"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#558 Trocando de roupa




A passagem de Efésios traz uma lista de preceitos do tipo não furte, não minta, livre-se da amargura, da indignação, da ira, da gritaria, da calúnia, da maldade, etc.. Mas é importante perceber que antes dessa lista vem o segredo para se viver de acordo com a natureza de Deus, não seguindo uma lista de preceitos, mas trocando de roupa: “Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade.” (Ef 4:22-24).

Regras morais ou códigos de conduta você encontra em todas as religiões, mas existe uma diferença no cristianismo. Neste não é a mudança de comportamento que faz de você um novo homem, mas é o ser um novo homem que o leva a mudar de comportamento. O cristão deve viver e agir de acordo com a nova identidade que recebeu por graça, e não tentar usar uma identidade forjada por suas próprias mãos. É a diferença entre receber um "RG" emitido pelo governo, em papel timbrado e impresso na Casa da Moeda, e criar seu próprio "RG" numa impressora jato de tinta.

As religiões humanas dizem “Não faça o mal”, porém Deus diz “Você não é dos que praticam o mal”. As religiões dizem para você fazer o bem para se tornar uma pessoa melhor; Deus diz que você faz o bem por já ser uma pessoa melhor. Ao crer em Jesus você descobre que seu velho “eu” foi morto na cruz e você nasceu de novo, purificado pela água da Palavra e comprado pelo sangue de Cristo, ambos vertidos do lado ferido de Jesus. Agora você tem o Espírito Santo de Deus habitando em si, e quando você peca, Deus não diz “Não faça assim!”, mas diz “Você não é assim!”.

“Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?... Assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos em novidade de vida.” (Rm 6:2-4). Só conseguimos perdoar “como Deus nos perdoou em Cristo” (Ef 4:32) quando trocamos de roupa, nos despimos do velho homem e nos vestimos do novo. Aí temos “o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus... [que] esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens... humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz.” (Fp 2:7-8).

Nos próximos 3 minutos os discípulos pedem por mais fé.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#557 Ira santa




A dificuldade para perdoar está associada à nossa dificuldade em lidar com as emoções. A carta aos Efésios diz: “Fiquem irados, mas não pequem” (Ef 4:26). A passagem não diz para não ficarmos irados, mas para não pecarmos. O problema não está na ira, pois o próprio Deus fica irado, mas em como administrá-la. A continuação diz que não devemos permanecer irados até o final do dia e nem darmos lugar ao diabo. Este certamente se aproveitará de nossos sentimentos para nos tentar.

Sentimentos que costumamos chamar de negativos, como ira, indignação ou tristeza, não são apenas humanos, mas divinos em sua origem. Se você fizer uma busca em uma Bíblia eletrônica por estes sentimentos e suas variantes descobrirá que muitas vezes eles aparecem relacionados a Deus. Você fica irado com a injustiça? Deus também. Indignado com a infidelidade? Por que Deus não ficaria? Fica triste quando traído? Deus muito mais. Por que achar que Deus seria menos sensível que você?

Um Deus neutro, indiferente e impassível para com o mal seria também alheio para com o bem e incapaz de amar, se compadecer ou se alegrar. Mas sabemos que Deus ama, se compadece e também se entristece, ao mesmo tempo em que odeia “o ímpio e a quem ama a injustiça” (Sl 11:5) -- algo que todos nós somos por natureza. Todavia Deus se compadece do pecador contrito, o perdoa e se alegra com sua conversão.

Mas por que nossa ira costuma se transformar em agressão, a indignação em violência e a tristeza em depressão? Porque somos permeáveis e suscetíveis ao mal. Deus não. “Deus não pode ser tentado pelo mal” (Tg 1:13). Sua ira, indignação ou tristeza são santas, isto é, separadas das causas pois estas não podem atingi-lo. A nossa se transforma em pecado quando nos sentimos prejudicados ou ameaçados por aquilo que causou tais sentimentos e queremos nos proteger. Daí a exortação para administrarmos a ira antes que ela se transforme em pecado.

O capítulo 4 da carta aos Efésios continua com preceitos práticos como não furtar, não falar palavrão, não entristecer o Espírito Santo, livrar-se da amargura, indignação, ira, maldade, gritaria e calúnia, e termina dizendo: “Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo.” (Ef 4:32).  Mas como viver assim e ainda perdoar como Deus nos perdoou? Trocando de roupa, conforme veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#556 Perdao



Leitura: Lucas 17:4

A ideia de perdão nos faz pensar em dívida. Quando alguém empresta de você e não paga, lhe ofende ou quebra um copo em sua casa, sua reação natural é: “Vai pagar!”. Quando você percebe que nunca irá receber, passa a desejar que o outro pague de outro modo, ficando na miséria, sendo difamado ou tendo seus copos quebrados. Mas perdoar não é apenas abrir mão de receber, e sim pagar pelo devedor, trabalhando duro para repor o dinheiro, reconstruindo a própria reputação ou comprando um novo copo.

