um terreno perigoso para o cristão, declinei do convite. Descobri depois que, além de um pastor, o outro participante era um pregador na Web que produz vídeos de doutrinas malignas e se posiciona como ‘desigrejado’. Na visão de alguém mal informado eu e ele estaríamos no mesmo time.

A Bíblia adverte: “Não se envolvam em discussões acerca de palavras; isso não tem proveito, e serve apenas para perverter os ouvintes... Evite as controvérsias tolas e fúteis, pois você sabe que acabam em brigas. Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente. Deve corrigir com mansidão os que se lhe opõem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento, levando-os ao conhecimento da verdade.” (2 Tm 2:14, 24-25).

Você poderá argumentar que no princípio os discípulos participavam de debates públicos. A diferença é que na época os debates eram entre cristãos e judeus ou pagãos; hoje são entre cristãos. Também não estamos no princípio da era da Igreja, mas no fim, quando a Palavra de Deus é relativizada pela cristandade professa. Ou você nunca ouviu alguém argumentar que, por escrever os mandamentos do Senhor sobre a posição da mulher, Paulo era ‘um solteirão recalcado e que odiava mulheres’?

Os discípulos acabam de receber a revelação daquilo que colocaria Jesus no centro da história: sua morte e ressurreição. Eles, porém, não entendem o que ele quer dizer e têm medo de perguntar, passando a debater entre si. O debate acaba se desviando para a questão de qual deles seria o maior, e quando Jesus perguntou, “guardaram silêncio”, pois estavam envergonhados. Este é também o risco que enxergo em debates públicos, onde a carne pode sair em busca de notoriedade e fama ao invés de buscar a glória de Cristo. E aí cada um quer ser o maior.

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#804 Do Senhor ou dos homens? - Marcos 9:31


Leitura: Marcos9:31

Jesus diz: “O Filho do homem está para ser entregue nas mãos dos homens. Eles o matarão, e três dias depois ele ressuscitará.” (Mc 9:31). Seu sacrifício era o tema da conversa com Moisés e Elias no monte. Os discípulos continuam sem entender, mesmo sendo judeus e criados numa religião que tinha, como tema central, o sacrifício de um cordeiro inocente para livrar o povo da escravidão e da morte.

Antes de libertar os israelitas da escravidão do Egito, o Senhor havia ordenado que cada família sacrificasse um cordeiro e passasse o sangue nos batentes da porta: “O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei adiante. A praga de destruição não os atingirá quando eu ferir o Egito.” (Êx 12:13). Da palavra “passarei” vinha o termo “páscoa”, cujo sentido era o de poupar da morte os que tivessem sido assinalados com o sangue de um cordeiro sacrificado. Todo judeu sabia disso desde a mais tenra infância.

No entanto os discípulos aqui ignoram o que Jesus lhes diz, mesmo que dois deles, originalmente discípulos de João Batista, estivessem com João quando este “viu Jesus passando e disse: ‘Vejam! É o Cordeiro de Deus!’. Ouvindo-o dizer isso, os dois discípulos seguiram a Jesus.” (Jo 1:35-37). João Batista indicava que o verdadeiro Cordeiro seria aquele Homem, o Filho de Deus. Mais tarde o apóstolo Paulo escreveria: “Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós” (1 Co 5:7).

No Egito o Senhor instituiu uma festa para comemorar aquele livramento: “Quando entrarem na terra que o Senhor prometeu lhes dar, celebrem essa cerimônia. Quando os seus filhos lhes perguntarem: ‘O que significa esta cerimônia? ’, respondam-lhes: É o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou sobre as casas dos israelitas no Egito e poupou nossas casas quando matou os egípcios’.” (Êx 12:25-27). Dali em diante você encontra a Páscoa sempre chamada de “páscoa do Senhor”, mas se prestar atenção, nos Evangelhos ela é chamada de “páscoa dos Judeus”, não “do Senhor”. O que era para ser do Senhor eles transformaram em algo deles próprios.

