"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

Pesquisar este blog

#109 O desperdicio de Deus



Leitura: Mateus 26:6-13
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=O6I3PyXw5VQ

O capítulo 26 de Mateus mostra diferentes pessoas preocupadas com diferentes coisas: os religiosos, com a morte de Jesus; os discípulos, com o valor monetário de um perfume; Judas, com o acordo para trair seu Mestre; os soltados, com a missão de prendê-lo, e Pedro, com sua própria reputação ao negá-lo. Enquanto isso uma mulher se aproxima e derrama um frasco inteiro de perfume caríssimo sobre a cabeça de Jesus. Que contraste!

Calcula-se que ela tenha gasto o equivalente ao salário mínimo de um ano em dinheiro de hoje para comprar aquele perfume. Os discípulos ficam indignados com tamanho desperdício. Por que não dar aos pobres?

Os pobres servem como justificativa para tudo. Políticos usam os pobres para justificar suas campanhas, nações usam os pobres para justificar suas políticas internas e externas, e até as religiões usam os pobres para justificar suas doutrinas. Muitas fazem das obras sociais um pretexto para divulgar as piores heresias relacionadas à Pessoa de Cristo.

Apenas aquela mulher parece entender que Jesus está prestes a morrer e que não haverá tempo para derramar perfumes sobre seu cadáver, como era costume fazer no sepultamento. Quando Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, forem ao sepulcro de Jesus para ungir seu corpo com perfumes, será tarde demais. Ele terá ressuscitado.

O perfume derramado era apenas a expressão prática de uma mulher que havia entregue toda a sua vida a Jesus. Muitos acham que crer no Salvador seria desperdiçar os melhores anos de uma vida cheia de prazeres e oportunidades. Será o seu caso? Você já ficou em dúvida ao ponderar o que poderia perder se cresse no evangelho? Se entregasse a Jesus o melhor de você?

Se já pensou assim, então irá concordar que o desperdício de Deus foi ainda maior. Deus deu o que tinha de mais precioso, o seu próprio Filho, para morrer no lugar de pecadores como eu e você. Isso mesmo, pessoas capazes de comparar Jesus, o Filho Eterno de Deus, com coisas que não duram mais do que uma vida para verem o quanto iriam perder ou ganhar. Pessoas que sempre quiseram fazer a própria vontade e manter Deus a uma distância segura, para ser usado apenas em caso de doença, falência ou falta de sorte no amor.

Se Deus fosse pensar assim, Jesus teria vindo morrer só por pessoas boas, isso se existisse alguma 100% assim. Mas Deus mostra o seu amor para conosco no fato de Cristo ter morrido por nós, sendo nós pecadores. E se ele pagou um preço tão alto para reconciliar consigo pessoas que mereciam a condenação, imagine o que ele reserva na eternidade para quem aceitar o seu favor! Aquela mulher lembrou-se de Jesus e ele garante que onde quer que o evangelho fosse pregado ela seria lembrada. Quem se lembra de Jesus nesta vida jamais será esquecido eternamente.

Nos próximos 3 minutos Jesus é colocado à venda.

#108 Livrando-se de Jesus



Leitura: Mateus 26:1-5
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=uMVN6RmzLrQ

Ao terminar de revelar o que acontecerá com o mundo, Jesus diz aos seus discípulos o que deve acontecer em dois dias, na páscoa dos judeus: ele será entregue para ser crucificado. Na páscoa os judeus recordavam a noite, no Egito, quando cada primogênito dos filhos de Israel foi salvo do juízo de Deus graças ao sangue de um cordeiro sacrificado. Coincidência? Não.

Enquanto isso os líderes religiosos estão reunidos no palácio do sumo sacerdote Caifás para traçarem uma estratégia de como prender e matar Jesus. Considerando a aclamação do povo na entrada de Jesus em Jerusalém um pouco antes, eles precisavam planejar muito bem sua morte para evitar uma revolta popular. Os judeus planejam a morte de seu Messias. Dá para acreditar?

Mas tem muito mais gente que gostaria de se ver livre de Jesus. Eu e você também não nascemos lá muito amigos dele. Nascemos inimigos de Deus por natureza. Se duvida, que tal ter Jesus 24 horas ao seu lado, não como um amuleto de boa sorte, como a maioria das pessoas deseja, mas observando você a cada passo, lendo seus pensamentos, dirigindo sua vida e interferindo em suas vontades? Você não se sentiria livre.

O desejo de liberdade foi o que levou Adão e Eva a comerem o fruto que Deus ordenou que não comessem. No jardim do Éden os seres humanos proclamaram sua independência do Criador. Olhe ao redor. Você está olhando para um mundo de homens que quiseram se livrar de Deus. Os cemitérios, cadeias, hospitais e divãs de psicanálise estão aí para provar que não foi uma boa ideia.

O problema é que nunca estamos livres de sermos dirigidos por alguém. Se Deus não dirigir minha vida, ela será dirigida por meus instintos e pela vontade própria. Adão transmitiu esse gene que a Bíblia chama de "pecado" a todas as gerações, incluindo eu e você. Antes que ache bom poder viver do jeito que bem entender, eu pergunto: Você deixaria seu filho de 2 anos viver do jeito que bem entendesse?

Creio que concordamos que seu filho de 2 anos não tem condições de viver sem alguém para cuidar dele. E você, quando chegar à velhice, terá? Mesmo que não acabe totalmente senil, chegará uma hora em que não saberá decidir o que é melhor. Então, o que garante que hoje a sua vontade própria está em seu melhor momento? O que o faz pensar que ela é um guia seguro? A vontade própria do glutão é comer, do alcoólatra beber e e do suicida morrer. Talvez a sua não chegue a esses extremos, mas que garantia você tem de que ela seja perfeita?

A menos que você se renda a Jesus como seu Salvador e se deixe guiar pela vontade dele, você não é muito diferente daqueles religiosos judeus. Eles queriam se ver livres de Jesus, você se lembra?

