"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#576 Empecilhos a salvacao




Leitura: Lucas 18:15-17

Os discípulos impediam aqueles que tentavam levar as crianças a Jesus, talvez por acharem que aquilo era conversa para gente grande. Jesus os repreende deixando claro que a fé não é dos que se consideram entendidos, mas dos que se colocam na condição de simples crianças que creem em coisas que não conseguem compreender. Mas o capítulo 18 de Lucas traz ainda outros empecilhos à fé e à salvação.

No início do capítulo, ao falar da insistência da viúva pelo auxílio do juiz o Senhor sinaliza que tem seus ouvidos atentos ao nosso clamor. O profeta Jeremias escreveu: “‘Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim, e eu os ouvirei. Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração. Eu me deixarei ser encontrado por vocês’, declara o Senhor.” (Jr 29:12-14). Desistir não é uma opção.

Outro empecilho à salvação é considerar-se justo, comparando-se a outros ou confiando em sua justiça própria. O fariseu do versículo 10 se achava melhor que o publicano por dar o dízimo e jejuar. O publicano, por sua vez, não se achava digno de se aproximar de Deus e, ao bater no próprio peito, reconhecia merecer o castigo divino. Jesus afirma “que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus” (Lc 18:14).

O versículo 18 de Lucas fala do encontro de Jesus com um príncipe, que confiava que seria justificado se guardasse a Lei. Mas o primeiro mandamento dizia: “Não terás outros deuses além de mim” (Dt 20:3), e ao ao recusar abrir mão de suas riquezas para seguir a Jesus, que é Deus e Homem, ele deixava claro quais eram os deuses que seguia e adorava.

Mais um empecilho à salvação está implícito na resposta de Jesus à pergunta dos discípulos acerca de quem poderia ser salvo. “Jesus respondeu: O que é impossível para os homens é possível para Deus.” (Lc 18:27). Se você considerar a salvação humanamente possível de se obter por mérito, ainda não entendeu a magnitude de seu pecado e que é só por graça ou favor imerecido que somos salvos. Qualquer coisa vinda de nós -- seja a guarda da Lei, as boas obras, a religião, jejuns, dízimos, etc. -- acabará anulando a verdade de que a salvação é uma dádiva de Deus àqueles que a recebem por graça quando creem em Jesus, o Salvador.

Nos próximos 3 minutos voltaremos a falar do príncipe que idolatrava seus bens.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#575 Atrapalhando os dons




Uma leitura desatenta do versículo 15 de Lucas capítulo 18 pode nos levar a pensar que os discípulos estivessem impedindo as crianças de irem a Jesus. Embora esta fosse uma consequência do que faziam, na verdade eles criticavam os que levavam as crianças: “O povo também estava trazendo criancinhas para que Jesus tocasse nelas. Ao verem isto, os discípulos repreendiam os que as tinham trazido.” (Lc 18:15).

Você pode causar um grande estrago à obra do evangelho atrapalhando os que querem levar as pessoas a Jesus. Chamamos a isto de “evangelizar”, porém evangelização não é tarefa da igreja ou de alguma missão ou organização, mas de cristãos individualmente. Para isso alguns recebem de Cristo o dom de evangelista, conforme é explicado em Efésios 4:8-11: Quando Cristo “subiu em triunfo às alturas... deu dons aos homens... e ele designou alguns para... evangelistas”.

Como ocorre com os outros dons citados no mesmo capítulo, nenhum homem ou curso teológico pode fazer de alguém um evangelista, ou tirar tal dom, pois "pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis” (Rm 11:29). Conheci o pastor de uma denominação que me confidenciou: “Mario, eu não sirvo para ficar no púlpito ensinando crentes e nem tenho jeito para visitar os membros da congregação. Meu prazer é estar nas ruas pregando o evangelho!”. Ele tinha sido consagrado pastor por sua religião, mas seu dom era de evangelista, e a responsabilidade do evangelista é para com o seu Senhor e não para com uma organização.

Mesmo os que não têm o dom de evangelista podem fazer o trabalho de um, e parece ter sido esta a razão de Paulo dizer a Timóteo “Faça a obra de um evangelista” (2 Tm 4:5). E antes que você pense que é só falando que se conduz alguém a Cristo, veja o que Pedro aconselha às esposas de maridos incrédulos: “Do mesmo modo, mulheres, sujeitem-se a seus maridos, a fim de que, se alguns deles não obedecem à Palavra, sejam ganhos sem palavras, pelo procedimento de sua mulher, observando a conduta honesta e respeitosa de vocês.” (1 Pe 3:1-2).

