"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#42 Invejosos religiosos



Leitura: Mateus 12:22-23; Lucas 11:14
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=GZobzxJ7j1o
Áudio: http://www.stories.org.br/3minutos/42_Invejosos_religiosos.mp3

Nos últimos 3 minutos vimos Jesus ser apresentado como o Messias, mas no caráter de um servo, algo que nenhum judeu esperava. Agora, ao curar um endemoninhado cego e mudo, os leigos passam a considerar seriamente a possibilidade de ele ser o filho de Davi, um dos títulos dados ao Messias. O clero, porém, não podia admitir isso.

Enquanto hipocrisia é você querer parecer o que não é, inveja é querer ser quem você não é ou ter o que você não tem. O pecado de Adão foi uma forma de inveja, quando ele quis ser como Deus. Satanás, na forma de serpente, disse a Eva: "Vocês serão como Deus". O próprio Satanás já tinha sido expulso da presença de Deus por querer se igual a Deus.

A religião transforma você em um hipócrita, ao exigir que você viva segundo um padrão que é incapaz de atingir. Aí você finge ser uma boa pessoa e passa a desdenhar daqueles que não rezam pela mesma cartilha. Aqueles clérigos judeus eram assim.

Além disso, a religião transforma você num invejoso, do mesmo modo como aconteceu com os fariseus. O Senhor e Salvador estava bem ali, na frente deles, mas isso era uma pedra no sapato de quem queria ser senhor e salvador de si mesmo.

Quando você confia que a sua conduta poderá salvá-lo, Jesus passa a ser um estorvo. No máximo você o adota apenas como um exemplo, um mártir ou até mesmo um talismã, menos como o seu Salvador. Afinal, por que você precisaria de outro salvador se acredita na auto-salvação? Por que precisaria de outro senhor, se quer ser dono do seu próprio nariz?

No final do evangelho de Mateus você descobre que Pilatos sabia que os fariseus haviam entregado Jesus à morte por inveja. E até hoje as pessoas religiosas continuam hipócritas e invejosas como os fariseus, querendo parecer o que não são, e ser e ter o que não podem.

Mesmo assim, Deus se compadece de nós e quer nos dar um lugar elevado, mas ao seu modo. Depois de Jesus derramar seu sangue na cruz para nos purificar de nossos pecados, Deus convida você a crer nele para se tornar filho de Deus e co-herdeiro com Cristo. Tudo o que você quis conquistar com seus próprios esforços Deus agora oferece de graça.

Os religiosos fariseus recusaram a oferta e cometeram o pecado para o qual não existe perdão. É o que você vai ver nos próximos 3 minutos.

#41 O Servo



Leitura: Mateus 12:15-21; Isaías 41:9; 42:1-4
Vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=gHYqVHOPmro
Áudio:
http://www.stories.org.br/3minutos/41_O_servo.mp3

Nos últimos 3 minutos os religiosos fariseus decidem matar Jesus. Eles estavam mais preocupados com a obediência às regras de sua religião do que com a salvação das pessoas.

Jesus pede aos que o seguem que não fizessem alarde a respeito dele. Ele não queria ser visto como um líder revolucionário que iria libertá-los do inimigo romano.

Se havia um inimigo aos olhos de Deus, esse inimigo era a própria religião e os líderes religiosos, mais preocupados em conservar seu status do que permitir que as pessoas fossem curadas.

Além disso, Jesus não tinha vindo para derramar sangue romano, mas o seu próprio sangue; não tinha vindo para libertar o povo de um invasor de suas terras, mas de um invasor de seus corpos: o pecado.

Se os judeus tivessem dado atenção à profecia de Isaías teriam visto que o escolhido de Deus viria como um Servo, não como um general. Se tivessem prestado atenção à cena do batismo de Jesus, teriam visto o cumprimento da profecia que dizia que o Espírito de Deus estaria sobre ele.

