"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#754 Crendice ou fe' real?



Leitura: Marcos 6:45-56
Vídeo: https://youtu.be/yDVXi6Rm6iY

Jesus “viu os discípulos remando com dificuldade, porque o vento soprava contra eles. Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar; e estava já a ponto de passar por eles. Quando o viram andando sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma. Então gritaram, pois todos o tinham visto e ficam aterrorizados.” (Mc 6:48-50).

Depois de terem andado com Jesus por um bom tempo e testemunhado muitos milagres, seus discípulos ainda não conseguem reconhecê-lo em uma circunstância que foge à compreensão humana. Um pouco antes eles tinham visto Jesus transformar cinco pães e dois peixinhos em alimento suficiente para no mínimo quinze mil pessoas. Alguém calculou que isso equivaleria a algumas toneladas e seria preciso uma carreta de dois ou três eixos para transportar tanto alimento assim.

Ora, o que é andar sobre as águas para alguém que criou as águas, o vento e as ondas? Mesmo assim eles gritam de terror pensando ser um fantasma. Jesus coloca a fé deles à prova, pois “estava já a ponto de passar por eles” (Mc 6:48). Todos os dias Jesus passa por nós e prova nossa fé. Estaríamos dispostos a clamar por ajuda em nossas necessidades, ou será que o veríamos como o fantasma de um morto?

Quando o cego Bartimeu, “ouviu que era Jesus de Nazaré, começou a gritar: ‘Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!’” (Mc 10:47). Bartimeu não viu, só ouviu que Jesus passava, e o ouvir foi suficiente para crer que Jesus podia curar sua visão. A fé vem pelo ouvir e a capacidade de ouvir nos é dada pela Palavra de Deus, conforme ela própria atesta: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” (Rm 10:17).

Jesus se identifica para os discípulos: “‘Coragem! Sou eu! Não tenham medo!’ Então subiu no barco para junto deles, e o vento se acalmou; e eles ficaram atônitos, pois não tinham entendido o milagre dos pães. Seus corações estavam endurecidos.” (Mc 6:50-52). Um coração endurecido não irá crer, mesmo diante de um milagre inexplicável. Uma fé baseada em sinais e milagres é mera crendice ou superstição.

“Muitos viram os sinais miraculosos que ele estava realizando e creram em seu nome. Mas Jesus não se confiava a eles, pois conhecia a todos. Não precisava que ninguém lhe desse testemunho a respeito do homem, pois ele bem sabia o que havia no homem.” (Jo 2:23-25).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#753 A estrategia de Satanas



Leitura: Marcos 6:45-56
Vídeo: https://youtu.be/4OHfpbWGMI8

Em nosso capítulo 6 de Marcos os aspectos proféticos dos versículos 45 ao 56 podem se sobrepor à atual época da Igreja por terem elementos comuns tanto a cristãos como aos judeus que se converterão após o arrebatamento. Assim como eles, vivemos numa noite escura, após a expulsão daquele que enquanto estava aqui era “a Luz do mundo” (Jo 9:5).

Também nós somos enviados a levar a mensagem de salvação através de um mar de nações com ventos contrários ao testemunho cristão. Enquanto isso, Jesus subindo ao monte para orar representa para nós aquele que, das alturas do céu vela por nós, o mesmo Cristo “que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós.” (Rm 8:34).

Mas não pense que os ventos contrários representem só perseguições violentas e perigo físico ao cristão que é enviado a testemunhar. Quando se fala de oposição à verdade, pensamos logo nos cristãos em países onde são presos e mortos por sua fé. Mas se reparar que a oposição aqui é na forma do “vento [que] soprava contra eles” (Mc 6:48), irá perceber que a má doutrina, introduzida por falsos mestres, é também comparada a “ondas” e “vento” na Palavra de Deus.

“Não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro... No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade.” (Ef 4:14; 2 Pe 2:1-2).

No início da Igreja, “o diabo, o inimigo de vocês”, atuava mais “como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar.” (1 Pe 5:8). Mas sua estratégia violenta apenas criava um número cada vez maior de mártires, o que impressionava e encorajava mais pessoas a seguirem a Cristo. Então Satanás procurou diversificar sua forma de agir, e hoje ele atua principalmente através de “falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo”, disfarçando-se de “anjo de luz” e levando seus mercenários a fingirem ser “servos da justiça” (2 Co 11:13-15). Portanto, a perseguição não é na Arábia. A perseguição é aqui.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#752 O Senhor que volta das bodas



Leitura: Marcos 6:45-56
Vídeo: https://youtu.be/KdA-OnnZuPQ

Você deve ter ficado intrigado com meu comentário do último episódio, que situa a passagem de Marcos 6:45-56 como tendo um caráter profético. Quando lemos os Evangelhos vemos neles Jesus como o cumprimento das profecias sobre Israel e seu Messias. A Igreja é um povo singular e distinto formado a partir do capítulo 2 de Atos, portanto ela não aparece nos Evangelhos, exceto em figuras de algo futuro.

