"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#86 A festa de casamento



Leitura: Mateus 22:1-10
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=eyVrOjjycE8

Na parábola anterior Jesus deixa claro para os religiosos judeus o que eles estão prestes a fazer: matar o filho do dono para ficar com o vinhedo. Agora, no capítulo 22 do evangelho de Mateus, ele mostra outro aspecto dessa rejeição. O filho assassinado na parábola anterior reaparece como um príncipe em seu casamento.

O rei manda seus servos distribuírem os convites para a festa de seu filho, mas os convidados não querem ir, apesar do rei avisar que tudo já está preparado. Não era preciso fazer coisa alguma, bastava aceitar o convite. Os convidados preferem cuidar de seus próprios negócios, e alguns chegam até a maltratar e matar os servos do rei.

Irado, o rei envia seu exército para destruir a cidade e aqueles assassinos. Depois diz aos servos para saírem pelas ruas e convidarem todas as pessoas que encontrarem, de boa ou má reputação, porque o banquete já está preparado. O salão fica cheio de pessoas totalmente desqualificadas, mas que aceitaram o convite.

João Batista e os discípulos de Jesus convidaram os judeus para desfrutarem da benignidade de Deus, mas estes recusaram. Eles não apenas mataram João, mas pregaram o próprio Filho de Deus numa cruz. Mesmo após a morte e ressurreição de Jesus, por algum tempo o convite permaneceu literalmente em pé.

No capítulo 7 do livro de Atos dos Apóstolos você encontra Estevão mais uma vez convidando os judeus a crerem em Jesus. Antes de ser apedrejado, ele vê os céus abertos e Jesus em pé à direita de Deus. Jesus ainda não tinha se sentado em seu trono, como se aguardasse por um arrependimento de última hora dos judeus, que acabou não acontecendo.

No ano 70 o exército romano destruiu e queimou Jerusalém, exatamente como acontece com a cidade da parábola. Com a rejeição dos judeus Deus passou a tratar com uma outra classe de pessoas. Os judeus eram, por assim dizer, os privilegiados, os socialities, cujos nomes estavam na lista de convidados. A lista foi rasgada e agora o convite é feito a qualquer um, sem discriminação. Qualquer um mesmo!

Para você imaginar esta parábola aplicada aos dias de hoje, pense numa festa de casamento do herdeiro do maior milionário do país, para a qual são convidados ladrões, traficantes, prostitutas, viciados... todo tipo de gente. Imagine uma fila de ônibus parando no lugar mais barra pesada da cidade e anunciando: "Pessoal, boca livre pra todo mundo! Qualquer um está convidado! Venha como você estiver!"

É exatamente este o convite que está sendo feito agora através do evangelho da graça de Deus. Você o aceita do jeito que está, sem pré condições. Aliás, apenas com a condição de se reconhecer incapaz de pagar por isso, e aceitar vestir a roupa que o anfitrião lhe dará nos próximos 3 minutos.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.