Não existe uma páscoa para a Igreja, pois Cristo é nossa Páscoa. Para a Igreja Jesus revelou a Paulo o memorial da “ceia do Senhor”, para anunciarmos “a morte do Senhor até que ele venha”. Mas a cristandade dividida acabou numa condição tão deplorável quanto a dos judeus, e hoje “cada um come sua própria ceia (1 Co 11:20-21).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#803 Qual o seu interesse em Jesus? - Marcos 9:30-31


Leitura: Marcos9:30-31

Jesus e os discípulos “saíram daquele lugar e atravessaram a Galileia. Jesus não queria que ninguém soubesse onde eles estavam, porque estava ensinando os seus discípulos.” (Mc 9:30-31). Havia coisas que ele queria confidenciar aos discípulos, e não à multidão. Esta estava mais interessada em sinais, milagres e abundância de pão, como diz Jesus:

“A verdade é que vocês estão me procurando, não porque viram os sinais miraculosos, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos.... Enquanto estava em Jerusalém, na festa da Páscoa, muitos viram os sinais miraculosos que ele estava realizando e creram em seu nome. Mas Jesus não se confiava a eles, pois conhecia a todos. Não precisava que ninguém lhe desse testemunho a respeito do homem, pois ele bem sabia o que havia no homem.” (Jo 6:26; 2:23-25).

Se você se impressiona com multidões, promessas de prosperidade e milagres, ainda não entendeu que é com Cristo e seu sacrifício que deveria se ocupar, pois é com isso que os salvos se ocuparão nos céus. Um pouco antes Jesus tinha levado Pedro, Tiago e João ao monte para que testemunhassem de uma visão do Reino em glória. Ali “suas roupas se tornaram brancas, de um branco resplandecente, como nenhum lavandeiro no mundo seria capaz de branqueá-las. E apareceram diante deles Elias e Moisés, os quais conversavam com Jesus.” (Mc 9:3-4).

Felizmente Lucas nos revela de quê falavam naquele cenário de glória, mas os três discípulos estavam com tanto sono que devem ter perdido essa parte da conversa: “Moisés e Elias apareceram em glorioso esplendor, e falavam sobre a partida de Jesus, que estava para se cumprir em Jerusalém. Pedro e os seus companheiros estavam dominados pelo sono; acordando subitamente, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele.” (Lc 9:30-32).

A “partida de Jesus” significava sua morte, prestes a ocorrer É esta a importante mensagem que Jesus quer entregar aos discípulos agora: “O Filho do homem está para ser entregue nas mãos dos homens. Eles o matarão, e três dias depois ele ressuscitará.” (Mc 9:31). Será que o seu interesse neste Cristo ou em um “Jesus” vendido pelos pregadores de prosperidade como uma espécie de talismã que oferece meras vantagens terrenas? Na eternidade todos admirarão “o Cordeiro como tendo sido morto” (Ap 5:6). E você, qual é o seu interesse em Jesus?

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#802 Você tem garantia? - Marcos 9:25-30


Leitura: Marcos9:25-30

“Quando Jesus viu que uma multidão estava se ajuntando, repreendeu o espírito imundo, dizendo: ‘Espírito mudo e surdo, eu ordeno que o deixe e nunca mais entre nele’. O espírito gritou, agitou-o violentamente e saiu. O menino ficou como morto, a ponto de muitos dizerem: ‘Ele morreu’. Mas Jesus tomou-o pela mão e o levantou, e ele ficou em pé.” (Mc 9:25-27).

Muito do que é praticado hoje na cristandade busca o exibicionismo e a promoção. Jesus não. Ele decide libertar logo o menino ao perceber “que uma multidão estava se ajuntando”. Ele nunca busca se exibir, mas procura fazer a vontade do Pai, não da curiosidade das multidões. Depois de evitar a aglomeração de curiosos ele sai com os discípulos “daquele lugar e atravessaram a Galileia. Jesus não queria que ninguém soubesse onde eles estavam.” (Mc 9:30). A multidão não entende o que o Senhor faz, “a ponto de muitos dizerem: ‘Ele morreu’”.

