"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#125 O ressuscitado



Leitura: Mateus 28:7-15
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=WIJ4FUoMXno

Quando ouvem a notícia dada pelo anjo, as mulheres saem correndo para anunciar aos outros discípulos o que viram. A expressão usada é "amedrontadas e cheias de alegria", um misto de espanto e júbilo. Quando você crê em Jesus como seu Senhor e Salvador - quando você se dá conta de que ele ressuscitou e você pode agora ter a certeza da vida eterna - é esse o sentimento: espanto e júbilo.

Mas não é só isso. Elas correm, porque todo aquele que crê em Jesus sabe que o tempo está se esgotando. As boas novas da morte e ressurreição do Cordeiro de Deus devem ser passadas adiante em caráter de urgência. A qualquer momento a porta da oportunidade se fechará.

Enquanto elas vão para um lado, com o coração cheio de espanto e júbilo, os guardas, que deviam guardar o sepulcro e impedir que fosse violado, caminham para o outro. O coração deles está cheio de terror e tristeza, pois sabem que o código militar da época exige que o soldado que falhar com o seu dever pode pagar com a própria vida.

De um lado as mulheres saem anunciando ressurreição e vida. Do outro os soldados levam consigo a própria sentença de condenação e morte. Você sempre encontrará essas duas classes de pessoas no mundo: aquelas que têm um relacionamento com Jesus e a salvação eterna garantida por sua morte e ressurreição, e aquelas que estão desmaiadas e cegas para as realidades do mundo espiritual. Estas carregam em si sua sentença.

Enquanto as mulheres têm um encontro pessoal com o Ressuscitado, os soldados têm um encontro com os chefes dos sacerdotes. Apesar de serem soldados sob ordens de Pilatos, eles não ousam ir direto para sua guarnição. Os sacerdotes subornam os soldados para dizerem que estavam dormindo quando os discípulos roubaram o corpo. Os sacerdotes garantem que darão um jeito se a história chegar aos ouvidos do governador e eles não serão mortos por não cumprirem seu dever.

Os soldados podiam até pensar que tinham se livrado de seus problemas, mas eles ainda teriam problemas maiores no futuro. Eles teriam de dar conta disso a Deus. Para essa condenação só existe uma saida. No evangelho de João, Jesus diz: "Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida".

Os sacerdotes asseguraram aos guardas subornados que estariam a salvo de uma condenação temporal. Jesus assegura que todo aquele que nele crê não será condenado eternamente. Que tipo de salvação você está procurando, a momentânea, que o mundo oferece se você negar ter qualquer coisa a ver com o Ressuscitado, ou a eterna? Enquanto isso as mulheres encontram com Jesus, se lançam aos seus pés e o adoram. Essas mulheres eram judias, adoradoras do Deus único, e jamais adorariam Jesus a menos que ele fosse Deus.

Nos próximos 3 minutos os discípulos recebem a maior de todas as missões.

#124 A ressurreicao



Leitura: Mateus 28:1-7
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=SlBsCnpqdXY

No primeiro dia da semana encontramos duas mulheres tristes, Maria de Magdala e a outra Maria, mãe de Tiago e José, dirigindo-se ao sepulcro de Jesus. Antes tinha ocorrido um terremoto e um anjo havia removido a pedra da entrada do sepulcro, sentando-se sobre ela. E os guardas o sepulcro? Bem, os guardas desmaiaram quando viram aquilo.

O anjo diz às mulheres para não terem medo, pois Jesus tinha ressuscitado. O anjo diz para elas olharem o lugar onde ele jazia dentro do sepulcro em forma de gruta. A pedra havia sido removida não para Jesus sair, mas para as mulheres entrarem, pois ele podia atravessar paredes em seu corpo ressuscitado. O anjo diz a elas para irem contar para os discípulos que Jesus tinha ressuscitado.

As boas novas de Deus estariam incompletas sem este capítulo que fala da ressurreição de Jesus. Sem ela não haveria esperança para a humanidade. O apóstolo Paulo diz, em sua primeira carta aos Coríntios, que "se Cristo não ressuscitou, é inútil a nossa pregação, como também é inútil a fé que vocês têm". Ouviu isso? Se você crê em tudo a respeito de Jesus, mas duvida da ressurreição, está perdendo seu tempo.

Paulo explica que a morte entrou no mundo por um só homem, Adão, e a ressurreição dos mortos veio igualmente por meio de um só homem, Jesus. Todos os que estão em Adão morrem; todos os que estão em Cristo ressuscitarão. O primeiro homem, Adão, é o homem natural, terreno, mortal. O segundo homem, Jesus, é o homem espiritual, celestial, eterno. Em quem você está?