Duas passagens ajudam a entender o ministério de Jesus nos Evangelhos, pois ele próprio explica qual era sua missão primeira: “Eu fui enviado apenas às ovelhas perdidas de Israel” (Mt 15:24). O ministério de seus discípulos também não era amplo e genérico, pois ele lhes ordenou “dirijam-se antes às ovelhas perdidas de Israel” (Mt 10:6).

Muitas outras evidências mostram que seu ministério era reservado a Israel antes da existência da Igreja, que é identificada na Bíblia como a Noiva de Cristo. Veja, por exemplo, o capítulo 12 de Lucas, que fala de vigilância. Tudo ali tem em vista um remanescente judeu que estará passando pela grande tribulação após a Igreja ter sido arrebatada da terra para o céu. Isso fica muito claro nos versículos 35 e 36 de Lucas 12:

“Estejam prontos para servir, e conservem acesas as suas candeias, como aqueles que esperam seu senhor voltar de um banquete de casamento; para que, quando ele chegar e bater, possam abrir-lhe a porta imediatamente.”.

Repare que os servos aguardam seu Senhor voltar de um casamento. Esta é uma clara referência às bodas do Cordeiro, que acontecerão depois que a noiva, a Igreja, tiver sido levada para o céu. O casamento será celebrado e então Jesus voltará para julgar as nações e salvar seus servos judeus, que se converterão em meio a grandes dificuldades nos sete anos entre o arrebatamento e a vinda de Cristo.

Eles deverão vigiar, pois “o Filho do Homem virá numa hora em que não o esperam” (Lc 12:40), uma vinda comparada à do “ladrão”, quando “o dia do Senhor virá como ladrão à noite” (1 Ts 5:2). Mas Paulo tranquiliza os tessalonicenses, pois “o dia do Senhor” não é o arrebatamento, mas quando ele vem sete anos mais tarde para reinar sobre o mundo: “Mas vocês, irmãos, não estão nas trevas, para que esse dia os surpreenda como ladrão. Vocês todos são filhos da luz, filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas.” (1 Ts 5:4-5).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#751 Figuras profeticas



Leitura: Marcos 6:42-48

No episódio anterior vimos que não apenas “todos comeram e ficaram satisfeitos”, mas também que “os discípulos recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe.” (Mc 6:42-43). Eram doze os discípulos e foram doze os cestos cheios que restaram, mostrando a generosidade de Deus para com aqueles que servem à sua obra.

A cena toda é uma demonstração de como seria Cristo reinando neste mundo e provendo todas as coisas. Mas infelizmente à medida que avançamos no Evangelho percebemos que Jesus vai sendo cada vez mais rejeitado aqui. Por isso a próxima porção tem um caráter profético que é fácil de perceber se estivermos familiarizados com as dispensações e as profecias bíblicas.

“Logo em seguida, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dele para Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. Tendo-a despedido, subiu a um monte para orar.” (Mc 6:45-46). Da multidão Jesus se despede, mas aos discípulos ele envia, antes de subir a um monte para orar. Há dois mil anos Jesus se despediu deste mundo e subiu ao céu, comissionando antes seus discípulos a levarem a sua Palavra.

Como aconteceu no milagre da multiplicação dos pães e peixes, o poder de multiplicar a Palavra continuaria sendo de Deus durante sua ausência da terra. Mas seus discípulos “não tinham entendido o milagre dos pães” (Mc 6:52), pois diante do vento contrário do mar ficam aflitos, sem perceber que o mesmo Jesus que tinha cuidado de suas necessidades básicas era capaz de cuidar da segurança deles.

Profeticamente, a multidão sem Cristo representa os gentios que existirão na terra após o arrebatamento da Igreja. Jesus no monte orando é uma figura de sua ausência no mundo e presença no céu. Enquanto isso na terra é noite, como atesta a continuação da passagem: “Ao anoitecer, o barco estava no meio do mar, e Jesus se achava sozinho em terra. Ele viu os discípulos remando com dificuldade, porque o vento soprava contra eles.” (Mc 6:47-48). Tudo isso aponta para o período após a Igreja ter sido tirada da terra e Deus levantar aqui um remanescente de judeus que serão vistos “remando com dificuldade” em meio às trevas morais do mundo sem Cristo, enquanto ele, do céu, vela por eles e depois desce do lugar elevado onde se encontra a fim ajudá-los.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#750 “Para que ninguem se vanglorie”




Leitura: Marcos 6:42-44

Depois de partir os pães e os peixes, Jesus entregou as porções aos discípulos para que os dessem à multidão, e vemos que “todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. Os que comeram foram cinco mil homens.” (Mc 6:42-44). Ele poderia muito bem fazer com que as porções chegassem às mãos das pessoas sem a ajuda dos discípulos, mas quis convidá-los a participar daquela tarefa. Assim também o Senhor dá a pessoas comuns o privilégio de compartilhar sua Palavra. Pense no prazer que será encontrar no céu alguém que ouviu o Evangelho de você aqui na terra!

