"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

Pesquisar este blog

#32 Doze apóstolos



Leitura: Mateus 10:1-4
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=af_3s53jLBc
Áudio:
http://www.stories.org.br/3minutos/32_Doze_apostolos.mp3

Nos últimos 3 minutos vimos da necessidade de trabalhadores para a seara do Senhor e da ordem das coisas: primeiro crer para depois testemunhar. Agora Jesus escolhe doze homens para uma missão. Apóstolo significa "mensageiro" ou "enviado". Os doze são tão diferentes entre si que é provável que você se reconheça em algum deles.

Você pode ser como Simão, que recebeu o nome de Pedro. Impetuoso, emotivo e autoconfiante ao extremo. Precisou aprender que somos propensos a negar o Senhor para proteger nossa reputação.

André foi apresentado a Jesus por João Batista e levou seu irmão Pedro ao Senhor. Pessoas assim têm um coração ansioso por encaminhar amigos e parentes ao Salvador.

Tiago, filho de Zebedeu, foi o primeiro dos apóstolos a morrer como mártir, seguido depois de muitos outros. Você está disposto a seguir a Cristo mesmo sabendo que milhões perderam a vida nesse caminho?

João, irmão de Tiago, foi o discípulo amado por Jesus, o mais próximo, aquele que se reclinava sobre o seu peito. Foi deixado neste mundo até a velhice para escrever sobre a volta de Jesus.

Filipe, de Betsaida, foi quem levou Natanael a Jesus. Naquele episódio Natanael retrucou: "Pode acaso vir alguma coisa que preste de Nazaré?". Filipe simplesmente respondeu: "Venha comigo e veja por si mesmo". As pessoas confiam em você tanto assim para se deixarem conduzir a Jesus?

Acredita-se que o próximo apóstolo, Bartolomeu, seja o mesmo Natanael. Se for, naquele encontro com Jesus ele descobriu que Jesus já o conhecia, como conhece você agora, sabe de toda a sua vida e quer tê-lo como discípulo.

De Tomé você já ouviu falar. Ele é famoso por sua incredulidade. Mesmo que você esteja cheio de dúvidas e perguntas, isso não impede que vá a Jesus. É melhor ter dúvidas de frente para ele do que de costas.

Mateus era o cobrador de impostos, o que trabalhava para o inimigo, o menos qualificado para apresentar Jesus aos judeus. Sim, o seu evangelho é o único em aramaico, a língua falada pelos judeus na época. Todo o resto do Novo Testamento foi escrito em grego. Quando Jesus chama alguém, ele qualifica essa pessoa.

O outro Tiago era filho de Alfeu e, assim com Tadeu, não sabemos muito sobre ele. Nas fileiras dos que seguem a Jesus existe lugar para pessoas que atuam nos bastidores, que são tão importantes quanto os que atuam na linha de frente.

Há ainda Simão, o cananita, também chamado de zelote. Ninguém fala dele, mas é melhor assim do que ser famoso como o último apóstolo: Judas Iscariotes, aquele que traiu o Senhor.

Qual a principal característica de Judas? Seguia a Jesus por causa do dinheiro. Será este o seu caso? Espero que não.

#31 Os trabalhadores



Leitura: Evangelho de Mateus 9:35-38

Nos últimos 3 minutos vimos como Deus opera numa pessoa dando a ela vida, visão e salvação, transformando-a em um testemunho do que Jesus é capaz. Agora Jesus fala de quão grande é a seara, o campo de sua colheita, e de quão poucos são os trabalhadores.

Ele próprio estava ativo pregando as boas novas do Reino em todos os lugares. Mas o que movia Jesus, de onde vinha esse desejo? De sua compaixão. Ele via as pessoas aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor.

Uma pessoa que foi salva por Cristo tem o desejo de compartilhar sua fé, até por um sentimento de compaixão. É claro que há muitos que pregam o evangelho por outros motivos, como dinheiro, poder e para gerar discórdia. Mas não é isso que você vê em Jesus.

Outros fogem dessa responsabilidade, como fez o profeta Jonas. Deus mandou que ele fosse dizer aos mais de cento e vinte mil habitantes de Nínive que se arrependessem de seus pecados. Jonas foge, tomando um navio que ia em direção contrária. Por medo? Não, por orgulho, para se preservar, para não pagar o mico do juízo que Deus prometia não acontecer.

Lendo o último capítulo do livro de Jonas você descobre que ele sabia que Deus era misericordioso e deixaria de castigar a cidade se o povo se arrependesse. E foi o que aconteceu. Esse é o Deus justo e misericordioso que você encontra na Bíblia. Justo, porque ele não pode deixar de julgar e condenar o transgressor, como qualquer juiz faria. Misericordioso, porque ele quer salvar, e julgou e condenou seu próprio Filho Jesus à morte em nosso lugar.

Mas algo precisa acontecer antes de Jonas estar pronto para ser um testemunho, para pregar a mensagem que Deus tinha para as pessoas de Nínive. Deus envia uma tempestade que coloca em perigo o navio onde Jonas está. Ele reconhece sua culpa e diz aos tripulantes que o joguem no mar se quiserem salvar suas vidas. Jonas teve ali o mesmo sentimento de Jesus que preferiu morrer para que nós fôssemos salvos.

No mar Jonas é engolido por um grande peixe, e apesar disso prefigurar Jesus em sua morte, vale a pena ler o capítulo 2 de Jonas do ponto de vista de alguém que reconhece o seu pecado, clama a Deus por socorro e é salvo. Será que você já passou por isso?

O ventre do grande peixe representa a morte. Ao crer em Jesus, a condenação e morte dele na cruz fica valendo para você. É como se você já tivesse morrido e não houvesse mais razão para ser condenado outra vez. Alguém que já foi condenado e executado não pode ser executado de novo. Agora sim Jonas está pronto para ser um mensageiro de Deus.

Se você ainda não admitiu que é um pecador, se ainda não assumiu para si a morte de Jesus, se ainda não se reconheceu como estando nele quando Jesus mergulhou no mais profundo e escuro abismo do juízo de Deus, o que exatamente você pretende dizer às pessoas? Que elas precisam ser boas para ir para o céu?