A última coisa que os orgulhosos judeus queriam ouvir era o que profetizou Isaías, que o Escolhido viria também para os gentios, e isso incluía os romanos, e não apenas para os judeus. Isaías disse ainda que o Messias se comportaria de uma maneira totalmente oposta à dos líderes políticos que ficam gritando pelas ruas e praças.

Ele não seria prepotente, não usaria o seu poder para oprimir ainda mais os que já estavam oprimidos. Nas palavras de Isaías, ele não esmagaria o caniço rachado, como quem pisa aquilo que já está abatido, e nem apagaria a mecha que apenas fumega.

Mesmo que a sua fé seja como um pavio sem fogo algum, Jesus não irá desapontá-lo. O convite daquele que disse "vinde a mim" continua valendo para você. Se você acredita ser incapaz de andar segundo os padrões de Deus, então o convite é para você. Se você se sente como um caniço rachado, é para pessoas assim que Jesus veio. Você precisa de Jesus e do seu amor.

Mas se você for religioso como os fariseus, provavelmente continuará confiando em sua religião, em sua obediência, em suas boas obras, sem perceber que assim está desprezando o Salvador e tentando salvar-se por sua própria conduta.

Lembre-se: você pode desprezar o favor de Deus por ser mau, mas também pode fazer a mesma coisa por ser religioso. Como os fariseus dos próximos 3 minutos.

#40 A mão atrofiada



Leitura: Mateus 12:9-14; Marcos 3:1-6; Lucas 6:6-10
Vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=_V7SJx7e83s
Áudio:
http://www.stories.org.br/3minutos/40_A_mao_atrofiada.mp3

Nos últimos 3 minutos os fariseus criticaram Jesus por seus discípulos terem colhido um punhado de grãos no sábado. Agora ele entra na sinagoga, o local onde os judeus se reuniam para estudar a Palavra de Deus, e encontra ali um homem com uma mão atrofiada.

No evangelho de Lucas diz que os fariseus estavam ali para descobrir alguma falta em Jesus. "É lícito curar no sábado?", perguntam a Jesus.

A resposta vem na forma de outra pergunta: "Se a única ovelha de alguém caísse num buraco no sábado, acaso ele não a tiraria de lá? Ora, um ser humano vale mais que uma ovelha! Portanto é lícito fazer o bem no sábado." Em seguida Jesus diz ao homem que estenda sua mão atrofiada e ela é curada.

Os religiosos fariseus, obviamente, continuaram com suas mãos atrofiadas, incapazes de eliminar a miséria humana. Os líderes religiosos não podiam e não queriam por um fim à miséria, ao sofrimento e à incerteza porque viviam disso.

O que a religião do homem diz? Faça isso e aquilo e você será uma pessoa melhor e aí, talvez, sua bondade supere sua maldade na balança de Deus e você possa ser salvo. É preciso ser muito ingênuo para achar que a coisa funciona assim. Por melhor que você seja jamais atingirá o padrão de Deus que é perfeito. Adão e Eva foram expulsos do paraíso por causa de apenas um pecado. Com quantos pecados você acha que pode entrar na presença de Deus? Zero!

Já que religião nenhuma pode lhe conceder o status de zero pecados, os líderes religiosos continuarão impondo uma série de tarefas para você tentar cumprir, sem nunca lhe darem a certeza de ter chegado lá. E nem querem que chegue, porque temem que você abandone a congregação deles caso tenha essa certeza. A nenhum fariseu interessa que as pessoas tenham a certeza da salvação eterna.

Mas Jesus dá esta certeza. Se ele morreu na cruz em meu lugar, se o seu sangue me purifica de todos os meus pecados, e se agora Deus me vê justificado em Cristo, e Cristo tem pleno acesso ao céu, é assim mesmo que Deus me vê: com zero pecados. Que culpa um juiz poderia atribuir a alguém que já cumpriu a pena? Nenhuma.

Esse Jesus que salva completamente não interessa aos fariseus, e eles planejam matá-lo. Nos próximos 3 minutos veremos a atuação discreta de Jesus, muito diferente do perfil reacionário e revolucionário que alguns tentam atribuir a ele.

