"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#118 A voz do povo



Leitura: Mateus 27:11-26
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=XD-UaXkraqg

O primeiro julgamento de Jesus foi religioso. Ele foi condenado por se declarar o Cristo, o Filho de Deus, fazendo-se assim igual a Deus. Mas essa acusação não era suficiente para o tribunal secular romano, por isso os judeus adotam outra estratégia ao entregar Jesus a Pilatos. No evangelho de Lucas há três acusações que os judeus fazem diante dos romanos: que Jesus era um revolucionário, incitava a população a não pagar impostos a César e declarava ser o rei dos judeus.

A coisa toda é surreal. Por que? Oras, Israel era uma nação invadida e os romanos eram os inimigos. Vamos chamar Israel de França, Roma de Alemanha e César de Hitler para entendermos melhor o que está acontecendo aqui. Imagine durante a 2ª Guerra um cidadão francês sendo entregue pelos franceses aos alemães por ser um revolucionário que luta contra os invasores, incita a população a não pagar impostos a Hitler e ainda alega ser o presidente da França!

Oras, aquele francês era exatamente o que os franceses precisavam, e seria um absurdo entregá-lo ao inimigo. Pois é o que acontece aqui. O ódio dos judeus contra Jesus é tão grande que eles não têm qualquer escrúpulo em se unir ao inimigo para conseguir a morte do Filho de Deus.

"Você é o rei dos judeus?", pergunta Pilatos. Jesus confirma. Os judeus, então, descarregam sobre ele uma torrente de acusações, mas só encontram o silêncio de Jesus como resposta, o que surpreende Pilatos. Como parte das festividades da Páscoa, era costume dar anistia a um condenado, e Pilatos tem, além de Jesus, outro candidato à anistia: Barrabás, um ladrão e homicida. A escolha é democrática.

Se alguma vez você achou que a expressão "a voz do povo é a voz de Deus" tinha alguma coisa a ver com a Bíblia, aqui está a prova em contrário. Nesta eleição democrática o povo é unânime em escolher o bandido Barrabás. A voz do povo é a voz do povo, só isso, pois o povo é, por natureza, inimigo de Deus. Todos os seres humanos são assim. É aí que entra a maravilha da graça de Deus em salvar o pecador, não por seus méritos, mas porque Deus quer salvá-lo.

Você não chega à fé em Jesus por ser melhor ou ter tido uma grande sacada ao entender o evangelho. Pode até parecer que, no momento de sua conversão a Cristo, era você quem estava no comando, mas depois você acaba entendendo que Deus trabalhava nos bastidores para que esse encontro com o Salvador pudesse acontecer. Longe de livrar você da responsabilidade de crer em Jesus, isso glorifica a Deus, e não ao homem, pela salvação.

Ou você acha que, sendo inimigo de Deus por natureza, tão mau quanto eu, Pilatos ou qualquer um daqueles judeus, você daria o seu voto a Jesus? Não. Eu e você também teríamos escolhido Barrabás. E se você pensa o contrário, ainda não entendeu o que é ser um pecador necessitando desesperadamente da graça e da misericórdia de Deus para ser salvo. Nos próximos 3 minutos Jesus é crucificado.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.