Para um incrédulo uma pessoa liberta por Cristo está morta, mas para Deus ela está viva. Por outro lado, quem ainda não creu em Jesus pode até se achar vivo, mas aos olhos de Deus está morto. É como um galho seco incapaz de dar fruto. Os que ainda estão “mortos em suas transgressões e pecados” andam conforme a opinião pública, “a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência... satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos.” (Ef 2:1-3). Pessoas assim podem se interessar por exibicionismo religioso cristão, mas não por Cristo.

Por isso existem igrejas cheias de pessoas atrás de sinais, milagres e maravilhas, mas que desconhecem o perdão e a libertação completa de seus pecados. Acham que precisam fazer algo para serem salvas e continuar fazendo para não perder a salvação. Viver assim é como praticar roleta russa, sem saber qual pecado poderá explodir seu destino. Como descansar numa vida de pavor como essa, enquanto falsos pregadores alimentam esse medo com um falso evangelho de boas obras?

O apóstolo Paulo mostrou aos crentes em Éfeso quando eles podiam se considerar salvos: “Quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa,  que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória.” (Ef 1:12-14). Você sabe para quê serve uma garantia, não sabe? Então não duvide.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#801 Que poder é esse que falta? - Marcos 9:22-29


Leitura: Marcos9:22-29

A passagem da cura do menino endemoninhado tem muito a nos ensinar. Em um momento Pedro, Tiago e João estavam sobre o monte, separados do nível mais baixo deste mundo, desfrutando de toda a paz e glória de um cenário que revelava como será o Reino do Messias. No momento seguinte eles estão de volta ao chão, em meio à confusão, transtorno e enfermidade do mundo. Os que ficaram embaixo não conseguiam libertar um menino de um espírito imundo por lhes faltar oração e jejum, que nos falam de dependência do Senhor e do abrir mão das coisas essenciais ao corpo.

O pai do menino diz a Jesus: “Pedi aos teus discípulos que expulsassem o espírito, mas eles não conseguiram”, ao que o Senhor responde: “Tragam-me o menino.” (Mc 9:18-19). Ele não diz levem o menino à igreja tal ou ao pastor ou padre fulano. Não! Ele ordena que tragam o menino a ele, a Jesus. Um pouco antes Pedro, Tiago e João tinham visto Jesus ao lado de Moisés e Elias, e quiseram fazer três tendas iguais. Mas o Pai não iria permitir que seu Filho fosse colocado no mesmo nível dos profetas, por mais importantes que fossem. “Apareceu uma nuvem e os envolveu, e dela saiu uma voz, que disse: ‘Este é o meu Filho amado. Ouçam-no!’ Repentinamente, quando olharam ao redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus.” (Mc 9:7-8).

O menino devia ser levado a Jesus, e é a ele que devemos levar as pessoas, nossos problemas e dificuldades. Aqueles que buscam levar pessoas a alguma igreja ou pregador estão equivocados. Deus deseja que o seu Filho seja o centro de todas as coisas e nosso único recurso. Mas o pai do menino ainda não confia que Jesus possa libertar seu filho, por isso roga: Se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.” (Mc 9:22). Que incredulidade era essa de dizer “se podes”? “Se podes?”, responde Jesus, em tom de surpresa, como se lhe faltasse poder da maneira como parecia indicar o pedido do pai do menino.

Então ele complementa, mostrando que não era em si mesmo que faltava poder, e sim no pai que não tinha demonstrado poder de crer. Veja que interessante esta passagem na versão da Bíblia traduzida por John Nelson Darby: “E Jesus disse-lhe: Esse ‘Se podes’ é ‘se tu podes crer’. Todas as coisas são possíveis àquele que crê. E imediatamente o pai do menino, chorando, disse com lágrimas, ‘Creio, ajuda a minha incredulidade’.” (Mc 9:22-23). A ausência de fé, oração e jejum levam a pessoa à incredulidade, confiança própria e busca da satisfação da carne, desviando o olhar de Cristo para aquilo que é do homem.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#800 Fé, oração e jejum - Marcos 9:19-24


Leitura: Marcos9:19-24

O pai do jovem possesso se queixa da incapacidade dos discípulos para libertarem seu filho. “Tragam-me o menino”, ordena Jesus, e “quando o espírito viu Jesus, imediatamente causou uma convulsão no menino. Este caiu no chão e começou a rolar, espumando pela boca.” (Mc 9:19-20). Em Marcos 6 vimos que Jesus havia chamado “os Doze para junto de si... e deu-lhes autoridade sobre os espíritos imundos”, e eles “expulsavam muitos demônios” (Mc 6:7, 13).