O corpo de Jesus na sepultura não foi substituído por outro, ele ressuscitou. Assim também os que creem nele ressuscitarão em corpos transformados, mas guardando as características de individualidade que tinham quando viveram aqui. A ressurreição não é uma reencarnação ou o espírito da pessoa vindo morar em outro corpo. A ressurreição não é tampouco uma reforma do corpo velho e nem o retorno da pessoa em um corpo etéreo e imaterial.

O corpo de Jesus ressuscitado é matéria, porém uma matéria diferente da que conhecemos. Se ele podia a parede para se encontrar com seus discípulos em um aposento com as portas fechadas, ele também podia comer peixe e mel para provar que não era um espírito vagando por aí. Neste exato momento há um Homem no céu, Jesus, em carne e ossos, o precursor de muitos que ressuscitarão como ele ressuscitou e viverão assim, num corpo, por toda eternidade. Eu serei eu, você será você; eu terei meu corpo, você terá seu corpo, incorruptível, imortal, inigualável.

Nenhuma obra de ficção escrita por homens jamais poderá descrever o que está preparado para aqueles que creem em Jesus, que morreu para nossa salvação e ressuscitou para nossa justificação. Nos próximos 3 minutos as mulheres se encontram com o ressuscitado.

#123 A sepultura



Leitura: Mateus 27:55-66
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=M7kOFdAsYb8

Depois de nos acostumarmos a ver Jesus sempre acompanhado de seus apóstolos, a cena de sua morte revela uma mudança radical. Seus discípulos desaparecem e as pessoas mais improváveis são as que irão lidar com seu corpo morto. Não são os apóstolos que encontramos aos pés da cruz, mas as mulheres que serviram Jesus. Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e também a mãe dos filhos de Zebedeu.

Os profetas do Antigo Testamento tinham previsto que Jesus seria contado com ladrões, o que aconteceu na cruz. Isaías previu também que providenciariam para que ele fosse sepultado com os ímpios, talvez numa vala comum aos criminosos, porém ele ficaria com o rico na sua morte. E é um rico que vai pedir a Pilatos para liberar o corpo para ser sepultado. José, da cidade de Arimateia, era um membro do sinédrio, uma espécie de suprema corte de Israel. Ele possuía um sepulcro novo, uma gruta escavada numa rocha com uma grande pedra circular fechando a entrada.

Jesus é sepultado, o sepulcro é fechado com a pedra e Pilatos ordena que soldados guardem o túmulo nos próximos três dias. Os sacerdotes pediram isso, pois temiam que os discípulos roubassem o corpo e depois dissessem que Jesus tinha ressuscitado, conforme havia prometido.

José tem a ajuda de Nicodemos, igualmente um membro do sinédrio e discípulo secreto de Jesus. No Evangelho de João ele aparece indo encontrar-se com Jesus à noite, por medo dos judeus. Não era apenas Jesus que estava sendo sepultado naquele momento. José e Nicodemos enterravam também suas carreiras. Quando nem mesmo os apóstolos queriam ter qualquer ligação com um cadáver, esses dois homens arriscam tudo ao darem um testemunho público de sua fé em Jesus.

Se você é cristão e se acha um exemplo de fidelidade a Deus, pode apostar que na hora do aperto encontrará as pessoas mais improváveis dando um testemunho melhor que o seu. Quantas vezes você se envergonhou de falar do evangelho a alguém com medo de ser ridicularizado? A menos que você dilua sua fé ou a adapte ao mundo, você não terá muitos amigos sendo cristão. É claro que você sempre vai encontrar políticos que se tornam "cristãos" entre aspas para conquistar votos, ou artistas decadentes que decidem explorar o filão "evangélico", também entre aspas, mas não é desse cristianismo que estamos falando aqui.

Seguir a Jesus nunca será um bom negócio nesta vida. Você será bem visto na sociedade se disser que lê Paulo Coelho, gosta do Dalai Lama ou acredita ter sido Sinhá Moça em outra encarnação. Mas experimente dizer que é um crente em Jesus, para ver o que acontece. Ao orar ao Pai, Jesus disse, daqueles que o seguem: "Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo". Portanto, se você busca pela aprovação do mundo, Jesus não é para você. Mas se busca a aprovação de Deus, então creia nele como seu Salvador para receber o perdão de seus pecados e ter um lugar garantido eternamente, não no mundo, mas no céu.

Nos próximos três minutos, a ressurreição.