Jesus diz para seus discípulos orarem ao Senhor da seara para enviar mais trabalhadores. É ele quem envia, e são pessoas comuns que ele envia, como Pedro, André, Tiago e João. Mas isso você vai ver nos próximos 3 minutos.

#30 Vida, visão e testemunho



Leitura: Evangelho de Mateus 9:27-34

Nos últimos 3 minutos vimos Jesus trazer a menina morta de volta à vida. Agora ele vai curar dois cegos e um mudo. A ordem desses eventos traz uma lição para nós.

A Bíblia descreve o homem como espiritualmente morto em seus pecados. Portanto eu e você nascemos insensíveis, incapazes de perceber o peso de nossos pecados ou de avaliar o juízo que pesa sobre nós. Se você ainda não crê em Jesus como seu Salvador, esta continua sendo sua condição.

É preciso receber a vida de Deus; é preciso você nascer de novo, até para ter sensibilidade suficiente para perceber sua condição.

A convicção de seus pecados e o arrependimento não vêm de uma grande sacada que você teve ou como conseqüência de sua espiritualidade. Nem é fruto da comparação que você faz de suas atitudes com uma lista de leis e mandamentos, mesmo porque muita gente nem considera como pecado aquilo que a Bíblia diz ser. A convicção genuína só acontece por obra do Espírito Santo e por meio da vida que você recebe de Deus.

Os dois cegos pedem a Jesus que tenha compaixão deles e o chamam de "Filho de Davi". Eles reconhecem que Jesus é o Messias, o Enviado a Israel. O livro do profeta Isaías garantia que o Messias seria capaz de livrar os cegos da escuridão, e é nisso que aqueles dois cegos crêem.

Primeiro eles precisaram crer para depois ver. Percebe que é exatamente o oposto de "ver para crer"? Sua salvação também depende de crer para ver. Antes mesmo de você ganhar visão suficiente para compreender a Palavra de Deus é preciso que creia em Jesus como seu Salvador.

Em seguida trazem a Jesus um homem mudo e endemoninhado. O demônio é expulso e o mudo passa a falar. Enquanto a multidão se maravilha dizendo que nunca viram isso em Israel, os fariseus ficam indignados.

Você percebeu a ordem dos eventos? A menina recebeu vida, os cegos receberam a visão e o discernimento, e o mudo passou a falar, dando seu testemunho. É preciso nascer de novo, receber a vida, a salvação e a visão de Deus, para poder falar das maravilhas que ele preparou para todo aquele que crê. Tudo vem de Deus para que toda a glória seja dada a ele.

Da próxima vez que alguém lhe falar de Jesus, pergunte se essa pessoa tem certeza do perdão dos pecados e da vida eterna. Se não tiver, pode ser que ela acredite que vida, visão e salvação sejam coisas recebidas por esforço próprio. Ela pode achar que o fato de falar de Jesus para outros conta pontos para ser salva. Não conta.

Somente aqueles que receberam de Jesus a salvação pela fé podem falar com certeza para um mundo que mais parece um campo pronto para a colheita. É o que vamos ver nos próximos 3 minutos.

#29 A menina e a mulher



Leitura: Evangelho de Mateus 9:18-26; Marcos 5:21-43; Lucas 8:40-56

Nos últimos 3 minutos você viu que é uma insensatez tentar misturar a lei e a graça, judaísmo e cristianismo, salvação por obras e por fé. É o mesmo que colocar remendo de pano novo em vestido velho ou vinho novo em odres velhos.

Agora Jesus vai se encontrar com duas pessoas, uma velha e outra nova, e vai curar as duas. Uma é menina, de doze anos, filha de um líder religioso, a qual está morrendo. Ué, mas os líderes religiosos não se opunham a Jesus? Sim, a maioria deles. Mas este, com sua filha única morrendo é um exemplo claro de como mudamos de opinião quando a água bate no queixo.

Alguém disse que não existem ateus nos campos de batalha e que as últimas palavras do mais convicto piloto ateu, gravadas na caixa preta do avião prestes a se espatifar no solo, são sempre as mesmas: "Meu Deus!".

Enquanto caminhava em direção à casa da menina que viveu 12 anos saudável e foi surpreendida pela morte, uma mulher que há 12 anos sofria de uma hemorragia aproximou-se de Jesus. Não importa se você é jovem e saudável, a morte sempre está à espreita. E se ela não chegar de forma precoce, como aconteceu com a menina, todos os dias você perde um pouco de vida, como o sangue que se esvaía daquela mulher. Ambas precisavam de Jesus.

A mulher acredita que basta tocar nas vestes de Jesus para ser curada. Faz isso por trás dele, sem perceber que ele já percebeu. Jesus percebe a mais leve manifestação de fé, a mais vacilante aproximação, o mais singelo toque. Ele se volta para a mulher e diz aquilo que todo ser humano devia querer ouvir:

"Tenha ânimo, a sua fé curou você". Algumas traduções trazem o verbo "salvar" em lugar de "curar".

Ao chegar à casa da menina dada como morta, Jesus diz que ela apenas dorme. A morte não é morte quando você tem Jesus ao seu lado. As pessoas no velório riram dele. Enquanto você não tocá-lo com fé, também irá rir dele, sem perceber que sua vida está se esgotando como numa hemorragia. Enquanto não deixar que Jesus pegue você pela mão, como fez com a menina morta, continuará zombando, ignorando que, espiritualmente, você já morreu.

"Menina, eu lhe ordeno, levante-se!" Ah, nada como uma ordem, um comando de Jesus, para trazer alguém da morte para a vida. Um dia essa ordem será dada, não apenas para uma menina que voltará a morrer depois, mas para milhões de pessoas que creram e terão seus corpos ressuscitados para viverem para sempre. Você estará entre elas?

Para entender isso é preciso que você peça a Jesus que ajude você a enxergar. Como ele fez com os dois cegos dos próximos 3 minutos.

#28 Vinho novo



Leitura: Evangelho de Mateus 9:14-17; Marcos 2:18-22; Lucas 5:33-39

Aquele que nos últimos 3 minutos tinha sido questionado quanto à sua idoneidade por comer com corruptos e pecadores, agora revela mais um lampejo de quem ele realmente era: o noivo.

