"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#113 Getsemani



Leitura: Mateus 26:36-41
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=aQJNh-9Ff1s

Após a ceia Jesus dirige-se com seus discípulos a um jardim, mas o nome do lugar não tem nada de aprazível. Getsêmani significa "prensa de azeite" e ali Jesus é esmagado pela agonia de pensar o que o espera na cruz. Enquanto isso, os discípulos dormem, alheios à gravidade da situação.

Não eram as chibatadas dos soldados, a coroa de espinhos ou os pregos, que enchiam de pavor o coração de Jesus. Muita gente sofreu torturas maiores e por mais tempo do que ele. Sua apreensão estava no que vinha depois da violência infligida por homens. Ele agonizava só de pensar no castigo que receberia de Deus, quando fosse feito pecado em nosso lugar.

Setecentos anos antes Isaías previu o real motivo da cruz: "Ele foi traspassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados". Jesus, perfeito Deus e perfeito homem, que nunca pecou e nem poderia pecar por não ter a mesma natureza pecaminosa que herdamos de Adão, seria feito pecado na cruz.

Não dá para imaginar o quanto ele sofreu na cruz sob o castigo divino, pois se existisse uma fórmula para calcular isso ela incluiria a soma do castigo eterno de todos os que foram salvos por ele. Uma eternidade de juízo condensada em três horas. Não foi no Getsêmani que ele sofreu por nossos pecados, e nem nas primeiras horas na cruz. O momento em que Deus voltou a sua face e abandonou Jesus na cruz foi naquelas 3 horas de trevas que cobriram toda a terra.

Pensando nisso, por três vezes no Getsêmani Jesus faz uma mesma oração: "Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero mas como tu queres". Alguns podem achar que Jesus estivesse vacilando ou na dúvida se devia seguir adiante. Porém uma frase no evangelho de João elimina qualquer dúvida quanto à sua disposição de cumprir sua missão. Ele disse: "Agora meu coração está perturbado, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não, pois eu vim exatamente para isto, para esta hora. Pai, glorifica o teu nome!". Se você queria saber por que Jesus veio ao mundo, aí está.

Eu creio que naquela tríplice pergunta, "Se possível, afasta de mim este cálice", há um recado para nós, principalmente na resposta do Pai. Sim, a resposta do Pai foi um silêncio que até hoje ecoa pelo Universo, deixando claro que não era possível afastar dele aquele cálice. Jesus teria de bebê-lo até o fim para resolver de uma vez para sempre a questão do pecado e para poder existir salvação para nós. Se fizermos hoje uma pergunta parecida, do tipo "Pai, se possível, salva-me de outra forma que não seja pela morte de Jesus na cruz", a resposta será o mesmo silêncio. Não, não é possível.

Nos próximos 3 minutos Jesus é preso.

#112 A ceia



Leitura: Mateus 26:17-30
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=x3UuvJSl61w

O ponto alto da adoração cristã não é algum tipo de show gospel de luzes, pirotecnia e decibéis, mas uma celebração tão simples e discreta quanto foi o modo de vida de Jesus. No capítulo 26 de Mateus ele institui a ceia para recordar sua morte. A ceia é uma celebração reservada aos que estão em comunhão com Jesus.

A ceia do Senhor foi tão deturpada que hoje até organizações ocultistas, como a maçonaria e a gnose, celebram algum tipo de caricatura dela. Mesmo entre cristãos genuinos seu significado foi perdido. O texto é claro: Jesus dá graças, parte o pão, e o dá aos discípulos dizendo: "Tomem e comam, isto é o meu corpo". Depois dá graças pelo copo de vinho e o dá aos discípulos, para que todos bebam, dizendo: "Isto é o meu sangue".

