"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#681 Semente de sequoia


Leitura: Marcos 2:5

Apesar das dificuldades e da multidão que atrapalhava, aqueles quatro amigos abrem um buraco no teto e conseguem baixar o paralítico dentro da casa. Imagine a surpresa de todos quando o pobre homem foi apresentado a Jesus daquela maneira nem um pouco convencional. Por isso é bom não criar regras e limites de como uma pessoa deve ir a Cristo, e nem achar que seus esforços em evangelizá-la não tenham sido bem sucedidos por ela não ter se convertido de imediato.

A ideia de que você precise levar alguém a uma “igreja”, e lá ela ouvir o evangelho da boca de um “pastor”, para depois recitar umas frases feitas e receber uma oração, não é o padrão das Escrituras. Diga a ela que Jesus morreu para levar seus pecados, e ressuscitou para sua justificação, fale do juízo vindouro e deixe o Espírito Santo fazer a obra em seu coração. Ou simplesmente entregue um folheto, um link ou mensagem gravada.

Uma vez li de um homem que pegou na calçada um folheto evangelístico, dobrou o papel e o enfiou no sapato para resolver o problema do prego que machucava seu pé. Ao chegar em casa decidiu ler a mensagem e se converteu. Quem entregou o folheto a uma pessoa e a viu amassar e jogar fora, só no céu saberá que seu esforço não foi em vão. Muitas mães oram a vida toda pela conversão de um filho e partem daqui sem saber se as suas orações foram atendidas. Talvez o filho seja uma “semente de sequoia”.

Quando visitei um parque de sequoias na Califórnia, percebi que aquelas gigantescas árvores centenárias tinham em seus troncos sinais de muitas queimadas. No passado serviço de conservação do parque quase causou a extinção das sequoias, quando passou a apagar os incêndios causados por raios. Logo perceberam que não nasciam mais novas árvores, pois para suas sementes se abrirem, elas precisavam ter suas cascas queimadas pelo fogo. Hoje eles provocam incêndios periódicos e controlados nas florestas para as sementes germinarem.

Assim é com quem ouve a Palavra. Alguns podem se converter imediatamente, outros ficam com a semente latente até passarem por algum fogo de aflição. A certeza que tranquiliza quem evangeliza é que Deus garante: “A palavra que sai da minha boca... não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei.” (Is 55:11). Jesus viu “a fé que eles tinham” (Mc 1:5), mas não curou de imediato o paralítico. Havia algo mais importante que curar o corpo.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#680 Quatro amigos


Leitura: Marcos 2:1-4

No capítulo anterior Jesus cura um leproso, e a lepra é uma figura da corrupção causada pelo pecado. Agora é a vez de um paralítico ser levado a ele, e a paralisia nos fala de nossa própria incapacidade e limitações. Quatro amigos decidem levar o paralítico, e acaso não é isso que fazem aqueles que levam um pecador ao encontro do Salvador? Todavia, os quatro homens descobrem que a tarefa será mais difícil do que pensavam. Sempre que você desejar levar alguém a Cristo não se surpreenda se encontrar uma multidão de amigos e parentes barrando a entrada.

“O povo ouviu falar que ele — Jesus — estava em casa, então muita gente se reuniu ali, de forma que não havia lugar nem junto à porta... Não podendo levá-lo até Jesus, por causa da multidão, removeram parte da cobertura do lugar onde Jesus estava e, através de uma abertura no teto, baixaram a maca em que estava deitado o paralítico.” (Mc 2:1-4).

Por mais que alguém venha a se gloriar de ter levado um pecador a Jesus, essa não é uma tarefa individual. Tudo começa com o trino Deus — Pai, Filho e Espírito Santo. Portanto, se a mensagem que você leva não está fundamentada na ação da Trindade, esteja certo de que esse seu evangelho é tão capenga quanto o paralítico deste capítulo. Paulo ensina que “há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo; há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo; há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos.” (1 Co 12:4-6).

A salvação é uma obra sobrenatural. Não depende de persuasão humana, e nem de diploma de teologia, mas do Espírito Santo. Quem prega não precisa estar sujeito a uma organização missionária, mas ao Senhor. E o que escuta a boas novas não será salvo pela eloquência do pregador ou pela música e outras artificialidades, mas pela obra de Deus. Aclamar, aplaudir e bajular pregadores é carnalidade, conforme explica o apóstolo Paulo:

“Quando alguém diz: ‘Eu sou de Paulo’, e outro: ‘Eu sou de Apolo’, não estão sendo mundanos? Afinal de contas, quem é Apolo? Quem é Paulo? Apenas servos por meio dos quais vocês vieram a crer, conforme o ministério que o Senhor atribuiu a cada um. Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem fazia crescer; de modo que nem o que planta nem o que rega são alguma coisa, mas unicamente Deus, que efetua o crescimento.” (1 Co 3:1-7). Pense nisto da próxima vez que sentir vontade de bajular alguém por sua dedicação, conhecimento e eloquência no Evangelho.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#679 Voce ja' abriu a porta?