O perdão pode ter um custo material ou emocional, mas é o único meio de se livrar da dívida que passou a ser sua. Perdão que guarda rancor não é perdão. É como depositar o pagamento em juízo, ou seja, você paga, mas o outro não recebe. Fazer o outro pagar denegrindo a imagem dele na sociedade ou o demonizando em pensamento, também não é perdoar. O verdadeiro perdão leva você a orar e interceder por seu adversário.

Perdão gerado por um sentimento de superioridade não é perdão. Falo daquele que trata o ofensor com desdém e se considera superior dizendo a si mesmo: “Pobre alma pouco evoluída! Eu jamais faria algo assim”. Se você pensa desta maneira é porque não sabe que também é um devedor necessitado do perdão de Deus. A diferença é que, se o seu devedor tem como pagar por seu copo quebrado, você jamais conseguirá pagar a dívida dos pecados que pratica contra Deus, a qual se acumula a cada dia.

Se você entendeu que perdoar seu ofensor é você mesmo pagar o preço irá entender que, para nos perdoar, Deus precisou entregar o seu próprio Filho em pagamento. Jesus foi julgado em nosso lugar e considerado culpado, pagando na cruz por nossos pecados como se fossem dele. Você não será capaz de perdoar se não assumir a perda, o sofrimento e a dor.

No Salmo 69:4 é Jesus quem diz, profeticamente: “Sou forçado a devolver o que não roubei”. Isaías também profetizou: “O Senhor fez cair sobre ele [Jesus] a iniquidade de todos nós... porquanto ele derramou sua vida até à morte, e foi contado entre os transgressores. Pois ele carregou o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores” (Is 53:6-12); “Cristo não agradou a si mesmo, mas, como está escrito: ‘Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam’.” (Rm 15:3).

Mas como perdoar quando estamos irados? Saiba nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#555 Arrependimento



Leitura: Lucas 17: 4

O versículo 4 de Lucas 17 fala de arrependimento e perdão, e ali o número sete representa algo completo, tanto para o arrependimento como para o perdão. “Se pecar contra você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: ‘Estou arrependido’, perdoe-lhe.” Arrepender-se é ir contra a natureza humana que quer sempre estar com a razão. Para se arrepender você precisa admitir que falhou, e seu ego não vai gosta disso. Você pode até fazer algo para reparar o dano e mesmo assim não estar arrependido, como quando paga uma multa de trânsito. Você sente-se mal pelo dinheiro que gastou, mas não pela infração que cometeu.

Ao pecarmos, nosso primeiro impulso é jogar a culpa em alguém, e isso não vem de hoje. Eva jogou a culpa na serpente: “A serpente me enganou, e eu comi”  (Gn 3:13). Adão culpou a mulher e o próprio Deus: “Foi a mulher que [tu] me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi.” (Gn 3:12). Colocar a culpa no outro é um instinto carnal, mas julgar a si mesmo e se considerar culpado é o resultado da graça operada por Deus na alma, algo contrário à natureza humana.

Três coisas nos levam ao arrependimento: a bondade de Deus, o juízo futuro e a tristeza: “Ou será que você despreza as riquezas da sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento?” (Rm 2:4). “Deus... agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam. Pois estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou.” (At 17:30-31). “A tristeza segundo Deus produz um arrependimento que leva à salvação e não remorso, mas a tristeza segundo o mundo produz morte.” (2 Co 7:9).

O arrependimento genuíno é um exercício profundo de alma, como descreve o profeta Jeremias: “De fato, depois de desviar-me, eu me arrependi; depois que entendi, bati no meu peito. Estou envergonhado e humilhado” (Jr 31:19). O arrependimento verdadeiro gera uma mudança de atitude, mas o falso é apenas uma fuga das consequências, como acontece com o bandido que se diz arrependido só porque foi preso. Ao tratar com os fariseus e saduceus, que só tinham aparência de piedade, João Batista os alertou da necessidade de demonstrar o arrependimento na prática: “Quem lhes deu a ideia de fugir da ira que se aproxima? Deem fruto que mostre o arrependimento!” (Mt 3:7)

Nos próximos 3 minutos nosso assunto será o perdão.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.

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