#107 Bodes, ovelhas e pequeninos



Leitura: Mateus 25:31-46
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=2knIFXYzOe0

O capítulo 25 de Mateus termina revelando o que acontece logo após a volta de Jesus para reinar. Uns 7 anos antes os que morreram em Cristo ressuscitaram, e a Igreja, formada por todos os que creem em Jesus, foi arrebatada ao céu. Seguiu-se o princípio das dores, que é a primeira metade dos 7 anos, e a grande tribulação, que é a segunda metade, até Cristo voltar em glória e majestade.

Neste ponto ele já terá enviado os seus anjos para recolher do mundo as tribos perdidas de Israel e os falsos cristãos, uns para habitarem na terra prometida, outros para habitarem no lago de fogo junto com a besta e o anticristo. Após o arrebatamento da Igreja e a condenação dos falsos cristãos, as nações ditas cristãs ficarão vazias. As pessoas que restarem no mundo serão principalmente de nações não cristãs. Elas agora são reunidas na presença do Rei para ele separar os bodes das ovelhas.

Nesta cena há 3 classes de pessoas: bodes, ovelhas e pequeninos irmãos. Considerando que os cristãos verdadeiros foram arrebatados anos antes, esses pequeninos irmãos só podem ser do povo original de Jesus, o remanescente de judeus fiéis que se converterão durante os anos de tribulação. O critério para decidir quem é bode e quem é ovelha está na forma como essas nações trataram esses pequeninos irmãos de Jesus.

O Rei colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à esquerda, e levará as ovelhas a entrarem no Reino que foi preparado para elas desde a fundação do mundo. Esta distinção é importante para você entender a diferença entre os dois povos de Deus, Igreja, o povo destinado ao céu, e Israel e as nações que participarão do Reino terrenal que durará mil anos. Em Efésios diz que a Igreja foi escolhida antes da fundação do mundo. As ovelhas aqui desfrutam de algo planejado desde a fundação do mundo.

As ovelhas são identificadas como aqueles que acolheram e alimentaram o estrangeiro, o preso e o necessitado. Jesus diz que ao fazerem isso era como se fizessem a ele próprio. Quando indagado pelas ovelhas quem eram esses estrangeiros, presos e necessitados, o Rei responde que eram seus pequeninos irmãos. Naquele dia será levado em conta o modo como essas nações trataram os judeus.

Os bodes são aqueles que não acolheram e nem alimentaram o estrangeiro, o preso e o necessitado, representados pelos pequeninos irmãos de Jesus. Neste ponto os bodes vão para o castigo eterno e as ovelhas entram no Reino junto com Israel. Estamos falando de pessoas vivas que habitarão um mundo transformado, mas semelhante ao atual. As pessoas continuarão a plantar, viajar e ter filhos. Como a seleção foi por um critério apenas exterior, durante o reino de mil anos ainda haverá pecado, e todas as manhãs os ofensores serão tirados do Reino pela morte. Enquanto isso, a Igreja, os salvos por Cristo, reinará juntamente com ele a partir do céu.

Nos próximos 3 minutos veremos os judeus, esses mesmos que Jesus quer tanto salvar, tramando contra ele.

#106 Investimentos



Leitura: Mateus 25:14-30
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=lQqOX4pjJ8k

Mais uma parábola que fala de um senhor ausente, e este agora dá talentos aos seus servos, de acordo com a capacidade de cada um. No evangelho de Lucas esta mesma parábola inclui uma ordem: Invistam e façam esse dinheiro render até que eu volte. O talento era a unidade usada para grandes quantidades de dinheiro e cada talento equivalia a mais de 30 quilos de ouro ou prata. Considerando que um recebe 5, outro 2 e outro 1, até o que recebeu pouco recebeu muito.

Às vezes confundimos a palavra "talento" desta parábola com habilidades naturais, como música, esportes etc. Não é o caso aqui. Creio que os talentos sejam as responsabilidades dadas a todos os que professam o nome de Jesus. Aqui há uma mistura de trigo e joio, já que um deles é condenado no final. Os talentos são distribuído segundo a capacidade de investimento de cada um de obter resultados para o seu senhor.

Se você professa crer em Jesus, você recebeu responsabilidades para cumprir durante a ausência do seu Senhor, e todas elas estão bem dentro de sua capacidade de multiplicar. O que recebe 5 talentos ganha mais 5 investindo, e o que recebe 2 consegue mais 2. Ambos são elogiados por sua fidelidade e desfrutam da alegria de seu senhor.

Os dois investiram bem o que receberam, mas tudo o que o terceiro fez foi cavar um buraco para enterrar seu único talento. No final ele põe a culpa em seu senhor: "Eu sabia que o senhor é um homem severo, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Por isso, tive medo, saí e escondi o seu talento no chão". Lembrando que o senhor não deu aos servos uma tarefa que estivesse fora de sua capacidade, certamente os outros dois não tinham a mesma opinião a respeito de seu senhor.

A primeira lição mais evidente nesta parábola é a necessidade de sermos bons investidores daquilo que recebemos do Senhor durante a sua ausência. Mas esta não é a lição mais importante. Aquele foi capaz de multiplicar pães e peixes aos milhares, não precisa dos nossos resultados. Ele quer ver a realidade da nossa fé e confiança nele.

Indo na contra-mão de Adão e Eva no jardim do Éden, os dois primeiros servos acatam a palavra de seu senhor e fazem o que ele manda. Eles não tinham medo dele, não o viam como um tirano; sabiam que ele não era injusto, mas compreensivo e generoso. Lembre-se de que nenhum deles recebeu acima de sua capacidade de investir.

O servo mau e negligente não conhece o seu senhor, não obedece sua palavra, não confia nele e ainda o chama de injusto. Em que categoria você se encaixa? Daqueles que acatam a Palavra de Deus e têm certeza de que servem a um Senhor justo e misericordioso, ou você é dos que não escutam o que ele diz, usam mal os recursos que ele dá e ainda o culpam pelas desgraças do mundo? O servo negligente é condenado no final.

