"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#332 O lugar escolhido por Deus



Leitura: Lucas 2:36-39
Vídeo: http://youtu.be/hC6sky7TTs8

No Antigo Testamento Deus estabeleceu um lugar onde o povo de Israel deveria adorar e oferecer sacrifícios. Os israelitas não deviam adorar a Deus no lugar que bem entendessem ou do modo como os pagãos adoravam seus ídolos. O capítulo 12 do livro de Deuteronômio continha instruções específicas:

"[Vocês] procurarão o local que o Senhor, o seu Deus, escolher dentre todas as tribos para ali pôr o seu nome... Então, para o lugar que o Senhor, o seu Deus, escolher como habitação do seu nome, vocês levarão tudo o que eu lhes ordenar: holocaustos e sacrifícios, dízimos e dádivas especiais... Tenham o cuidado de não sacrificar os seus holocaustos em qualquer lugar que lhes agrade. Ofereçam-nos somente no local que o Senhor escolher numa das suas tribos" (Dt 12:4-14).

Esse lugar seria Jerusalém e o Templo construído por Salomão. Após a morte de Salomão o reino se dividiu em dois: Judá e Israel. Roboão, filho de Salomão, reinou sobre Judá, o reino formado pelas tribos de Judá e Benjamim com sede em Jerusalém. O outro reino, formado pelas outras dez tribos, era chamado de Israel e tinha como rei Jeroboão e sua capital era Samaria.

Para evitar que as dez tribos fossem a Jerusalém adorar no único lugar genuíno, Jeroboão construiu dois santuários "piratas": um em Dã, ao norte de Israel, e outro em Betel, ao sul. Nos anos que se seguiram tanto Judá como Israel abandonaram as Escrituras e voltaram as costas a Deus. Até surgir Ezequias, o piedoso rei de Judá que reabriu o Templo e restaurou o culto ao Senhor.

Ele sabia que aos olhos de Deus Israel era um só povo. Por isso ao restaurar a celebração da páscoa enviou mensageiros também às dez tribos de Israel, convidando-as para virem ao lugar onde Deus colocou o seu nome. "Os mensageiros foram de cidade em cidade, em Efraim e em Manassés, e até em Zebulom, mas o povo zombou deles e os expôs ao ridículo" (2 Cr 30).

Anos depois os assírios invadiram Samaria e levaram cativas as dez tribos, que desapareceram ao se misturarem com outros povos. O povo que vemos nos tempos dos evangelhos, e que hoje conhecemos como Israel, é formado apenas pelas tribos de Judá e Benjamim. Então o que Ana, que era da tribo de Aser, estava fazendo no Templo neste capítulo 2 do evangelho de Lucas?

Quando os mensageiros de Ezequias convidaram as dez tribos para celebrarem a páscoa, "alguns homens de Aser, de Manassés e de Zebulom humilharam-se e foram para Jerusalém", diz o capítulo 30 de 2 Crônicas. Ana devia ser descendente desses de Aser, que podem ter permanecido no lugar escolhido por Deus e assim escapado do cativeiro assírio e da perda de identidade como povo de Deus. Ana tinha boas razões para considerar o Templo um lugar seguro, e é lá que vamos encontrar Jesus aos doze anos de idade nos próximos 3 minutos.


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As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

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