"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,

para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#817 Nos braços de Jesus - Marcos 10:13-16


Leitura: Marcos10:13-16

Quando lemos os evangelhos parece existir uma linha reta e plana do comportamento do Senhor contrastando com uma linha tortuosa dos discípulos. Eventualmente eles erravam por falta ou excesso de zelo, e nós não somos diferentes. Por isso é sempre bom questionarmos se nosso modo de agir está servindo de auxílio ou empecilho ao Senhor, à sua obra, à salvação de pecadores e seu acesso à sã doutrina.

Veja o caso de Pedro, depois de Jesus revelar que seria rejeitado, morto e ressuscitaria “Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo. Jesus, porém, voltou-se, olhou para os seus discípulos e repreendeu Pedro, dizendo: ‘Para trás de mim, Satanás! Você não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens’. Então ele chamou a multidão e os discípulos e disse: ‘Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me’.” (Mc 8:32-34).

Tomar a própria cruz não tem nada a ver com suportar algum problema ou enfermidade nesta vida. Tem a ver com considerar-se morto como Jesus, que estava prestes a morrer; significa negar-se a si mesmo para não ter mais opinião própria, além daquela ditada pela Palavra de Deus. Sempre que nos opomos ao ensino do Senhor em sua Palavra para fazer prevalecer nossas opiniões estamos sendo um estorvo a ele e à sua obra. Aqui vemos os discípulos, com a melhor das intenções, sendo um empecilho:

“Alguns traziam crianças a Jesus para que ele tocasse nelas, mas os discípulos os repreendiam. Quando Jesus viu isso, ficou indignado e lhes disse: ‘Deixem vir a mim as crianças, não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas. Digo-lhes a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele’. Em seguida, tomou as crianças nos braços, impôs-lhes as mãos e as abençoou.” (Mc 10:13-16).

Isto serve de consolo aos pais, que podem ter a certeza de que seus pequenos têm um lugar garantido na presença do Senhor. Quando ele estava na terra esse lugar era em seus braços aqui; agora, para abortados e crianças que morrem, esse lugar é nos mesmos braços no céu. Crianças nascem pecadoras como qualquer ser humano, mas o sangue de Jesus foi suficiente para cobrir também seus pecados, caso elas não tenham idade para entender e crer. “Deixem vir a mim as crianças, não as impeçam”, disse Jesus. O mesmo vale para os deficientes mentais. 

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#816 Divórcio e novo casamento - Marcos 10:10-12


Leitura: Marcos10:10-12

“Quando estava em casa novamente, os discípulos interrogaram Jesus sobre o mesmo assunto. Ele respondeu: ‘Todo aquele que se divorciar de sua mulher e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério contra ela. E se ela se divorciar de seu marido e se casar com outro homem, estará cometendo adultério’.” (Mc 10:10-12). Mateus 19:9 complementa acrescenta que a imoralidade sexual rompe o vínculo matrimonial e possibilita o divórcio. Ali Jesus diz: “Todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual [gr. ‘porneia’], e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério.”.

Portanto um matrimônio não se desfaz por incompatibilidade de gênios ou outro motivo, mas somente por adultério. Mesmo assim, isso não é carta branca para o divórcio. O Senhor diz: “Eu odeio o divórcio” (Ml 2:16). Portanto é uma possibilidade, não uma ordem. A maneira de Deus é sempre de perdão e  reconciliação, como ordena a Palavra: “Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo.” (Ef 4:32).

Também existe a possibilidade de separação quando ambos cônjuges são crentes, mas não para um novo casamento: “Aos casados dou este mandamento, não eu, mas o Senhor: que a esposa não se separe do seu marido. Mas, se o fizer, que permaneça sem se casar ou, então, reconcilie-se com o seu marido. E o marido não se divorcie da sua mulher.” (1 Co 7:10-11). Aqui não é previsto novo casamento pois mais tarde pode haver arrependimento e reconciliação.

Deus não aprova o casamento de um convertido com um inconverso, porém em um casal de incrédulos, quando um dos cônjuges se converte e o incrédulo decide romper o vínculo, existe a possibilidade de separação e novo casamento: “Se o descrente separar-se, que se separe. Em tais casos, o irmão ou a irmã não fica debaixo de servidão” (1 Co 7:15).  A palavra servidão pode ser também entendida como vínculo ou compromisso.

Existem os casos de pessoas que se casam e divorciam uma ou mais vezes quando ainda na incredulidade, e depois um ou os dois cônjuges se convertem. Neste caso prevalece a condição em que estavam na ocasião da conversão, pois não há como desfazer o passado. “Cada um deve permanecer na condição em que foi chamado por Deus.” (1 Co 7:20).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#815 Do réptil ao homem - Marcos 10:2-9


Leitura: Marcos10:2-9

“Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova, perguntando: ‘É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher?’. ‘O que Moisés lhes ordenou?’, perguntou ele. Eles disseram: ‘Moisés permitiu que o homem desse uma certidão de divórcio e a mandasse embora’. Respondeu Jesus: ‘Moisés escreveu essa lei por causa da dureza de coração de vocês. Mas no princípio da criação Deus ‘os fez homem e mulher’. ‘Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’. Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe’” (Mc 10:2-9).

Jesus estabelece aqui um princípio importante que é o de recorrer a como as coisas foram estabelecidas por Deus no princípio. Um homem e uma mulher, uma união com filhos, o trabalho de lavrar e cuidar da terra... As coisas que Deus estabeleceu no princípio, antes mesmo do pecado e da queda de Adão, são as que devem prevalecer para manter a ordem do mundo natural. Mas, como tudo o que Deus estabelece é corrompido e transtornado pelo ser humano, não é de espantar que nestes últimos dias vivemos uma total subversão da ordem estabelecida por Deus.

Ao falar da humanidade em geral, o apóstolo Paulo escreve aos Romanos, os cristãos da metrópole que era a capital do mundo na época. Ele diz que os seres humanos, “tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1:21-22). Quando nos achamos sábios o suficiente para contestar o que Deus determinou, não apenas ficamos loucos, mas subvertemos a ordem das coisas. É aí que entra a idolatria, que é colocar qualquer coisa no lugar de Deus.

Nessa sua loucura os homens “trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis.” (Rm 1:23). A inversão de valores, que começou com Eva dando ouvidos a um réptil — Satanás travestido de serpente — ao invés de ouvir a voz de Deus, logo passaria à adoração de quadrúpedes e aves até chegar ao homem. Se observar, existe no texto uma ordem inversa de elevação, que começa num ser rastejante e indo até as aves do céu antes de chegar ao homem, que é a coroa da Criação de Deus. Foi assim que chegamos ao humanismo, que coloca o ser humano como centro e razão de todas as coisas e tenta livrar-se de Deus.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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