Nos próximos 3 minutos Jesus volta a falar de sua vinda em glória para reinar neste mundo.

#105 O grito da meia-noite



Leitura: Mateus 25:6-13
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=mhvfya_Vays

"À meia-noite ouviu-se um grito: "EIS O NOIVO!!! Saiam ao encontro dele!!!". As dez virgens acordam e correm preparar suas candeias, mas as insensatas entram em pânico ao descobrirem que não têm azeite. Elas pedem um pouco emprestado das virgens prudentes.

O problema é que o azeite do Espírito Santo não é algo que se empreste. Ou você tem ou não tem, e "quem não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele". As virgens prudentes são pessoas realmente salvas pela fé em Jesus; as outras apenas professam uma religião. A salvação é individual, não é hereditária e não passa de uma pessoa para outra. As virgens insensatas saem em busca de azeite, mas agora é tarde.

O noivo chega, as virgens preparadas entram com ele para a festa, e a porta é fechada. De nada adianta as insensatas clamarem diante da porta: "Senhor! Senhor! Abre para nós!" O noivo responde que não as conhece. Todas as 5 ocorrências da expressão "Senhor! Senhor!" na Bíblia são de pessoas que não creem em Jesus e nem o esperam (Mt 7:21, 22; 25:11; Lc 6:46; 13:25).

Os primeiros cristãos esperavam Jesus com grande expectativa. Paulo se inclui entre os que subiriam para encontrar o Senhor nos ares. Ao falar do arrebatamento da Igreja, ele diz "...nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor..." Ele vivia na expectativa de um encontro iminente.

Infelizmente isso se perdeu ao longo dos séculos. Os cristãos passaram a esperar pela morte ou pela tribulação que precede a vinda de Cristo para reinar, perdendo de vista a iminência do encontro com aquele que prometeu: "Vou preparar lugar para vocês... e voltarei, e levarei vocês para estarem onde eu estiver". Mesmo assim, há indícios de que alguns ainda mantiveram viva essa esperança, embora de maneira esparsa.

Todavia, foi apenas no século 19 que a expectativa da vinda iminente de Jesus para arrebatar sua Igreja voltou a ser parte integral da vida cristã, e o resultado foi um século de evangelismo e missões sem precedente. De repente o "azeite" podia ser encontrado em cada esquina do mundo. Quando você vive na expectativa de Jesus voltar num piscar de olhos, percebe que não há tempo a perder.

No original, o texto não diz "Aí vem o noivo", mas "Eis o noivo", e a diferença é importante. Não é a vinda que nós esperamos, mas a pessoa que vem, Jesus, o Senhor. Quem se ocupa demais com os sinais ou com o evento da vinda é como a noiva que vai ao aeroporto esperar pelo noivo que vem do exterior para buscá-la, e acaba mais interessada no painel que anuncia os pousos e decolagens do que na pessoa que irá levá-la dali.

Nos próximos 3 minutos, vamos falar de investimentos.

#104 As dez virgens



Leitura: Mateus 25:1-5
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=HimZc_p0Q18

Enquanto a primeira parte do capítulo 24 de Mateus trata da vinda do Messias e Rei para Israel no final da grande tribulação, o capítulo 25 fala de sua vinda em relação aos que professam crer nele, tanto falsos como verdadeiros. Se você se lembra de tudo o que vimos sobre o Reino dos céus, verá que esta parábola também começa se referindo a esse Reino de um Rei que está ausente.

As dez virgens não representam a Igreja no singular, como a noiva, pois isso só seria revelado mais tarde ao apóstolo Paulo. Não representam tampouco um casamento poligâmico. A noiva, única e perfeita, formada apenas por aqueles que são genuínos, não aparece aqui como tal. As dez virgens representam o testemunho individual daqueles que professam crer em Jesus. Todas elas têm uma lamparina, dessas que funcionam com óleo ou azeite. Na Bíblia, a candeia ou lamparina aparece como símbolo de testemunho.

Você se lembra do capítulo 5, quando Jesus chamou os discípulos de "luz do mundo"? Pois é, quem acendesse uma candeia devia colocá-la num lugar alto para iluminar toda a casa, e não debaixo de uma vasilha. Assim também deveria brilhar a luz dos que professam crer em Jesus, para que os homens vissem e dessem glória a Deus. Mas, das dez virgens, cinco são insensatas e não têm azeite, e cinco são prudentes, e suas lâmpadas estão abastecidas.

Na Bíblia, o azeite aparece como figura do Espírito Santo, portanto temos aqui uma mistura de pessoas com e sem o combustível de um testemunho real. Apesar disso, todas caem no sono da indiferença. Tanto as prudentes como as insensatas sabiam da vinda do noivo, mas perderam a expectativa disso ocorrer a qualquer momento. Acaso não foi o que aconteceu com a cristandade como um todo?

Não sei se você sabe, mas nestes dois mil anos de história nem sempre os cristãos esperaram pela vinda de Jesus. A grande maioria sempre acreditou que se encontrar com Jesus significava morrer, e se você chegasse para alguém assim e dissesse que Jesus poderia vir naquele exato momento, é bem provável que veria uma expressão de horror na cara da pessoa.

Outros achavam que a vinda de Cristo para a Igreja seria precedida da tribulação, portanto não podia acontecer num piscar de olhos. Essa ideia também excluía Israel e só contemplava a Igreja. Não precisou muito para os cristãos passarem a enxergar os judeus como descartáveis. Procure na Internet um manifesto escrito por Martinho Lutero com o título "Sobre os judeus e suas mentiras" e você ficará surpreso com o pensamento que era corrente em sua época.

Bem, meus 3 minutos terminaram e vou deixar para falar do que acontece à meia-noite nos próximos 3 minutos.

#103 Dois servos, duas expectativas



Leitura: Mateus 24:42-51
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=NdobokbtXXo

Jesus termina o capítulo 24 de Mateus exortando seus discípulos a vigiarem para não serem pegos de surpresa pela sua vinda. Embora a exortação seja primeiramente aplicada a Israel, ela também serve para aqueles que creram em Jesus em qualquer época. Vigiar é manter-se sempre acordado e preparado, ciente de que algo está para acontecer.