Ele falava de símbolos, e não literalmente de seu corpo, que continuava ali, ao lado dos discípulos, e não sobre a mesa. Seu sangue ainda não tinha sido derramado e continuava em seu corpo, e não como é representado pelo pão e vinho, separados um do outro. Ele fez outras afirmações simbólicas do tipo "eu sou a porta... a videira... o caminho...", e ninguém de sã consciência iria achar que estivesse falando de algum tipo de transubstanciação que o transformasse numa porta, numa árvore ou numa estrada. Pedro em sua carta também disse que ele é a rocha.

A ceia nos evangelhos tem um caráter diferente da que foi revelada a Paulo em 1 Coríntios 11 para ser celebrada pelos cristãos. A primeira apontava para uma morte ainda por ocorrer. A ceia que hoje celebramos é a recordação de uma morte já consumada. Em ambas Jesus está vivo no momento da celebração: naquela, porque ainda não tinha morrido na cruz; nesta porque já ressuscitou. Portanto a ceia não tem o caráter de um velório com um corpo presente, como pensam alguns, nem é a repetição do sacrifício de Cristo, como pensam outros. Trata-se de um memorial, uma recordação ou um retrato do sacrifício de Jesus.

Em 1 Pedro, capítulo 3, diz que "Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas". Em Hebreus 9 diz que ele "não entrou em santuário feito por homens... para se oferecer repetidas vezes... mas agora ele apareceu de uma vez por todas para eliminar o pecado... foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos". Estes versículos devem bastar para quem crê na Palavra de Deus. O pão e o vinho continuam pão e vinho, e não têm qualquer poder, tipo poção mágica. É errado fazer de coisas materiais objetos de culto, como fazem os pagãos. Atribuir tais fantasias à ceia é perder de vista o seu real significado que é recordar o sacrifício de Jesus que aconteceu na cruz há 2 mil anos, não ali na mesa.

Agora vem uma dica importante. Os discípulos perguntam: "Onde queres que a preparemos?" e recebem instruções detalhadas, pois Jesus iria encontrá-los naquele lugar e em nenhum outro. Se tivessem escolhido o lugar ao seu bel prazer, teriam se desencontrado dele. Antes de decidir onde lembrar o Senhor em sua morte, pergunte a ele. Naquela noite só havia um lugar.

Nos próximos 3 minutos o Getsêmani faz jus ao nome.

#111 A pascoa



Leitura: Mateus 26:17-30
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=6QnblD6nhzQ

Era o primeiro dia da Festa dos pães sem fermento, que fazia parte das comemorações da Páscoa dos judeus. A Páscoa foi a celebração instituída por Deus antes da última das dez pragas que caíram sobre o Egito por faraó ter se recusado a libertar os israelitas da escravidão.

Naquela ocasião cada família sacrificou um cordeiro e passou o seu sangue no batente da porta. Enquanto os israelitas comiam o cordeiro assado dentro da casa, o anjo do Senhor passou sobre o Egito trazendo consigo o último dos dez juízos de Deus contra o Egito, a morte dos primogênitos. As casas cujas portas estavam assinaladas com sangue foram poupadas. O sangue indicava que ali um cordeiro já tinha morrido no lugar do primogênito. A palavra "páscoa" significa "passar por cima".

Li uma história da 2ª Guerra Mundial que falava de uma aldeia na Europa que foi invadida por um grupo de soldados dispostos a eliminar seus moradores. A missão de cada soldado era entrar nas casas, matar todos e, na saída, deixar na porta uma marca com o sangue das vítimas, para que os outros soldados não perdesse seu tempo entrando ali.

Um morador percebeu o estratagema, correu para sua casa, matou um animal e fez o sinal de sangue na porta. Ele e sua família foram poupados. Hoje, quando Deus olha para humanidade, vê duas classes de pessoas: os pecadores salvos, que foram assinalados pelo sangue do Cordeiro de Deus quando creram em Jesus, e aqueles que ainda estão sujeitas ao juízo reservado aos pecadores que não foram salvos.

