"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#380 Pela fe'



Leitura: Lucas 8:1-3
Vídeo: http://youtu.be/v9sD4-z_Hwg

"Depois disso Jesus ia passando pelas cidades e povoados proclamando as boas novas do Reino de Deus. Os doze estavam com ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças: Maria, chamada Madalena, de quem haviam saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, administrador da casa de Herodes; Susana e muitas outras. Essas mulheres ajudavam a sustentá-los com os seus bens" (Lc 8:1-3).

No capítulo anterior uma mulher amou muito por ter sido muito perdoada. Aqui estas mulheres ajudam Jesus com seus bens porque foram libertadas de doenças e espíritos malignos. Percebe a ordem das coisas? Foi depois de terem sido perdoadas, curadas e libertadas que estas mulheres passaram a adorar e a servir a Jesus, não o contrário. É um ato de gratidão, não de barganha.

A religião do homem é uma religião de barganha: as pessoas fazem coisas para obterem o "favor" de Deus ou, como costumam dizer, alcançar uma "graça". Mas de onde tiraram a ideia de que "graça" se obtém pagando? E que "favor" é esse que exige antes dar algo em troca? Aproximar-se de Deus tentando barganhar com ele é querer colocar Deus ao nosso serviço e fazendo dele nosso devedor. É como dizer: "Senhor, já fiz a minha parte, agora faça a sua".

O capítulo 11 da carta aos Hebreus diz que "sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam". E continua mencionando os nomes das pessoas de fé que alcançaram a salvação, não por terem feito algo, mas por terem crido. Todas as citações começam com a frase "pela fé": "Pela fé Abel...", "Pela fé Enoque...", "Pela fé Noé...", "Pela fé Abraão...", "Pela fé Isaque...", "Pela fé Jacó...", "Pela fé José...", "Pela fé Moisés...", "Pela fé a prostituta Raab..."; e segue falando de Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel, os profetas etc.

A fé veio antes das obras e lhes garantiu a salvação, ainda que nesta vida alguns sofressem horrivelmente. "Enfrentaram zombaria e açoites... foram acorrentados e colocados na prisão, apedrejados, serrados ao meio, postos à prova, mortos ao fio da espada; andaram errantes, vestidos de pele de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos e maltratados... vagaram pelos desertos e montes, pelas cavernas e grutas..." Ali diz ainda que "todos estes receberam bom testemunho por meio da fé" (Hb 11:1-40).

E você? Ainda está nessa de encostar Deus na parede, fazendo ofertas e sacrifícios para obrigá-lo a retribuir com bênçãos, curas e prosperidade? Que tal ser como as mulheres que serviam a Jesus por terem sido já abençoadas com a maior riqueza de todas: a salvação eterna? Então creia em Jesus.

Nos próximos 3 minutos um semeador sai a semear.

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#379 A prostituta e o clerigo



Leitura: Lucas 7:36-50
Vídeo: http://youtu.be/TtoFGhmBQnM

Um fariseu convida Jesus para uma refeição. Enquanto ele está à mesa, uma prostituta entra na casa com um frasco cheio de perfume e, prostrada aos pés de Jesus, começa a chorar. Suas lágrimas molham seus pés e ela os seca com seus cabelos, beijando-os e derramando perfume sobre eles. O fariseu, indignado, pensa consigo: "Se este homem fosse profeta, saberia quem nele está tocando e que tipo de mulher ela é; uma pecadora" (Lc 7:39).

Jesus conhece os pensamentos do fariseu e decide levar a questão à sua consciência, contando uma parábola. "Dois homens deviam a certo credor. Um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinquenta. Nenhum dos dois tinha com que lhe pagar, por isso perdoou a dívida a ambos. Qual deles o amará mais?". O fariseu responde: "Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior". A resposta está correta, mas será que sua consciência foi alcançada?

Aos olhos de Deus, o fariseu e a prostituta estão igualmente falidos. Ele podia até dever pouco, ela muito, mas Deus oferece a ambos o perdão independente da dívida. Aparentemente apenas a prostituta tem a convicção de sua dívida ter sido quitada. O fariseu nem sequer se deu conta do quanto deve para Deus.

Dirigindo-se a ele, Jesus diz: "Vê esta mulher? Entrei em sua casa, mas você não me deu água para lavar os pés; ela, porém, molhou os meus pés com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. Você não me saudou com um beijo, mas esta mulher, desde que entrei aqui, não parou de beijar os meus pés. Você não ungiu a minha cabeça com óleo, mas ela derramou perfume nos meus pés. Portanto, eu lhe digo, os muitos pecados dela lhe foram perdoados, pelo que ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama" (Lc 7:44-47).

