"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#630 O beijo da traicao



Leitura: Lucas 22:47-48

Enquanto Jesus falava com seus discípulos, “apareceu uma multidão conduzida por Judas, um dos doze. Este se aproximou de Jesus para saudá-lo com um beijo.” (Lc 22:47). Um beijo demonstra afeto, respeito e consideração. É também uma forma de cumprimentar, equivalente ao moderno aperto de mão. Se Judas apontasse o dedo para Jesus revelaria suas intenções. Se apenas o cumprimentasse poderia passar despercebido dos outros discípulos. Mas não de Jesus, que conhecia seu pensamento, desejos e intenções. Por isso Jesus pergunta, em tom de exclamação: “Judas, com um beijo você está traindo o Filho do homem?!” (Lc 22:49).

Judas não sairia ileso daquela tentativa de fingir devoção. E você, é alguém que realmente crê em Cristo como seu Salvador, ou não passa de um que o beija aos domingos? De pessoas assim Jesus falou: “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens.” (Mt 15:8-9). Dos que “viram os sinais miraculosos que ele estava realizando e creram em seu nome”, João revelou que “Jesus não se confiava a eles, pois conhecia a todos.” (Jo 2:23-25).

Mas por que Judas precisaria mostrar aos soldados quem era Jesus? Porque, ao contrário das imagens religiosas, ele não tinha olhos azuis, cabelos louros e uma auréola em torno da cabeça. Era igual a qualquer judeu comum de sua época, com olhos e cabelos negros ou castanhos e pele bronzeada. Não se destacava dos discípulos, principalmente à noite. Isaías profetizou de seu aspecto exterior: “Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada em sua aparência para que o desejássemos.” (Is 53:2). Tal descrição era condizente com o aspecto exterior do Tabernáculo no deserto, a grande tenda que representava a presença de Deus na terra.

O Tabernáculo tinha quatro coberturas, e quem estivesse dentro veria a mais bela de todas. Assim é hoje para os salvos por Jesus. Enquanto os incrédulos enxergam nele uma pedra comum, que só faz tropeçar, “para vocês, os que creem, esta pedra é preciosa”, escreveu Pedro (1 Pe 2:7). A feia cobertura exterior do Tabernáculo era feita de peles de animais. Algumas traduções falam de texugos, outras trazem golfinhos ou genericamente animais marinhos. Esqueça a ideia de um casaco de visom ou de uma capa de couro brilhante. O Tabernáculo, visto de fora, “não tinha qualquer aparência ou majestade que nos atraísse”. Assim é Jesus para quem não o conhece na sua intimidade: feio e sem graça.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#629 Carne fraca, espirito pronto



Leitura: Lucas 22:39-46

“Jesus foi para o monte das Oliveiras, e os seus discípulos o seguiram. Chegando ao lugar, ele lhes disse: ‘Orem para que vocês não caiam em tentação’. Ele se afastou deles a uma pequena distância, ajoelhou-se e começou a orar: ‘Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua’”. (Lc 22:39-42).

Deus se apraz em colocar ao seu serviço as nossas habilidades naturais, por isso deu a Lucas, “o médico amado” (Cl 4:14), a tarefa de falar da humanidade de Jesus. Veja que Mateus e Marcos apenas mencionam que a sogra de Simão tinha febre, porém Lucas dá um diagnóstico de “febre alta” (Lc 4:38). Em Atos 28:8 ele descreve o pai de Públio, de Malta, como “doente, acamado, sofrendo de febre e disenteria.”. Lucas é o único a descrever a agonia física e emocional de Jesus com detalhes não vistos nos outros evangelhos: “Apareceu-lhe então um anjo do céu que o fortalecia. Estando angustiado, ele orou ainda mais intensamente; e o seu suor era como gotas de sangue que caíam no chão.” (Lc 22:43-44).

Tudo isso reflete a perfeita humanidade de Jesus, que, apesar de Deus, é humano o suficiente para sentir angústia e aflição diante da expectativa de sofrimento e dor. Espiritualmente ele está fortalecido, mas fisicamente está à beira de um colapso. Por isso ele ora ao Pai e é amparado por um anjo. O “cálice” do sofrimento o aterroriza, e se existisse outra maneira de Deus tirar o pecado do mundo, ele passaria longe da cruz. Mas ele ora para que a vontade do Pai prevaleça, pois sabe que não existe alternativa.

“Quando se levantou da oração e voltou aos discípulos, encontrou-os dormindo, dominados pela tristeza. ‘Por que estão dormindo?’, perguntou-lhes. ‘Levantem-se e orem para que vocês não caiam em tentação!... O espírito está pronto, mas a carne é fraca’” (Lc 22:43-46; Mt 26:41). Jesus ensina o poder da oração diante das provas, e apesar de muitos utilizarem a expressão “a carne é fraca” como desculpa para caírem em pecado moral, não é disto que fala aqui. Seu assunto é a fragilidade do corpo humano para resistir à tortura física e mental. Apesar da debilidade do corpo de carne, o espírito de Jesus está pronto para o que deve enfrentar, e essa prontidão de espírito está disponível a todo crente. Paulo orou para que Deus fortalecesse os efésios “no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito.” (Ef 3:16).