Muitas coisas que você lê no Antigo Testamento são símbolos de Cristo, e a Páscoa é uma delas. O derradeiro Cordeiro de Deus já foi morto no lugar do pecador, e o seu sangue está agora disponível para assinalar todo aquele que decidir crer em Jesus. Os israelitas naquela noite fatídica no Egito só tinham uma forma de se proteger do juízo de Deus: o sangue de um cordeiro. Você hoje só tem um meio de escapar do juízo eterno: o sangue do Cordeiro.

Portanto, qualquer mensagem chamada de "evangelho" que não fale do sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus, como único meio de salvação, não é o evangelho que você encontra na Bíblia. Qualquer mensagem que fale de salvação baseada em boas obras exclui o sangue do Cordeiro. A carta aos Hebreus diz que "sem derramamento de sangue não há remissão [retirada] de pecados".

Naquela noite todas as famílias no Egito perderam seus primogênitos, exceto aquelas identificadas pelo sangue do cordeiro. Deus havia prometido que, quando visse o sangue, passaria por cima daquela casa. E em você, o que Deus vê? Seus pecados ou o sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus?

Nos próximos 3 minutos Jesus irá marcar um encontro com seus discípulos.

#110 O que eu ganho com isso?



Leitura: Mateus 26:14-16
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=R2XqBDZoh40

Judas era quem tomava conta da bolsa que continha o dinheiro dos apóstolos. Quando ele viu a mulher desperdiçar um ano de salário com Jesus, e ainda ser elogiada por isso, achou que segui-lo não seria um bom negócio. Por isso vai procurar os principais sacerdotes para negociar.

Judas era desses que perguntam: "O que ganho com isso?". Colocando Jesus à venda, ele teria a oportunidade de ganhar 30 moedas de prata, o que naquela época dava para comprar um escravo. Para ele até que seria um bom negócio trocar Jesus por um escravo que ficasse à sua disposição. Hoje Jesus continua sendo vendido como um servo para atender nossos desejos.

Ele é anunciado por pregadores como se fosse um gênio da lâmpada de Aladim, que pode ser invocado ao bel prazer de seu dono para curar toda a sorte de doenças do corpo, das finanças e do coração. Esses modernos "Aladins" prometem esfregar a lâmpada mágica sempre que seus fiéis depositarem as trinta moedas. Quer saber? Com amigos assim o evangelho não precisa de inimigos. Quantas pessoas você conhece que não querem nem ouvir falar de Jesus justamente por causa desses mercadores de almas?

Mas não é esse o Jesus mostrado nos evangelhos. Ele é aquele que veio ao mundo, não para distribuir carros importados, mas para derramar seu sangue na cruz e salvar pecadores. Sim, quando ele esteve aqui certamente curou enfermos e multiplicou pães, mostrando assim suas credenciais de Messias. Todavia, foi só na cruz que ele realmente proveu o remédio para a raiz de todos os males, o pecado, ao derramar seu sangue para nos purificar e nos tornar aptos para o céu.

Ao anunciar Jesus como um mero curandeiro, esses pregadores ainda colocam um fardo imenso sobre seus fiéis. Quando não obtêm a cura prometida, muitos mergulham no desespero por acharem que sua fé é pouca ou seus pecados são muitos. Se elas lessem o livro de Atos e as epístolas logo veriam que muitos cristãos, inclusive Paulo e Timóteo, sofriam de enfermidades, independente do tamanho de sua fé ou de seus pecados. Curá-los não estava nos planos de Deus e eles se resignaram a isso, sabendo que Jesus também consola os enfermos.

Paulo, ao falar de seu espinho na carne, provavelmente uma enfermidade nos olhos, declarou confiante: "Sinto prazer nas fraquezas [ou enfermidades], nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo, porque quando estou fraco, então é que sou forte". A porção que Judas buscava era o benefício material e imediato. Já o profeta Jeremias disse: "A minha porção é o Senhor, portanto nele porei minha esperança". E a sua porção, qual é? A mesma de Judas ou a de Jeremias?

Nos próximos 3 minutos Jesus irá celebrar a Páscoa com seus discípulos.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.