"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#134 Levando a boa nova



Leitura: João 1:40-45
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=CZQN_sW9I5Y

A Bíblia não é um livro de normas de conduta ou de aconselhamento, embora nela você encontre normas de conduta e bons conselhos. A Bíblia é uma história. Ela mostra de onde viemos, o que deu errado conosco, como Deus resolveu isso e para onde vamos. Mas não se trata da nossa história e nem somos o tema central dela. A Bíblia toda existe só para falar de Jesus e é ele o tema central.

Embora você encontre regras e conselhos na Bíblia, quando chegamos nos evangelhos descobrimos que o objetivo de Deus era dar uma notícia, uma boa nova. A diferença entre um livro de regras de conduta e uma notícia é enorme. Você compra livros de receitas para saber como fazer um prato, e se seguir direitinho as instruções no final o seu paladar será premiado.

Mas você compra o jornal para saber o que aconteceu. Você não fez aquilo que está lá, tudo aconteceu em outro lugar com outros protagonistas. Mas as consequências daquela notícia podem atingir você. O evangelho é o jornal de Deus. A boa notícia é que Deus já resolveu de uma vez para sempre, a questão do pecado, ao condenar Jesus à morte em nosso lugar. O evangelho não diz o que eu devo fazer, mas conta o que Deus fez.

André sai em busca de sua família, não com uma receita ou lista de coisas que deviam fazer, mas com uma notícia que era boa demais para ficar só com ele. André encontra primeiro seu irmão, Simão, e dispara: "Encontramos o Messias!"

O que acontece em seguida serve de lição para nós. André leva Simão até Jesus e, nesse encontro, Simão ganha um novo nome. Jesus diz a ele: "Você é Simão, filho de João. Será chamado Cefas", que significa pedra, ou Pedro, como costumamos falar. Simples assim. Sem uma lista de coisas para fazer, sem condições, sem maiores delongas. O evangelho apresenta Jesus e diz quem ele é.

No Antigo Testamento há mais de 400 profecias falando do Messias e mais tarde André e Pedro descobririam que todas elas se cumpriam em Jesus, principalmente quando o viram ressuscitado. Hoje nós temos o testemunho completo diante de nós, assim como você tem as manchetes nos jornais avisando das coisas que já aconteceram. Dependendo da notícia que sai no jornal, você pode sofrer consequências graves caso não creia no que ela diz.

Pedro crê na boa notícia e tem um encontro pessoal com Jesus. Filipe, que era da mesma cidade que André e Pedro, também é chamado por Jesus. Depois vai dar a boa notícia a Natanael, mas este duvida de Filipe. Talvez você tenha o mesmo problema de Natanael com respeito a Jesus. Que problema era esse? Você verá nos próximos 3 minutos.

#133 Seguindo a Jesus



Leitura: João 1:37-39
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=roJ1gBl1RQs

A mensagem de João, o batista, tinha sido certeira. Dois de seus próprios discípulos o deixam para seguir a Jesus. Este deveria ser o papel de todo aquele que fala de Cristo: apresentar o Salvador e sair de cena. É para Jesus que toda a Bíblia aponta, e é nele que todos os desígnios de Deus são realizados. Querer ficar entre o pecador e Jesus, como um intermediário, mediador ou sacerdote, é usurpar uma posição que não cabe ao homem.

É fácil identificar se um ministério vem de Deus ou não. Tudo o que glorifica algo ou alguém que não seja Cristo, é do mundo, do homem e da carne. É a Cristo que devem ser atraídas, e pelo Espírito Santo convencidas, como acontece com estes dois discípulos. Alguns anos depois o apóstolo Paulo iria repreender os cristãos em Corinto por estarem se tornando seguidores de homens, inclusive dele próprio. Se é em Jesus que você está interessado, a pessoa que encaminha você a ele não é importante. É apenas uma voz ou instrumento usado por Deus.