Quando alguns indagam por que os discípulos de João Batista jejuavam e seus discípulos não, Jesus estabelece uma distinção clara entre o passado e o presente. Não fazia sentido os convidados do noivo jejuarem agora que o noivo estava ali.

A mensagem para qualquer bom entendedor judeu era clara. No Antigo Testamento Deus é chamado de noivo. Aqui Jesus anuncia também sua morte: viria um dia quando o noivo seria tirado. Isso mostra que sua morte não foi um acidente da história, mas algo que fazia parte de um plano maior.

As pessoas precisavam entender que até João Batista havia vigorado uma forma de Deus tratar com o homem. Até então o homem tinha sido provado sob a lei dada a Moisés, e tinha ficado claro que ninguém seria capaz de ser salvo obedecendo os mandamentos. Ali estava o único capaz de obedecer, Jesus, o Filho de Deus, que estava prestes a trocar de lugar conosco. Ele se colocaria no lugar que nós merecíamos estar - sob o juízo de Deus e na morte - e nos colocaria no lugar que ele tinha por natureza e que não merecíamos ter: o céu.

Mas não seria possível receber isso misturando a velha forma de Deus tratar com o homem - a Lei do Antigo Testamento - com a nova - a graça ou favor imerecido. Não seria possível tentar ser salvo por boas obras quando Deus queria salvar por graça, independente da conduta ou boas obras.

Tentar misturar as coisas seria como costurar remendo de pano novo em vestido velho. O rasgo ficaria ainda maior. Ou guardar vinho novo, ainda fermentando, em sacos de couro velho, que já não tinham elasticidade.

Não é justamente isso que as religiões cristãs tentam fazer emprestando coisas do Antigo Testamento? Não emprestam apenas a idéia da salvação pela obediência aos mandamentos, mas também elementos exteriores do culto a Deus.

Você não encontra na doutrina dada à igreja pelos apóstolos em suas cartas coisas como templos, clero e sacerdotes fazendo o meio de campo entre Deus e os homens, usando colarinhos e vestes distintas para se diferenciarem daqueles que chamam de "leigos".

Você também não encontra altares, incenso, rituais... a lista é interminável. Leia as cartas dos apóstolos e você verá que existe uma diferença enorme entre o que os primeiros cristãos faziam e esse cristianismo fantasiado de judaísmo que você encontra por aí.

A diferença entre a salvação por boas obras e a graça - entre judaísmo e cristianismo - é tão grande quanto a diferença entre a morte e a vida. E Jesus está a ponto de demonstrar todo o seu poder trazendo uma menina morta de volta à vida nos próximos 3 minutos.


#27 Publicanos e pecadores



Leitura: Evangelho de Mateus 9:9-13; Marcos 2:13-17; Lucas 5:27-32

Nos últimos 3 minutos vimos Jesus perdoar os pecados de um paralítico e depois curá-lo. O milagre visível da cura maravilhou a multidão, mas o milagre invisível do perdão dos pecados, da salvação daquele homem, só gerou indignação entre os religiosos. Afinal, só Deus podia perdoar pecados.

Mateus, o autor do evangelho, é um pecador. Ele sabe disso, tem convicção. Afinal, ser um publicano ou coletor de impostos naqueles dias significava ter uma das profissões mais odiadas. Publicanos eram conhecidos por cobrarem impostos injustos, se aproveitarem do cargo para o enriquecimento ilícito e eram também considerados traidores: trabalhavam para o inimigo, o invasor romano.

Jesus vê Mateus na coletoria, o chama, e Mateus deixa tudo para seguir a Jesus. Muitos escutam esse chamado, esse convite, mas poucos estão dispostos a embarcar nessa aventura de um relacionamento pessoal com o Filho de Deus, aquele que veio chamar pecadores e tem autoridade e poder para perdoar pecados.

Mateus prepara um banquete para Jesus em sua casa e convida seus amigos, obviamente publicanos como ele e outros de reputação questionável. "Como pode o mestre de vocês comer com publicanos e pecadores?", perguntam os religiosos judeus aos discípulos. Aquilo era inconcebível para os religiosos que não se misturavam com gente daquela laia.

"Os sãos não precisam de médico", é o que eles escutam Jesus dizer. "Eu não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento", ele continua. A mensagem é clara. Você está cansado de ouvir os médicos dizerem que o câncer tem cura quando diagnosticado a tempo. Para quem não se acha doente, não tem cura. O mesmo acontece com o pecado.

E Jesus tem mais a dizer àqueles religiosos que se consideravam melhores do que os outros por viverem segundo os preceitos de sua religião: "Eu quero misericórdia, não sacrifícios", diz ele. E Deus só pode exercer sua misericórdia, que é infinita, quando encontra um pecador convicto.

Como Mateus, alguém que sabe que não tem um átomo sequer de bondade para oferecer a Deus, para trocar pelo perdão de seus pecados. Alguém que sabe que sacrifício algum que faça poderá salvá-lo porque o único sacrifício eficaz Deus já providenciou: a morte de seu Filho na cruz para pagar pelos nossos pecados.

Aqueles religiosos fariseus jamais iriam entender a misericórdia e a graça de Deus enquanto continuassem achando que a salvação era por mérito, pela guarda da lei, de preceitos e de mandamentos. Tentar misturar as coisas seria como fazer remendo de pano novo em vestido velho. Mas este é o assunto dos próximos 3 minutos.


#26 O paralítico



Leitura: Evangelho de Mateus 9:1-8; Marcos 2:1-12; Lucas 5:17-26

Nos últimos 3 minutos você viu Jesus demonstrar ter poder sobre os demônios ou anjos rebeldes, sobre o mar e os ventos. Agora ele vai revelar que conhece os pensamentos das pessoas e que tem autoridade para perdoar pecados. Você ainda tem dúvidas de que estamos diante de Deus feito homem?

Os amigos do paralítico fazem das tripas coração para levar o enfermo até Jesus. São obrigados a descer a maca com o enfermo por uma abertura no telhado, de tanta gente que se apinhava na porta da casa onde Jesus estava.