Aqueles que em todas as épocas receberam a responsabilidade de zelar pelas coisas de Deus não podem viver de qualquer jeito e sem qualquer expectativa da volta de seu Senhor. Israel já teve a chance de mostrar que não estava esperando por seu Messias, pois quando ele veio para o que era seu, os seus não o receberam. Agora é a vez da cristandade mostrar sua indiferença para com a volta do Senhor a qualquer momento.

Começando no capítulo 24 e continuando no capítulo 25, Jesus conta três parábolas: a dos dois servos, das dez virgens e dos diferentes talentos. Basicamente elas nos falam da necessidade de sermos fiéis, vigilantes e produtivos durante a ausência do Senhor. Lembre-se de que fidelidade, vigilância e trabalho são coisas que acompanham a salvação, e não meios para se chegar a ela. A salvação é recebida exclusivamente por graça e não por nossos esforços. Somente o sangue de Jesus derramado na cruz pode nos purificar de nossos pecados.

O foco das três parábolas está na atitude daqueles que professam fé em Jesus durante a sua ausência. Nelas Jesus é representado respectivamente pelo senhor dos servos, pelo noivo e pelo homem que viaja e deixa recursos para seus servos multiplicarem. Nas três você encontra aqueles que são fiéis e aqueles que apenas professam uma fidelidade que na realidade não existe.

O servo fiel da primeira parábola vive na expectativa da volta de seu senhor a qualquer momento. Sua expectativa é premiada no versículo 46, onde é chamado de bem aventurado ou feliz. Assim será no arrebatamento da Igreja. O servo infiel, por sua vez, não tem qualquer senso de responsabilidade, pois acredita que seu senhor irá demorar. Ele se sente melhor na sua ausência do que na sua presença. Nos versículos 50 e 51, que representam a vinda de Cristo para reinar, ele é pego de surpresa; é surpreendido como se um ladrão invadisse sua casa para privá-lo das coisas que ele mais preza.

Como você se sente em relação a Jesus? Prefere acreditar que é o melhor mesmo é que ele demore, para você aproveitar a vida? Se ele voltar agora, isso vai estragar seus planos? Afinal, você tinha tantos planos, tantas coisas ainda que queria realizar para Deus... sei. Se você considera a volta de Jesus um estorvo, é melhor checar essa sua fé. Nesta parábola, o servo que não espera por seu senhor é chamado de hipócrita e condenado no final. Sua fidelidade não era real. Nos próximos 3 minutos encontraremos dez virgens e suas lâmpadas.

#102 Anjos que condenam



Leitura: Mateus 24:34-41
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=smJUfjTOC8U

Nos últimos 3 minutos vimos Jesus enviando seus anjos numa missão de resgate, para repovoar a terra de Israel com todas as doze tribos. Agora os anjos são enviados numa missão de juízo e condenação.

Você se lembra da parábola do joio e do trigo no capítulo 13? O dono do campo semeou o trigo, mas o inimigo, o diabo, plantou o joio. As sementes crescem juntas, mas no final os anjos são enviados para amarrar o joio em feixes para ser queimado. Lá diz assim:

"O Filho do Homem enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu Reino tudo o que faz tropeçar e todos os que praticam o mal. Eles os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino do seu Pai".

Jesus alerta que passarão os céus e a terra, mas suas palavras não passarão. Portanto, cedo ou tarde tudo acaba se cumprindo exatamente do jeito que ele falou. Ele diz também que ninguém sabe o dia e a hora, por isso qualquer especulação nesse sentido é bobagem. Tudo o que podemos saber é a época, com base nos sinais que ele mesmo revelou. Como já vimos, a figueira que voltou a dar folhas é um deles.

Agora ele fala dos tempos de Noé, quando o povo não estava nem aí para aquele sujeito que vivia dizendo que ia cair uma tempestade e inundar tudo. Não era para menos. Primeiro, quem acreditaria num homem que estava construindo um navio em terra seca? Segundo, quem acreditaria na possibilidade de chover? Na Bíblia você não encontra chuva antes do dilúvio, mas em Gênesis diz que a terra era regada por uma neblina. O discurso de Noé falando do dilúvio era inacreditável para os seus contemporâneos. As coisas que Jesus diz aqui são inacreditáveis para o homem moderno. É por isso que é preciso fé para crer na Palavra de Deus.

Recapitulando, vamos ver o que vem por aí. Primeiro, num piscar de olhos parte da população do mundo irá desaparecer no arrebatamento da Igreja, que são os salvos por Jesus. Depois haverá 7 anos de tribulação e Jesus voltará para estabelecer o seu Reino neste mundo. As dez tribos perdidas de Israel serão reunidas por anjos às outras duas na terra prometida. Os anjos também sairão por aí para recolher o joio e lançá-lo no lago de fogo, junto com a besta e o anticristo que inaugurarão o lugar. O capítulo 24 de Mateus nos dá mais detalhes desse arrastão dos anjos na colheita do joio.

Duas pessoas estarão juntas, uma será levada e a outra deixada. Isso não é o arrebatamento da Igreja. No arrebatamento da Igreja é o próprio Senhor, e não os anjos, quem recolhe os crentes. Além disso, a comparação aqui é com o dilúvio, quando os incrédulos foram levados pelas águas do juízo de Deus, enquanto Noé e sua família estavam a salvo na arca. Portanto Jesus está falando dos incrédulos que são levados pelos anjos para o lago de fogo, não para o céu. Nos próximos 3 minutos conheceremos dois servos, um fiel, outro não.