Jesus vê o dois que o seguem e pergunta: "O que vocês querem?" É claro que aquele que conhece todas as coisas não ignorava o desejo deles, mas o Senhor quer que você diga a ele exatamente o que busca. Jesus faz a mesma pergunta a você hoje, e sua resposta irá revelar se você está interessado nas bênçãos ou naquele que abençoa.

Ao contrário de muitos que seguiam a Jesus em busca de alimento, cura ou consolo para alguma tribulação, os dois estão em busca de uma comunhão íntima com aquele que chamam de Rabi ou Mestre. Eles querem saber onde Jesus está hospedado, pois desejam estar onde ele está. "Venham e você s verão", é a resposta de Jesus. Que privilégio imenso escutar da boca de Jesus o convite para segui-lo e estar onde ele está! Ainda que Jesus não seja visível hoje, sua promessa de estar onde dois ou três estiverem reunidos em seu nome continua válida.

O plano de Deus para você é simples: você foi criado por ele, está sendo chamado a crer em Jesus para ser salvo e transformado em um adorador, e deve partir a qualquer momento para estar com ele no céu. Do começo ao fim Deus quer que você fique com ele, que tenha comunhão com ele e desfrute de sua presença que, para o crente em Jesus, começa já nesta vida. Todo o resto perde o sentido quando nos damos conta do que deve ter significado para aqueles dois homens os momentos que passaram com Jesus, o próprio Criador do Universo.

André era o nome de um deles, que depois seria chamado apóstolo. Quase não ouvimos falar de André e provavelmente jamais iremos ouvir falar dos homens e mulheres que desfrutam dos lugares mais próximos de comunhão com Jesus. Mas André não quer desfrutar disso sozinho. Nos próximos 3 minutos ele vai levar a boa notícia para aqueles que lhe são mais próximos: os seus familiares.

#132 O cordeiro que tira o pecado



Leitura: João 1:19-36
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Igrx-o2KFoY

É só João, o batista, começar a dizer às pessoas para se arrependerem que o Messias tinha chegado, e uma comissão formada por sacerdotes e levitas sai de Jerusalém para saber quem é João. Quando existe um clero, este fica incomodado se descobre que Deus está agindo sem a sua autorização. João diz não ser o Messias, nem Elias ressuscitado ou reencarnado, e nem o profeta previsto por Moisés.

João não queria atrair as atenções para si. Naquele tempo o escravo tinham a incumbência de desamarrar as sandálias de seu senhor quando este chegava, e João diz não ser digno nem mesmo de desamarrar as sandálias de Jesus. Ele se considera menos que um escravo. É com Jesus que as pessoas devem se ocupar.

João é a voz que clama no deserto. Sua missão é exortar o povo a se preparar para receber o Messias. Os que se arrependem são batizados por ele como uma prova exterior de um arrependimento interior. Aqui não se trata do batismo cristão.

Hoje cada um que crê em Jesus também é uma voz. A voz é o meio que transporta a Palavra. Ao contrário de João, que pregava o arrependimento e anunciava que o Messias viria, o cristão prega a graça de Deus e anuncia que o Salvador já veio. João mandava as pessoas se arrependerem e se limparem para receber o Messias. Hoje o evangelho convida você a crer em Jesus e se deixar limpar por ele. João pregava uma condição. O evangelho da graça prega uma solução. Antes a mensagem era "Se você já estiver preparado, venha a Jesus" e agora é "Se você for pecador, venha a Jesus".

No dia seguinte João anuncia: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Para surpresa dos judeus, que aguardavam um Messias e Rei poderoso e conquistador, João acabava de revelar que Jesus devia morrer como um sacrifício. Os cordeiros sacrificados em Israel não eram uma solução para o pecado, apenas prefiguravam o verdadeiro Cordeiro. Entenda que "pecado" é a raiz, o princípio ativo, e "pecados" são os frutos, as consequências.