Jesus vê a fé deles, dos amigos e do paralítico, e... cura o homem? Ainda não. Primeiro ele perdoa seus pecados. Isso mesmo, ele diz: "Seus pecados estão perdoados". Diante daquilo alguns religiosos judeus pensam consigo: "Isso é blasfêmia". Jesus lê seus pensamentos e cura o paralítico para mostrar que tinha poder tanto para uma coisa como para outra.

Por que os judeus consideraram blasfêmia perdoar pecados? Porque só Deus pode fazer isso. Agora preste atenção na reação das pessoas. A multidão fica maravilhada quando vê o paralítico andar, mas isso não aconteceu quando Jesus fez o mais importante: salvar aquele homem perdoando seus pecados.

É assim mesmo. Ficamos impressionados com aquilo que é visível, mas a pessoa que realmente crê em Jesus se ocupa com o mundo invisível, aquele que não depende dos olhos, mas da fé. Pregadores que prometem saúde, prosperidade e sorte no amor são extremamente populares. O que pouca gente percebe é que saúde, prosperidade e relacionamentos afetivos têm data de vencimento, enquanto o perdão dos pecados não. Este é eterno.

Quando a tecnologia permitiu ao homem explorar o mundo submarino descobrimos que existe muito mais vida na água do que fora dela. Quando a fé olha para o invisível enxerga as coisas realmente importantes. Vivemos preocupados com o que é aparente e julgamos segundo as aparências. Por exemplo, você iria querer ser visto por aí acompanhado por ladrões, corruptos e prostitutas? Eram pessoas assim que Jesus atraía e continua atraindo. Mas este é o assunto dos próximos 3 minutos.


#25 Demônios e porcos



Leitura: Evangelho de Mateus 8:28-34; Marcos 5:1-20; Lucas 8:26-39

Após Jesus ter apaziguado a tempestade o barco chega ao outro lado do Mar da Galiléia. Aquele que mostrou ter poder sobre as enfermidades e os elementos da natureza vai mostrar que tem poder e autoridade sobre mais de dois mil demônios.

Demônios são anjos que se rebelaram contra Deus muito antes da criação dos seres humanos. O motivo? Orgulho, independência, auto-suficiência - as mesmas coisas que nos fazem passar longe de Deus.

A diferença que existe entre anjos e homens é que um certo número deles foi criado e foi isso. Anjos não procriam, não se multiplicam e também não morrem. Os anjos e demônios que você encontra na Bíblia são os mesmos que estão por aí.

Por não terem sido vítimas de um estímulo ou tentação externa, como aconteceu com Adão e Eva que foram tentados por Satanás travestido de serpente, e também por não morrerem, não há perdão ou salvação para os anjos que pecaram. Mas para os seres humanos há.

Ao contrário do que você vê nos gibis e filmes, os demônios não moram no inferno. Eles estão por aí circulando entre o céu e a terra e se opondo a tudo o que é de Deus. Deus quer salvar? Os demônios querem destruir. Deus quer libertar? Eles querem escravizar. Deus quer aliviar? Eles querem transtornar.

Mas os demônios não apenas influenciam ou prejudicam os seres humanos. Eles podem também dominar as pessoas e até invadir seus corpos, como foi o caso daqueles dois homens possessos que Jesus encontrou assim que desembarcou na região de Gadara. Dois mil demônios tinham tomado posse daqueles homens que viviam loucos e transtornados em meio aos sepulcros.

Os demônios imediatamente reconhecem a Jesus como o Filho de Deus e o adoram. Perguntam a ele por que tinha vindo incomodá-los antes da hora. Sim, porque haverá um dia quando Satanás e seus anjos serão condenados ao lago de fogo que foi originalmente preparado para eles, não para os homens.

Jesus liberta aqueles dois homens expulsando os demônios e permitindo que eles entrem em mais de dois mil porcos que pastavam no local. Os porcos, possessos e enlouquecidos, se atiram pelo despenhadeiro e se afogam no mar, confirmando a vocação dos demônios que é de matar e destruir.

Agora os dois homens libertados encontram-se em seu perfeito juízo e conversam com Jesus enquanto os que cuidavam dos porcos correm à cidade para contar o que tinha acontecido.

A população do lugar vem imediatamente se encontrar com Jesus, não para celebrar ou agradecer a ele por duas vidas salvas, mas para lamentar a perda de dois mil porcos. Antes que a presença de Jesus causasse um prejuízo maior, eles pedem que Jesus caia fora.

Você provavelmente fará o mesmo se der mais importância a porcos do que a Jesus. Mas, enquanto alguns se agarram a seus porcos, outros fazem o possível e o impossível para levar um amigo doente a Jesus para ser libertado. Mas esta história eu vou contar nos próximos 3 minutos.


#24 A tempestade



Leitura: Evangelho de Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41; Lucas 8:22-25

Vimos Jesus exercendo seu poder e autoridade sobre as enfermidades do leproso, do servo do centurião e da sogra de Pedro. Mesmo assim, quando lemos do diálogo dos dois que queriam segui-lo, aprendemos onde realmente está a resistência: no coração do ser humano.

Para Deus não existe doença mais mortal do que a auto-confiança, do que o orgulho de achar que você é capaz de fazer as coisas em sua própria energia. Não existe doença pior do que a incredulidade.

Agora é hora de Jesus provar seu poder sobre os elementos da natureza, e ele faz isso até dormindo. Anoitecia quando o barco com Jesus e seus discípulos começou a travessia do Mar da Galiléia. No meio do mar uma forte tempestade se abateu sobre o barco que parecia prestes a afundar. Os discípulos estavam desesperados. Jesus dormia.

Acordado por eles, repreendeu primeiro a falta de fé deles, depois os ventos e as ondas do mar. Deve ter sido mais fácil acalmar a tempestade do que os discípulos. Eles estavam surpresos com tamanha demonstração de poder sobre os elementos da natureza.

Não deviam se surpreender. Se eles realmente conhecessem quem era aquele que dormia no barco teriam ficado mais surpresos por saber que, mesmo dormindo, ele estava no controle da situação. A fé não precisa enxergar as circunstâncias mudarem, a fé precisa apenas de Jesus no barco.

