"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#156 O autor do sabado



Leitura: João 5:17-18
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=R1NW1trZi78

Ao curar um homem no sábado Jesus desperta a ira dos religiosos judeus. A lei dada por Deus a Moisés ordenava que nenhum trabalho fosse feito no sábado, e os transgressores deviam ser castigados com a morte por apedrejamento. Estes judeus, que agora desejam matar Jesus, não percebem duas coisas.

Primeiro, que a lei do sábado tinha sido dada para benefício do homem. Deus queria que o seu povo descansasse, por isso qualquer tipo de trabalho era proibido, mas atividades que tivessem por objetivo salvar uma vida ou curar um enfermo não eram consideradas trabalho, mas atos de misericórdia.

Em uma ocasião Jesus usa o exemplo da ovelha, que qualquer judeu estava pronto a socorrer caso caísse numa cova no sábado. Aqueles mesmos judeus, que tinham tanto cuidado com suas ovelhas, não ligavam nem um pouco para a cura que Jesus efetuou em um homem que estava há trinta e oito anos preso na cova de sua enfermidade.

A segunda coisa que os judeus não percebem é que aquele que curou o homem no sábado é o mesmo Deus que, no passado, havia dado a Lei a Israel. Foi por meio dele que todas as coisas foram criadas, e foi ele quem descansou no sétimo dia de sua criação. Porém, aquele seria o último descanso para Deus, já que logo depois Adão e Eva cairiam em pecado. Desde então, a humanidade só deu trabalho ao seu Criador.

"Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também", é o que Jesus responde aos religiosos judeus que o criticam por ter curado o homem no sábado. O detalhe é que, ao dizer isso, Jesus se torna culpado, aos olhos dos judeus, de algo ainda mais grave do que transgredir o mandamento do sábado. Ele precisa ser eterno para também trabalhar até agora como faz o Pai, e ao chamar a Deus de Pai está dizendo ser igual a Deus.

Para um judeu, chamar a Deus de Pai era impensável. No Antigo Testamento há meia dúzia de passagens que chamam Deus de Pai dos seres humanos, mas nenhuma delas no sentido de filiação. Ou elas são no sentido de Criador, ou de quem cuida de sua criação, mas nunca no sentido de alguém que transmite seu DNA ou sua própria natureza a um filho gerado por ele.

A revelação que Jesus faz aos judeus mostra que existe uma ligação íntima e indissolúvel entre ele e o Pai, e por isso "os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus".

Nos próximos 3 minutos Jesus dá mais detalhes dessa ligação e de sua divindade.

#155 Depois da cura



Leitura: João 5:10-16
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=q0BVjriqOdg

Depois de curar o homem que jazia enfermo por 38 anos, Jesus lhe diz para pegar a maca onde jazia e sair dali caminhando. Quando os judeus religiosos veem aquele homem carregando sua maca, dão a maior bronca. Querem saber por que ele transgredia o mandamento do Sábado, que proibia carregar algo ou fazer algum trabalho neste dia.

Ele responde que um homem, o mesmo que o havia curado, disse que ele podia ir embora carregando sua maca. Ele não sabe quem é aquele homem, mas acaba reencontrando Jesus no templo. Isso faz sentido. Se nos lembrarmos de que o objetivo de Deus ao salvar alguém é transformá-lo em um adorador, a ida daquele homem ao templo era um testemunho de sua real transformação.

No capítulo 9 do livro de Atos, o Senhor manda Ananias ir se encontrar com Saulo, um ferrenho perseguidor dos cristãos que tinha acabado de se converter a Cristo. Para identificá-lo, o Senhor diz a Ananias: "Vai à rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso chamado Saulo; pois ele está orando". A oração era uma característica de sua conversão.

A primeira reação de quem se converte a Cristo é buscar a Deus em oração, ações de graças e adoração, pois foi para termos comunhão com ele que Deus nos criou. Amar a sua Palavra, fazer a sua obra e ter aversão ao pecado são outros resultados de uma conversão real. Todas essas coisas, porém, são os vagões que acompanham a locomotiva de uma salvação já consumada. Aquele homem não foi ao templo para ser curado. Ele foi porque tinha sido curado.

É claro que, junto com os benefícios, vêm as responsabilidades, por isso Jesus diz ao homem: "Olhe, você está curado. Não volte a pecar, para que algo pior não lhe aconteça". Ele não diz o que seria esse "algo pior", mas deixou evidente duas coisas. Primeiro, que o padrão de santidade estabelecido por Deus é sempre absoluto. Ele não diz "procure não pecar" ou "não peque muito", mas simplesmente "não volte a pecar".