Leitura: Marcos 2:1-2

Jesus volta a Cafarnaum. “O povo ouviu falar que ele estava em casa. Então muita gente se reuniu ali, de forma que não havia lugar nem junto à porta; e ele lhes pregava a palavra” (Mc 2:1). Na mesma cidade ele já tinha libertado um homem possesso e curado a mãe de Pedro, além de “muitos que sofriam de várias doenças e também expulsou muitos demônios” (Mc 1:30-34). De volta a Cafarnaum, ele irá curar um homem aleijado e perdoar seus pecados, causando indignação nos fariseus.

Se vivesse naquela época talvez você gostaria de ter morado em Cafarnaum, cidade tão privilegiada por sinais, curas e libertações. Será? Mais tarde Jesus iria dizer daquela cidade: “E você, Cafarnaum: será elevada até o céu? Não, você descerá até ao Hades! Se os milagres que em você foram realizados tivessem sido realizados em Sodoma, ela teria permanecido até hoje. Mas eu lhes afirmo que no dia do juízo haverá menor rigor para Sodoma do que para você". (Mt 11:23).

Todo privilégio traz consigo a responsabilidade. Se hoje você tem livre acesso à Palavra de Deus e pode escutar o evangelho em público, sem temer ser preso ou linchado como em alguns países islâmicos, budistas e hinduístas, saiba que Deus irá também cobrar de você a razão de não ter crido em Jesus. O Senhor estabeleceu um princípio em Lucas 12:48, que é: “A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido”. Isto nos fala de responsabilidade.

A confiança de Cafarnaum, de que seria “elevada até o céu” só por ter sido privilegiada com os milagres de Jesus, seria fatal. Até Sodoma, que virou sinônimo de pecado e abominação, é vista como menos culpada, pois se os milagres realizados em Cafarnaum “tivessem sido realizados em Sodoma, ela teria permanecido até hoje”, diz o Senhor. Laodiceia, que representa os últimos dias da cristandade, se acha privilegiada: “Estou rica, adquiri riquezas e não preciso de nada”. Mas a impressão que Jesus tem dela é bem outra: “Você é miserável, digna de compaixão, pobre cega e nua”.

Orgulho e a autossuficiência são a receita certa do desastre. Se você crê em Cristo, o momento não é de ‘oba-oba’, nariz empinado e exaltação, mas de contrição, humilhação e resgate da comunhão. Jesus diz: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” (Ap 3:17-20). Você já abriu?

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#678 Doente ou pecador?


Leitura: Marcos1:43-45

Após curar o leproso, Jesus testa sua obediência. “Jesus o despediu, com uma severa advertência: ‘Olhe, não conte isso a ninguém. Mas vá mostrar-se ao sacerdote e ofereça pela sua purificação os sacrifícios que Moisés ordenou, para que sirva de testemunho’”. O homem deveria se apresentar ao sacerdote e oferecer os sacrifícios que a Lei mosaica determinava aos que eram curados de lepra. Esta é ordem das coisas também em nossa salvação. Jesus deve ser antes Salvador, depois Senhor. Primeiro você é salvo “pela graça, por meio da fé”, e isso não vem de você, “é dom de Deus, não por obras para que ninguém se glorie”. Depois Deus tem um propósito, que é “fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.” (Mc 1:43-44).

#677 Poder e vontade de salvar



Leitura: Marcos 1:40-42

Nos versículos anteriores vimos Jesus de madrugada, em um lugar deserto, orando. Era assim que começava o seu dia, e é assim que devemos começar o nosso, pois logo ficaremos cercados de trabalhos, dificuldades e contaminação. Na Bíblia a lepra é uma figura do pecado que contamina, e é justamente um leproso que agora se aproxima de Jesus suplicando por cura: “Se quiseres, podes purificar-me!”, diz ele, e “cheio de compaixão, Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: ‘Quero. Seja purificado!’ Imediatamente a lepra o deixou, e ele foi purificado” (Mc 1:40-42).

