"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#173 Comer carne e beber sangue



Leitura: João 6:53-59

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=9PDkIzqc1Gg

No capítulo 6 do evangelho de João Jesus diz: "Se vocês não comerem a carne do Filho do homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em si mesmos". Seria isso algum tipo de antropofagia ou vampirismo? De maneira nenhuma. O contexto todo é sobre como Deus alimentou os israelitas por 40 anos no deserto, após libertá-los da escravidão no Egito.

Ainda no Egito, eles celebraram a primeira páscoa sacrificando um cordeiro e comendo sua carne assada no fogo. A palavra "páscoa" significa "passar por cima". E foi o que Deus fez, ao "passar por cima", ou excluir da praga da morte, aqueles que comiam a carne do cordeiro dentro das casas que tinham a marca de sangue no batente da porta. Aquele cordeiro morto era uma figura de Cristo sacrificado por nós.

Nos versículos 47 e 48 Jesus diz que é o pão da vida e quem crer nele tem a vida eterna. Agora, no versículo 54, ele diz que tem vida eterna quem comer sua carne e beber seu sangue. Do mesmo modo como ele disse ser o pão no sentido figurado, comer sua carne e beber seu sangue também é linguagem figurada. Lembre-se de que em outras ocasiões ele disse ser a porta e a videira.

Do mesmo modo como você come o pão comum para ter vida natural, é preciso alimentar-se de Cristo para ter vida eterna. Comer sua carne e beber seu sangue não é participar de um ritual mágico de transubstanciação do corpo e sangue de Jesus em pão e vinho. Ninguém tem o poder de transmutar seu corpo ressuscitado e incorruptível em matéria corruptível. Isto seria negar a imutabilidade da ressurreição. O cristianismo não é um ritual pagão de magia e transmutação, e o cristão não é um vampiro antropófago.

Se você tivesse participado da primeira ceia e alguém perguntasse onde estava Jesus, o que responderia? Que ele tinha se transformado em pão e vinho? Não, você apontaria para o Homem ao seu lado. No entanto naquela noite ele também afirmou, apontando para o pão e o vinho sobre a mesa: "isto é o meu corpo" e "isto é o meu sangue". Obviamente você teria entendido que ele falava em linguagem figurada.

Deus proibiu ao homem beber sangue, pois isso significava obter vida. Qualquer nativo antropófago entenderia o simbolismo disso: ele come a carne e bebe o sangue do inimigo por acreditar receber sua vida e coragem. O sentido da proibição é o mesmo da espada na entrada do Jardim do Éden para impedir que o homem comesse da árvore da vida e obtivesse vida por si próprio.

Mas agora, tendo sido resolvida a questão do pecado na cruz, a vida eterna pode ser recebida comendo a carne e bebendo o sangue de Jesus, isto é, alimentando-se de sua morte e dos benefícios que ela nos traz. Se ele tivesse vivido aqui apenas como um exemplo a ser seguido, não haveria salvação para nós. Foi só por ter morrido que nós podemos ter vida. Comer sua carne e beber seu sangue é você tomar para si todo o valor de sua morte para viver eternamente. Nos próximos 3 minutos muitos discípulos se mostram escandalizados.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.