Segundo, que o pecado sempre traz consequências ruins. Embora um verdadeiro crente não possa perder a salvação, ele pode perder a comunhão com Deus, a alegria, a saúde e até a própria vida como consequência do pecado. Deus é um Pai que disciplina cada filho desobediente. Embora uma disciplina assim pareça severa, se avaliada numa perspectiva eterna ela dói menos do que uma chinelada tomada na infância. Mas, na hora, pode apostar que a chinelada de Deus também dói.

Mais tarde, o homem que fora curado conta aos religiosos judeus que o nome daquele que o curou é Jesus. Os judeus vão reclamar com Jesus por ele curar no sábado, e o que Jesus diz a eles está além da imaginação de qualquer judeu. Você vai saber o que é nos próximos 3 minutos.

#154 Olhando para o lado errado



Leitura: João 5:1-9
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=MuaA73alzDw

Jesus vai a Jerusalém e visita um tanque chamado de Betesda, ao redor do qual há uma multidão de enfermos. Essa multidão está ali esperando ver um movimento na água feito por um anjo. O primeiro que entrar no tanque assim que a água se mover é curado.

Ainda que alguns manuscritos não tragam o versículo 4, que fala desse anjo, o relato está bem de acordo com a dispensação que vigorou para Israel, quando os anjos faziam a intermediação entre Deus e os homens. Foi por intermédio deles que a Lei foi dada a Moisés, e esta exigia que o homem fizesse algo de si mesmo se quisesse ser abençoado, como por exemplo, ser capaz de ver a água se mover e mergulhar no tanque.

Com tantos cegos, coxos e aleijados jazendo ali, fica difícil imaginar como alguém conseguia entrar a tempo de aproveitar o efeito curativo do movimento da água. O cegos nem podiam ver a água se mover, e os coxos e aleijados não tinham a agilidade suficiente para cumprir a tarefa. Do ponto de vista espiritual, todas aquelas pessoas estavam numa mesma condição: incapazes de fazer qualquer coisa para se salvarem.

É este também o cenário atual: um monte de gente esperando por um sinal visível para executar algum tipo de ação e se livrar de seus problemas. O que as pessoas não percebem é que os problemas são consequência de um problema maior: a condição de pecadores perdidos. Alguns ali talvez preferissem tentar ver o anjo antes do movimento da água, e gente ocupada com anjos é o que não falta em nossos dias.

O problema dos doentes no tanque de Betesda é que estão olhando na direção errada, esperando a salvação de algum anjo, sinal visível ou esforço próprio. Mas o único que pode salvá-los está bem ali no meio deles, mas ninguém está olhando para ele. Assim é todo ser humano. A carta aos Romanos diz que não há quem busque a Deus, nem um sequer.

Por isso a iniciativa parte de Jesus, que não apenas vê o homem enfermo, mas sabe perfeitamente que ele está assim há 38 anos. Ele pergunta ao homem se quer ser curado, mas o pobre enfermo está tão preocupado com suas próprias limitações, que explica que não tem ninguém para colocá-lo no tanque quando a água se move. Mas quem falou em tanque?

"Levanta-te, toma o teu leito, e anda", diz Jesus. O resultado é o mesmo de todas as outras vezes em que bastou uma palavra do Senhor para cegos enxergarem, mudos falarem e mortos ressuscitarem.

Se você deseja ser curado de seus pecados e ter vida eterna, por que continua olhando para si mesmo ou para qualquer outro que não seja Jesus? Não estou falando de uma religião, mas de uma pessoa. A religião quer que você continue preso ao leito das incertezas, pois ela vive disso. Aliás, sabe de onde vem a primeira bronca que aquele homem recebe ao ser curado? Da religião. É o que veremos nos próximos 3 minutos.

#153 Espaco e tempo



Leitura: João 4:46-54
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=vPaaankGPsU

Jesus volta a Caná, o lugar onde tinha transformado água em vinho, mas desta vez o clima ali não é de festa. Ele encontra um pai aflito, cujo filho está à beira da morte na cidade de Cafarnaum, a 38 quilômetros dali. O homem, um oficial do rei, insiste com Jesus para que ele vá a Cafarnaum antes que o menino morra.

Jesus comenta que se as pessoas não virem o milagre realmente acontecer, não crerão. A princípio é com uma fé de segunda categoria que esse homem vai a Jesus, a mesma fé de Tomé, que precisa ver para crer. Jesus cura tanto o filho do homem como sua fé. "Vai, o teu filho vive", diz ele ao homem, e este crê na palavra de Jesus.

No dia seguinte, chegando em Cafarnaum, os servos vêm ao encontro do homem para avisar que seu filho está curado. Ele descobre que isso ocorreu exatamente à uma da tarde do dia anterior, o mesmo horário em que Jesus lhe dissera que seu filho estava curado. Mas o que ele ficou fazendo da uma da tarde do dia anterior até o dia seguinte, que foi quando voltou a Cafarnaum?