#39 O sábado



Leitura: Mateus 12:1-8; Marcos 2:23-28; Lucas 6:1-5
Vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=I3DBeAjMbS4
Áudio:
http://www.stories.org.br/3minutos/39_O_sabado.mp3

Nos últimos 3 minutos vimos o amoroso convite do Salvador para irmos a ele, não a uma religião. A palavra "religião" vem de "religar" ou "reconectar", considerando que o homem perdeu a conexão com Deus. Porém é Deus quem faz essa reconexão, não o homem.

Quando o homem tenta se reconectar com Deus ele parte do princípio de que é capaz de fazer isso seguindo uma lista de regras. O resultado? Suas regras acabam sendo mais para prejudicar o ser humano do que para ajudá-lo. Suas regras viram um sacrifício que joga para escanteio qualquer sentimento de misericórdia. Foi o que os judeus fizeram com o sábado, o dia que era para servir de descanso na lei dada a Moisés.

Como estavam com fome, ao atravessarem um campo de cereais os discípulos de Jesus colheram a colher espigas, esfregá-las com as mãos e comer os grãos. Nada de estranho aí. Você também come aveia, que é um grão cru esmagado ou moído.

Segundo a lei dada no Antigo Testamento aquilo não era roubo, pois era permitido que um viajante se alimentasse das plantações alheias, desde que não usasse uma foice. Deus pensava no bem-estar dos viajantes numa época quando não havia lanchonetes nas estradas. O problema para os fariseus foi os discípulos terem feito isso no sábado, e os fariseus consideraram aquilo trabalho.

As intenções de Deus são para o bem-estar do ser humano, não para o seu sofrimento. A história do cristianismo está cheia de casos de auto-flagelo, pessoas que causam sofrimentos a si mesmas, chicoteando o próprio corpo, subindo escadarias de joelhos ou até se deixando pregar numa cruz achando que seu próprio sofrimento serve para pagar por seus pecados. Mas como pagar por algo que já foi pago há 2 mil anos?

Talvez você pergunte: E o jejum? Vou dizer o que é o jejum o a abstenção de alguma coisa. Você se lembra daquela vez em que ficou tão apaixonado por alguém que até se esquecia de almoçar e jantar? É desse jejum que a Bíblia fala, de você ficar tão apaixonado por Deus que as coisas perdem sua importância.

Jesus mostra aos fariseus que Deus não quer sacrifícios, Deus quer misericórdia. Lembra a eles que Davi e seus homens, quando tiveram fome, comeram os pães que ficavam no templo, que só os sacerdotes podiam comer. É claro que se na época Davi tivesse sido respeitado como rei e não precisasse viver no exílio, não precisaria ter feito aquilo. E o que temos aqui?

O Rei de reis, o Sumo Sacerdote, aquele que é maior que o templo de Jerusalém, aquele que é Senhor do sábado, rejeitado por sua nação e, principalmente, pelos religiosos de sua época. Se Jesus tivesse sido recebido não precisariam fazer aquilo. Ao deixar de lado a misericórdia e valorizar o ritualismo a religião acaba deixando Jesus de fora.

E para dar mais uma prova de quem ele realmente era, nos próximos 3 minutos Jesus irá exercer misericórdia no dia que ele mesmo tinha criado: o sábado.

#38 Vinde a mim



Leitura: Mateus 11:28-30

Vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=QhvluIdDwtA
Áudio:
http://www.stories.org.br/3minutos/38_Vinde_a_mim.mp3

Nos últimos 3 minutos vimos Jesus dar graças ao Pai por revelar essas coisas aos pequeninos, não aos sábios. Revelar o que? Ele e todas as coisas que lhe dizem respeito.

Em Apocalipse diz que o testemunho de Jesus é o espírito da profecia. No evangelho de Lucas, após sua ressurreição, ele encontra dois discípulos e mostra a eles tudo o que estava escrito no Antigo Testamento a seu respeito. Jesus é o centro de todas as coisas, é o começo, o meio e o fim.