Ao morrer na cruz Jesus levou sobre si os pecados - no plural - daqueles que creram nele em todas as épocas, antes e depois de sua vinda. Os de antes creram que Deus providenciaria um cordeiro; os de hoje, que Deus já providenciou. Na cruz Jesus também tirou o pecado - no singular - do mundo, ou seja, restaurou os fundamentos da própria criação. Sua morte foi, primeiro, para resolver a questão do pecado no que diz respeito a Deus e, segundo, para resolver o problema do homem. Mesmo que ninguém fosse salvo, ainda assim a obra de Cristo teria tirado o pecado do mundo. Ela é a base eterna para os novos céus e a nova terra ainda futuros. Jesus já tirou o pecado do mundo e limpou os pecados dos pecadores que creem nele como Salvador, e apenas destes. Será você um deles?

#131 Graça e verdade



Leitura: João 1:17-18
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=lAVAj9tWU3w

Quando Deus se manifestou a Moisés no Monte Sinai para entregar a ele a Lei, os Dez Mandamentos, o cenário era aterrador. A montanha toda fumegava. Raios riscavam o céu e trovões faziam tremer as rochas. Quem ousasse tocar o monte seria imediatamente morto. Enquanto isso Deus escrevia sua Lei em tábuas duras, literalmente de pedra.

Talvez uma imagem de um Deus severo assim não agrade você, que acha que Deus deve ser todo amor. Porém a Lei de Deus, que cobrava com rigor uma vida correta, revelava a justiça de um Deus santo que não pode tolerar o pecado. E se você não gosta da idéia de um Deus irado, como você se sentiria se soubesse que sua filhinha de três anos foi molestada por uma pedófilo? Se você, que é pecador e imperfeito, se sente indignado, por que acha que um Deus santo, justo e perfeito não pode sentir o mesmo?

Os mandamentos da Lei de Deus revelavam a justiça de Deus, mas não davam ao homem o poder de viver de acordo com eles. A Lei só tinha o poder de condenar. A Lei faz você se sentir como o motorista de um enorme caminhão entalado em uma rua estreita e olhando para a placa de contra-mão. Você nada pode fazer além de saber que é um transgressor da lei, e não tem o poder de manobrar seu caminhão.

No Antigo Testamento Deus se revelou em justiça. Em Cristo Deus se revelou em graça. Ao contrário do Monte Sinai fumegante, qualquer um podia tocar em Jesus sem ser consumido. Você sempre verá um contraste entre o modo de Deus tratar o homem segundo a Lei do Antigo Testamento e segundo a graça revelada em Jesus. A Lei condena; a graça perdoa. A Lei exige que o homem seja justo; a graça justifica o homem. A Lei exige boas obras; a graça exige fé. A Lei abençoa o bom; a graça salva o ímpio. A Lei espera que você receba bênçãos por mérito; a graça é um favor imerecido. Não é à toa que o Antigo Testamento termina com a palavra "maldição" e o Novo Testamento com a palavra "graça".

Mas a graça só pôde ter efeito porque Jesus, o único que andou 100% de acordo com a Lei, quis receber em si a condenação que a Lei exigia daqueles que a transgredissem: a morte. Ao morrer na cruz como substituto do pecador recebendo o juízo de Deus, Jesus cumpriu a sentença que tinha sido determinada para o pecador. Aquele que crê em Cristo é como se já tivesse sido condenado por procuração. Agora sim a graça pode se manifestar sem atropelar a justiça. Mas não foi apenas a graça que se manifestou em Jesus. A verdade não estava apenas nele, mas ele é a própria verdade, portanto você jamais encontrará a verdade se não tiver um encontro com Jesus.

Ao crer em Jesus você é perdoado de todos os seus pecados e justificado, ou tido por justo aos olhos de Deus. Perdão é como se Deus dissesse a você: "Ok, pode ir". Justificação é como se ele dissesse: "Ok, pode vir". Perdão é como se o juiz abrisse a porta da cela para libertar você. Justificação é como se ele desse a você um atestado de idoneidade e virtude. Tudo isso se resume numa palavra: salvação. Nos próximos 3 minutos conheça o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

#130 A encarnação



Leitura: João 1:14-16
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=PwnaGHljAqI

Mesmo antes de nascer na forma humana neste mundo, Jesus sempre existiu como Filho de Deus, juntamente com o Pai e o Espírito Santo. Não são 3 deuses, mas um só Deus em três Pessoas distintas, um mistério que vai além da nossa compreensão. Algumas pistas ajudarão você a aceitar isso.