Ela não está ali em busca de cura física ou prosperidade material. Ela veio agradecer. Se ela ama tanto assim é porque sua fé lhe dá a certeza de um grande perdão. Jesus declara aquilo que ela por fé sabe ter obtido: "Seus pecados estão perdoados". E para que ninguém venha a pensar que o perdão seja para recompensar a boa ação da mulher, Jesus diz a ela: "Sua fé a salvou; vá em paz".

O capítulo 11 do livro de Hebreus diz que "a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos". Você consegue entender por que a salvação é pela fé e não pelas boas obras? Nos próximos 3 minutos encontraremos outras mulheres que foram igualmente perdoadas de seus pecados e agora seguem a Jesus. E não apenas o seguem, mas o servem com seus bens.

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#378 Voce e' um filho da Sabedoria?



Leitura: Lucas 7:31-35
Vídeo: http://youtu.be/YATlt-CyEuo

Se a sua consciência não o acusa de pecado, você está com um sério problema. O mesmo problema dos fariseus que recusavam o batismo de João. Eles não gostavam do testemunho austero de João e o acusavam de estar possesso de um demônio. Para eles João era legalista demais. Mas diante do testemunho cheio de graça dado por Jesus, eles o acusavam falsamente de "comilão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores" (Lc 7:34). Para eles, Jesus era um libertino.

Não há como contentar uma consciência em rebelião contra Deus e insensível ao pecado. Não falo aqui de atitudes contrárias aos bons costumes. Do ponto de vista da conduta exterior, os religiosos fariseus eram um exemplo de cidadania. A questão está em se ter consciência do que existe no coração. Uma consciência incomodada se envergonha de si mesma e reconhece que "do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias" (Mt 15:19).

Mas aqueles que não têm a consciência despertada para o arrependimento "são como crianças que ficam sentadas na praça e gritam umas às outras: 'Nós lhes tocamos flauta, mas vocês não dançaram; cantamos um lamento, mas vocês não choraram'" (Lc 7:32). Nunca estão satisfeitas. Se Deus exige delas uma tomada de decisão, como fez João Batista, acham que assim é difícil demais. Se Jesus vem a elas em graça e misericórdia, prometendo a vida eterna apenas crendo nele, alegam que assim é fácil demais. E chamam de libertinagem a liberdade que Cristo oferece.

Diante disso Jesus afirma que a Sabedoria é justificada, ou comprovada, por seus filhos. Um filho da Sabedoria se reconhece pecador e merecedor da condenação, aceitando de bom grado o perdão oferecido de graça ao que crê em Jesus. Quem não está entre os filhos da Sabedoria irá sempre encontrar defeitos nos outros e em Deus, justificando-se a si mesmo. E não terá temor do Senhor quanto ao pecado que habita em seu próprio coração.

O capítulo 8 do livro de Provérbios descreve, de forma poética, Jesus como a personificação da Sabedoria de Deus. A essência do que diz ali é: "O temor do Senhor é odiar o mal", e também "Todo aquele que me encontra, encontra a vida e recebe o favor do Senhor. Mas aquele que de mim se afasta, a si mesmo se agride; todos os que me odeiam amam a morte". (Pv 8:13; 35-36). E é de duas pessoas assim, uma filha da Sabedoria e um religioso de consciência cauterizada, que Jesus fala nos próximos 3 minutos.

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#377 A quem voce justifica?



Leitura: Lucas 7:28-30
Vídeo: http://youtu.be/xaFqGeGVe5g

É preciso entender que o ministério de João Batista era transitório. Os judeus aguardavam o Messias para reinar, e João fora enviado para anunciar a chegada do Messias e de seu Reino. Mas o próprio João não fazia parte desse Reino, como Jesus informa: "Entre os que nasceram de mulher não há ninguém maior do que João; todavia, o menor no Reino de Deus é maior do que ele" (Lc 7:28).

O Reino de Deus não é a mesma coisa que o céu. O Reino é a manifestação de Cristo para os que pertencem a ele. Mais adiante Jesus diria: "O Reino de Deus não vem de modo visível... porque o Reino de Deus está entre vocês" (Lc 17:20-21). Isto era um fato, pois o próprio Rei estava aqui andando entre os homens, ainda que não fosse reconhecido por eles. Um dia, quando Cristo voltar, esse Reino será visível e estabelecido em poder e glória, mas não agora.