Quando Jesus revestiu seus discípulos de poder, eles se alegraram: “Senhor, até os demônios se submetem a nós, em teu nome”. Mas o poder que os discípulos haviam recebido do Senhor tinha subido à cabeça deles e gerado orgulho religioso. Em Provérbios 16:18 lemos que “o orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda.”. Naquela ocasião Jesus lhes respondeu: “Eu vi Satanás caindo do céu como relâmpago... alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, mas porque seus nomes estão escritos nos céus.” (Lc 10:17-20).

Eles foram alertados a do perigo da soberba no exemplo de Satanás, que caiu de sua posição de “Querubim Guardião” porque “seu coração tornou-se orgulhoso por causa da sua beleza” e se “corrompeu a sua sabedoria por causa do seu esplendor. (Ez 28:14). O diabo chegou a acreditar que seria “como o Altíssimo” (Is 14:14), o mesmo argumento que usaria depois no Jardim do Éden com Eva, ao dizer: “Vocês serão como Deus” (Gn 3:5).

Ao mesmo tempo o Senhor revelava seu poder de ver o futuro, quando o diabo será literalmente expulso do céu derrotado por Miguel e seus anjos: “O dragão e os seus anjos... não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar no céu. O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançado à terra.” (Ap 12:7-9).

Agora os discípulos percebem sua incapacidade. Eles têm poder, mas lhes falta humildade e fé, por isso Jesus repreende sua incredulidade:  “Ó geração incrédula, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los?” (Mc 9:19). No versículo 29 dirá que lhes faltavam “oração” e “jejum” (Mc 9:19, 29). Oração nos fala de dependência do Senhor, pois é só quando oramos reconhecendo nossa incapacidade que oramos como convém. E jejum significa nos privarmos daquilo que acreditamos ser essencial para as necessidades da carne.

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#799 O contraste - Marcos 9:14-18


Leitura: Marcos9:14-18

Jesus estava no monte onde foi transfigurado, revelando a glória de seu reino futuro junto a Moisés e Elias. Mais tarde Pedro, em sua carta, falaria “do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”, da qual ele, Tiago e João tinham sido “testemunhas oculares da sua majestade [quando] ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando da suprema glória lhe foi dirigida a voz que disse: "Este é o meu filho amado, em quem me agrado.”. E Pedro continua, dizendo: “Nós mesmos ouvimos essa voz vinda do céu, quando estávamos com ele no monte santo.” (2 Pe 1:16-18).

A cena muda quando descem do monte para o lugar “onde estavam os outros discípulos.”. Um homem diz: “Mestre, eu te trouxe o meu filho, que está com um espírito que o impede de falar. Onde quer que o apanhe, joga-o no chão. Ele espuma pela boca, range os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que expulsassem o espírito, mas eles não conseguiram.” (Mc 9:14-18). Este é o contraste entre a glória futura e o mundo presente de ruína e dor, o mesmo onde estavam e estão os discípulos de Jesus. Se você vive encantado com a cristandade festiva que vê ao redor, é bom saber o que Pedro, e depois Judas, revelam ao falarem de alguns que se denominam cristãos e são seguidos por multidões:

“Eles difamam o que desconhecem e são como criaturas irracionais, guiadas pelo instinto, nascidas para serem capturadas e destruídas; serão corrompidos pela sua própria corrupção!... São nódoas e manchas, regalando-se em seus prazeres, quando participam das festas de vocês... nunca param de pecar, iludem os instáveis e têm o coração exercitado na ganância... Pois seguiram o caminho de Caim, buscando o lucro... são rochas submersas nas festas de fraternidade... São pastores que só cuidam de si mesmos. São nuvens sem água, impelidas pelo vento; árvores de outono, sem frutos, duas vezes mortas, arrancadas pela raiz. São ondas bravias do mar, espumando seus próprios atos vergonhosos; estrelas errantes, para as quais estão reservadas para sempre as mais densas trevas... seguem os seus próprios desejos impuros; são cheias de si e adulam os outros por interesse... Estes são os que causam divisões entre vocês, os quais seguem a tendência da sua própria alma e não têm o Espírito.” (2 Pe 2:12-13; Jd 1:10-19).

