"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#90 O grande mandamento



Leitura: Mateus 22:34-38
Vídeo: http://br.youtube.com/watch?v=rLyH6dFCET4

No final do capítulo 22 de Mateus os fariseus tentam outra vez fazer Jesus tropeçar em alguma palavra. Agora é a vez de um teólogo da época. Ele pergunta: "Mestre, qual é o grande mandamento da lei?"

Jesus responde: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento". O evangelho de Marcos acrescenta "de todas as tuas forças". Isso abrange a totalidade do nosso ser: emoção, ânimo, intelecto e vigor. Se este é o grande mandamento, o grande pecado é amar assim qualquer outra coisa.

O homem moderno, que assiste o Discovery Channel, se acha mais evoluído do que as pessoas mostradas nos documentários adorando uma pedra, uma vaca ou um guru senil. O problema é que você pode ser idólatra de terno e gravata e com um pós doutorado no currículo. Basta confiar em qualquer coisa que não seja Deus.

Você só se sente seguro com os bolsos cheios? O dinheiro é seu deus. Perdeu a vontade de viver porque levou um fora da garota? Queime incenso no altar dela. É na academia e na dieta que está sua garantia de vida eterna? Cante louvores à balança. Aquilo que você mais ama, em que mais confia, no que aposta todas as suas fichas, esse é o ídolo ao qual você dá o crédito por sua segurança, felicidade e bem estar.

Idolatria é ser controlado por qualquer outra coisa que não seja Deus. Escolhemos nossos ídolos e nem nos damos conta do quanto acabamos controlados por eles. Todas as coisas que consideramos a razão de nosso viver, das quais dependemos e nas quais confiamos, isso é o nosso panteão, o nosso Olimpo, o altar de nossos sacrifícios.

Nossa má conduta também revela quem está no controle. Quando você comete um pecado, como por exemplo a mentira, está confiando em seus próprios instintos, esquemas e raciocínios, ao invés de confiar em Deus. Quando se deixa levar pelas tentações, idem. Você dispensa Deus e entrega o controle a elas.

Talvez não exista um culto mais freqüentado pelo homem moderno do que o culto à vontade própria. Vivemos prostrados diante do altar de nossos caprichos cantando o mantra: "Eu mereço ser feliz". Isso nos torna indulgentes para com nossas manias e iguais a aborígines que alimentam de oferendas um hipopótamo mal acostumado.

O moderno espiritualismo nos leva a acreditar que a solução para tudo, inclusive nossa salvação eterna, esteja em nós. Aí achamos que somos bons por natureza ou que os possíveis defeitos e pecados possam ser sanados por uma boa dose de boas ações e espiritualidade.

Quando pensamos assim estamos de costas para Deus, para aquele que quer ter 100% do controle de nossa vida e vontade, para poder resolver 100% de nossos problemas, a começar pelo primeiro: a purificação de nossos pecados feita há 2 mil anos na cruz. Nos próximos 3 minutos Jesus vai falar do segundo grande mandamento.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.