#122 O veu rasgado



Leitura: Mateus 27:50-54
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=fKk-rF3RAEE

Quando Jesus dá o brado que assinala o momento de sua morte, a criação entra em convulsão, solidária ao Criador. A terra treme, as rochas quebram, sepulcros se escancararam. Após a ressurreição de Jesus, muitos veriam sair desses sepulcros pessoas ressuscitadas.

Nem o Templo em Jerusalém sai intacto. No momento da morte , o véu, que impedia o acesso ao Santo dos Santos, rasgou-se de alto a baixo, de Deus para o homem. Era naquele aposento que ficava a Arca da Aliança que os israelitas conduziram por 40 anos pelo deserto em sua peregrinação do Egito à terra prometida. A arca representava a própria presença de Deus e ninguém podia tocá-la, ou seria morto.

Apenas o sumo-sacerdote podia entrar no Santo dos Santos uma vez por ano levando uma tijela com sangue de um animal sacrificado. Ele borrifava o sangue na tampa da arca, chamada de propiciatório. Qualquer outro que entrasse ali seria morto, inclusive o sacerdote, caso não levasse o sangue. O medo que as pessoas naturalmente têm de se encontrar com Deus é justificado. Encontrar-se com ele sem o salvo conduto do sangue é condenação certa.

A ideia não é estranha. Todos os dias somos obrigados a apresentar algum tipo de salvo conduto ou ingresso para entrar em algum lugar. Você precisa apresentar o ingresso, a passagem ou o crachá, se quiser entrar no cinema, no avião ou na empresa. Dependendo do país você corre o risco de ser morto caso tente atravessar a fronteira sem o passaporte e o visto.

Se antes o acesso à presença de Deus era limitado ao sacerdote hebreu levando o sangue de um animal, agora esse acesso está franqueado a todo aquele que crê no verdadeiro Cordeiro de Deus, Jesus, e na eficácia de seu sangue derramado na cruz. Algumas religiões ainda insistam em dizer que você precisa de um sacerdote para representá-lo diante de Deus ou para garantir esse acesso, mas o próprio apóstolo Pedro descarta essa ideia. Ele escreveu que os que creem em Jesus são uma "geração eleita, um sacerdócio real, uma nação santa, um povo exclusivo de Deus".

Na carta aos Hebreus diz que todo aquele que crê em Jesus, tem "ousadia para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus, por um novo e vivo caminho que ele nos abriu por meio do véu, isto é, por sua carne". Se você crê em Jesus os seus privilégios de acesso são infinitamente maiores do que o dos sacerdotes judeus. Não deixe que alguém que se intitule "sacerdote" tire de você esse privilégio, ou queira se colocar entre você e Deus. A Palavra de Deus é clara: "Há um só Deus e um só mediador [ou intermediário] entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem".

Mas, e se alguém disser que você precisa de um intermediário ou mediador para ir a Jesus? Bem, então ouça o que ele mesmo diz: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei".

#121 A morte voluntaria



Leitura: Mateus 27:45-54; João 19:28-37
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=7PTZzSY35Ww

Depois de ser humilhado e castigado na cruz pelos homens durante três horas, a terra é envolta em espessas trevas. Chega a hora de Jesus ser feito pecado por nós, receber sobre o seu corpo os pecados de todos os salvos por ele e sofrer o juízo de um Deus santo. Se nas três primeiras horas ele ficou entre os homens e Deus, absorvendo todo o ódio endereçado ao Criador, nas três horas de trevas ele fica entre Deus e os homens, absorvendo o juízo divino contra o pecado.

No final de sua agonia Jesus dá o mesmo brado descrito por Davi mil anos antes no Salmo 22: "Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?" O evangelho de João revela as palavras que trazem consolo a todo pecador que esperava que Deus resolvesse a questão do pecado: "Está consumado!" Está pronto, está acabado, a obra já foi realizada, nada mais precisa ser feito. Então Jesus pende a cabeça e entrega o espírito.

Embora os homens sejam responsáveis por entregar o Filho de Deus à morte, ninguém matou Jesus. É importante você se lembrar de que Jesus é Deus e, ao adotar a forma humana, entrou neste mundo de uma forma ímpar, gerado pelo Espírito Santo e nascido de uma virgem. Apesar de assumir a forma humana, ele não herdou a natureza pecaminosa de Adão, portanto não tinha pecado, nunca pecou e jamais poderia pecar.*

Foi o pecado que trouxe a morte ao ser humano. Como Jesus não tinha pecado, não estava sujeito à morte. Esqueça os artigos, livros e documentários que tentam explicar a morte de Jesus do ponto de vista médico. Ele não morreu como consequência da crucificação, ele simplesmente deu sua vida. Ele decidiu morrer e morreu, algo que nenhum de nós é capaz de fazer com as mãos e os pés atados.

