"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#131 Graça e verdade



Leitura: João 1:17-18
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=lAVAj9tWU3w

Quando Deus se manifestou a Moisés no Monte Sinai para entregar a ele a Lei, os Dez Mandamentos, o cenário era aterrador. A montanha toda fumegava. Raios riscavam o céu e trovões faziam tremer as rochas. Quem ousasse tocar o monte seria imediatamente morto. Enquanto isso Deus escrevia sua Lei em tábuas duras, literalmente de pedra.

Talvez uma imagem de um Deus severo assim não agrade você, que acha que Deus deve ser todo amor. Porém a Lei de Deus, que cobrava com rigor uma vida correta, revelava a justiça de um Deus santo que não pode tolerar o pecado. E se você não gosta da idéia de um Deus irado, como você se sentiria se soubesse que sua filhinha de três anos foi molestada por uma pedófilo? Se você, que é pecador e imperfeito, se sente indignado, por que acha que um Deus santo, justo e perfeito não pode sentir o mesmo?

Os mandamentos da Lei de Deus revelavam a justiça de Deus, mas não davam ao homem o poder de viver de acordo com eles. A Lei só tinha o poder de condenar. A Lei faz você se sentir como o motorista de um enorme caminhão entalado em uma rua estreita e olhando para a placa de contra-mão. Você nada pode fazer além de saber que é um transgressor da lei, e não tem o poder de manobrar seu caminhão.

No Antigo Testamento Deus se revelou em justiça. Em Cristo Deus se revelou em graça. Ao contrário do Monte Sinai fumegante, qualquer um podia tocar em Jesus sem ser consumido. Você sempre verá um contraste entre o modo de Deus tratar o homem segundo a Lei do Antigo Testamento e segundo a graça revelada em Jesus. A Lei condena; a graça perdoa. A Lei exige que o homem seja justo; a graça justifica o homem. A Lei exige boas obras; a graça exige fé. A Lei abençoa o bom; a graça salva o ímpio. A Lei espera que você receba bênçãos por mérito; a graça é um favor imerecido. Não é à toa que o Antigo Testamento termina com a palavra "maldição" e o Novo Testamento com a palavra "graça".

Mas a graça só pôde ter efeito porque Jesus, o único que andou 100% de acordo com a Lei, quis receber em si a condenação que a Lei exigia daqueles que a transgredissem: a morte. Ao morrer na cruz como substituto do pecador recebendo o juízo de Deus, Jesus cumpriu a sentença que tinha sido determinada para o pecador. Aquele que crê em Cristo é como se já tivesse sido condenado por procuração. Agora sim a graça pode se manifestar sem atropelar a justiça. Mas não foi apenas a graça que se manifestou em Jesus. A verdade não estava apenas nele, mas ele é a própria verdade, portanto você jamais encontrará a verdade se não tiver um encontro com Jesus.

Ao crer em Jesus você é perdoado de todos os seus pecados e justificado, ou tido por justo aos olhos de Deus. Perdão é como se Deus dissesse a você: "Ok, pode ir". Justificação é como se ele dissesse: "Ok, pode vir". Perdão é como se o juiz abrisse a porta da cela para libertar você. Justificação é como se ele desse a você um atestado de idoneidade e virtude. Tudo isso se resume numa palavra: salvação. Nos próximos 3 minutos conheça o Cordeiro que tira o pecado do mundo.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.