Talvez você relute em levar o evangelho por não ter uma formação religiosa regular. Ora, foram os homens que inventaram essas formações clericais e colocaram condições para o exercício do ministério da Palavra, as quais Deus jamais aprovaria. Nos sistemas humanos seria preciso você estudar teologia e ser ordenado por uma junta de homens, mas para Deus é suficiente que tenha um coração pronto para ser um instrumento. Nem a mensagem, nem o poder, vêm de você, e o apóstolo Pedro explica bem:

“Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas. Se alguém fala, faça-o como quem transmite a palavra de Deus. Se alguém serve, faça-o com a força que Deus provê, de forma que em todas as coisas Deus seja glorificado mediante Jesus Cristo, a quem sejam a glória e o poder para todo o sempre.”
(1 Pe 4:11).

Repare que até Paulo, com toda a erudição que trazia de sua formação aos pés do famoso mestre judeu Gamaliel, tomou o cuidado de não deixar que a eloquência, o conhecimento e a capacidade humana interferissem em sua pregação. Ele escreve aos Coríntios:

“Eu mesmo, irmãos, quando estive entre vocês, não fui com discurso eloquente nem com muita sabedoria para lhes proclamar o mistério de Deus. Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. E foi com fraqueza, temor e com muito tremor que estive entre vocês. Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.” (1 Co 2:1-5). Deus quer que seja assim, “para que ninguém se vanglorie diante dele.” (1 Co 1:29).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#749 Repartir para multiplicar


Leitura: Marcos 6:41-44

“Tomando [Jesus] os cinco pães e os dois peixes e, olhando para o céu, deu graças e partiu os pães. Em seguida, entregou-os aos seus discípulos para que os servissem ao povo. E também dividiu os dois peixes entre todos eles. Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. Os que comeram foram cinco mil homens.”
(Mc 6:41-44).

Jesus possui a mesma natureza divina que têm o Pai e o Espírito Santo, mas aqui ele andou em sujeição ao Pai. Um exemplo irá ajudar a entender a diferença entre natureza e posição. Um professor e um aluno possuem a mesma natureza humana, mas na sala de aula o professor ocupa uma posição acima do aluno, que obedece às ordens do professor. Se for uma escola militar, e o aluno tiver uma patente superior à do professor, fora da sala é o professor quem presta obediência ao aluno. Por isso é que Jesus olha para o céu e dá graças ao Pai por aquele alimento. Seu papel aqui era de submissão ao Pai, de quem ele reconhecia vir aquela provisão.

Jesus divide os pães e os peixes de modo a desafiar qualquer lógica. São apenas cinco pães e dois peixes — provavelmente tilápias — que serão divididos para alimentar “cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças” (Mt 14:21), o que daria no mínimo quinze mil pessoas. Se eu dividir cinco pães e duas tilápias em quinze mil pedaços tudo o que cada um irá receber será um cisco de pão e um cheirinho de peixe. Percebe o poder envolvido naquele milagre? Desse mesmo Deus vem o poder que permite a você citar um versículo da Bíblia e seu ouvinte ser salvo do juízo eterno. E não só isso, mas também transformá-lo no ponto de partida de uma rede exponencial de pessoas que poderão ser alcançadas.

Um estudo apontava que uma pessoa, que não seja uma celebridade, irá interagir ao longo de sua vida com cerca de oitenta mil pessoas. Mas com as redes sociais hoje acabamos nos encontrando virtualmente com um número muito maior, e daí você já pode perceber a capilaridade que existe em seus relacionamentos. Sempre que você compartilha com alguém ainda que uma pequena porção do Evangelho isso irá se espalhar como um vírus benigno levando salvação a lugares aonde você nunca pensaria ir. É triste encontrarmos cristãos que se isolam e nunca abrem a boca para ajudar nessa epidemia de salvação; nunca compartilham um folheto ou um link com uma mensagem evangelística. “Atire o seu pão sobre as águas, e depois de muitos dias você tornará a encontrá-lo.” (Ec 11:1).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.