Ao ser rejeitado pelos judeus, o Rei voltaria para o céu e seu Reino permaneceria aqui no caráter de Reino dos Céus, que identifica sua origem. No presente momento o Reino inclui todos os que professam ser cristãos, sejam falsos ou verdadeiros, joio ou trigo. João Batista prega um batismo de arrependimento, uma espécie de curso preparatório para o Reino. Mais tarde, no livro de Atos, os discípulos que haviam sido batizados a João seriam novamente batizados a Jesus, ou seja, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

A pregação de João Batista foi recebida pelos desprezados dentre o povo e até pelas pessoas de má reputação, como os publicanos que coletavam impostos para os romanos. Eles ouviram, creram e se arrependeram, deixando-se batizar pelo batismo de João. Porém os religiosos judeus não quiseram crer que eram pecadores e necessitavam se arrepender.

Os que criam na pregação de João Batista justificavam a Deus, ou seja, consideravam que Deus era justo em acusá-los de pecado e exigir que se arrependessem. Aceitar o batismo de arrependimento era o ato exterior dessa disposição do coração. Já os religiosos confiavam demais em sua justiça própria para poderem justificar a Deus. Quem acredita em sua própria justiça se acha merecedor da salvação e ofende a Deus. Se você adota o seu modo de ser como padrão de justiça, Deus será injusto, pois o padrão dele é diferente do seu. Você precisa se arrepender, você precisa crer se quiser ser salvo.

Mas para crer e se arrepender é preciso que a consciência seja despertada para o pecado, e é este o assunto dos próximos 3 minutos.

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#376 O poder destrutivo do elogio



Leitura: Lucas 7:17-28
Vídeo: http://youtu.be/pjQpe-ACMMY

João Batista ouve falar dos feitos de Jesus e envia dois de seus discípulos para perguntarem: "És tu aquele que haveria de vir ou devemos esperar algum outro?". A missão de João era anunciar a chegada do Messias, e ele quer se certificar de que Jesus é o prometido. Depois de curar e libertar muitos de doenças e demônios, Jesus diz aos discípulos de João: "Voltem e anunciem a João o que vocês viram e ouviram: os cegos veem, os aleijados andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e as boas novas são pregadas aos pobres; e feliz é aquele que não se escandaliza por minha causa" (Lc 7:22).

O detalhe é que só depois que os mensageiros vão embora que Jesus começa a elogiar João Batista para a multidão. Ele diz: "Entre os que nasceram de mulher não há ninguém maior do que João" (Lc 7:24-28). Por que não elogiar João na presença dos discípulos dele? Porque esses elogios iriam parar nos ouvidos de João e não lhe fariam bem. O elogio é importante, porém quando ocorre nas coisas de Deus devemos ser cuidadosos.

Uma versão moderna de João 12:43 diz que os fariseus "gostavam mais de ser elogiados pelas pessoas do que de ser elogiados por Deus". Quando somos elogiados por fazermos a obra de Deus, somos tentados a pensar que temos algum mérito nisso. Mas deveríamos falar como Paulo, em 1 Tessalonicenses 2:6: "Não buscamos reconhecimento humano, quer de vocês quer de outros". É bom nos lembrarmos de que ao elogiarmos um irmão em Cristo por seu trabalho nas coisas de Deus podemos causar mais mal do que bem ao coração dele.

Quem faz algo no Senhor, é no Senhor que faz... "Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas" (Ef 2:10). Você daria os parabéns à caixa de ferramentas pela mesa ou cadeira que o marceneiro fez com elas? Não, seu elogio seria para o marceneiro, pois as ferramentas sozinhas nada podm fazer.

No meio religioso a bajulação é uma instituição, e muitos cristãos se sentem na obrigação exaltar um irmão por sua fidelidade, seu empenho, sua pregação etc. Porém o livro de Provérbios ensina que "o homem que lisonjeia o seu próximo arma uma rede aos seus passos" (Pv 29:5). Gosto da história do pregador, que ao terminar de falar, foi abordado por uma senhora que teceu elogios à sua mensagem, seu desempenho, sua oratória... até ser interrompida por ele, que disse: "Irmã, Satanás sussurrou tudo isso ao meu coração enquanto eu pregava".

Nos próximos 3 minutos a quem você justificaria, a Deus ou a si mesmo?

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#375 Jesus fala ao morto



Leitura: Lucas 7:11-16
Vídeo: http://youtu.be/mN5kBfgwRk4

Jesus caminha em direção à cidade de Naim, acompanhado dos discípulos e de uma grande multidão. No sentido contrário vem outro cortejo. É o cadáver do filho único de uma viúva sendo levado para ser sepultado. Além de sua mãe, uma grande multidão acompanha o defunto. Que triste figura deste mundo. Enquanto alguns seguem a Jesus, outros seguem um morto. Uns caminham para a vida, outros caminham em sentido contrário, para a morte.

E você? Segue a Jesus em direção a Naim, cidade cujo nome em hebraico significa "verdes pastos", ou segue a opinião pública rumo aos sepulcros? Você anda na companhia do único que é capaz de lhe dar vida em abundância, ou segue o filho morto da viúva, que perdeu seu único filho e a esperança de sustento na velhice?