#101 Anjos que resgatam



Leitura: Mateus 24:31-34
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=mFjwnYrzywU

Ao retornar, Jesus envia os seus anjos em duas missões distintas. Uma é para que reúnam dos quatro cantos do mundo os seus eleitos e os levem à terra de Israel numa operação de resgate sem precedentes. Que eleitos são esses? Por outras passagens sabemos que a Igreja é o povo que Deus elegeu antes da fundação do mundo, e que Israel é o povo eleito desde a fundação do mundo. Já que a essa altura dos acontecimentos a Igreja não está mais no mundo, pois foi arrebatada antes dos 7 anos de tribulação, os eleitos aqui são israelitas.

Uns 700 anos antes de Cristo, dez tribos de Israel foram levadas para o exílio, se dispersando entre as nações e perdendo sua identidade. Depois da morte de Jesus, as tribos de Judá e Benjamim, que permaneceram na terra de Israel, acabaram também exiladas por 2 mil anos, até a fundação do Estado de Israel em 1948. Os anjos que Jesus envia neste capítulo resgatam e levam para Israel os descendentes das dez tribos perdidas, que hoje ninguém sabe quem são e onde estão, além de judeus de Judá e Benjamim que ainda não tiverem retornado.

Antes que você me pergunte onde caberá tanta gente, lembre-se de que a população do mundo terá diminuído durante as catástrofes dos 7 anos de tribulação. Além disso, a terra de Israel a partir desse ponto não está limitada ao território hoje ocupado pelo atual Estado de Israel. A terra prometida inclui a faixa de Gaza, Cisjordânia, Líbano e parte da Síria. A atual ocupação foi feita por judeus ainda rebeldes, descendentes daqueles que há 2 mil anos condenaram o Messias à morte.

Jesus avisa que um prenúncio de sua vinda é a figueira com ramos tenros e folhas brotando. Hoje Israel está assim, apenas com folhas, sem frutos para Deus, como a figueira do capítulo 21 de Mateus que Jesus fez secar. Se você abrir um jornal ou ligar o noticiário agora mesmo, sou capaz de apostar como verá alguma notícia dessa figueira. Isso é um sinal da proximidade da volta de Cristo descrita aqui. Se o arrebatamento da Igreja acontecer hoje, a contagem regressiva será de aproximadamente 7 anos. Para quem já escutou o evangelho da graça de Deus, a única chance de salvação é crer antes do arrebatamento. Depois, só haverá salvação para quem não foi evangelizado ou não tinha idade suficiente para entender. Você sabe que estou falando com você, não?

Jesus avisa que não passará esta geração antes que todas essas coisas descritas neste capítulo aconteçam. Que geração? Não pode ser a geração dos tempos de Jesus, pois aquela já morreu. Resta a geração dos que hoje estão vendo a figueira dar folhas: a minha geração e a sua geração. Em Apocalipse Jesus promete livrar sua Igreja da tribulação que está para vir sobre todo o mundo. Não preciso repetir que Igreja não é uma organização religiosa, mas o conjunto dos que creem em Jesus. Muito bem, o aviso de embarque já foi dado. O cartão de embarque diz mais ou menos assim: "Eu creio no Senhor Jesus como meu Salvador". Você tem esse cartão? Nos próximos 3 minutos os anjos saem para outra missão, uma missão terrível.

#100 A segunda vinda de Cristo



Leitura: Mateus 24:27-30
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Kj-fQX6fGvk

A segunda vinda de Cristo é visível em todo o mundo, ao contrário do arrebatamento secreto dos que creram em Jesus, que deve ocorrer cerca de 7 anos antes. "Assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será a vinda do Filho do Homem".

Quando Jesus veio da primeira vez como um humilde ser humano, ele foi rejeitado e entregue à morte. Sua segunda vinda não será assim. Ele não virá mais como o servo que se esvaziou a si mesmo, mas virá em glória e majestade. Quando ele morreu na cruz houve trevas por toda a terra e a terra tremeu. Quando ele voltar o sol voltará a se escurecer e todo o firmamento será abalado. Mateus fala de estrelas cadentes, e do sinal do Filho do Homem sendo visto por todos no céu.

Aí sim vai cair a ficha para muitos. Todas as nações do mundo se lamentarão quando virem o Filho do Homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória. O profeta Zacarias revela os sentimentos de Jesus nessa hora: "Olharão para mim a quem traspassaram e lamentarão".

Você pode imaginar o que será ver retornar assim aquele de quem os homens achavam ter se livrado lá na cruz? É o mesmo Jesus que o povo escolheu para morrer em lugar de Barrabás, um ladrão e assassino, sem imaginar que ele estava realmente morrendo ali no lugar dos pecadores. É o mesmo em nome de quem foram realizadas cruzadas e guerras sangrentas. O mesmo em nome de quem foram assassinados milhões de verdadeiros cristãos. É o mesmo cujo nome é hoje explorado por mercadores de almas.

Sim, naquela hora ninguém terá dúvida. O desprezado carpinteiro agora surge como Rei de reis e Senhor de senhores. O condenado aflito, cujo rosto foi alvo de socos e cuspidas de seus algozes, desce agora com seu rosto brilhando como o sol. O humilde Cordeiro agora vem como Leão, não mais montado num jumentinho, mas tendo as nuvens como sua carruagem.

A vinda de Jesus será digna daquele que é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, homens e anjos. Todas as coisas foram criadas por ele e para ele, do átomo ao universo com suas incontáveis galáxias. Ele é antes de todas as coisas e nele tudo subsiste. Ele é o que mantém todas as coisas pela Palavra do seu poder, inclusive eu e você.

Se você ainda não creu em Jesus, a hora é agora. Os que não crerem antes do arrebatamento secreto da Igreja, passarão os 7 anos de tribulação acreditando piamente no Anticristo, e verão Jesus vindo dos céus, não mais como Salvador, mas como Juiz. Hoje a salvação é oferecida de graça. Depois? Não pague pra ver. Nos próximos 3 minutos os anjos partem numa missão de resgate.