Sempre que os homens tentam interferir nos dons que são dados por Cristo acabam atrapalhando o trabalho daqueles que querem levar adultos e crianças a Jesus, como acontecia com os discípulos neste capítulo. Mas existe uma outra maneira de colocar tropeços à salvação de alguém, conforme veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#574 Um reino de criancas



“O povo também estava trazendo criancinhas para que Jesus tocasse nelas. Ao verem isto, os discípulos repreendiam os que as tinham trazido.  Mas Jesus chamou a si as crianças e disse: ‘Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas. Digo-lhes a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele’.” (Lc 18:15-17).

Uma criança não precisa se tornar adulta para ser salva, mas um adulto precisa se tornar como criança para receber o Reino de Deus. Isto é de grande consolo aos pais que perderam seus filhos em tenra idade ou que se converteram a Cristo e ainda trazem na memória algum aborto praticado quando ainda não conheciam a Verdade. Todas essas crianças estão neste exato momento “com Cristo, o que é muito melhor” (Fp 1:23).

Crianças são automaticamente beneficiadas pelos resultados do sacrifício de Cristo, pois ainda não têm consciência de seu pecado. Mas este não é o meu caso e nem o seu. Nós temos idade suficiente para saber que somos pecadores e que nenhuma boa obra nossa poderá nos salvar. Como escreveu Paulo aos cristãos de Éfeso, “vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2:8-9).

Portanto, se você perdeu um filho ainda na infância alegre-se com o fato de a qualquer momento poder encontrar-se com ele. Mas se você ainda não se converteu a Cristo jamais voltará a vê-lo: ele estará na presença de Deus e você no lago de fogo. Como resolver isso? Transforme-se agora mesmo numa criança crendo com uma fé infantil que Jesus morreu na cruz em seu lugar para pagar por seus pecados ali. Deus precisava condenar o pecador, mas queria também salvá-lo. Se inocentasse o culpado seria injusto; se o condenasse não estaria agindo com misericórdia.

Ao entregar o seu próprio Filho para substituir o pecador na condenação Deus foi justo e misericordioso: por graça deu ao pecador a salvação que ele não merecia e por misericórdia o livrou da condenação que merecia. Para aquele que crê em Jesus com a simplicidade de uma criança seus pecados foram todos pagos na cruz. Mas muitos que hoje se dizem cristãos agem como os discípulos de outrora: Conhecem a Jesus, porém impedem que outros sejam encaminhados a ele. É o que veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#573 Batendo no peito alheio



Leitura: Lucas18:9-14

Jesus conta uma parábola sobre “alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros”. Ele diz: “Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’. Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’.” (Lc 18:9-13).

Os fariseus eram a seita mais rigorosa do judaísmo, sempre preocupados em apresentar boa aparência mesmo que fossem “sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro cheios de ossos e de todo tipo de imundície” (Mt 23:27). Publicanos eram coletores de impostos que entregavam ao invasor romano o dinheiro de seu próprio povo. Eles sabiam que estavam enfiados até o pescoço num esquema de traição e corrupção. Apesar de insistir para que se arrependessem, Jesus não era severo com publicanos, ladrões e prostitutas, porém chamava de “raça de víboras” (Mt 23:33) os religiosos fariseus.

Mesmo que Deus nunca tenha incluído na Lei a obrigatoriedade ou frequência do jejum, o fariseu se gaba de jejuar duas vezes por semana. Do mesmo modo, muitos dos que hoje se dizem cristãos inventam regras, “as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.” (Cl 2:23). No fundo o fariseu não está satisfazendo a Deus, mas a seu próprio ego por não ser ladrão, corrupto ou adúltero, e por jejuar e dar o dízimo. Ao fazer isso ele condena os que não são como ele, batendo, por assim dizer, no peito alheio.

O publicano, por sua vez, bate no próprio peito, ou seja, mostra que é merecedor do juízo divino por ser pecador. Ele ficava “à distância... e nem ousava olhar para o céu”, mas confiava na misericórdia de Deus, e não em sua obediência ou boas obras. Se você gosta de bater no peito alheio saiba que quando tiver um dedo apontado para alguém terá três apontados para o seu próprio peito. Apesar de toda a aparência de religiosidade do fariseu, Jesus revela: “Eu lhes digo que este homem [o publicano], e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado” (Lc 18:14).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.

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