A compaixão de Jesus por aquela mãe o faz parar. "Não chore", diz ele à pobre mulher. Qualquer um de nós poderia dizer o mesmo, mas o que ele faz em seguida só Deus pode fazer. Depois de demonstrar o poder de sua Palavra, recebida com humildade e fé pelo centurião romano, Jesus revela que ela tem poder, independente de nossa fé ou humildade. Quem acha que a frase "Ajuda-te que eu te ajudarei" é um versículo bíblico, está enganado. Deus não precisa de nossa ajuda e você não pode ajudar-se a si mesmo sem Deus.

Romanos 10:17 diz que "a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus". A passagem não diz que ouvir a Palavra de Deus nos dá fé, por mais que seja verdade que nossa fé é alimentada pelas Escrituras. Mas este versículo em particular diz que é a Palavra de Deus que nos dá a capacidade de ouvir. O ouvir é pela Palavra de Deus. Por exemplo, você perderia seu tempo falando com um morto? Não, ele está morto, é incapaz de ouvir. Então porque Jesus fala com este?

Após interromper o cortejo e tocar no caixão, Jesus fala ao morto: "'Jovem, eu lhe digo, levante-se!' Ele se levantou, sentou-se e começou a conversar" (Lc 7:15). É a Palavra de Deus que infunde vida em um morto em seus delitos e pecados; é ela que dá ao homem até mesmo a capacidade de crer na própria Palavra! É depois de preenchidos pela Palavra de Deus que recebemos vida de Deus. Portanto, se algum dia você escutou o evangelho, isso veio de Deus. Se você sentiu o peso de seus pecados, foi porque Deus implantou vida em você. E se você creu em Cristo, de onde você acha que veio sua fé? Afinal, você estava morto, não estava?

Nos próximos 3 minutos vamos aprender algo sobre o elogio.

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#374 Sem merecer



Leitura: Lucas 7:1-10
Vídeo: http://youtu.be/6ay1OcEpJdw

O capítulo 7 de Lucas começa falando de um centurião, um oficial romano convertido ao judaísmo e temente a Deus. Além de ter construído uma sinagoga, o lugar onde os judeus fazem suas leituras e orações, sua preocupação com um servo doente é notável. Ele pede a alguns religiosos judeus para irem chamar Jesus para curar seu servo. Eles vão ao encontro de Jesus e suplicam: "Este homem merece que lhe faças isso, porque ama a nossa nação e construiu a nossa sinagoga" (Lc 7:4-5). Jesus os acompanha e ao chegar perto da casa recebe outro recado do centurião, que diz:

"Senhor, não te incomodes, pois não mereço receber-te debaixo do meu teto. Por isso, nem me considerei digno de ir ao teu encontro. Mas dize uma palavra, e o meu servo será curado. Pois eu também sou homem sujeito a autoridade, e com soldados sob o meu comando. Digo a um: 'Vá', e ele vai; e a outro: 'Venha', e ele vem. Digo a meu servo: 'Faça isto', e ele faz". Ao ouvir estas palavras, Jesus volta-se para a multidão e comenta: "Eu lhes digo que nem em Israel encontrei tamanha fé" (Lc 7:6-8).

O estado de incredulidade em Israel é tão grande, que um gentio é apresentado como exemplo das qualidades que Jesus busca naqueles que creem nele. Que qualidades? Primeiro, a humildade. Os judeus acham importante dizer a Jesus que o homem merece ter seu pedido atendido por ter construído a sinagoga, mas o próprio homem diz de si mesmo: "Não mereço receber-te debaixo do meu teto".

Se você deseja obter de Deus um favor, seja a salvação eterna ou o atendimento a alguma necessidade de sustento ou saúde, precisa reconhecer que não merece coisa alguma. A única coisa que merecemos por nossa desobediência e rebelião é o lago de fogo. Mas Deus, em misericórdia e graça, quer salvar e abençoar quem crê em Jesus e vai a ele contrito, quebrantado e arrependido.

A outra qualidade do centurião está no quanto ele confia na Palavra de Jesus. Ainda que o próprio Jesus não esteja presente, ele sabe que a sua Palavra é suficiente. Quão diferente é essa atitude de muitos que questionam a Palavra de Deus e correm atrás de suas próprias filosofias. Não, eu não estou falando de ateus e incrédulos; estou falando de crentes que preferem dar ouvidos às suas sensações, ideias e experiências ao invés de conferirem tudo pela Palavra de Deus. Esta tem o poder de trazer um morto de volta à vida. Como Jesus faz nos próximos 3 minutos.