Afinal, a Bíblia diz que ele é o criador de todas as coisas; do vento, do mar, da madeira do barco e de seus passageiros. Todas as coisas foram criadas por intermédio dele, e sem ele nada do que existe teria sido feito. É o que diz o primeiro capítulo do evangelho de João. Na carta aos Hebreus diz que ele sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder.

Você já convidou o criador e mantenedor do Universo a entrar no seu barco? Você já creu nele como seu Senhor e Salvador? Já reconheceu que ele morreu na cruz e sofreu a pena que você devia sofrer? Você dá mais valor a Jesus do que aos porcos?

Porcos?! Que porcos? Os habitantes da região de Gadara tinham porcos, muitos porcos. Deviam ser bons, porque eles achavam que os porcos valiam mais do que Jesus, mas este é o assunto dos próximos 3 minutos.


#23 A prioridade



Leitura: Evangelho de Mateus 8:18-22

Duas pessoas querem seguir a Jesus: um escriba, que era um entendido da lei e da religião judaica, e um discípulo. Provavelmente eles tenham ficado entusiasmados com todos os milagres e curas que viram e queriam estar sempre ao lado de Jesus. O primeiro diz: "Mestre, eu te seguirei por onde quer que fores".

Veja bem, ele está afirmando, não está perguntando se pode, algo como "Posso seguir você?". Também não está expressando um desejo do tipo "Quero seguir você". Não, ele está dizendo que vai segui-lo. "Eu te seguirei por onde quer que fores". Não seria isso excesso de autoconfiança? Creio que sim.

Considerando que nunca mais vamos ouvir falar desse escriba nos evangelhos, é provável que toda aquela disposição tenha morrido literalmente na praia. Sim, eles estavam à beira do Mar da Galiléia.

A autoconfiança é muito valorizada em nossa sociedade, mas Deus abomina isso por trazer em seu bojo coisas como independência, auto-suficiência, e vontade própria. No capítulo 15 do evangelho de João Jesus diz: "Sem mim vocês não podem fazer coisa alguma", e o apóstolo Paulo acrescenta: "É Deus quem opera em vocês tanto o querer quanto o realizar".

Portanto, nas coisas de Deus, tudo o que começa com "auto" está fora: auto-confiança, auto-determinação, auto-ajuda, auto-suficiência e por aí vai.

Jesus mostra ao escriba que ele não tem idéia do que está pedindo. Seguir a Jesus é despachar a bagagem para o céu e viver aqui na expectativa do embarque. As raposas podiam ter sua toca e as aves os seus ninhos, mas para Jesus este mundo não era uma morada definitiva e nem um lugar de descanso. Tampouco é este o destino final do cristão ou um lugar para se acomodar.

O outro homem quer seguir a Jesus, mas tem outra prioridade. "Deixa-me ir PRIMEIRO sepultar meu pai". Seu problema estava na prioridade, na palavra "primeiro". Jesus pede que o discípulo o siga e que deixe os mortos sepultarem os mortos.

Além da lição sobre prioridades ele ensinou a ele outra coisa: neste mundo há duas classes de pessoas, os que estão ocupado com aquele que dá vida e os que se ocupam com as coisas mortas.

Qual daqueles dois homens é você? O escriba auto-confiante que espera uma vida fácil seguindo a Jesus, ou é o homem cuja prioridade era outra e não Jesus? As intenções podem ser boas, mas é preciso entender que Jesus deve ser o começo, meio e fim da vida do cristão. Deve ser o motivo e o objetivo. Não é com auto-confiança que você segue a Jesus, mas com a confiança que vem do alto.

Caso contrário, basta vir um temporal e... bem, este é o assunto dos próximos 3 minutos.


#22 Salvo para servir



Leitura: Evangelho de Mateus 8:14-16

Você não obtém a salvação por alguma espécie de evolução espiritual, como alguns querem acreditar. Lembre-se de que a idéia básica da teoria da evolução é a da sobrevivência do mais apto, do mais forte. Em outras palavras, segundo os evolucionistas nós só teríamos chegado até aqui porque o mais forte comeu o mais fraco e prevaleceu.

Não existe nada mais contrário à essência do evangelho. Este anuncia que o mais forte, o Filho de Deus, se fez fraco, se fez carne, se fez servo, e se deixou pregar numa cruz por suas próprias criaturas. Depois de atingir o estágio mais baixo ao qual um ser humano pode chegar, a morte, Deus o ressuscitou e o exaltou acima de todos os céus.

Jesus representa assim o que Deus faz com os piores, não com os melhores. O apóstolo Paulo explica em sua carta aos coríntios que Deus não escolheu os mais aptos, os mais fortes, ou mais inteligentes. Deus escolheu salvar a escória deste mundo, os loucos, os fracos, os perdedores, os pecadores, os enfermos da alma. No final, toda a glória da salvação fica para Deus, não para o salvo.

Afinal, esta é a essência da graça. Deus pega o inútil e incapaz e o salva. Mas salva de quê? Do pecado. Salva para quê? A história da cura da sogra de Pedro nos dá a resposta.

Prostrada com febre numa cama, a sogra de Pedro nada podia fazer por si mesma, por Jesus ou por sua família. Jesus vem e a toca e ela fica curada. O que acontece em seguida é digno de nota:

"Ela se levantou e começou a servir a Jesus".

Taí a resposta. Somos salvos para servir, e não o contrário. A religião humana diz que você deve servir, deve trabalhar, se esforçar, para receber a cura para sua alma, o perdão de seus pecados. A Bíblia ensina que nada podemos fazer, a não ser deixar que Jesus nos toque, que ele nos tire da condição de prostração na qual o pecado nos colocou.

Mateus continua dizendo que ao anoitecer foram trazidos a Jesus muitos endemoninhados e enfermos, e ele curou todos eles. Fazendo assim ele cumpria o que disse o profeta Isaías: "Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças". Algum tempo depois ele iria levar sobre si, na cruz, os nossos pecados e ser castigado ali por cada um deles.