#99 A grande tribulacao



Leitura: Mateus 24:15-26
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=AmKjFCwV-FM

O discurso de Jesus continua realçando o caráter judaico de Mateus 24. No versículo 15 chegamos à profanação do Templo de Jerusalém, descrita pelo profeta Daniel. Quando os judeus fiéis, desse tempo que ainda é futuro, virem o sacrilégio cometido no lugar santo saberão que é chegada a hora. Para que isso aconteça é preciso que exista outra vez o Templo, portanto ele será reconstruído. A frase "quem lê, entenda" tem grande significado para os judeus fiéis que lerão o profeta Daniel e entenderão que é chegada a hora.

O capítulo continua mostrando que é dirigido a judeus. Além da referência ao Templo, que é destruído e reaparece profanado no versículo 15, Jesus fala de falsos profetas, pois foram profetas que levaram a Palavra de Deus a Israel. As advertências dos apóstolos feitas à Igreja é contra falsos mestres. Jesus fala também de falsos cristos que farão grandes milagres, e lembre-se de que "Cristo" significa "Messias". Sempre existiu gente por aí dizendo ser Jesus, querendo enganar os cristãos, mas quantos você encontra dizendo ser o Cristo, o Messias de Israel, tentando enganar os judeus?

As pessoas às quais a profecia é dirigida estão na Judeia, e são exortadas a fugirem para os montes e orarem para que a fuga não aconteça no sábado, que é o dia em que os judeus não podem viajar, ou no inverno, que obviamente só abrange um hemisfério. Jesus está falando de uma tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo, portanto não pode ser associada a qualquer perseguição, holocausto ou guerra da história, pois esta precede a volta de Cristo, o que ainda não aconteceu.

O capítulo 2 da segunda carta aos Tessalonicenses diz que então será revelado o Anticristo, o mestre dos milagres, que se assentará no Templo de Jerusalém proclamando ser Deus. Diz também que Deus fará com que creiam na mentira e sigam o Anticristo todos os que ouviram o evangelho, e foram deixados para trás no arrebatamento da Igreja. Portanto, se você ouviu o evangelho da graça e ainda não tomou uma decisão, a hora é agora. Depois só será salvo quem nunca foi evangelizado antes.

O Anticristo só se manifestará depois que aquele que o detém, o Espírito Santo, for tirado da Terra. No capítulo 2 de Atos dos Apóstolos o Espírito Santo desceu ao mundo e passou a habitar individualmente em cada pessoa que crê em Jesus, e coletivamente na Igreja. Quando os crentes em Jesus forem tirados da Terra no arrebatamento, o Espírito, que é o penhor ou garantia da sua salvação, será tirado com eles. Quem for evangelizado depois disso e crer em Jesus terá o Espírito sobre si, como nos tempos do Antigo Testamento, mas não habitando em si, como acontece hoje.

Se você crê realmente em Jesus, você tem o Espírito Santo, pois a Bíblia diz que se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. Você é de Jesus? Nos próximos 3 minutos o firmamento é abalado com a impressionante volta de Cristo.

#98 A tribulacao



Leitura: Mateus 24:4-14
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=_zD2H5sR9h8

No capítulo 24 de Mateus Jesus explica aos judeus fiéis como serão os 7 anos da tribulação que precede sua vinda para reinar neste mundo. O princípio das dores, ou a primeira metade dos 7 anos, será caracterizado por muitos que afirmarão ser o Cristo, o Messias esperado, enganando muita gente. Jesus fala de guerras, fomes e terremotos como característica do início das dores.

Guerras, fomes e catástrofes naturais sempre ocorreram, portanto ele está falando aqui dessas coisas num grau nunca visto antes. Em seguida ele fala de seus discípulos, que serão perseguidos, mortos e odiados por todos. Apesar de vermos isso também na história da Igreja, ele está falando do que ocorrerá àqueles que se converterem durante os 7 anos de tribulação que ainda estão por vir, principalmente dentre os judeus.

Então vem uma frase que costuma ser mal interpretada por muitos cristãos: "Aquele que perseverar até o fim será salvo". Considerando que ele está se dirigindo a judeus, dentro do contexto do judaísmo, faça a seguinte pergunta: O que um discípulo judeu entenderia por "ser salvo"? Certamente não o mesmo que eu e você entendemos, vivendo hoje num contexto religioso e cultural do cristianismo, cuja esperança é celestial. A esperança do judeu no Antigo Testamento era terrena.

A ideia de ir para o céu era estranha a um judeu. Sua esperança estava no estabelecimento do reino do Messias nesta terra, na libertação de seus inimigos e na prosperidade material. Diante do cenário que Jesus estava descrevendo, para um judeu, ser salvo significava conseguir sair vivo daquela situação e poder participar do Reino. Portanto, Jesus está falando de uma salvação do corpo, de alguém que é livrado da morte. A perseverança aqui é para estar são e salvo na chegada do Rei Jesus e do seu Reino. Antes que isso aconteça Jesus diz que o evangelho do Reino será pregado em todo o mundo.

O evangelho do Reino não é o que é pregado hoje; era o que João Batista pregava e voltará a ser pregado depois do arrebatamento da Igreja. João Batista anunciava que o Messias e Rei havia chegado, algo do tipo "arrependam-se que o Reino de Deus é chegado". Se os judeus não tivessem rejeitado seu Messias da primeira vez, o Reino teria sido estabelecido neste mundo. Hoje entendemos que essa rejeição foi utilizada por Deus para formar a Igreja, um povo com privilégios ainda maiores do que aqueles dados a Israel.

O evangelho que é pregado hoje, no período da Igreja, é diferente do evangelho do Reino. O cristão não está esperando um Rei. Aliás, em nenhuma carta dos apóstolos você encontra que Jesus seja Rei dos cristãos. A estes é prometido que irão reinar sobre a Terra com Jesus, o Rei aguardado por Israel. O evangelho pregado hoje é o evangelho da graça de Deus, e ainda não alcançou todo o mundo como o evangelho do Reino alcançará. A mensagem não é mais "arrependam-se que o Reino de Deus é chegado", mas "creia no Senhor Jesus e você será salvo". Você já creu? Creia para não ser deixado para trás. Nos próximos 3 minutos veremos o quanto existe de judaico nas profecias de nosso capítulo.