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#373 Vida com alicerce



Leitura: Lucas 6:46-49
Vídeo: http://youtu.be/72DXQOZJSnk

Jesus pergunta: "Por que vocês me chamam 'Senhor, Senhor' e não fazem o que eu digo?" (Lc 6:46). Encontramos a expressão "Senhor, Senhor" mais quatro vezes nos evangelhos, duas em Mateus 7 falando dos que profetizam, expulsam demônios e fazem maravilhas em nome de Jesus. Desses Jesus diz: "Nunca os conheci". As virgens insensatas também clamam "Senhor, Senhor", ao descobrirem que ficaram do lado de fora e não podem seguir o Noivo. São os falsos crentes, sem o azeite que representa o Espírito Santo. E no capítulo 13 de Lucas um pai de família fecha a porta sem dar ouvidos aos que do lado de fora clamam: "Senhor, Senhor".

Em 2 Tessalonicenses 2:10 ao 12 vemos os "que estão perecendo, porquanto rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar. Por essa razão Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira, e sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça" (2 Ts 2:10-12). Estes são os deixados para trás após o arrebatamento da Igreja, por professarem ser cristãos sem nunca o terem sido. É a cristandade apóstata, a "Grande Meretriz" de Apocalipse, que crerá na mentira do anticristo. São os que escutam o evangelho, porém rejeitam "o amor à verdade".

Ter amor à verdade é amar aquilo que Jesus falou, mas isto não se restringe às palavras de Jesus nos evangelhos. A rigor, a Bíblia toda é a Palavra de Deus, e as cartas dos apóstolos são as instruções diretas dadas à Igreja. Paulo afirmou: "O que lhes estou escrevendo é mandamento do Senhor" (1 Co 14:37). Muitos cristãos hoje sentem aversão ao que Paulo escreveu. Eles leem os fundamentos deixados pelos apóstolos como se fossem opiniões pessoais ou velhos costumes orientais. Não percebem que eles são o alicerce do cristianismo, e Cristo a "pedra angular".

Jesus avisa: "Aquele que ouve as minhas palavras e não as pratica, é como um homem que construiu uma casa sobre o chão, sem alicerces. No momento em que a torrente deu contra aquela casa, ela caiu, e a sua destruição foi completa" (Lc 6:49). Mas os que creem em Cristo são "membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, no qual todo o edifício é ajustado e cresce para tornar-se um santuário santo no Senhor. Nele vocês também estão sendo juntamente edificados, para se tornarem morada de Deus por seu Espírito" (Ef 2:19-22). É este o seu alicerce?

Nos próximos 3 minutos conheça um homem que crê na Palavra de Jesus.

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#372 Arvores e frutos



Leitura: Lucas 6:43-45
Vídeo: http://youtu.be/V_o5vyh2L8I

"Nenhuma árvore boa dá fruto ruim, nenhuma árvore ruim dá fruto bom. Toda árvore é reconhecida por seus frutos. Ninguém colhe figos de espinheiros, nem uvas de ervas daninhas. O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração" (Lc 6:43-45).

O assunto aqui são as duas naturezas no crente. Um pé de laranja não se torna pé de laranja quando começa a dar laranjas; ele dá laranjas por ser um pé de laranja. Então, o que esperar da natureza caída que herdamos de Adão? Nada que preste. Nós a recebemos arruinada e nada podemos fazer para ela dar bons frutos. É espinheiro que nunca dará figos; erva daninha que nunca dará uvas.

Aqui o velho homem é chamado de "homem mau" e o novo de "homem bom". Qualquer demão de tinta religiosa que você aplicar na velha natureza só fará de você um sepulcro caiado. Aquele que crê em Jesus tem uma nova natureza, que também não pode ser melhorada por ser perfeita. A natureza de Adão era terrena e capacitava o homem a viver na terra, mas depois do pecado nem para isso ela servia mais. Deus não quis remendá-la, mas criou tudo novo em Cristo. A nova natureza que o crente agora tem é celestial e o capacita a viver no céu.

Dependendo da árvore em você que dá fruto, a colheita será boa ou ruim. Dependendo da natureza que controla sua boca, dela sairá louvor ou maldição. Percebe que ser cristão não significa evoluir ou melhorar, mas viver em novidade de vida? O apóstolo Paulo deu um puxão de orelha nos cristãos da Galácia por tentarem viver segundo a Lei e os mandamentos do Antigo Testamento, na tentativa de melhorar a velha natureza, a carne. Paulo escreveu:

"Se vocês são guiados pelo Espírito, não estão debaixo da lei. Ora, as obras da carne [ou velha natureza] são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne [ou velho homem], com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito" (Gl 5:18-25).

Nos próximos 3 minutos Jesus fala de obediência com alicerce.