No capítulo 10 do evangelho de João ele prometeu que daria a vida por suas ovelhas e também mostrou que morrer seria um ato voluntário. Ele tinha o poder de morrer e de voltar a viver. Jesus disse: "Por isso é que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho poder para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai".

No fim do dia os soldados quebram as pernas dos dois ladrões crucificados para acelerarem sua morte. O diafragma de alguém pendurado de braços abertos e sem apoio para de funcionar e a pessoa não consegue respirar. Quando chegam a Jesus, para quebrarem suas pernas, descobrem que ele está morto. Então o soldado enfia sua lança no lado de Jesus e sai sangue e água.

Durante séculos milhares de animais foram sacrificados para permitir que os sacerdotes de Israel entrassem na presença de Deus levando o sangue de uma vítima inocente. Agora o sangue do verdadeiro Cordeiro de Deus está disponível para purificar todo aquele que crê em Jesus, e torná-lo apto a entrar na presença de Deus sem ser consumido. "O sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado". Você crê nisso? Nos próximos 3 minutos Jesus é sepultado.



*Apesar de alguns acharem que Jesus poderia pecar, ele "não conheceu pecado" 2 Co 5:21, "não cometeu pecado" 2 Pe 2:20, "e nele não há pecado" 1 Jo 3:5. Para saber mais sobre este importante assunto, leia o artigo "Jesus não poderia pecar".

#120 O mau ladrao



Leitura: Mateus 27:44; Lucas 23:39-43
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Wac5xJxQ7hM

Aos pés da cruz você encontra de tudo: religiosos, soldados, políticos, juízes, ricos e pobres, todos contra o Filho de Deus. Até o mundo do crime está ali representado pelos dois ladrões crucificados com Jesus. 700 anos antes Isaías previra que o Messias seria "contado com os transgressores".

No início os dois criminosos zombam de Jesus, mas quando um deles grita: "Você não é o Cristo? Salve-se a si mesmo e a nós!", o outro o repreende, dizendo: "Você não teme a Deus, nem estando sob a mesma sentença?" Quem é esse ladrão que de repente muda de lado?

Séculos depois alguém inventaria uma biografia para ele. Seu nome seria Dimas, ladrão e assassino perigoso, filho de um chefe de quadrilha. Porém - e agora vem a melhor parte - Dimas, que matou seus próprios irmãos, não matava velhos, mulheres e crianças, e teria ajudado a família de Jesus durante fuga para o Egito. Quem disse isso? A tradição.

Quando você lê os evangelhos não está lendo o que diz a tradição. Está lendo autores, inspirados por Deus, que relatam o que viram ou ouviram de testemunhas que ainda estavam vivas quando os textos foram escritos, copiados e lidos em todo lugar. Qualquer um poderia desmentir a história toda, caso não passasse de lenda. Se você acredita no jornal que está na banca, não há razão para duvidar dos evangelhos.

A tradição, porém, tem um caráter diferente, pois pode incluir lendas e fantasias. Religiões baseadas na tradição são cheias de misticismo, crendices e superstições, que mais servem para escravizar seus adeptos do que para libertá-los. O cristão não segue esse tipo de tradição, mas o relato dos fatos, como o próprio Pedro escreveu em sua segunda carta:

"De fato, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando lhes falamos a respeito do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; pelo contrário, nós fomos testemunhas oculares da sua majestade".

A tradição, que inventou uma maquiagem para aquele criminoso e o apelidou de "bom ladrão", tenta dar a ele o mérito por sua salvação. Se você chama de "bom" um criminoso, que num assalto mata apenas o pai de família, poupando a mãe, os filhos e a avó, então vá em frente, acredite na tradição.

Foi a Palavra de Jesus que transformou o coração daquele criminoso. Ele acabara de ouvir Jesus dizer: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem". Se aquele Jesus podia interceder pelos cruéis algozes, havia uma chance para ele também. O bandido suplica: "Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu Reino". Jesus responde: "Eu lhe garanto que hoje você estará comigo no paraíso". Minutos depois aquele homem estava no paraíso, não por ser um "bom ladrão", mas por ser um pecador convicto, que confiou na graça e na misericórdia de Deus.