Por isso agora ele diz: "Vinde a mim". Isso mesmo, ele nos convida para irmos a ele, não a uma religião ou organização. Quem vai a Jesus recebe o perdão de seus pecados e a salvação. Quem vai a uma religião não pode receber coisa alguma, porque Deus não deu ao homem uma religião como meio de salvação. Ele deu o seu próprio Filho.

O convite de Jesus é para os que estão cansados e sobrecarregados. Portanto se você acha sua vida ótima; se você não sente qualquer culpa por seus pecados; se não se dá conta de que a morte é um fato do qual não pode escapar, o convite não é para você. O convite é para os cansados e sobrecarregados. Afinal, como você vai se interessar pelo Salvador se ainda nem se achou perdido?

Ele continua convidando você a tomar o jugo dele e a aprender dele. O que quer dizer isso? Submissão à sua vontade para controlar sua vida e o reconhecimento de que precisamos aprender dele, que é manso e humilde de coração. Tudo isso está em claro contraste com os fariseus e sua religião de ameaças e soberba. O verdadeiro Mestre é manso e humilde.

O jugo de Jesus é suave, o fardo de Jesus é leve, ao contrário do jugo e do fardo que a religião coloca sobre as pessoas. Faça isso, faça aquilo, faça aquilo outro e, talvez, quem sabe, você consiga chegar lá. A religião faz você acreditar que é por seu esforço que consegue a salvação. Jesus mostra que o esforço é só dele.

Ele não oferece uma vida boa e livre de preocupações, porque não existe tal coisa enquanto você estiver em um mundo arruinado pelo pecado. Mas ele oferece perdão, salvação e descanso para sua alma. O pior fardo ele já carregou na cruz, quando substituiu você na condenação por causa dos seus pecados. O que precisava ser feito ele já fez. A você resta apenas uma coisa: aceitar o convite. Que tal fazer isso agora?

#37 Os pequeninos



Leitura: Mateus 11:25-27; Lucas 10:21, 22
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=IZxEc6JTGv8
Áudio: http://www.stories.org.br/3minutos/36_Os_filhos_da_sabedoria.mp3


Nos últimos 3 minutos vimos por que a sabedoria é justificada por seus filhos. Outras versões trazem "a sabedoria é comprovada pelas obras que a acompanham". Se as obras de alguém que crê em Jesus forem obras de Deus, elas irão glorificar a Deus, não ao homem.

Jesus dá graças ao Pai por revelar essas coisas aos pequeninos e não aos sábios e entendidos. Paulo fala disso em 1 Coríntios, quando diz que Deus escolheu as pessoas fracas, loucas e insignificantes para confundir as poderosas, sábias e importantes. Por que? Para quem ninguém possa se gabar diante de Deus.

Oras, se eu entender as coisas de Deus graças à minha capacidade intelectual, então posso me gloriar de ter conseguido isso com meus esforços. Mas se entender apenas por revelação divina, de quê vou me gloriar?

Assim como a salvação é de graça e independe de meus esforços, o entendimento da Palavra de Deus segue a mesma regra. Se você se considera incapaz de entender as coisas de Deus, está no caminho certo. É para gente assim que ele revela a sua Palavra.

Jesus diz que ninguém conhece o Filho senão o Pai, e ninguém conhece plenamente o Pai a não ser aquele a quem o Filho quiser revelar. Portanto é também impossível conhecer a Deus de moto próprio. Deus é tão grande que só ele pode entender a si mesmo. Mas Jesus pode revelar o Pai a quem ele quiser.

"Aquele que conhece o Filho, conhece o Pai", foi o que Jesus disse no evangelho de João 14:7: "Se vocês me conhecessem, também conheceriam meu Pai". Porém, se diz que só o Filho conhece o Pai e este pode ser revelado a quem o Filho quiser, diz também que só o Pai conhece o Filho, mas nada diz do Pai revelar o Filho.