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#371 O cisco no olho



Leitura: Lucas 6:40-42
Vídeo: http://youtu.be/wT9Md50DzDs

Ao resumirmos o que Jesus disse até aqui vemos que ele instrui seus discípulos do modo como devem ser e agir como representantes dele neste mundo. Eles não são guias cegos, mas pessoas com visão para guiarem outros que igualmente têm visão, não para serem seguidores dos próprios discípulos, mas de Cristo.

Porém, se alguém deseja guiar, precisa saber o que é ser guiado, aprendendo daquele que é o único que pode ser chamado de Mestre, o próprio Jesus. "O discípulo não está acima do seu mestre, mas todo aquele que for bem preparado será como o seu mestre" (Lc 6:40). Jesus, e só ele, deve ser a meta do discípulo, o que equivale dizer que estaremos sempre a alguma distância de atingirmos a meta.

Um discípulo não pode estar acima de seu Mestre, mas aos seus pés como um humilde aprendiz. Jesus está sempre acima de nós e devemos tê-lo como o exemplo de perfeição. "Agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é" (1 Jo 3:2).

Se você quiser viver isto na prática precisará julgar-se a si mesmo o tempo todo. Somos propensos a julgar os outros, a apontar o indicador sem nos darmos conta dos três dedos que ficam apontados contra nós, e do polegar para baixo em sinal de desaprovação. Quando nos julgamos a nós mesmos descobrirmos nossas falhas, e quando ficamos cientes delas podemos buscar em Deus um modo de corrigi-las e assim aprender no processo, a fim de ajudarmos os outros.

Jesus diz: "Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: 'Irmão, deixe-me tirar o cisco do seu olho', se você mesmo não consegue ver a viga que está em seu próprio olho? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão" (Lc 6:41-42).

Enquanto você tiver algo em seu olho, não estará qualificado para ajudar alguém com um cisco no olho. Sua própria capacidade de enxergar estará comprometida, por conviver com um problema igual ou maior. Quer ensinar? Então aprenda primeiro. Quer ser guia? Então se deixe guiar por Deus e sua Palavra. Quer falar do perdão de Deus? Então exercite o perdão todos os dias. Quer anunciar a graça de Deus? Então seja você também gracioso em seu modo de tratar as pessoas. É disso que o evangelho fala aqui.

Nos próximos 3 minutos Jesus fala de árvores e frutos.

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#370 Perdao condicional



Leitura: Lucas 6:37-39
Vídeo: http://youtu.be/Yc0EkGZJWZE

Jesus diz: "Não julguem, e vocês não serão julgados. Não condenem, e não serão condenados. Perdoem, e serão perdoados" (Lc 6:37). Aqui ele não fala do perdão judicial, absoluto e eterno, que já foi garantido na cruz a todo aquele que crê nele, quando Jesus assumiu a culpa e pagou a pena do pecador. Se Jesus tomou seu lugar e pagou sua pena, não há de quê Deus o acusar, não é mesmo?

Porém sempre que você julga ou se nega a perdoar seu semelhante, estraga sua comunhão com o Pai e ele é obrigado a julgar e aplicar uma disciplina em você. Mas isso é cancelado quando você, arrependido, confessa sua falta e perdoa seu próximo. É deste julgamento, condenação e perdão que Jesus fala aqui. Por ter sido completamente perdoado e salvo, você pode agora chamar a Deus de Pai e ser chamado por ele de filho.

Vivendo nesta nova esfera de responsabilidade, você jamais perderá sua posição de filho, mas pode perder sua comunhão com o Pai, e esta não será restabelecida enquanto não se retratar. Sua responsabilidade, portanto, é de não julgar o seu próximo para não ser julgado por seu Pai; de perdoar, para receber o perdão paternal, e não judicial, e assim viver feliz na família de Deus. Enquanto você não acerta o passo, o Pai o deixa de castigo e o priva do prazer de sua companhia. Agora você entende por que tantas vezes vive abatido, triste e deprimido. Olhe para trás e veja se não tem alguma pendência a ser resolvida com alguém.

Veja que aqui também o ato de receber está condicionado ao ato de dar. No sentido absoluto, podemos exclamar como Paulo no capítulo 8 de Romanos: "Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou a seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas?" (Rm 8:31-32). Afinal, nosso "Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo" (Ef 1:3). Este é o lado absoluto e eterno do que recebemos.

Mas, ao dizer "deem, e lhes será dado: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês", Jesus está se referindo à nossa disposição diária de compartilhar com outros o que que Deus já nos deu, seja em termos materiais ou espirituais. Pense em um semeador: quanto maior a quantidade de sementes que ele lançar, e mais espalhadas elas forem lançadas, maior e mais extensa será sua colheita. Portanto, abra a mão, pois como pode o semeador esperar algum resultado, se semear de punho fechado?