#119 A cruz



Leitura: Mateus 27:27-43
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=IR8MdvFkZyA

Jesus é levado para ser crucificado, não sem antes passar pelo desprezo dos soldados. Eles tiram sua roupa e colocam sobre suas costas um manto vermelho. Uma coroa de espinhos é colocada sobre sua cabeça e uma vara em sua mão como se fosse um cetro. Então os soldados se ajoelham diante dele e dizem: "Salve, rei dos judeus!". Depois cospem nele e o espancam.

Jesus é levado ao Gólgota ou "Lugar da Caveira", para ser crucificado. No caminho obrigam Simão, um africano de Cirene, atual Líbia, a carregar sua cruz. Os soldados dão a Jesus vinho misturado com fel, uma espécie de anestésico, mas ele se recusa a beber. Mil anos antes o Salmo 22 previu que os soldados fariam um sorteio das vestes de Jesus, e é o que acontece aqui. Sobre a cruz, uma placa trilíngue ironiza: "Este é Jesus, Rei dos Judeus". Hebraico, grego e latim representavam os idiomas da religião, da ciência e do poder.

A multidão que se aglomera em torno da cruz insulta aquele que alimentou seus famintos e curou seus enfermos. Será que entre aquelas bocas que xingavam Jesus estava algum mudo que ele fez falar? Daqueles punhos levantados contra ele, será que tinha algum paralítico de nascença? E dentre os olhares que fuzilavam o Filho de Deus na cruz, quiçá alguns tinham acabado de inaugurar a dádiva da visão!

Uma coisa é certa: quem estava sendo desprezado ali, em um frágil corpo humano, era o Criador. O apóstolo João escreveria depois em seu evangelho: "Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito". Isso inclui a multidão, o espinheiro de onde saiu sua coroa, a árvore de onde veio a cruz e o minério transformado nos pregos que prendem suas mãos e seus pés.

Por volta do século 12 um monge francês, Bernardo de Claraval, descreveu a crucificação em uma obra poética que fala dos pés, joelhos, mãos, lado, peito, coração e face de Jesus. Uma adaptação do último poema diz assim:

Oh! Quão ensanguentada, ferida está em dor,
Cruel coroa fere a fronte sem vigor.
Oh! Quantos escarnecem de Tua condição
E zombam dessas dores, ferindo o coração!


Sem luz estão Teus olhos, não brilham mais assim,
Por que, Senhor, se apagam? Por nós sabemos, sim!
Tão grandes sofrimentos, nós, em pecados vis,
Causamos rudemente, que o Sol brilhar não quis.


Jesus, ó nosso Amado! Sofreste ali por nós,
Sem cor desfaleceste, opresso em dor atroz.
Palavras não expressam a nossa gratidão
Por Tua sempiterna, fecunda redenção.

Curiosamente os ladrões crucificados ao lado de Jesus se unem ao coro da multidão, e também xingam Jesus. Então algo acontece com um deles. Nos próximos 3 minutos.

#118 A voz do povo



Leitura: Mateus 27:11-26
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=XD-UaXkraqg

O primeiro julgamento de Jesus foi religioso. Ele foi condenado por se declarar o Cristo, o Filho de Deus, fazendo-se assim igual a Deus. Mas essa acusação não era suficiente para o tribunal secular romano, por isso os judeus adotam outra estratégia ao entregar Jesus a Pilatos. No evangelho de Lucas há três acusações que os judeus fazem diante dos romanos: que Jesus era um revolucionário, incitava a população a não pagar impostos a César e declarava ser o rei dos judeus.

A coisa toda é surreal. Por que? Oras, Israel era uma nação invadida e os romanos eram os inimigos. Vamos chamar Israel de França, Roma de Alemanha e César de Hitler para entendermos melhor o que está acontecendo aqui. Imagine durante a 2ª Guerra um cidadão francês sendo entregue pelos franceses aos alemães por ser um revolucionário que luta contra os invasores, incita a população a não pagar impostos a Hitler e ainda alega ser o presidente da França!

Oras, aquele francês era exatamente o que os franceses precisavam, e seria um absurdo entregá-lo ao inimigo. Pois é o que acontece aqui. O ódio dos judeus contra Jesus é tão grande que eles não têm qualquer escrúpulo em se unir ao inimigo para conseguir a morte do Filho de Deus.

"Você é o rei dos judeus?", pergunta Pilatos. Jesus confirma. Os judeus, então, descarregam sobre ele uma torrente de acusações, mas só encontram o silêncio de Jesus como resposta, o que surpreende Pilatos. Como parte das festividades da Páscoa, era costume dar anistia a um condenado, e Pilatos tem, além de Jesus, outro candidato à anistia: Barrabás, um ladrão e homicida. A escolha é democrática.