Agora, se você crê em Jesus como seu Salvador, fica curado de seus pecados, purificados, pronto para o céu. Por que continua aqui? Para servi-lo e segui-lo. Para servir de testemunho a homens e anjos daquilo que Deus pode fazer com pecadores perdidos como eu e você.

Mas como seguir a Jesus? Bem a resposta você terá nos próximos 3 minutos.


#21 O servo do centurião



Leitura: Evangelho de Mateus 8:5-13; Lucas 7:1-10

Ao entrar na cidade de Cafarnaum, um centurião romano vem ao encontro de Jesus para pedir-lhe um favor. Um centurião era um comandante das tropas romanas que tinham invadido a judéia. Isso equivalia a um comandante nazista pedir um favor a um francês na França ocupada pela Alemanha na 2ª Guerra.

A prontidão de Jesus em acatar o pedido mostra o quanto ele estava acima de qualquer ideologia política. Muito sangue foi derramado em dois mil anos de história da cristandade por cristãos que quiseram conquistar o poder político neste mundo.

Jesus não se opunha a César, o invasor romano. Ele não tinha vindo conquistar um território, mas salvar pessoas. O inimigo não era o imperador romano, o inimigo era o príncipe das trevas, Satanás.

O favor que o romano pede é que Jesus cure seu servo. "Eu irei", diz Jesus. A resposta do centurião surpreende. Primeiro ele diz que sua casa não é digna de que Jesus entre nela. Se você se considera digno de receber a visita de Jesus, ainda não entendeu quem ele é.

As religiões costumam ensinar que Deus só pode fazer alguma coisa por você se você fizer alguma coisa por ele. Você já ouviu coisas do tipo, "Quer que Deus entre em sua vida? Então deixe de pecar, procure ser uma pessoa melhor, abandone seus vícios e aí Deus irá entrar em sua vida." Oras, isso é o mesmo que chamar o pedreiro depois que você terminou a reforma!

Se o centurião tivesse tentado fazer sua casa digna de receber a Jesus, seu servo teria morrido. Ninguém é digno de receber a Jesus na condição em que se encontra. É ele quem deve fazer a reforma, é ele quem começa curando esse paralítico atormentado que mora dentro de você. Todos nós somos pecadores, paralíticos e incapazes de mover uma palha por nossa salvação. Exatamente como o centurião e seu servo.

O comandante romano reconhece o poder e a autoridade da palavra de Jesus, o Verbo de Deus. Bastaria ele dizer uma palavra e seu servo seria curado. Ele reconhece a Jesus como Senhor, alguém que tem poder e autoridade.

Nem entre os judeus Jesus tinha encontrado tamanha fé. Depois de séculos de privilégio por conhecerem o Deus único e verdadeiro, muitos judeus estavam condenados às trevas por sua incredulidade. Jesus disse: "Não encontrei em Israel ninguém com tamanha fé". Será que hoje ele diria "Não encontrei na cristandade ninguém com tamanha fé?".

Naquela hora o servo do centurião foi curado. No exato momento em que você crê em Jesus como seu Senhor e Salvador, você é salvo. Imediatamente. Não é um processo, uma evolução, é um milagre. Perdoado de todos os seus pecados, livre da condenação, pronto para entrar no céu.

Mas, se quem crê está pronto para entrar no céu, por que não é levado imediatamente para lá? Por que ficar neste mundo de sofrimento e dor? Oras, porque... bem, este é o assunto dos próximos 3 minutos.


#20 O leproso - Mt 8:1-4; Mc 1:40-45; Lc 5:12-16



Leitura: Evangelho de Mateus 8:1-4, Marcos 1:40-45; Lucas 5:12-16

Jesus dá início ao seu ministério de curas e milagres para provar suas credenciais. Israel esperava pelo Messias, e Deus queria mostrar que ele tinha poder sobre as enfermidades, a morte e os elementos.

A primeira cura é a do leproso, o que tem grande significado para nós porque a lepra, na Bíblia, é uma figura do pecado. Nascemos pecadores, e se você quiser receber qualquer coisa de Deus deve começar pela cura de seu pecado, por sua salvação.

Isso só é possível porque Jesus morreu em seu lugar para sofrer a pena que você deveria sofrer no lago de fogo por toda a eternidade. Ele substituiu você no juízo divino, ressuscitou e agora todo aquele que crê nele como Salvador recebe a vida eterna. De graça.

A lepra deixa a pessoa insensível à dor, por isso o leproso acaba se ferindo o tempo todo sem perceber. Um simples sapato apertado pode causar uma ferida grave sem que o leproso perceba, e a infecção pode levar à amputação ou até à morte por gangrena. Exatamente como o pecado, que nos torna insensíveis e indiferentes às suas graves conseqüências. A Bíblia diz que, com o pecado, a morte entrou na Criação e todos pecaram.

A primeira coisa que o leproso desta passagem do evangelho de Mateus faz é se ajoelhar e adorar a Jesus. Oras, isso era algo inconcebível para um judeu, que desde criança aprendia que homem algum devia ser adorado, só Deus. Mas aquele homem, Jesus, era Deus.

Se você quer ser perdoado, quer ser purificado de seus pecados, comece reconhecendo quem Jesus realmente é: Deus manifestado em carne. Depois, faça como o leproso, peça para ele purificar você de seus pecados.

Quando o leproso pede por purificação, Jesus faz algo inconcebível na religião judaica: ele toca o leproso. No judaísmo quem tocasse um leproso era contaminado, recebia em seu corpo a lepra do enfermo.

Jesus fez isso por mim e por você na cruz. Ele não apenas nos tocou, mas recebeu sobre o seu corpo todos os nossos pecados, morreu e ressuscitou para nos purificar. Se você espera de Deus algum milagre, comece por este: reconheça-se impuro, enfermo, pecador e peça por purificação. Reconheça que Jesus é Deus, prostre-se diante dele, confesse seus pecados a ele, peça perdão, peça a salvação. Ele quer salvar.

Ele irá tratar de você como tratou do leproso. Mesmo que você não o veja e nem sinta qualquer coisa, ele irá tocar você. Com o servo do centurião romano foi assim. Ele não viu Jesus, não sentiu seu toque, e mesmo assim foi curado à distância. Mas este é o assunto dos próximos 3 minutos.