#97 O parentese profetico



Leitura: 1 Tessalonicenses 4:15-18
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=u6cKXDDssn8

Nos últimos 3 minutos falei de um parêntese que já dura mais de 2 mil anos, o período da Igreja, que é o conjunto de todos os que creem em Jesus. A Igreja não aparece no capítulo 24 de Mateus, que trata de Israel e do mundo de um modo geral, e particularmente do remanescente de judeus que ainda irão crer em Jesus. Esse parêntese começou com a formação da Igreja no capítulo 2 de Atos dos Apóstolos, quando Deus deixou de tratar com Israel e passou a tratar com o conjunto dos que se convertem a Jesus, sejam eles judeus ou gentios. Esta é a Igreja ou Corpo de Cristo.

Esse parêntese termina com um evento conhecido como Arrebatamento e descrito em 1 Tessalonicenses 4. Ali Paulo diz que "nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos vivos até a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem", isto é, aqueles que morreram na fé. Paulo se inclui entre os que ficariam até essa vinda do Senhor, pois esse evento não tem data para ocorrer. Tanto podia ter ocorrido nos dias do apóstolo, como pode ocorrer daqui a cem anos. Porém há indícios de que não vá levar cem anos.

Ainda que as profecias bíblicas tratem de Israel, e não da Igreja, pelo que escreveu o profeta Daniel e por outras passagens sabemos que a vinda de Jesus para estabelecer o seu reino deveria ocorrer sete anos após sua morte. Como o período da Igreja é um parêntese, uma inserção que teve início após a morte de Jesus, esses 7 anos estão numa espécie de animação suspensa. O gatilho para o relógio profético voltar a funcionar é o arrebatamento da Igreja.

Imagine que você viaje para visitar um amigo que mora 7 quilômetros antes da fronteira com a Argentina. Não há qualquer placa na estrada indicando quanto falta para chegar à casa de seu amigo, mas há placas indicando quanto falta para chegar à fronteira. O capítulo 24 de Mateus e outras profecias são as placas ou sinais que indicam quanto falta para a fronteira, para Cristo voltar em glória. Sete anos antes ocorre o arrebatamento.

A carta aos Tessalonicenses revela que, no arrebatamento, o Senhor Jesus descerá do céu, mas sem colocar os pés na terra, como acontecerá 7 anos depois quando vier para reinar. No arrebatamento ele vem só até as nuvens, e os que morreram na fé, ressuscitarão primeiro. Em seguida, os vivos que creem em Jesus terão seus corpos transformados e serão arrebatados para encontrar o Senhor nos ares. Nada disso será visto pelos incrédulos, como aconteceu com Jesus, que foi visto por mais de 500 discípulos depois de ressuscitar, mas por nenhum incrédulo.

Duas classes de pessoas serão deixadas para trás no arrebatamento: os que ouviram o evangelho e não creram em Jesus, inclusive os que crêem só da boca pra fora, e aqueles que nunca foram evangelizados. Os primeiros jamais terão outra chance, apesar de muitos continuarem frequentando seus templos e serviços religiosos. Do outro grupo, dos que nunca foram evangelizados, muitos se converterão a Jesus, liderados por um remanescente de judeus convertidos e fiéis. É a eles que Jesus dirige o seu discurso do capítulo 24 de Mateus, ao qual voltaremos nos próximos 3 minutos.

#96 Profecia



Leitura: Mateus 24:1-3
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=_D5R2WqYFl8

Os capítulos 24 e 25 do evangelho de Mateus são proféticos. Isto significa que eles não farão muito sentido para você, se ainda não tiver crido em Jesus como seu Salvador. A profecia bíblica não foi dada para a curiosidade humana e, embora ela fale dos eventos neste mundo, seu principal tema é Jesus. Apocalipse 19:10, diz: "O testemunho de Jesus é o espírito da profecia".

Mateus 24 começa com Jesus saindo do Templo de Jerusalém pela última vez. Nunca mais ele iria colocar os pés ali. Enquanto os discípulos tentam chamar sua atenção para a beleza da construção do Templo, Jesus deixa claro uma coisa: Não ficará nela pedra sobre pedra que não seja derrubada. Para entender este capítulo é preciso ter em mente que Jesus está falando a seus discípulos, que são judeus, vivem sob a Lei dada por intermédio de Moisés e estão raciocinando dentro do contexto cultural e religioso de Israel, não da Igreja, que só viria a existir mais tarde.

Por isso, quando eles perguntam "Quando acontecerão essas coisas?", estão se referindo à destruição do Templo, e ao perguntarem "Qual será o sinal da tua vinda?" estão falando da vinda de Jesus como o Messias para estabelecer o seu reino em Israel. E a pergunta sobre "o fim dos tempos" não está se referindo ao "fim do mundo", mas ao fim de uma era, daquele estado de coisas que precediam o estabelecimento do reino.

Historicamente a Igreja é uma espécie de parêntese profético que foi aberto com a rejeição momentânea de Israel e por isso a profecia bíblica deve ser vista como uma linha contínua do tempo, que sofre uma interrupção que já dura 2 mil anos, e depois é retomada 7 anos antes da vinda de Jesus para reinar sobre Israel. Este capítulo fala desses 7 anos e os discípulos aqui, por serem judeus, são tratados como se eles próprios fossem participar desse período que, para nós, ainda é futuro.

No capítulo 9 do livro do profeta Daniel aprendemos que, após a morte do Messias, haveria um período de 7 anos, na metade do qual o anticristo entraria em ação. A primeira metade desses 7 anos chamados de Tribulação é apresentada neste capítulo como o "início das dores". A segunda metade, chamada de Grande Tribulação, é um período de sofrimentos jamais vistos.

Jesus não responde diretamente a primeira pergunta, sobre quando o templo seria destruído, mas sabemos que no ano 70 o exército romano incendiou o Templo, que era construído de pedras e revestido de madeira e ouro laminado. O fogo derreteu o ouro, que escorreu por entre as pedras das paredes, não deixando alternativa aos invasores senão desmontar o Templo, pedra por pedra para raspar todo o ouro. Esta profecia já se cumpriu; não ficou pedra sobre pedra.

