"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#607 “Não passara' esta geracao”



Leitura: Lucas 21:29-33

Você não encontra a Igreja nas profecias do Antigo Testamento, e ela só aparece nos Evangelhos duas vezes, em Mateus 16:18 e 18:17. Por isso é inútil buscar nas profecias coisas relacionadas à Igreja. É de Israel e do mundo que elas falam. Mesmo assim, quando vemos sinais de que as profecias para Israel podem se cumprir a qualquer momento ficamos alegres, pois seu cumprimento só poderá acontecer após a Igreja sair daqui. E hoje vemos “a figueira e todas as árvores” brotando (Lc 21:29).

Ao dizer aos discípulos, “quando virem estas coisas acontecendo, saibam que o Reino de Deus está próximo” (Lc 21:31), Jesus não se dirigia a eles como Igreja, pois esta só viria a existir em Atos 2. Ele falava a um remanescente de judeus que “esperavam a redenção de Jerusalém” (Lc 2:38), como foram Ana, Simeão e outros. Após Jesus ser rejeitado, morrer, ressuscitar e subir aos céus Deus enviou o Espírito Santo à terra, batizando os salvos num só corpo. Então a Igreja, o mistério guardado desde a eternidade, passou a existir reunindo judeus e gentios convertidos a Cristo.

Jesus diz aos discípulos: “Eu lhes asseguro que não passará esta geração até que todas essas coisas aconteçam.” (Lc 21:32). Alguns achavam que ele falava da geração dos discípulos, mas quando eles morreram sem que Cristo tivesse voltado em glória, ficou claro que a interpretação devia ser outra. Ele poderia estar se referindo à geração que visse a “figueira e todas as árvores” brotando, ou seja, a atual. Apesar de não existir qualquer pré-requisito profético para o arrebatamento, esta interpretação nos levaria a cancelar o plano funerário, por assim dizer, já que somos a mesma geração que viu Israel ressurgir. A terceira possibilidade é que Jesus estaria falando de uma geração no sentido moral, de judeus que, à semelhança daqueles discípulos, estarão aguardando o Reino.

Após o arrebatamento, além desse remanescente judeu fiel, ficarão na terra judeus e gentios incrédulos e também cristãos nominais que não foram arrebatados por nunca terem nascido de novo. “Rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar” e não poderão mais crer. Será que você estaria entre os ‘deixados para trás’ que ouviram o evangelho e “não creram na verdade”? Ao contrário do que dizem nos filmes e livros sobre o tema, não haverá segunda chance para quem ouviu e não creu, pois “Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira, e sejam condenados todos os que não creram na verdade.” (2 Ts 2:10-12). Quem foi evangelizado e não creu em Cristo será enganado e crerá no anticristo.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#606 “Observem a figueira”



Leitura: Lucas21:29-33

Jesus fez apenas um milagre para amaldiçoar ao invés de abençoar: “Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela, mas nada encontrou, a não ser folhas. Então lhe disse: ‘Nunca mais dê frutos!’ Imediatamente a árvore secou.” (Mt 21:19). A figueira representa Israel que Jesus encontrou sem fruto para Deus e determinou que secasse. E assim tem sido enquanto Jerusalém é “pisada pelos gentios, até que os tempos deles se cumpram” (Lc 21:24). Por isso Paulo explica que “Israel experimentou um endurecimento em parte, até que chegasse a plenitude dos gentios.” (Rm 11:25). Apesar da volta dos judeus à sua terra, o tempo de os gentios interferirem na terra deles ainda não chegou ao fim.

Jesus volta a falar da figueira: “Observem a figueira e todas as árvores. Quando elas brotam, vocês mesmos percebem e sabem que o verão está próximo. Assim também, quando virem estas coisas acontecendo, saibam que o Reino de Deus está próximo.” (Lc 21:29). Brotos e folhas dão uma aparência de vida às árvores, porém de nada valem se não existir fruto. Assim tem sido desde 1948, não apenas com a figueira, mas com “todas as árvores”. Nos últimos anos Israel renasceu graças à capacidade de seu povo, e o petróleo fez as nações vizinhas passarem de tribos nômades a potências com influência global. Mas nada de fruto para Deus.

Quando Adão e Eva caíram em pecado cobriram sua nudez com aventais de folhas de figueira. Assim está Israel hoje, com seus aventais de folhas e nenhum fruto para Deus. A volta à sua terra ainda não é o cumprimento da profecia que diz: “Quando vocês e os seus filhos voltarem para o Senhor, para o seu Deus, e lhe obedecerem de todo o coração e de toda a alma, de acordo com tudo o que hoje lhes ordeno, então o Senhor, o seu Deus, lhes trará restauração e terá compaixão de vocês e os reunirá novamente de todas as nações por onde os tiver espalhado... Ele os trará para a terra dos seus antepassados, e vocês tomarão posse dela.” (Dt 30:2-5).

Os judeus voltaram para sua terra mas não para o Senhor. Sua inimizade contra Cristo permanece a mesma. A promessa de restauração é ainda futura, quando um remanescente se converterá em meio a grande tribulação e dois terços da população perecer, como mostra Zacarias 13:8-9: “Na terra toda, dois terços serão ceifados e morrerão; todavia a terça parte permanecerá... Colocarei essa terça parte no fogo, e a refinarei como prata, e a purificarei como ouro. Ela invocará o meu nome, e eu lhe responderei. É o meu povo, direi; e ela dirá: ‘O Senhor é o meu Deus’.”