Há coisas que jamais iremos compreender, e a encarnação é uma delas: como Deus, imenso como é, poderia se tornar homem? Não há explicação que caiba em nossa cabeça. Quando andou aqui Jesus deu breves lampejos da divindade escondida naquele corpo frágil, ao falar como Deus, e não como um homem comum.

"Antes que Abraão fosse, eu sou", disse ele uma vez. "Jerusalém, Jerusalém, quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos", disse ele na primeira pessoa em outra ocasião. Ele já existia bem antes de nascer aqui.

É desse Jesus que estou falando. Tão sublime, tão elevado, tão magnífico, e mesmo assim tão acessível a ponto de dizer: "Vinde a mim". É o que você vai ver os próximos 3 minutos.

#36 Os filhos da sabedoria



Leitura: Mateus 11:19-24; Lucas 7:35, 10:13-15
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=TAAL8ZgPESU
Áudio: http://www.stories.org.br/3minutos/36_Os_filhos_da_sabedoria.mp3

Nos últimos 3 minutos vimos pessoas agindo como crianças mimadas. Não existe argumento para quem deliberadamente deseja duvidar de Jesus. Por isso ele diz: "A sabedoria é justificada por seus filhos". Como entender isso?

Primeiro é preciso entender que Jesus é a Sabedoria. Em 1a. Coríntios diz que ele foi feito sabedoria para os que crêem. No livro de Provérbios a sabedoria é personificada. Mas, afinal, por que a sabedoria é justificada pelos seus filhos?

Só Deus tem a sabedoria absoluta, ninguém mais. Quando eu me justifico, isto é, reputo a mim mesmo por justo, faço isso adotando um padrão de justiça. Minhas idéias, meu raciocínio, minha cultura, tudo isso faz parte do padrão de certo e errado que eu crio para mim.

O problema é que esse padrão é mutante. As coisas que hoje considero certas, não são as mesmas de dez anos atrás, e provavelmente serão diferentes de minha opinião daqui a dez anos. Você considera antiquadas as idéias de seus pais e avós, mas se esquece que seus filhos e netos pensarão o mesmo de você.

Portanto, quando eu adoto como justo o meu padrão, excluo o padrão divino. Quando adoto por certa a minha opinião, excluo a opinião divina. Quando a minha sabedoria é a referência, automaticamente jogo para escanteio a sabedoria divina. Acabo agindo como filho ou resultado de minha própria sabedoria.

Como conseqüência, se justo é o que eu sou, então Deus é injusto, porque o meu padrão necessariamente é diferente do dele. Mas se creio em Jesus, se nasci de novo como filho de Deus, justifico a Deus. Tenho a ele como justo. A sabedoria é assim justificada por seus filhos.

Agora pense no que disse Paulo aos Filipenses: "Em Jesus estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência". Ao crer em Jesus como seu Salvador o Espírito Santo de Deus vem habitar em você. Todos os tesouros da sabedoria e da ciência de Deus que estão em Cristo ficam disponíveis para você. Sabendo disso, você teria coragem de confiar em sua própria sabedoria, em seguir o padrão criado por sua razão?

O paradoxo disso é que não são os sábios segundo os padrões humanos que entendem isso. São os pequeninos que veremos nos próximos 3 minutos.

#35 Crianças mimadas



Leitura: Mateus 11:7-18; Lucas 7:24-33
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=RWn2v1s2RkA
Áudio: http://www.stories.org.br/3minutos/35_Criancas_mimadas.mp3

Nos últimos 3 minutos Jesus terminou seu recado a João Batista, dizendo: "Feliz é aquele que não se escandaliza por minha causa". João tinha dúvidas a respeito de Jesus, mas não duvidava de Jesus. Por isso perguntou a ele, e não a outro. Você tem dúvidas a respeito dele, ou duvida dele?

Jesus não reage com indignação às dúvidas de João, não o repreende por isso e nem tenta dar o troco falando de seus defeitos. Ao contrário, ele se volta para a multidão e fala bem de João.

João tinha sido o precursor do Messias, uma espécie de mestre de cerimônia, aquele que apresenta a atração principal e depois abandona o palco e os holofotes.