Aponte agora o seu telescópio para um tempo ainda futuro, quando os judeus voltarão ao palco das atenções de Deus e o relógio profético voltará a bater após o intervalo que é o atual tempo da Igreja, a qual não é tratada diretamente na profecia. É disso que eu falo nos próximos 3 minutos.

#95 Reverencia



Leitura: Mateus 23:6-12
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=r7hB91aMS9M

No capítulo 23 de Mateus Jesus continua falando dos religiosos que queriam parecer mais espirituais do que os cidadãos comuns. Roupas, diplomas e títulos pode servir muito bem para diferenciar as pessoas em qualquer instituição humana, mas não nas coisas de Deus. Na Igreja, que é o conjunto de todos os salvos pela fé em Jesus, somente Jesus deve se destacar. Neste capítulo ele ensina que ninguém deve ser chamado por algum título que o diferencie de seus irmãos.

Seus discípulos não deviam chamar uns aos outros de "rabi" ou "rabino", que no hebraico significa "mestre" ou "grande", por serem todos iguais e terem apenas um mestre: Jesus. A ninguém deveriam chamar de "pai" ou "padre", no sentido de alguém espiritualmente superior. Há um só Pai, aquele que está nos céus.

Na sociedade reverenciamos pessoas que alcançaram alguma posição por esforço e mérito. Doutor, Mestre, Excelência, Meritíssimo etc. são títulos que concedem diferentes graus de reverência aos diferentes cargos e profissões de destaque. Na sociedade isso é correto, mas nas coisas de Deus não.

Mas, infelizmente, nas coisas de Deus, onde recebemos a salvação e os dons por graça e não por esforço, o que vemos? Homens recebendo títulos e reverência como se fossem superiores a seus irmãos. Talvez você seja um deles e nunca pensou nisso, mas confira com o que Jesus ensina neste capítulo. Será que depois de ler este capítulo você se sentiria bem em ser chamado de "Doutor em Divindade"? Fala sério, você teria coragem de dizer que é tão entendido nas coisas de Deus a ponto de ser chamado de doutor?

E que tal ser chamado de "Sumo Pontífice", que significa "Chefe Supremo", ou "Eminência", que o dicionário define como alguém que tem superioridade moral e intelectual? Você se considera digno de ser reverenciado a ponto de adotar o título de "Reverendo"? Jesus disse que "o maior dentre vocês deverá ser servo". Já viu alguém chamar um servo de "Vossa Eminência" ou "Reverendo"?

Jesus continua ensinando que aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado. E segue descrevendo o que Deus pensa dos religiosos que se exaltam a si mesmos, que gostam de confete e de homenagens públicas. Os títulos que Jesus dá a eles não são nem um pouco nobres. Ele os chama de hipócritas, sepulcros caiados, guias cegos e insensatos, entre outras coisas. Quando você vê o tratamento que Jesus dava às pessoas nos Evangelhos conclui que, para ele, a escória da sociedade não eram as prostitutas, ladrões e assassinos.

Nos próximos 3 minutos Jesus vai falar de um futuro sombrio para Israel.

#94 Moda eclesiastica



Leitura: Mateus 23:4, 5
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=qLLYoj33IwA

Nos últimos 3 minutos vimos que nem mesmo Pedro escapou de agir com hipocrisia, uma marca registrada também dos líderes religiosos de Israel. Eles diziam uma coisa e faziam outra. Jesus agora vai descrever isso em detalhes e você vai achar até que ele está falando do que vemos hoje na cristandade.

Jesus acusa os religiosos judeus de amarrarem fardos pesados sobre os outros, quando eles próprios não levantavam um dedo para movê-los. Ele ainda os acusa de fazerem tudo para serem vistos pelos homens, muito diferente do exemplo dado por João Batista, que disse a respeito de Jesus: "Importa que ele cresça e eu diminua".

Os religiosos procuravam também se vestir de modo que fossem reconhecidos como diferentes. Neste capítulo Jesus não está criticando as roupas que os sacerdotes eram obrigados a usar, mas está acusando o clero de exagerar no visual, trazendo largos filactérios e alongando as franjas das vestes.

Filactérios eram tiras de tecido amarradas na testa e no braço, nas quais eram escritas passagens das Escrituras. Em alguns casos havia caixinhas de couro com pergaminhos dentro. Quando Deus mandou que a sua Palavra estivesse na testa e nos braços queria que ela dirigisse seus pensamentos e ações. As instruções sobre o modo de vestir dadas no Antigo Testamento jamais deviam servir de pretexto para a pessoa se exibir, como se quisesse dizer: "Ei, pessoal, vejam como sou obediente".

Hoje não existe uma roupa específica para o cristão, mas existe o bom senso. Eu posso sair vestido de saia xadrez na Escócia, ou de vestido longo no Egito, e nem ser notado. Mas se fizer isso no Brasil vou causar um escândalo. Se for à praia de terno e gravata também.

Portanto, entenda uma coisa: ser cristão não é vestir-se dessa ou daquela maneira. Se você sair por aí todo orgulhoso, achando que o seu modo de vestir faz de você alguém superior, mais santo e espiritual, e se você olha para as pessoas que não se vestem como você como se fossem pessoas de segunda categoria, saiba que você não está sozinho. Os fariseus também sentiam isso.

Agora, se você se acha um líder religioso e gosta de andar na última moda eclesiástica, seguindo um figurino determinado por sua denominação, ou até inventando algum modelito maneiro só para parecer mais espiritual do que os leigos, tenho péssimas notícias. Você está fora de moda, e não é coisa de uma ou duas estações. É coisa de 8 mil estações, porque a roupa clerical saiu de moda junto com o clero lá atrás, há dois mil anos. Nos próximos 3 minutos tem mais: Jesus vai falar dos títulos e formas de tratamento.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.