Uma é que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, por isso somos seres tripartidos, formados por corpo, alma e espírito. Outra pista está em Gênesis capítulo 1: "E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança". Percebeu o plural aí? Façamos... nossa... Não se trata de apenas uma Pessoa falando, mas o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

João nos diz que "o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade". Ao dizer que se fez carne ele pressupõe sua pré existência. Ao dizer que habitou entre nós, revela que não foi diferente de um homem comum. Aliás, Jesus foi tão comum em sua aparência aqui que quando os guardas foram prendê-lo à noite precisaram combinar com Judas que o beijo seria o sinal, para não prenderem a pessoa errada.

A palavra "habitou" significa literalmente ocupar uma tenda ou uma habitação, no caso o corpo de carne. Nunca antes Deus tinha assumido a forma humana e vivido como homem. Os 33 anos que Jesus viveu neste mundo são um evento único na história do Universo, a começar com sua geração no ventre de uma virgem.

Unigênito significa "único gerado". Todos os que crêem em Jesus são filhos de Deus, porém Jesus é "o" Filho de Deus, ocupando uma posição única, igual a Deus e um com o Pai. Em nenhum momento ele deixou de ser Deus ao assumir a forma humana. E depois de ressuscitar e subir ao céu em forma corpórea, ele nunca mais deixará de ser também Homem. Obviamente algumas características divinas ficaram parcialmente ocultas aos olhos humanos enquanto ele andou aqui, caso contrário os homens seriam consumidos se tão somente olhassem para Jesus.

Mesmo assim sua glória divina não deixou de transparecer em sua perfeição moral. No mesmo texto bíblico onde encontramos defeitos nos discípulos e apóstolos, nenhuma falha é vista em Jesus e em seu modo de proceder. João teve o privilégio de ver uma porção extra de sua glória quando Jesus se transfigurou e apareceu em fulgor ao lado de Moisés e Elias.

João batista, que era mais velho do que Jesus, dá testemunho de sua pré existência ao dizer que Jesus existia antes dele e era superior a ele. Agora, todo aquele que recebe a Jesus recebe também toda a sua plenitude e graça sobre graça. Você vai querer perder isso? Nos próximos 3 minutos o evangelho continua falando da graça e da verdade que você só encontra em Jesus.

#129 Filhos



Leitura: João 1:12-13
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Sth4FDQZ05U

É um grande engano achar que somos filhos de Deus por natureza. Não somos. Se quisermos saber de que somos filhos, basta ler o que diz o apóstolo Paulo em sua carta aos efésios. Lá ele diz aos cristãos que viviam em Éfeso que antes de sua conversão, por andarem segundo o curso deste mundo, segundo o diabo, e segundo seus próprios instintos e pensamentos, eles eram "filhos da desobediência" e "filhos da ira".

Portanto, se você ainda não se converteu a Jesus, os títulos "filho da desobediência" e "filho da ira" podem parecer fortes demais e nem um pouco politicamente corretos de serem mencionados aqui, mas é exatamente isso o que a Bíblia diz de você. E neste evangelho fica muito claro que não somos filhos de Deus por natureza porque João fala de um novo nascimento, um nascimento espiritual que nada tem a ver com nossa existência como seres humanos.

Após dizer que Jesus veio para o que era seu e os seus não o receberam, o texto continua dizendo, "mas, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus". Portanto, se é apenas quando as pessoas crêem em Jesus que recebem esse título de "filhos de Deus", antes disso elas não podem dizer que têm esse privilégio, não é mesmo? E tem mais.