Os profetas do Antigo Testamento tinham profetizado até João. Tinham profetizado da vinda de João e de seu anúncio do Messias. Portanto, no momento em que João subiu ao palco e ligou seu microfone, os judeus deviam saber que o Messias tinha chegado e aguardava nos bastidores.

Mas assim como não deram ouvidos a João, os judeus não dariam ouvidos a Jesus. Por isso Jesus lhes diz: "Quem tem ouvidos ouça!". João tinha vindo no espírito e poder de Elias, um profeta do Antigo Testamento que também vivia no deserto e se vestia igual a João. Aceitar o testemunho de João era o mesmo que reconhecer o Messias. Rejeitar seu testemunho era o mesmo que rejeitar o Messias e o seu reino.

Nunca ninguém teve uma posição tão importante quanto João Batista. Mas agora até o mais insignificante cidadão do reino dos céus desfrutava de uma posição e um privilégio maior do que o dele. Não apenas como arauto do Messias, mas participando da nova ordem de coisas que Jesus estava inaugurando. O rei de um reino que era dos céus estava agora na terra.

E como as pessoas reagiam a isso? Uns queriam tomar esse reino de assalto para acabar com ele. Outros estavam dispostos a fazer o possível e o impossível para participar dele.

Jesus diz que os judeus estavam reagindo como crianças mimadas e indiferentes. O som de uma música alegre não era suficiente para motivá-las a dançar. E uma história triste não tinha qualquer efeito sobre suas emoções.

João tinha vindo como um homem regrado, ascético, que comia gafanhotos e se abstinha até de tomar vinho, e eles o acusavam de ser possesso de demônio. Jesus vivia como um homem comum, comendo e bebendo, e eles o acusavam de comilão e beberrão. Como satisfazer gente assim? Não tem como.

Mas Jesus diz que a sabedoria é justificada por seus filhos. O que ele quis dizer? Você vai saber nos próximos 3 minutos.

#34 Dúvidas



Leitura: Mateus 11:1-6; Lucas 7:18-23
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=7AjUBf2jrus
Áudio:
http://www.stories.org.br/3minutos/34_Duvidas.mp3

Nos últimos 3 minutos vimos os apóstolos serem enviados a uma missão específica e compreendemos o caráter judaico de muitas passagens dos evangelhos, um período de transição antes da formação da igreja em Atos 2.

Agora encontramos João Batista na prisão, e ele está inquieto. Tem dúvidas a respeito de Jesus. Afinal, João tinha recebido de Deus a missão de anunciar a chegada do Messias, o Rei de Israel, aquele que libertaria o povo de seus inimigos e inauguraria uma nova era de paz e prosperidade. Ao invés disso, ali estava João, jogado num cárcere e prestes a ser decapitado.

Jesus manda avisá-lo de que ele era realmente o Messias esperado, e suas credenciais o qualificavam para isso. No Antigo Testamento os profetas diziam que o Messias seria capaz de curar cegos, aleijados, leprosos e surdos. Só não falava de ressuscitar os mortos, portanto Jesus foi além das expectativas. A questão era que o tempo de colocar a casa em ordem ainda não havia chegado, daí a dúvida de João. Era apenas uma questão de tempo.

Acontece conosco, quando vemos que as circunstâncias parecem não mudarem após nossa conversão. Às vezes elas ficam até piores. Isso é como uma viagem. Você passa horas e dias viajando para visitar uma pessoa querida, e acha isso maçante. É só quando você chega ao fim que os meios acabam perdendo sua importância.

Mas mesmo enquanto viaja você já está a caminho, com a passagem comprada e seu destino determinado. A questão já não é "se", mas "quando" irá chegar. Ao crer em Jesus você é salvo, pois sua passagem foi paga na cruz. Você já embarcou e está vendo o mundo passar pela janelinha. Mesmo assim podem surgir dúvidas, como aconteceu com João.