Se alguma vez você achou que a expressão "a voz do povo é a voz de Deus" tinha alguma coisa a ver com a Bíblia, aqui está a prova em contrário. Nesta eleição democrática o povo é unânime em escolher o bandido Barrabás. A voz do povo é a voz do povo, só isso, pois o povo é, por natureza, inimigo de Deus. Todos os seres humanos são assim. É aí que entra a maravilha da graça de Deus em salvar o pecador, não por seus méritos, mas porque Deus quer salvá-lo.

Você não chega à fé em Jesus por ser melhor ou ter tido uma grande sacada ao entender o evangelho. Pode até parecer que, no momento de sua conversão a Cristo, era você quem estava no comando, mas depois você acaba entendendo que Deus trabalhava nos bastidores para que esse encontro com o Salvador pudesse acontecer. Longe de livrar você da responsabilidade de crer em Jesus, isso glorifica a Deus, e não ao homem, pela salvação.

Ou você acha que, sendo inimigo de Deus por natureza, tão mau quanto eu, Pilatos ou qualquer um daqueles judeus, você daria o seu voto a Jesus? Não. Eu e você também teríamos escolhido Barrabás. E se você pensa o contrário, ainda não entendeu o que é ser um pecador necessitando desesperadamente da graça e da misericórdia de Deus para ser salvo. Nos próximos 3 minutos Jesus é crucificado.

#117 O arrependimento de Judas



Leitura: Mateus 27:1-10
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=fDwWtgWOWyE

Jesus é condenado à morte pelos sacerdotes e líderes religiosos. Mas, por estarem sob domínio romano, eles não podem executar a sentença à maneira de Israel, por apedrejamento. Por isso entregam Jesus ao governador Pilatos. Se este o sentenciar à morte, esta será por crucificação, o método romano de execução.

Os profetas do Antigo Testamento previram isso. Mil anos antes Davi descreveu a crucificação de Jesus no Salmo 22: "Traspassaram minhas mãos e meus pés". No Salmo 34 ele previu ainda que nenhum de seus ossos seria quebrado, ao contrário do procedimento normal, que era quebrar as pernas do crucificado para acelerar a morte por asfixia.

Enquanto isso, Judas parece arrependido do que fez, mas por outras passagens vemos que ele estava interessado mesmo era no dinheiro. Sua ganância o tornava vulnerável à influência de Satanás, que agia nos bastidores. Alguns contestam a culpa de Judas, alegando que ninguém pode ser responsabilizado por atos cometidos sob uma influência externa, no caso, Satanás. Vá dizer isso aos juízes que condenam motoristas que causam acidentes sob o efeito do álcool. A influência externa entrou em cena porque a pessoa abriu mão de sua responsabilidade interna.

Essa influência pode também vir de Deus, precedida pela insubordinação do homem contra o seu Criador. Depois que Faraó, no antigo Egito, decidiu ignorar os avisos de Deus transmitidos por Moisés, Deus endureceu o coração de Faraó. Primeiro veio a insubordinação de Faraó, depois o endurecimento vindo de Deus. Em 2ª Tessalonicenses capítulo 2 você lê que, em um tempo ainda futuro, aqueles que não creram em Jesus serão levados, por Deus, a crer no anticristo.

O arrependimento de Judas é diferente do de Pedro. Embora Pedro também tenha sido influenciado por Satanás no capítulo 16 de Mateus, quando negou que Jesus iria morrer, seu arrependimento por negar conhecê-lo foi sincero e sua restauração é prova disso. Judas não. Ele não se arrepende de seu pecado, mas das consequências. Para entender isso, pense em um corrupto. Sua cara de decepção ao ser preso não é pelo mal cometido, mas por ter sido pego e pela desonra que irá sofrer, além de perder a fonte de renda. Judas prefere tirar a própria vida a enfrentar essas consequências. Ainda hoje você encontra acusados de corrupção agindo assim em países como o Japão.

Os religiosos judeus são criteriosos em não lançar no tesouro do Templo as 30 moedas devolvidas por Judas, por considerarem aquele dinheiro originário de um crime de sangue. Ao decidirem usar o dinheiro para comprar um campo para servir de cemitério de estrangeiros eles dão a eles mesmos um atestado de criminosos e hipócritas. Mateus escreve que aquele campo "se chama Campo de Sangue até hoje".

Nos próximos 3 minutos Jesus é entregue a Pilatos.