Sim, isso foi escrito, não a respeito de pagãos, mas de pessoas que se dizem cristãs em tempos de ruína e abandono da verdade. O cenário abaixo do monte de glória é este mesmo, e você viverá iludido se pensar o contrário.

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#798 De Elias a Napoleão - Marcos 9:11-13


Leitura: Marcos9:11-13

Os discípulos perguntam a Jesus: "Por que os mestres da lei dizem que é necessário que Elias venha primeiro?". Os discípulos não entendem o que Jesus lhes diz sobre a ressurreição, por se lembrarem do que escreveu o profeta Malaquias: “Eu enviarei a vocês o profeta Elias antes do grande e terrível dia do Senhor” (Ml 4:5). Jesus responde: "De fato, Elias vem primeiro e restaura todas as coisas. Então, por que está escrito que é necessário que o Filho do homem sofra muito e seja rejeitado com desprezo? Mas eu lhes digo: Elias já veio, e fizeram com ele tudo o que quiseram, como está escrito a seu respeito" (Mc 9:12-13).

Sim, na pessoa de João Batista Elias já tinha vindo “no espírito e no poder de Elias” (Lc 1:17). Como tinham feito “com ele tudo o que quiseram” fariam o mesmo com o “Filho do homem” para que sofresse muito e fosse rejeitado. Mas no Evangelho de Mateus Jesus revela que só iriam reconhecer Elias em João Batista aqueles que aceitassem o que ele dizia: “E se vocês quiserem aceitar, este é o Elias que havia de vir.” (Mt 11:14).

Isto serve de alerta para os que têm sido enganados por homens ímpios que dizem ser o profeta Elias que havia de vir. Se por um lado Jesus deixou claro que João Batista tinha vindo “no espírito e no poder de Elias” (Lc 1:17), uma segunda manifestação nesse mesmo espírito e poder está programada para um dia ainda futuro. Nesse espírito virão também as duas testemunhas de Apocalipse, que “têm poder para fechar o céu, de modo que não chova durante o tempo em que estiverem profetizando, e têm poder para transformar a água em sangue e ferir a terra com toda sorte de pragas, quantas vezes desejarem.” (Ap 11:6).

Por causa dos sinais, semelhantes aos de Elias e Moisés, alguns acham que serão os mesmos homens do passado, que também apareceram no monte com Jesus transfigurado. Certamente serão judeus, e os que acreditam que serão cristãos não entendem que no Livro de Apocalipse a Igreja só aparece na terra até o capítulo 3. O Apocalipse é, em sua maior parte, sobre Israel e o mundo, não sobre a Igreja, e devemos descansar no fato de que a Palavra de Deus não revela quem serão essas duas testemunhas.

Enquanto isso todos os que dizem ser a manifestação do profeta Elias podem ser descartados como falsos profetas, enganadores ou loucos. Afinal, você já deve ter ouvido anedotas de desequilibrados que acreditam ser diferentes personagens históricos, de Elias a Napoleão.

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#797 Ressurreições - Marcos 9:10



Leitura: Marcos 9:10

“Enquanto desciam do monte, Jesus lhes ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do homem tivesse ressuscitado dentre os mortos.” (Mc 9:10). No capítulo anterior Jesus avisara “que era necessário que o Filho do homem sofresse muitas coisas e fosse rejeitado pelos líderes religiosos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da lei, fosse morto e três dias depois ressuscitasse.” (Mc 8:31).

Neste capítulo Jesus revela a glória que viria após sua morte, para seus discípulos não perderem a confiança. Os judeus sabiam da ressurreição “dos mortos”, mas não “dentre os mortos”. Por uma falha nas versões que trazem “dos mortos”  nos versículos 10 e 11, onde deveria ser “dentre os mortos”, alguns ficam sem entender por que os discípulos indagavam entre si “o que significaria ‘ressuscitar dentre os mortos’.” (Mc 9:11).