MP3 - O Evangelho em 3 Minutos Leve esta mensagem para ouvir em seu iPod ou MP3Player.
Clique o botão direito do mouse e escolha "salvar destino" ou "arquivo".

#19 A Rocha



Leitura: Evangelho de Mateus 7:24-29, Lucas 6:46-49

Onde você está construindo sua casa, sua vida: na rocha ou na areia? Jesus compara aquele que lhe dá ouvidos, aquele que coloca em prática o que ele diz, ao homem prudente, que constrói sua casa sobre a rocha. e a Rocha é ele próprio, Jesus.

Muita gente acha as palavras de Jesus bonitas e motivadoras, mas quantos realmente o levam a sério? Não basta você escutar as palavras de Jesus, é preciso crer nele como Salvador e aplicar essas palavras à sua própria vida.

É comum encontrar em casas e empresas uma Bíblia aberta em algum trecho bonito. Será aquilo o alicerce de quem vive ou trabalha ali ou é apenas um objeto de decoração? Ou, talvez, algum tipo de amuleto para espantar a má sorte e trazer prosperidade?

Quem realmente crê em Jesus irá fundamentar toda a sua vida nele e em sua Palavra. Ele é a Rocha eterna, o único terreno seguro quando chega o temporal. Construir sua vida sobre qualquer outro alicerce é ser insensato, como o que constrói sobre a areia. Quando vem o tsunami não sobra nada.

Uma construção sólida exige a sondagem do terreno, ensaios de resistência do solo e perfurações em busca da rocha onde o alicerce possa se apoiar. Você já fez esse tipo de pesquisa em sua própria vida? Você já se questionou para saber se está construindo sua vida sobre uma base que irá permanecer no final?

Outro dia viajei ao lado de um homem muito rico. Durante o vôo ele falava de negócios de milhões, e contou que tinha terminado de construir uma mansão e já tinha comprado um terreno para construir outra maior no ponto mais alto do bairro. Segundo ele, o jeito era gastar enquanto estava vivo, porque depois da morte ele não fazia nem idéia de onde iria parar.

Procurei dizer a ele que Deus queria que ele soubesse a respeito de seu destino eterno, mas ele imediatamente mudou de assunto, dando a entender que não estava nem um pouco interessado. O importante para ele era viver o aqui e agora.

Não perguntei, mas tenho certeza de que, antes de embarcar naquele vôo, ele conferiu a passagem, verificou o número do portão de embarque e ficou atento aos avisos e chamadas para o vôo. Tudo isso para não perder um vôo de pouco mais de uma hora. Mas quando o assunto era sua vida inteira... quanta imprudência.

E você, já verificou se está no vôo certo? Você está atento aos avisos da Palavra de Deus? Tem sua vida firmada na Rocha que é Jesus? Eu e você precisamos dar atenção ao que Jesus diz. Afinal, somos leprosos por natureza. Mas este é o assunto dos próximos 3 minutos.



MP3 - O Evangelho em 3 Minutos Leve esta mensagem para ouvir em seu iPod ou MP3Player.
Clique o botão direito do mouse e escolha "salvar destino" ou "arquivo".

#18 Os falsos profetas



Leitura: Evangelho de Mateus 7:15-23; Lucas 6:43-45

Jesus avisa para tomarmos cuidado com os lobos vestidos de ovelha, os falsos profetas. Como saber quem são? Pelos frutos. Árvores boas dão bons frutos; árvores más dão frutos ruins.

Mas cabe um alerta aqui: os lobos são sedutores. Além de vestidos em pele de ovelha eles vão querer vender para você a idéia de que seus frutos são bons. Oras, não foi isso o que o diabo fez com Adão e Eva?

Deus tinha avisado que comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal era morte certa. Satanás insinuou que Deus estava escondendo deles a melhor parte. Deu no que deu. Adão e Eva foram atraídos pela cobiça dos olhos, pela cobiça da carne e pela soberba da vida. O que os lobos travestidos de ovelhas oferecem? Aquilo que apela para a ganância da carne, dos olhos e do orgulho.

Se você sair pelas ruas convidando pecadores a se arrependerem de seus pecados e a crerem em Jesus para receberem a vida eterna, quanta gente você acha que vai conseguir atrair? Mas, se sair por aí prometendo saúde física, financeira e sentimental, vai atrair uma multidão.

Jesus curou e alimentou multidões, mas o evangelho de João diz que "muitos viram os milagres que ele fazia e creram no seu nome, mas Jesus não confiava neles". Em outra parte ele reclamou que as pessoas iam atrás dele por causa do pão! E você, está atrás de Jesus por que? Para ter saúde física, dinheiro e sorte no amor? Se for assim você será presa fácil dos lobos.

Para todo vigarista existe alguém com o mesmo motivo: lucro fácil. Quem compra o bilhete supostamente premiado do estelionatário não é diferente daquele que vende. "Um bilhete de um milhão e só pago mil?! Eu quero!!!" Por causa da cobiça acaba caindo no golpe. "O pastor diz que se eu der mil para a igreja dele Deus vai me dar um milhão?! Eu quero!!!" Percebeu?

Antes que você caia nessa conversa, Jesus avisa que nem todo aquele que diz "Senhor, Senhor" é genuíno. Dizer que é cristão ou evangélico não garante nada. E ele diz ainda que um dia dirá de pessoas que pregam, curam e expulsam demônios em nome de Jesus que nunca as conheceu.

Mas se os próprios discípulos faziam tudo isso, como distinguir o falso do verdadeiro? Bem, Judas fazia tudo isso, mas estava de olho mesmo era no dinheiro. Por acaso é dinheiro que o pregador ali da esquina pede e oferece? Desconfie.

Desconfie também de você, sim, de seus motivos. O que atrai você a Jesus? O peso de seus pecados e a preocupação com seu destino eterno? Ou será que quer uma solução mágica para conseguir uma mansão com carro importado na garagem?

Quem está de olho na eternidade vai querer uma mansão no céu, não aqui. Porque a mansão lá é eterna, construída sobre a Rocha, e as mansões daqui são passageiras, construídas sobre a areia. Mas este é o assunto dos próximos 3 minutos.



