"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#344 Orgulho nacional



Leitura: Lucas 4:22-26
Vídeo: http://youtu.be/Dv_5G2PRffQ

Um dia Deus escolheu um povo, como se fizesse uma amostragem da raça humana. Ele deu a esse povo privilégios e responsabilidades que nenhum outro recebeu, e chegou a dividir a humanidade e estabelecer fronteiras de acordo com esse mesmo povo. Em Deuteronômio, capítulo 32, diz:

"Quando o Altíssimo deu às nações a sua herança, quando dividiu toda a humanidade, estabeleceu fronteiras para os povos de acordo com o número dos filhos de Israel. Pois o povo preferido do Senhor é este povo... Ele o protegeu e dele cuidou; guardou-o como a menina dos seus olhos." (Dt 32:8-12).

Até ali Israel tinha sido a menina dos olhos do Senhor, mas isso iria mudar. Os judeus não percebem que carregam um histórico de rejeição que em breve culminaria com a condenação e morte de seu próprio Messias. Mais tarde Jesus revelaria o quanto eles tinham sido rebeldes, ao dizer:

"Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedrejas os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram! Eis que a vossa casa se vos deixará deserta. E em verdade vos digo que não me vereis até que venha o tempo em que digais: Bendito aquele que vem em nome do Senhor" (Lc 13:34-35).

Ao inaugurar o "ano da graça" Deus deixava Israel de lado por um tempo. O Espírito Santo desceria à terra para inaugurar a Igreja, um segredo que nem os profetas do Antigo Testamento sabiam. Israel deixaria de ser o testemunho de Deus na terra, privilégio que seria da Igreja. Ela seria formada por pessoas tiradas de entre judeus e gentios, uma ideia humilhante demais para Israel, tão orgulhoso de ter sido a menina dos olhos de Deus.

As profecias do Antigo Testamento paravam com a chegada da graça e continuavam com o dia da vingança e o estabelecimento do Reino de Cristo. Entre uma coisa e outra haveria um parêntese, o atual período da Igreja, ignorado pelos profetas. Os judeus, que a princípio podem ter gostado de ouvir Jesus falar em graça, logo ficam irados ao saber que essa graça iria privilegiar pessoas de povos inimigos, como a viúva de Sarepta e o leproso Naamã citados por Jesus.

Paulo fala dessa ira e ciúme ao escrever aos romanos: "Moisés foi o primeiro que disse: 'Farei que tenham ciúmes de quem não é meu povo; eu os provocarei à ira por meio de um povo sem entendimento'. E Isaías diz ousadamente: 'Fui achado por aqueles que não me procuravam; revelei-me àqueles que não perguntavam por mim'. Mas a respeito de Israel, ele diz: 'O tempo todo estendi as mãos a um povo desobediente e rebelde'" (Rm 10:19-21).

E é da viúva de Sarepta que iremos falar nos próximos 3 minutos.

(Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.