Você não se torna filho de Deus por descendência, por vontade própria ou pela vontade de alguém. Isto é, mesmo que seus pais sejam filhos de Deus por crerem em Jesus, isso não torna você automaticamente um filho de Deus. Também não é por seu esforço ou vontade própria que você adquire esse título e posição. Tampouco pelo esforço ou vontade de outra pessoa, como se existissem pessoas com o poder de transformar os outros em filhos de Deus por meio de alguma oração, imposição de mãos ou passe de mágica.

O evangelho diz que os filhos de Deus "não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus". Isso mesmo, o novo nascimento, ou nascimento do alto, ou nascimento espiritual, é algo que Deus faz. Assim como não foi pelo seu esforço que você nasceu neste mundo, não é pelo seu esforço que você nasce de novo, mas por obra e graça de Deus.

Se você ainda acha que Jesus é um ser iluminado, comparável a algum guru, anjo ou extraterrestre, você ainda não nasceu de novo. Se acha que é pelos seus esforços que chegará ao céu, você ainda precisa nascer de novo. Se acredita que por ser humano já é automaticamente membro da família de Deus, ainda não entendeu o que diz o evangelho. Antes dos próximos 3 minutos é melhor crer em Jesus e pedir a ele que salve você, se quiser se tornar realmente um filho de Deus.

#128 A Luz



Leitura: João 1:5-11
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=_dT5zT7UHHo

"A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam", não puderam resistir a ela. Deus é luz e nele não há trevas. As trevas não fazem parte da criação original de Deus; elas são uma consequência do pecado dos anjos em tempos ancestrais, e também do pecado do homem que se disseminou a partir de Adão.

Tecnicamente falando, as trevas não existem. Elas são apenas a ausência de luz, um vazio igual ao encontrado no coração humano arruinado pelo pecado original. Em Gênesis, quando Adão pecou, Deus pergunta: "Adão, onde estás?". Quando Deus pergunta algo a você, não é porque ele quer saber, mas para despertar sua consciência. Na prática Deus estava dizendo: "Adão, veja só onde você foi parar!"

Mas Deus quer reverter essa condição, e para isso Jesus veio ao mundo. A verdadeira luz estava no mundo, mas o mundo, que foi feito por ele, não o conheceu. Veio para o povo que lhe pertencia, os judeus, mas esse mesmo povo não o recebeu.

Como insetos notívagos, que se escondem sob a pedra porque odeiam a luz, nós fugimos de Jesus. Essa fuga faz parte dos sintomas causados pelo pecado. Quando você me vê aqui falando de Jesus, não pense que fui sempre assim. Eu também fugia da verdadeira luz, porém fazia isso da forma mais sutil e enganosa: eu era um espiritualista.

No meu modo espiritualista de pensar, Jesus não passava de um grande mestre ou espírito iluminado. Eu o comparava a homens como Buda, Gandhi e outros. E a idéia de divindade que eu tinha de Jesus era de alguém que trazia em si algum tipo de centelha divina conquistada depois de muita evolução através de sucessivas reencarnações.

Mas não é de um Jesus assim que o evangelho fala. Ele fala de um Jesus que é o verbo ou elemento originador de toda ação e realização, o próprio Deus criador. Este Jesus um dia me incomodou, como deve incomodar você se ainda não se converteu. Sabe por que? Porque a luz revela todas as coisas. Ela revela aquilo que as trevas tentam esconder. Sob a luz da presença de Jesus eu sou o que sou, meus pecados vêm à tona e meus defeitos são manifestos. Ninguém fica indiferente à luz.

O que fazer? Posso voltar as costas para a luz, qual uma criança que tapa os olhos com as mãos e pensa estar escondida. Mesmo assim a luz continua ali, brilhando e denunciando quem eu sou e onde estou. Um dia eu resisti, mas o amor de Jesus me constrangeu a reconhecer o meu pecado e a deixar que ele me salvasse. Então, qual um filme fotográfico que recebe uma superexposição à luz, todas as manchas desapareceram, todos os meus pecados foram perdoados. Naquele dia Deus me fez seu filho. E é de um novo nascimento que João fala nos próximos 3 minutos.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.