#116 O arrependimento de Pedro



Leitura: Mateus 26:69-75
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Ba1mcElU9Fw

Você está lembrado de como o apóstolo Pedro sempre se mostrou o mais valentão, o mais impetuoso e um líder nato? Um pouco antes Pedro tinha afirmado categoricamente que jamais abandonaria Jesus, mesmo que todos os outros o abandonassem. Jesus o avisou que não seria assim, e o cantar do galo o lembraria disso.

Dos doze discípulos, temos agora um que traiu Jesus, dez que estão preocupados com ele e Pedro, que parece estar mais preocupado consigo mesmo ou com sua reputação:. Aquele homem, tão impetuoso, a ponto de sacar da espada para atacar os que tentavam prender Jesus, agora caminha nas sombras, com medo de ser reconhecido. Mesmo assim alguém o reconhece.

Uma criada diz que ele estava com Jesus, mas Pedro nega e corre em direção ao portão para ficar mais perto da saída. Outra criada o reconhece. Mais uma vez ele nega sequer conhecer Jesus. Uma terceira pessoa o identifica como seguidor de Jesus pelo seu modo de falar, mas ele imediatamente muda o seu modo de falar e começa a praguejar e a jurar não conhecê-lo. O galo canta e Pedro se lembra do que Jesus havia dito. Ele sai dali e chora amargamente.

Quando você encontrar um super cristão, desconfie. Pessoas que fazem afirmações impetuosas com base em sua própria energia são as primeiras a abandonar o barco na hora do perigo. O cristão é antes de tudo um fraco, um incapaz, um dependente de Deus para tudo. Aquelas mensagens motivacionais que procuram exaltar o ego e a capacidade própria não passam de um engodo, especialmente nas coisas espirituais. Jesus afirmou que sem ele nada podemos.

Nossa dependência de Deus já começa pela salvação, que não vem de nós ou de nossos esforços, mas de Deus. Uma vez salvo, o cristão também precisará depender 100% de Cristo para não tropeçar. Isso pode parecer loucura para quem confia na evolução e no crescimento espiritual baseado em mérito. E é loucura mesmo, como é loucura tudo o que você lê na Bíblia.

Pense na loucura que é esperar ser salvo por crer em alguém que terminou seus dias pregado numa cruz! Pense na loucura de seguir alguém que afirmava ter os anjos sob seu comando e, mesmo assim, foi abandonado à sua própria sorte! Muito louco acreditar em alguém assim, não acha?

Porém quando você lê a primeira carta de Paulo aos coríntios descobre que a mensagem da cruz, que é loucura para os homens, é sabedoria para Deus. Pedro iria aprender a lição. No final de sua vida ele seria amarrado e conduzido à morte sem oferecer resistência. Sua vida estaria entregue nas mãos daquele que era e sempre será a verdadeira Rocha: Jesus.

Mas neste episódio nós o vemos negando conhecer Jesus e até mudando seu modo de falar para salvar a própria reputação. Infelizmente às vezes fazemos isso, só para chorarmos depois, como Pedro fez. Nos próximos 3 minutos Judas também se arrepende. Mas não como Pedro.

#115 O julgamento



Leitura: Mateus 26:57-68
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=g0Ry53gS2KE

O julgamento de Jesus é surreal. Os principais religiosos procuram por falsas testemunhas que possam acusá-lo de algo grave o suficiente para condená-lo à morte. As únicas que trazem uma acusação consistente nada mais fazem do que distorcer o que ele mesmo havia dito: "Destruam este templo e eu o levantarei em três dias".

Seus acusadores não percebiam que Jesus tinha se referido ao seu corpo, o templo de Deus, que morreria e ressuscitaria três dias depois. Não é algo incomum as pessoas distorcerem as palavras de Jesus para encaixá-las em seus próprios pensamentos, ou então por não entenderem seu sentido. Em 1 Coríntios capítulo 2 o apóstolo Paulo explica que é impossível entender a Palavra de Deus se não for pelo Espírito de Deus.

O profeta Isaías havia predito que o Messias se comportaria como ovelha muda diante de seus tosquiadores, e é assim que ele permanece até o sumo sacerdote colocá-lo sob juramento, como é feito nos tribunais de hoje: "Exijo que você jure pelo Deus vivo: se você é o Cristo, o Filho de Deus, diga-nos!"