Na Lei dada a Moisés a pessoa que tocasse um leproso era contaminada, por isso todos evitavam fazê-lo. Mas Jesus é diferente. Apesar de estar aqui na condição humana, ele nasceu sem pecado e sem a possibilidade de pecar ou se contaminar. Ele não apenas tocava o enfermo sem se contaminar, como recebia sobre si as enfermidades daqueles que curava para cumprir a profecias de Isaías 53:4, que previa: “Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças”.

O leproso se aproxima de Jesus em reverência, “de joelhos”, em atitude de súplica por reconhecer sua necessidade e confiando que Jesus tem poder de curá-lo, mas que pode não ter o desejo de fazê-lo. Se quiseres, podes purificar-me!” (Mc 1:40), diz ele. Na Bíblia a lepra é uma figura do pecado que corrói o ser humano, transformando o pecador num vetor na contaminação de outros. O pecador está só para lidar com isso, como um contaminado por um acidente em um reator nuclear que precisa ser isolado. Ninguém pode ajudá-lo, ninguém pode tocá-lo, exceto Jesus.

O leproso crê que Jesus tem poder, mas não sabe se ele teria vontade de curá-lo. Ele diz: “Se quiseres...”. Talvez você creia que Jesus tem poder para perdoar seus pecados, mas duvida que ele queira fazer isso, por achar que ele precise encontrar em você algo de bom para ser merecedor do perdão. É melhor esperar sentado. Nunca haverá coisa alguma em você agradável a Deus, “pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus.” (Rm 3:23-24).

Até ali o leproso pode ter esperado sentado por sua cura, mas agora ele toma uma decisão de prostrar-se em súplicas e expressar sua agonia. Ele, que sabia que Jesus tinha poder para curá-lo, agora descobre que Jesus quer curá-lo. “Quero”, diz Jesus, “Seja purificado!” (Mc 1:42).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#676 De madrugada, no deserto, orando


Leitura: Marcos1:35-39

“De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar deserto, onde ficou orando. Simão e seus companheiros foram procurá-lo  e, ao encontrá-lo, disseram: ‘Todos estão te procurando!’ Jesus respondeu: ‘Vamos para outro lugar, para os povoados vizinhos, para que também lá eu pregue. Foi para isso que eu vim’. Então ele percorreu toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demônios.” (Mc 1:35-39).

Se quiser ter um encontro diário com Jesus, esta é hora, lugar e modo de fazê-lo. “De madrugada... num lugar deserto... orando”. Quando os israelitas peregrinavam pelo deserto em direção à terra prometida, seu sustento vinha da água que saía da rocha — e “água” é uma figura da Palavra de Deus como ensina Efésios 5:26 — e do maná, o pão que caía do céu e representava Jesus. “Ao amanhecer havia uma camada de orvalho ao redor do acampamento. Depois que o orvalho secou, flocos finos semelhantes a geada estavam sobre a superfície do deserto... O povo de Israel chamou maná àquele pão. Era branco como semente de coentro e tinha gosto de bolo de mel” (Êx 16:13-14).

Hoje o crente se alimenta de Jesus, o “pão de Deus... aquele que desceu do céu e dá vida ao mundo” (Jo 6:33), e não existe melhor hora, lugar e modo de recebê-lo do que “de madrugada... num lugar deserto... orando”. O “maná” que alimentava os israelitas era colhido segundo as regras ditadas por Deus. “Cada chefe de família” devia recolher o necessário, “um jarro para cada pessoa da sua tenda... alguns recolheram mais, outros menos. Quando mediram com o jarro, quem tinha recolhido muito não teve demais, e não faltou a quem tinha recolhido pouco. Cada um recolheu tanto quanto precisava” (Êx 16:16-18).


Exceto na sexta-feira, quando podiam colher o dobro para guardar para o sábado do descanso, quem tentasse guardar algum maná via que logo criava bichos. Ele só era bom se colhido fresco para ser comido a cada manhã. Assim é com a oração e comunhão com Deus. É um exercício diário e a sós com o Pai. Você não pode estocar para usar depois, e deve ser o primeiro exercício do dia, pois “quando o sol esquentava” o maná “se derretia” (Êx 16:21). Não deixe que o sol dos afazeres diários pegue você sem “o pão de Deus” — Jesus — “aquele que desceu do céu e dá vida ao mundo” (Jo 6:33). A oração é tudo o que você precisa para se conectar com Deus e receber dele o necessário para aquele dia. Nem mais, nem menos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.