"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#151 Salvos pra quê?



Leitura: João 4:21-26
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Bw_IXxMALGo
Anterior: #150 O ópio do povo

Agora Jesus vai mostrar à mulher samaritana "para quê" uma alma é salva. Há basicamente três maneiras de se encarar a salvação: do homem para o homem, de Deus para o homem e de Deus para Deus. A primeira envolve acreditar que somos salvos por nossos méritos e esforços e para o nosso benefício. Começa no homem e termina no homem. Deus serve apenas para dar sorte ou para não dar azar, se for devidamente agradado.

A segunda é quando você realmente crê em Jesus, mas visando a sua felicidade. Você crê que a salvação vem de Deus, pela fé somente, mas que Deus existe para fazer você feliz, lhe dar uma vida próspera e sem doenças. Tudo começa em Deus, mas termina no homem. Deus é visto como seu servo e tem por obrigação de agradá-lo.

A terceira abordagem é a correta. A salvação vem exclusivamente de Deus, porém não é para nós mesmos que somos salvos, mas para sermos adoradores. É claro que somos beneficiados em tudo isso, mas o objetivo é Deus e seu Filho Jesus, em quem todas as coisas irão convergir no final. Portanto, para a pergunta "Para quê somos salvos?", a resposta é "Para adorarmos a Deus".

Os samaritanos adoravam a quem não conheciam, no lugar errado e da maneira errada. Jesus diz que os judeus adoravam quem conheciam e que a salvação vem dos judeus. Entenda que a salvação não são os judeus, mas foi de uma mulher judia que veio o Cristo, o Messias, o enviado de Deus. Deus quis que fosse assim, portanto não há o que discutir. Ao se revelar à mulher samaritana, quando ela pergunta sobre o Messias, Jesus diz: "Eu sou, eu que falo contigo". "Eu sou" é a mesma expressão usada por Jeová para se revelar a Moisés.

E ele diz que "Deus busca adoradores que o adorem em espírito e em verdade". Até aquele momento, adorar em verdade significava adorar no Templo de Jerusalém e da forma como Deus ordenara, e não no monte Gerizim como faziam os samaritanos. Mas, apesar de adorarem em verdade, os judeus não adoravam em espírito. Sua adoração era da boca para fora e seu coração estava longe de Deus. Eles rejeitaram o Messias.

Hoje todo salvo pela fé em Jesus tem o Espírito Santo e pode adorar a Deus em espírito em qualquer momento e lugar, sem intermediários. Porém, no que diz respeito à adoração coletiva, se você estiver adorando em um templo e com rituais copiados do Antigo Testamento, não está adorando em verdade. Se a sua adoração adicionou elementos culturais, como dança, teatro e shows, então você inventou a sua forma de adorar, como fizeram os samaritanos.

Adorar coletivamente em verdade é adorar onde estiverem dois ou três reunidos para o nome de Jesus, reconhecendo o seu senhorio, e da maneira encontrada nas cartas dos apóstolos, o único guia que temos, além do Espírito Santo, para a adoração pós-judaísmo em espírito e em verdade. O ponto alto dessa adoração é a ceia do Senhor, e não um show de celebridades. Nos próximos 3 minutos vemos o que caracteriza uma conversão real.

A seguir: #152 A comida que satisfaz
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.