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#605 Uma triplice pergunta


Leitura: Lucas21:20-28

Jerusalém já foi cercada várias vezes e será novamente quando Cristo voltar.  Apesar das semelhanças entre os textos, Lucas 21:20-24 fala da destruição do Templo no ano 70 da era cristã, e Mateus 24 dos eventos da última semana profética de Daniel 9. Esta começa com “uma aliança [do anticristo] que durará uma semana. No meio da semana ele dará fim ao sacrifício e à oferta. E numa ala do templo será colocado o sacrilégio terrível” (Dn 9:27, Mt 24:15). Os primeiros três anos e meio são “o início das dores” (Mt 24:8) e os últimos a “grande tribulação.” (Mt 24:21).

“Jesus passava o dia ensinando no templo; e, ao entardecer, saía para passar a noite no monte chamado das Oliveiras. Todo o povo ia de manhã cedo ouvi-lo no templo” (Lc 21:37-38). Em Mateus 24:3, após falar da destruição do Templo, “tendo Jesus se assentado no monte das Oliveiras, os discípulos dirigiram-se a ele em particular e disseram: ‘Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?’”. A revelação da destruição do Templo foi pública, mas as outras coisas foram ditas aos discípulos em particular.

A tríplice pergunta — “quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?” (Mt 24:3) — exige uma tríplice resposta. Lucas 21:8-24 mostra o que os discípulos sofreriam antes e depois da destruição do Templo. A partir do versículo 25 o assunto é a vinda de Cristo para derrotar os inimigos e libertar os judeus convertidos no período de sete anos profetizado por Daniel. O tema de Mateus 24 é a “grande tribulação”, da qual os cristãos terão sido livrados pelo arrebatamento da Igreja descrito em 1 Tessalonicenses 4:13-18.


Tudo em Mateus 24:13-22 tem a ver com Israel, que voltará a ser o testemunho de Deus após a partida da Igreja. “Sacrilégio, “lugar santo”, “Judeia” e “sábado” nada têm a ver com cristãos. O “evangelho do Reino” a ser pregado em todo o mundo não é o mesmo “evangelho da graça de Deus” (At 20:24) que pregamos, e o “perseverar até o fim” não é para a salvação eterna, mas para a sobrevivência do corpo. Os sobreviventes entrarão vivos no Reino de mil anos de Cristo na terra, enquanto a Igreja reinará com ele a partir do céu. Se você já se converteu a Cristo, não irá se encontrar nesta fotografia. Se não se converter poderá estar entre os que serão “levados” pela morte, como quando “veio o dilúvio e os levou a todos” (Mt 24:37-41).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#604 Cade o Messias?


Leitura: Daniel9:23-27

No início dos anos 80 eu aguardava na fila do caixa de uma livraria cristã em São Paulo, quando um jovem à minha frente puxou conversa. Com um LP de música cristã nas mãos, ele me contou que era judeu e tinha entrado ali só para comprar o disco para a brincadeira de ‘amigo secreto’. Uma colega cristã havia escolhido aquele presente. A consciência do rapaz devia incomodá-lo para ele se dar ao trabalho de se justificar a um desconhecido. Seu olfato judeu desaprovava sua presença entre pessoas que exalavam “o aroma de Cristo” (2 Co 2:15).

Decidi então acrescentar mais umas gotas desse perfume falando do evangelho com versículos tirados do Novo Testamento da Bíblia que eu tinha ido ali comprar. Sua rejeição foi imediata. Em tom de zombaria declarou: “Nós judeus, quando pegamos uma Bíblia, descartamos o Novo Testamento porque é tudo mentira”. Senti-me totalmente impotente. Como falar do evangelho sem usar o Novo Testamento?

Então um homem atrás de mim pediu licença, pegou a Bíblia de minhas mãos e, abrindo no capítulo 9 do livro do profeta Daniel no Antigo Testamento, começou a ler a partir do versículo 24. Vi que o rapaz demonstrou aprovação com um aceno da cabeça. A passagem identificava com “semanas” de anos os principais eventos passados e futuros da história de Israel: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade... Desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas [totalizando 69 semanas ou 483 anos]; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.”.

O homem fez uma pausa e perguntou quando teria sido essa restauração, e o rapaz indicou que fora na época de Esdras e Neemias. O homem continuou: “E depois... será cortado o Messias... e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário.”. Então ele perguntou quando ocorreu a destruição da cidade e do Templo, e o rapaz apontou o ano 70 da era cristã. Então aquele irmão em Cristo falou: “Aqui diz que o Messias viria e seria tirado em algum momento entre a reconstrução do Templo e sua destruição. O Templo já foi destruído. Cadê o Messias?”.

O jovem ficou pálido. Jogou o LP sobre o balcão e começou a gritar: “Não! Não! Não pode ser Jesus! Se fosse nossos mestres teriam nos ensinado assim!”. E saiu correndo da livraria sem levar o presente para a colega.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.