Haverá uma ressurreição em que alguns serão tirados dentre os mortos, enquanto os outros mortos permanecerão nos sepulcros, portanto haverá mais de uma ressurreição, além daquelas, como a de Lázaro, que não eram definitivas. A primeira é chamada de ressurreição “para a vida” (Jo 5:29) e “ressurreição dos justos” (Lc 14:14), dos que serão tirados "de entre os mortos" (Fp 3:11). Os mortos não ressuscitarão todos ao mesmo tempo, mas uns (os "justos") serão tirados de entre os "ímpios". Esta primeira ressurreição ocorre em três estágios: Primeiro Cristo, chamado de "as primícias" (1 Co 15:23), depois os que são de Cristo na sua vinda (1 Ts 4:15-18) e por fim os martirizados durante a Grande Tribulação (Ap 14:13).

A segunda ressurreição pode ser chamada de ressurreição “para serem condenados” (Jo 5:29) ou “de injustos” (At 24:15) para condenação. Estes irão ressuscitar após os mil anos do reinado de Cristo na terra (Ap 20:7, 11-15) para enfrentarem o juízo no “Grande Trono Branco” e receberem a sentença da condenação eterna (Ap 20:11-15). Não lemos nada de salvação para os que ressuscitarem nessa ocasião. Os que participarem da primeira ressurreição não serão incluídos na “segunda morte” (Ap 20:14), mas os incrédulos serão lançados no lago de fogo.

Nada disso, porém, era conhecido dos judeus, daí a surpresa com a expressão “dentre os mortos”. Para eles, assim como para a grande maioria hoje na cristandade, a ideia era de que todos ressuscitariam no final. Mas quando a ressurreição final para condenação acontecer os salvos por Cristo já estarão com ele, ressuscitados em diferentes momentos antes disso.

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#796 Qual letra mata?


Leitura: Marcos 9:2-6

Ao descer do monte, após receber as tábuas de pedra da Lei, Moisés encontrou o povo entregue à idolatria. O juízo de Deus por isso levou ao massacre de três mil pessoas. Após Moisés interagir com o Senhor as pessoas viam que seu rosto “resplandecia. Então, de novo Moisés cobria o rosto com o véu até entrar de novo para falar com o Senhor.” (Êx 34:35). Aquele brilho de sua face não era permanente, mas se desvanecia.

Agora ligue os pontos: Se naquela ocasião Moisés havia subido ao monte e ficado com o rosto resplandecente, como Pedro, Tiago e João podiam interpretar aquilo que agora viam? Tinha o monte, tinha Moisés, e a diferença é que agora era Jesus o resplandecente, “transfigurado diante deles. Suas roupas se tornaram brancas, de um branco resplandecente, como nenhum lavandeiro no mundo seria capaz de branqueá-las.” (Mc 9:2-3). Se o roteiro fosse o mesmo de Êxodo o próximo evento seria um massacre. Entende agora a razão de eles estarem apavorados?

Mais tarde Paulo iria deixar claro que o relacionamento que os discípulos de Cristo teriam com Deus, particularmente após a formação da Igreja, não seria o mesmo que os israelitas tiveram no passado.  Paulo diz:

“[Deus] nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica. O ministério que trouxe a morte foi gravado com letras em pedras; mas esse ministério veio com tal glória que os israelitas não podiam fixar os olhos na face de Moisés por causa do resplendor do seu rosto, ainda que desvanecente. Não será o ministério do Espírito ainda muito mais glorioso? Se era glorioso o ministério que trouxe condenação, quanto mais glorioso será o ministério que produz justiça!” (2 Co 3:6-9).