Nos próximos 3 minutos Jesus mostra a quem realmente devemos julgar.


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#369 Julgar ou nao julgar?



Leitura: Lucas 6:37-38
Vídeo: http://youtu.be/y-7S4eqlbp8

Muitos tentam aplicar a passagem que diz "Não julguem, e vocês não serão julgados" em qualquer situação. Mas isto seria contrariar o ensino das Escrituras que nos manda julgar o pecado e a má doutrina. Aqui Jesus fala de não julgar as pessoas, seus motivos e modo de ver as coisas. O contexto inclui a indagação: "Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois no buraco?" (Lc 6:39).

Um cego não pode guiar outro cego, mas também não há utilidade, espiritualmente falando, em alguém que vê guiar um cego. O primeiro acabará se exaltando de sua capacidade de visão e o segundo irá sempre depender do outro para achar o caminho. Os fariseus, sim, eram cegos guiando outros cegos, e só no evangelho de Mateus eles são chamados assim por cinco vezes.

Os sacerdotes do Antigo Testamento só podiam julgar as coisas pelas aparências, mas o cristão está aparelhado para julgar do ponto de vista espiritual. Todo aquele que creu em Cristo foi selado com o Espírito Santo da promessa, pois "se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo" (Rm 8:9). Assim, o cristão genuíno tem vista e percepção espiritual. O que foi tocado por Jesus pode dizer: "Eu era cego e agora vejo" (Jo 9:25).

Obviamente alguns teólogos e líderes religiosos odeiam ouvir isso. Tal ideia os coloca no mesmo nível de um analfabeto salvo por Cristo, já que ambos desfrutam de uma mesma percepção espiritual, qualidade que não depende de capacidade intelectual, mas do Espírito de Deus. Porém os crentes não têm todos os mesmos dons, a mesma comunhão e um idêntico crescimento no conhecimento de Deus. Por isso aquele que recebeu de Deus um dom poderá ajudar seu irmão em um momento, e ser ajudado por ele em outro. Mas nenhum dos dois é cego: ambos têm a vista e o senso de orientação que vêm da nova vida em Cristo.

Mas, voltando à questão do julgar, não devemos julgar as pessoas e seus motivos, mas devemos julgar os pecados ou as doutrinas que as contaminam, tendo como padrão a Palavra de Deus. Julgar a coisa que contamina sem julgar a pessoa contaminada é mais ou menos como falar mal do cigarro por amor ao fumante. Alguém que tenha o Espírito de Deus, e está assim dotado de visão espiritual, certamente se deixará guiar por um irmão que enxergue nele alguma falta apontada na Palavra de Deus, e entenderá que o outro faz isso por amor.

Mas, para explicar o perdão condicional que aparece neste versículo 37 de Lucas 6 vamos precisar de mais 3 minutos.

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#368 Apontando o dedo



Leitura: Lucas 6:37
Vídeo: http://youtu.be/Eu8SMWeyAZg

Jesus deixou uma coisa muito clara: "Se alguém ouve as minhas palavras, e não as guarda, eu não o julgo. Pois não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo" (Jo 12:47). Isto está no Evangelho de João, e não contradiz nem um pouco o capítulo 5 do mesmo evangelho, onde diz que o Pai "deu-lhe autoridade para julgar" (Jo 5:27). Como assim? Jesus tem autoridade para julgar, mas não julga? Por quê?

"Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más" (Jo 3:17-19).

Resumindo, todo ser humano já nasce condenado pelo pecado que existe em si, que é essa índole de viver sem controle ou submissão a uma autoridade superior, no caso, Deus. Rebelião, autossuficiência, insubmissão, descontrole -- dê a isso o nome que desejar, você sabe do que estou falando. Um dia Jesus virá como Juiz para julgar e lavrar a sentença daqueles que já nasceram condenados ao castigo eterno por serem pecadores: tinham em si o pecado e por isso pecavam.

Mas antes Jesus veio em amor, e há duas coisas que o amor não faz: julgar e condenar. Esta disposição de Deus para com os homens ainda está valendo, como uma espécie de "oferta relâmpago", mas que pode se encerrar a qualquer momento, ou por seu relógio biológico parar de bater, ou pela volta de Jesus. Vale o que acontecer primeiro. Ou seja, é pegar ou largar. Ou melhor, crer ou continuar do jeito que está.

Então, se o próprio Jesus, que tem poder e autoridade para julgar, não está julgando por agir em amor, como devem fazer os seus discípulos? Andar também em amor. Ouvi alguém dizer que quando apontamos o indicador ficamos com outros três dedos apontados para nós e o polegar voltado para baixo, em sinal de desaprovação. E é disso que Jesus fala aqui, ao dizer: "Não julguem, e vocês não serão julgados. Não condenem, e não serão condenados" (Lc 6:37).