Se tivesse ido à pé, teria chegado em casa antes das nove da noite do mesmo dia. Como era um nobre, podia conseguir uma montaria ou carruagem, e chegaria em casa antes da noite. Já que ele não tinha um celular para ligar e saber se o garoto tinha sido mesmo curado, só pode existir uma explicação para a sua falta de pressa: sua fé.

Ao transferir o problema de seu filho para Jesus, já não havia razão para se preocupar. Pela fé ele sabia que Jesus não precisava estar ao lado do menino para curá-lo, já que espaço e tempo não são um problema para Deus. Jesus não precisa se sujeitar às leis da física que regem o Universo que ele mesmo criou, o qual sustenta com a palavra do seu poder. Alguns dias antes, um homem, Nicodemos, tinha aprendido que Jesus não apenas tinha livre trânsito entre o céu e a terra, mas que estava no céu ao mesmo tempo em que falava com Nicodemos na terra.

A verdadeira fé não é limitada pelos sentidos. Ela penetra na esfera onde Deus age, uma dimensão muito além desta que conseguimos detectar. O que você vê, ouve ou sente pode nem existir mais, já que seu cérebro precisou de uma fração de segundo para receber e processar essas informações.

Em termos cósmicos isso fica mais claro. O sol que você vê pode ter deixado de existir há oito minutos e dezoito segundos, que é o tempo necessário para sua luz viajar os 150 milhões de quilômetros que o separa da Terra. Se olhar para a estrela mais próxima depois do Sol, verá como ela era há quatro anos, e não como ela é agora. Neste exato momento ela nem mesmo está mais no lugar do céu para onde você apontou seu telescópio. Você ainda acha que faz sentido acreditar no que vê? Nos próximos três minutos vamos conhecer um homem que podia ver milagres, mas não ganhava nada com isso.

#152 A comida que satisfaz



Leitura: João 4:28-42
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=iPUivjL1xzA

A mulher samaritana passa por uma transformação, depois que Jesus se revela a ela como o "Eu sou", a mesma expressão usada por Jeová para se revelar a Moisés no Antigo Testamento. Duas coisas caracterizam essa transformação, e a primeira é largar seu cântaro.

O cântaro era sua forma de obter e garantir o suprimento da água que Jesus revelou ser efêmera. "Quem beber desta água voltará a ter sede", disse ele à mulher. Todas as coisas que parecem nos satisfazer perdem o seu significado quando conhecemos o Salvador, Jesus Cristo, o Senhor.

É isso que Jesus tenta mostrar aos discípulos que acabam de chegar à beira do poço e insistem para que ele coma a comida que trouxeram. Depois de falar à mulher da água viva, que sacia a sede que a água natural não consegue saciar, Jesus revela aos discípulos o que satisfaz mais do que qualquer alimento natural: fazer a vontade do Pai e realizar sua obra.

E é esta a segunda característica da transformação da mulher samaritana. Ela revela estar em total sintonia com esse pensamento ao correr para a cidade para fazer a vontade do Pai e realizar sua obra. Saciada sua sede espiritual, ela corre para a comida que verdadeiramente satisfaz. Afinal, segundo Jesus, os campos já estão prontos para a ceifa, e a vontade do Pai é que seja iniciada a colheita.

Comparados à mulher samaritana, que literalmente põe mãos à obra, os discípulos são lentos em compreender isso. Eles voltam da cidade trazendo comida para o corpo. Ela corre à cidade levando comida para a alma de seus habitantes. Hudson Taylor, um dos primeiros missionários britânicos na China, escreveu o seguinte:

"Alguns se orgulham de serem sucessores dos apóstolos; eu prefiro ser sucessor da mulher de Samaria, pois, enquanto os apóstolos estavam preocupados em buscar comida, ela largou o seu cântaro por causa de seu zelo em buscar almas".

A mesma mulher, que tinha vergonha de ir ao poço numa hora em que outras mulheres estivessem lá, agora fala de Jesus com ousadia. Ela diz aos outros que encontrou alguém que revelou tudo o que ela tinha feito e os convida a também se encontrarem com ele. Encontrar-se com Jesus é deixar que ele escancare a sua vida; é perder o medo de que cada mancha de pecado seja revelada. Aqueles que amam mais as trevas do que a luz são como insetos escondidos sob uma pedra e não querem nem pensar em ter seus pecados escancarados diante de Jesus.

Mas - eu pergunto - como alguém poderá limpar perfeitamente algo se não tiver luz suficiente para enxergar toda a sujeira? Aqueles que vão agora mesmo e sem reservas a Jesus têm seus pecados totalmente expostos e lavados por seu precioso sangue. Não, você não verá com seus olhos isso acontecer, do mesmo modo como o homem dos próximos 3 minutos não vê o que acontece com seu filho. Mesmo assim acontece.
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.