Alguns pregadores ameaçam seus ouvintes com o bordão “a letra mata, mas o Espírito vivifica”, se estes quiserem conferir se pregam de acordo com a Bíblia. São falsos mestres que aconselham seus ouvintes a não ir pelo que está escrito, mas aceitar suas supostas revelações como pão quente saído do forno. A “letra” de que Paulo fala era a Lei, que levava à morte, “porque, aquilo que a lei fora incapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne, Deus o fez, enviando seu próprio Filho, à semelhança do homem pecador, como oferta pelo pecado e condenou o pecado na carne.” (Rm 8:3). Meu conselho? Fuja dos que desencorajam você a ler a Bíblia insistindo que o que eles dizem é revelação do Espírito.

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#795 Ele e' incomparavel



Leitura: Marcos 9:2-6

“Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e os levou a um alto monte, onde ficaram a sós. Ali ele foi transfigurado diante deles. Suas roupas se tornaram brancas, de um branco resplandecente, como nenhum lavandeiro no mundo seria capaz de branqueá-las.” (Mc 9:2-3). Esses três discípulos representavam ali o remanescente de judeus fieis que se levantará nos tempos de grande tribulação que precedem a vinda de Cristo para reinar. É a esse remanescente ainda futuro que o Senhor fala através do profeta Malaquias, numa antevisão do que seria, não apenas a transfiguração, mas o próprio estabelecimento do Reino na terra.

“Para vocês que reverenciam o meu nome, o Sol da justiça se levantará trazendo cura em suas asas. E vocês sairão e saltarão como bezerros soltos do curral. Depois esmagarão os ímpios, que serão como pó sob as solas dos seus pés no dia em que eu agir... Lembrem-se da lei do meu servo Moisés, dos decretos e das ordenanças que lhe dei em Horebe para todo o povo de Israel. Vejam, eu enviarei a vocês o profeta Elias antes do grande e terrível dia do Senhor. Ele fará com que os corações dos pais se voltem para seus filhos, e os corações dos filhos para seus pais; do contrário eu virei e castigarei a terra com maldição.”
(Ml 4:2-6).

São esses mesmos Moisés e Elias que vemos aqui no monte da transfiguração: “E apareceram diante deles Elias e Moisés, os quais conversavam com Jesus. Então Pedro disse a Jesus: ‘Mestre, é bom estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias’. Ele não sabia o que dizer, pois estavam apavorados.” (Mc 9:4-6). Os discípulos parecem não ter percebido que o único que aparece transfigurado em resplendor é Jesus e querem colocá-lo no mesmo nível dos dois grandes profetas de Israel, em três tendas iguais.

Apesar de muitos acharem que Jesus é apenas um grande profeta, Deus deixa claro o que pensa dele: “Apareceu uma nuvem e os envolveu, e dela saiu uma voz, que disse: ‘Este é o meu Filho amado. Ouçam-no!’ Repentinamente, quando olharam ao redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus.” (Mc 9:7-8). Jesus é incomparável, ele é “o Filho, a quem [Deus] constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo. O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa... Mas a respeito do Filho, diz: ‘O teu trono, ó Deus, subsiste para todo o sempre; cetro de equidade é o cetro do teu Reino’.” (Hb 1:2-8).

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#794 Uma outra dimensao



Leitura: Marcos 9:1

Quando Jesus diz aos discípulos que alguns deles “de modo nenhum experimentarão a morte, antes de verem o Reino de Deus vindo com poder” (Mc 9:1), eles devem ter achado que o Reino seria estabelecido ainda no tempo de vida deles. Por isso encontramos outros dois discípulos desapontados caminhando para Emaús, sem reconhecerem Jesus ressuscitado caminhando ao lado deles. Lucas 24:15-21 conta como foi:

“[Jesus] lhes perguntou: ‘Sobre o que vocês estão discutindo enquanto caminham?’. Eles pararam, com os rostos entristecidos... ‘O que aconteceu com Jesus de Nazaré... Os chefes dos sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram; e nós esperávamos que era ele que ia trazer a redenção a Israel’.”.

Ao dizer que alguns veriam “o Reino de Deus vindo com poder” Jesus não disse que o fato em si aconteceria no tempo de vida deles na terra. Se eu digo que vi cenas da 2ª Guerra Mundial isto não significa que eu já existia quando elas aconteceram. Na época eu nem tinha nascido, mas a tecnologia permite que eu veja as batalhas numa tela em três dimensões.