MP3 - O Evangelho em 3 Minutos Leve esta mensagem para ouvir em seu iPod ou MP3Player.
Clique o botão direito do mouse e escolha "salvar destino" ou "arquivo".

#17 O caminho estreito



Leitura: Evangelho de Mateus 7:14

Jesus falou da porta estreita do acesso ao Pai, e falou também do caminho estreito, do andar com ele. Mas por que o caminho é estreito? Por acaso Deus quer restringir minha vida, quer restringir meus movimentos, quer tolher minha felicidade? Se você acha que ter um relacionamento com alguém é viver engessado, não vai querer seguir a Cristo.

Para entender isso, tire já da cabeça a idéia de que seguir a Jesus é ter no bolso uma lista de coisas proibidas e permitidas. Não é. Seguir a Jesus é ter um relacionamento estreito com ele. Olha a palavra "estreito" aí!

Que tipo de relacionamento você espera de alguém que você ama? Um relacionamento estreito, íntimo, exclusivo. Nada mais normal do que Jesus exigir que você tenha um relacionamento assim com ele.

Quando duas pessoas se amam, uma só tem olhos para a outra, só quer satisfazer a outra, vive exclusivamente para a outra. É por isso que muita gente foge de um relacionamento sério: tem medo de perder a liberdade de solteiro. Mas se você olhar ao redor, verá que o mundo não está cheio de pessoas livres; o mundo está cheio de pessoas solitárias, vivendo apenas para si mesmas.

É claro que um relacionamento real acaba tendo seus próprios limites, acaba sendo um caminho estreito. Quando duas pessoas se amam e assumem um compromisso, elas abrem mão de muitas coisas. Para Jesus ter esse tipo de relacionamento com você, ele abriu mão do céu e veio viver, sofrer e morrer aqui por você. Você seria capaz de morrer por ele?

No pacote de um relacionamento saudável você recebe também a possibilidade de precisar engolir o que o outro diz. Tem gente que concorda com apenas algumas partes da Bíblia. Que tipo de relacionamento é esse no qual você concorda apenas com parte do que o outro diz? Neste caso, "o outro" é Deus e o que Ele diz é sua Palavra, a Bíblia.

"Mas Deus também não concorda com o que eu digo" - você poderá argumentar. Sim, é claro, ele é Deus, ele tem a opinião perfeita e é esta que acabará prevalecendo no final. Mesmo assim ele tem sido paciente com você porque conhece a natureza humana. Quantas vezes você já mudou de opinião na sua vida. E ainda quer discutir com Deus quem está com a razão?

A conversão implica em aceitar a Jesus, não apenas como Salvador, mas também como Senhor, dono, diretor de sua vida. É um relacionamento sim, mas não de igual para igual. Se você acha que pode exigir isso, ainda não entendeu quem ele é. Você seria capaz de falar como Tomé, que ao vê-lo ressuscitado, exclamou: "Senhor meu e Deus meu"?

Ah! Sim, eu sei que há muitos que dizem "Senhor, Senhor" e... bem este é o assunto dos próximos 3 minutos.



MP3 - O Evangelho em 3 Minutos Leve esta mensagem para ouvir em seu iPod ou MP3Player.
Clique o botão direito do mouse e escolha "salvar destino" ou "arquivo".

#16 A porta estreita



Leitura: Evangelho de Mateus 7:13

Jesus disse "entrem pela porta estreita porque a porta larga e o caminho amplo levam à perdição". O que é isso? De que porta ele está falando?

Em outras passagens ele diz "eu sou a Porta" e "eu sou o caminho". Mas por que a porta é estreita? Porque para ser salvo você precisa seguir uma lista de restrições? A porta é estreita porque é individual. Para ter acesso a Deus você precisa passar sozinho e pela única porta: Jesus.

Não existe outra porta? Existem muitas, mas esta é a única que leva ao Pai. Jesus disse: "ninguém vem ao Pai se não for através de mim". Em outro lugar diz que "não há outro intermediário além de Jesus". Isso é claro o suficiente para você?

Mas como ele pode dizer isso? Ele pode, porque só ele morreu para levar o nosso pecado, só ele foi capaz de pagar o preço da nossa libertação. E ele ressuscitou.

Os túmulos de Buda, Maomé ou de qualquer outro grande líder religioso estão cheios de ossos. O túmulo de Jesus está vazio. Mas, é claro que a ausência de ossos não prova coisa alguma. É por isso que nem tudo é baseado em provas. Muitas coisas são baseadas em testemunhas.

A ressurreição de Jesus teve muitas testemunhas, centenas delas. Elas não viram apenas um túmulo vazio, mas conviveram com Jesus ressuscitado durante quarenta dias, antes de ele subir ao céu com corpo e tudo.

Quando você lê o jornal está acreditando no testemunho que o jornalista dá das coisas que ele viu ou de pessoas que ele entrevistou. Notícia é isso, o relato de pessoas que testemunharam um fato. A Bíblia não é só a Palavra de Deus, mas é também um registro de fatos históricos.

Você estava lá quando descobriram o Brasil, quando Tiradentes foi enforcado ou quando D. Pedro proclamou a independência? Se você não crer no testemunho dos historiadores, não vai passar de ano. Se não crer no testemunho dos apóstolos não irá crer em Jesus. E se não crer em Jesus...

A porta é estreita e você deve passar por ela sozinho. É uma decisão sua, individual. Você não será salvo por pertencer a um grupo, igreja ou religião. Você só é salvo se crer individualmente no Salvador. É algo pessoal. O fato de estar acompanhado de pessoas que foram salvas, que entraram pela porta que é Jesus, não garante nada.

Entre pela porta estreita; dê esse passo de fé, mesmo sem saber o que encontrará do outro lado; peça a Jesus para perdoar e salvar você. Creia naquele que morreu e ressuscitou por você. Aí sim você poderá andar com Jesus, ou melhor dizendo, andar em Jesus. Sim, porque ele é o caminho, o único caminho. Mas este é o assunto dos próximos três minutos.




As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.