Não é errado ter dúvidas e inquietações quando elas são colocadas diante da pessoa certa. João pediu a seus discípulos que levassem suas dúvidas a Jesus. Jó gastou todo o seu estoque de pontos de interrogação ao cobrar de Deus a razão da sua desgraça. Mas no final Jó se deu por satisfeito, mesmo sem ter uma resposta clara da razão de seu infortúnio. Geralmente é assim que Deus trata conosco.

Jesus sabe o que é ter dúvidas, ter inquietações. É dele a pergunta "Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?". Viu? Ele sabe o que é ser humano.

Mas neste exato momento pode ter certeza de que João Batista já não tem qualquer dúvida. Valeu a pena ter esperado, e é dele que Jesus continua falando no trecho que vamos ver nos próximos 3 minutos.

#33 Missão possível



Leitura: Mateus 10:5-42; Marcos 6:7-13; Lucas 9:1-6
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=KiZEDpzI-fg
Áudio: http://www.stories.org.br/3minutos/33_Missao_possivel.mp3

Nos últimos 3 minutos vimos Jesus escolher 12 mensageiros ou apóstolos. Agora ele vai enviá-los para uma missão muito particular. Boa parte do que você encontra no capítulo 10 de Mateus aplica-se àquela missão em especial, e não ao cristão de uma maneira geral.

Por exemplo, eles são enviados às ovelhas perdidas de Israel e devem evitar gentios e samaritanos. Há coisas na Bíblia que são dirigidas especificamente aos judeus, o povo escolhido de Deus.

Os evangelhos são a concretização das profecias do Antigo Testamento que anunciavam a vinda do Messias para Israel. Muito bem, o Messias agora estava ali, bem no meio deles. O que os judeus iriam fazer com Jesus, o Rei prometido?

Nós sabemos. Iriam prendê-lo, açoitá-lo, coroá-lo de espinhos e entronizá-lo numa cruz. Iriam dizer: "Não queremos que este reine sobre nós" e votariam pela condenação do Filho de Deus e pela libertação de Barrabás, um ladrão e homicida.

Com essa rejeição toda Deus abriu um parêntese no progresso da profecia para introduzir a igreja, um corpo formado de judeus e gentios convertidos. Isso começa no capítulo 2 do livro de Atos e termina quando Jesus vier buscar sua igreja. Depois o relógio profético volta a funcionar para Deus continuar tratando com Israel.

O capítulo 10 de Mateus traz detalhes específicos para aquela missão dos doze, e também revela a forma como serão tratados os judeus fiéis no futuro, após o período da igreja. Ao dizer a eles que não terminariam de percorrer todas as cidades de Israel antes da volta do Filho do Homem em glória e majestade revela o caráter profético do capítulo. Filho do Homem é um dos títulos dados a Jesus.

Porém, há pontos que podem ser aplicados a todas as épocas. Um é a aversão que as pessoas teriam. Ele diz que alguns receberiam seus discípulos, outros não. Que eles seriam perseguidos e presos, mas que o Espírito Santo ensinaria a eles o que dizer diante de governadores e reis. Eles deviam ser intrépidos e anunciar a mensagem até de cima dos telhados, sem temer os que podem matar o corpo, mas não podem condenar eternamente.

Estas coisas podem ser aplicadas a você e a mim. O fato de Jesus dizer que não veio trazer a paz, mas a espada não é uma apologia à violência. É que a simples presença de Jesus na vida de alguém acaba gerando controvérsia. Ele é a linha divisória entre a luz e as trevas, a vida e a morte, o céu e o inferno. Ao contrário do que alguns imaginam, Jesus não é uma espécie de guru paz e amor, que fica levitando no ar e cantando "Imagine" de John Lennon.

Neste momento o evangelho está fazendo uma proposta, oferecendo vida e salvação. Ao tomar uma decisão você terá escolhido um lado. É desse lado que estamos falando. Não espere que o mundo aplauda sua decisão por Jesus. E nem ache que não virão momentos de dúvidas. Eles virão, como acontece com João Batista nos próximos 3 minutos.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.