Ao falar daquele que teme a Deus, Isaías diz: “Seus olhos verão o Rei em seu esplendor” (Is 33:17). O apóstolo Pedro, um dos três presentes na transfiguração de Jesus, contaria mais tarde como viu “o Rei em seu esplendor”, como se a cortina do tempo e do espaço tivesse sido rasgada diante deles para mostrar outra dimensão. Em 2 Pedro 1:17-18 ele escreve: “Ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando da suprema glória lhe foi dirigida a voz que disse: ‘Este é o meu filho amado, em quem me agrado’. Nós mesmos ouvimos essa voz vinda do céu, quando estávamos com ele no monte santo.”.


João, que esteve no monte, voltaria a ver Cristo glorificado, como conta em Apocalipse 1:16-18: “Sua face era como o sol quando brilha em todo o seu fulgor. Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Então ele colocou sua mão direita sobre mim e disse: ‘Não tenha medo. Eu sou o primeiro e o último. Sou aquele que vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre!’”. Será possível ver esse mesmo Cristo fulgurante agora mesmo? Sim, com os olhos da fé, como diz em Hebreus 2:9: “Vemos, todavia, aquele que por um pouco foi feito menor do que os anjos, Jesus, coroado de honra e glória por ter sofrido a morte.” Mas só se você crer que Jesus pagou por todos os seus pecados quando ele morreu naquela cruz.

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#793 Que Reino e' esse?



Leitura: Marcos 9:1

O capítulo 9 do Evangelho de Marcos traz uma afirmação curiosa de Jesus aos discípulos: “ ‘Garanto-lhes que alguns dos que aqui estão de modo nenhum experimentarão a morte, antes de verem o Reino de Deus vindo com poder’.” (Mc 9:1). Estariam hoje aqueles discípulos vivos esperando pelo estabelecimento do Reino na terra? Não, Jesus não disse que o Reino seria estabelecido no tempo de vida deles, mas apenas que veriam o Reino.

Entenda que reino não é um lugar, mas um sistema de governo. Entenda também que as expressões “Reino dos Céus” e “Reino de Deus”, ou simplesmente “Reino”, não são o céu. Se o Reino fosse o céu, Jesus não teria dito que “o Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente em seu campo. Mas enquanto todos dormiam, veio o seu inimigo e semeou o joio no meio do trigo e se foi.” (Mt 13:24). Não existe joio no céu, portanto esse Reino que contêm falsos e verdadeiros é na terra.

Outro ponto importante é que o Reino tem mais de um aspecto. Quando Jesus, o Rei prometido a Israel, estava na terra, ele podia dizer: “O Reino de Deus não vem de modo visível, nem se dirá: ‘Aqui está ele’, ou ‘Lá está’; porque o Reino de Deus está entre vocês" (Lc 17:20-21). As versões que trazem “o Reino está dentro de vocês” estão erradas. Naquele momento o Reino estava entre os discípulos porque o Rei estava no meio deles.

Mas e depois da morte, ressurreição e ascensão de Jesus? O Reino continuaria na terra por meio de uma representação ou embaixada. Onde estiverem os representantes de um Reino eles são o Reino, por isso uma representação diplomática de qualquer país no Brasil é reconhecida como seu país de origem. Quando você entra num consulado ou embaixada está entrando no país que ela representa e ali vigoram as leis daquele país.

Quando acompanhei minha filha ao consulado do Brasil em Nova Iorque para cuidar do registro de seu bebê, uma mulher protestou em voz alta: “ELA ESTÁ FURANDO FILA!”. Expliquei à mulher que mães com bebês têm preferência, mas ela respondeu que a lei vigorava só no Brasil, não nos Estados Unidos. Respondi: “Minha senhora, eu e você não estamos nos Estados Unidos, estamos no Brasil. Isto aqui é território brasileiro”.

Após subir ao céu Cristo deixou aqui uma representação formada pelos nascidos de novo que vivem num Reino em mistério, como Jesus o descreveu nas várias parábolas dos capítulos 13 ao 25 do Evangelho de Mateus. O que Jesus está prestes a fazer é mostrar como é o Reino visível.

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As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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