Nos próximos 3 minutos Jesus ganha um beijo. De Judas.


(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#628 Da maldicao para a bencao



Leitura: Lucas 22:37

Meu pai era um ávido leitor de revistas técnicas, livros históricos e romances. Foi até assinante de um clube do livro, de onde recebeu um volumoso romance de mistério, desses que é impossível parar de ler. Ele sempre recordava o arrependimento de ter perdido uma noite de sono para chegar ao final, quando a trama seria desvendada e o assassino revelado. Porém, ao virar a última página, encontrou um aviso: “Sentimos informar que devido à morte do autor esta obra ficou inacabada”.

Se você acha que ele ficou frustrado, imagine a frustração de milhares de judeus que ainda hoje leem um livro inacabado, o Antigo Testamento, que termina com uma maldição: “Eu virei e castigarei a terra com maldição.” (Ml 4:6). Se lessem a obra completa veriam que ela termina com uma bênção: “A graça do Senhor Jesus seja com todos.” (Ap 22:21). No coração de todo judeu sincero ecoa a mesma pergunta feita a Filipe pelo eunuco, convertido ao judaísmo, que retornava frustrado de Jerusalém: “De quem o profeta está falando? De si próprio ou de outro?” (At 8:34).

“O eunuco estava lendo esta passagem da Escritura: ‘Ele foi levado como ovelha para o matadouro, e como cordeiro mudo diante do tosquiador, ele não abriu a sua boca. Em sua humilhação foi privado de justiça. Quem pode falar dos seus descendentes? Pois a sua vida foi tirada da terra’ ... Então Filipe, começando com aquela passagem da Escritura, anunciou-lhe as boas novas de Jesus.” (At 8:32-35).

Em Lucas 22:37, pouco antes da cruz, Jesus diz: “Está escrito: ‘E ele foi contado com os transgressores’; e eu lhes digo que isto precisa cumprir-se em mim. Sim, o que está escrito a meu respeito está para se cumprir.” Ele se refere ao mesmo capítulo lido pelo eunuco, e esta é apenas uma das centenas de profecias, tipos e figuras do Antigo Testamento que se concretizam em Cristo no Novo Testamento. Sem o Novo Testamento, o Antigo é um livro inacabado e seu leitor estará sempre se perguntando: “De quem o profeta está falando?”.

No capítulo 11 da carta aos Hebreus há uma lista de todos os que são da família da fé desde Abel. A lista termina dizendo: “Todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa, provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.” (Hb 11:39-40). Você já alcançou essa “coisa melhor” e a bênção do Novo Testamento, ou parou na maldição do Antigo?

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#627 Briga de foice



Leitura: Lucas22:35-38

Imagine que você seja um advogado inexperiente e seu chefe lhe diga: “Amanhã deixarei você assumir as rédeas no julgamento. Prepare-se, pois vai ser briga de foice”. No dia seguinte você é preso no fórum, armado de foice e tentando colocar um cabresto no juiz.  Jesus aqui usa linguagem figurada para dizer aos discípulos que devem se preparar.

“Então Jesus lhes perguntou: ‘Quando eu os enviei sem bolsa, saco de viagem ou sandálias, faltou-lhes alguma coisa?’ ‘Nada’, responderam eles. Ele lhes disse: ‘Mas agora, se vocês têm bolsa, levem-na, e também o saco de viagem; e se não têm espada, vendam a sua capa e comprem uma. Está escrito: ‘E ele foi contado com os transgressores’; e eu lhes digo que isto precisa cumprir-se em mim. Sim, o que está escrito a meu respeito está para se cumprir’. Os discípulos disseram: ‘Vê, Senhor, aqui estão duas espadas’. ‘Basta!’, respondeu ele.” (Lc 22:35-38).

Levar “bolsa” e “saco de viagem” é o mesmo que dizer para se abastecerem de dinheiro e roupas. E a espada? Que eles se sentiriam em meio a uma ‘briga de foice’. Os discípulos levam ao pé da letra e nem mencionam a bolsa e o saco de viagem. Não se sabe de onde eles logo tiram “duas espadas”. O Senhor lhes diz “Basta!”, não no sentido de que duas seriam suficientes, mas que aquele assunto estava encerrado. Se não fosse assim, como conciliar o ensino do mesmo Jesus? Pois foi ele quem disse:

“O meu Reino não é deste mundo. Se fosse, os meus servos lutariam para impedir que os judeus me prendessem... Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa. Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas... Amem os seus inimigos e orem pelos que os perseguem.” (Jo 18:36; Mt 5:39-44).

Eles não entendem, e são repreendidos, quando um deles “puxou a espada e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha. Disse-lhe Jesus: "Guarde a espada! Pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão.” (Mt 26:51-53). Cristo não tinha vindo tirar vidas. Pedro, o ‘cortador de orelhas’, mais tarde escreveria: “Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos... Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca. Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça.” (1 Pe 2:21-23).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.