Jesus responde: "Tu mesmo o disseste". E vai além: "Digo a todos vós que chegará o dia em que vereis o Filho do homem assentado à direita do Todo Poderoso e vindo sobre s nuvens do céu". O sumo sacerdote, conhecedor das Escrituras que era, não podia deixar de se lembrar do que havia sido dito pelo profeta Daniel:

"Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do homem; e dirigiu-se ao Ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído".

Indignado, o sumo sacerdote anuncia que as palavras de Jesus o condenavam por blasfêmia. Ele devia ser morto. Então os demais membros do conselho passam a cuspir no rosto de Jesus e a espancar aquele Homem de mãos atadas, que não era ninguém menos do que o Senhor do Universo, o criador da saliva daqueles que cuspiam e dos punhos que acertavam sua face.

A expressão "Filho de Deus" geralmente não é compreendida em nossos dias, quando a frase "eu também sou filho de Deus" pode ser ouvida da boca de qualquer um. Mas nenhum israelita no Antigo Testamento ousaria dizer tal coisa. Eles sabiam que eram criaturas de Deus, não filhos. Lendo o evangelho de João você aprende que os judeus consideravam a expressão "Filho de Deus" equivalente a alguém dizer ser igual a Deus.

Portanto temos aqui Jesus, sob juramento, afirmando ser igual a Deus e conectando sua pessoa ao Messias esperado por Israel. Aqueles judeus não podiam ficar indiferentes. Ou eles aceitavam estar diante de Deus na forma humana, ou cuspiam em seu rosto. E você, de que lado vai ficar. Nos próximos 3 minutos Pedro escolhe de que lado quer ficar.

#114 Preso



Leitura: Mateus 26:47-56
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=iDM0aWoxWss

Judas precisou combinar um sinal para os soldados não prenderem a pessoa errada. O beijo, que era tão comum na época quanto um aperto de mão nos dias de hoje, seria o sinal. Judas avisa que tão logo beijasse Jesus os soldados deviam prendê-lo. Ele bem sabia que em outras ocasiões Jesus escapara milagrosamente das mãos dos que queriam fazer-lhe mal.

Ao contrário dos filmes de Hollywood, que sempre escolhem o ator mais bonito para o papel de Jesus, o verdadeiro Jesus era um homem de aparência tão comum quanto os outros discípulos, daí a necessidade de Judas apontá-lo para os guardas naquela noite escura. O profeta Isaías escreveu que nenhuma beleza havia nele para nos atrair. Se você encontrasse Jesus na rua naquela época, dificilmente se interessaria por ele. E hoje é impossível você ser atraído a ele se não existir uma obra do Espírito Santo de Deus em seu coração. O homem, em seu estado natural, caído e inimigo de Deus, jamais desejará qualquer contato com Jesus.

Quando Pedro vê Jesus preso, não consegue se conter. Puxa da espada e ataca um servo do Sumo Sacerdote, decepando-lhe a orelha. Nos últimos dois mil anos a cristandade tem feito exatamente isso, usado da espada sob o pretexto de defender os interesses de Jesus. Tudo o que conseguiu foi decepar milhões de orelhas e criar uma multidão de pessoas que já não têm ouvidos para a Palavra de Deus.

Os soldados podiam prender Jesus, mas não podiam prender sua misericórdia e compaixão, por isso ele cura o homem que teve a orelha decepada. Até mesmo sua prisão só ocorria porque os desígnios de Deus não podem ser frustrados. Acaso não podia ele convocar imediatamente milhares de anjos para defendê-lo? É claro que sim.

Se você estivesse ali, quem você seria? Judas, o traidor? Certamente não. Talvez um dos soldados, alegando estar apenas cumprindo ordens. O problema é que ninguém pode alegar inocência ao levantar um dedo contra Jesus. Depois do que eu falei da cristandade, que historicamente sempre apelou para as armas sob o pretexto de estar defendendo Jesus, você provavelmente não gostaria de ser Pedro ali. Afinal, poucas horas depois o mesmo Pedro, tão confiante em si mesmo, negaria conhecer Jesus. Querer ser qualquer um dos outros discípulos também não parece boa ideia, pois o texto diz que todos fugiram, abandonando Jesus.

Não, você não pode ser nenhum deles, mas se quiser realmente ser salvo, terá de reconhecer que é tão mesquinho quanto Judas, tão indiferente quanto os soldados, tão violento quanto Pedro e tão covarde quanto os outros discípulos. Daquele momento em diante Jesus está só, e é assim, sozinho, que deve cumprir a obra para a qual foi designado: morrer como o Cordeiro de Deus e derramar o seu sangue para purificar pecadores tão maus quanto eu e você.

Nos próximos 3 minutos Jesus é julgado.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.