Mas como fazer diante do erro ou má doutrina? Não devo julgar? E como diz aqui que minha condenação depende de eu não condenar os outros? Acaso não ficamos livres de condenação ao crermos em Jesus? Bem, acho que vamos precisar de mais 3 minutos para explicar estas coisas.


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#367 Vivendo em amor



Leitura: Lucas 6:27-36
Vídeo: http://youtu.be/7pMXA9_4rQU

Depois de ter sido poupado da condenação eterna por crer em Jesus, você irá querer viver de modo a agradá-lo. É disso que ele fala nos versículos 27 ao 36 do capítulo 6 de Lucas. Mas será que você consegue amar seus inimigos, ajudar quem o odeia e responder com bênçãos aos que o amaldiçoam? Suas orações incluem seus caluniadores, e quando alguém o agride você oferece a outra face? E no assalto, você entrega ao ladrão o que ele se esqueceu de levar?

Jesus fala dos princípios que devem reger a vida dos que são seus discípulos, princípios contrários aos instintos e à natureza que herdamos de Adão. Ele fala de um amor que é sobrenatural, pois emana de Deus. Não é o amor dos filmes de Hollywood e nem a afeição natural de um pai. Um assassino em série pode amar seus próprios filhos enquanto mata os filhos dos outros. Você não diria que ele sabe o que é amor, não é mesmo?

Alguns chamam o versículo 31 de "Regra Áurea", e acham que quem agir assim terá a vida eterna. Ali diz: "Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles". Ora, o homem em seu estado natural é incapaz de agir assim por ser guiado pelo instinto de sobrevivência. Quantas vezes você convidou um morador de rua para dormir em sua cama, tomar banho em seu banheiro e sentar-se à sua mesa para três refeições diárias? E não é exatamente isso que você gostaria que fizessem com você se estivesse no lugar dele?

A chamada "Regra Áurea" não é a causa de salvação, é o efeito. Ainda que não cumpra a lista de boas ações que Jesus apresenta aqui, se você nasceu de novo, creu nele como seu Salvador e teve os seus pecados perdoados graças ao seu sacrifício consumado na cruz, você está capacitado para isto. A nova vida que agora existe em você é capaz de amar como Deus ama, sem medo e sem reservas.

O amor das comédias românticas, das amizades e laços de família se expressa em emoções naturais, e não é diferente do abanar do rabo de seu cão. Qualquer ser vivo é capaz de expressá-lo à sua própria maneira, da formiga ao elefante. Mas o amor de Deus é sobrenatural, é um amor capaz de amar inimigos. Como Deus fez conosco entregando Seu próprio Filho para salvar esses pobres exemplares da escória humana, que somos eu e você. É o amor cheio de misericórdia e graça: misericórdia por não nos dar o que merecemos: o castigo eterno no lago de fogo; graça por nos dar o que não merecemos, um lugar na glória pela fé em Jesus.

Nos próximos 3 minutos Jesus mostra em que direção você deve apontar o dedo.

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#366 Amor na pratica



Leitura: Apocalipse 1
Vídeo: http://youtu.be/Xma71DuHLlI

"Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados" (1 Jo 4:10).O apóstolo João escreve isto em sua primeira epístola, e em seu evangelho assinala que "a Lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo" (Jo 1:17). Portanto, a vinda de Jesus ao mundo foi a real manifestação do amor de Deus, um tempo de graça e misericórdia no modo de Deus tratar com o homem.

Em sua segunda carta aos Coríntios, Paulo mostra que, em sua primeira vinda, Jesus não veio julgar ou condenar os homens, mas salvá-los. Ele escreve: "Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens... Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele fossemos feitos justiça de Deus" (2 Co 5:19-21).

Se Cristo tivesse vindo no mesmo caráter em que voltará, estaríamos perdidos. Em Apocalipse João o descreve como Juiz: "Seus olhos eram como chama de fogo. Seus pés como o bronze numa fornalha ardente e sua voz como o som de muitas águas... e da sua boca saía uma espada afiada de dois gumes. Sua face era como o sol quando brilha em todo o seu fulgor" (Ap 1:14-16).

Quando Cristo voltar, não virá manso e humilde, como um Cordeiro disposto a morrer por pecadores. Ele virá como o inflexível Juiz para condenar seus inimigos. Em Apocalipse ele se declara "o Alfa e o Ômega... o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-Poderoso" (Ap 1:8), a mesma expressão usada para Jeová no Antigo Testamento. Ele é o Criador, o "princípio da Criação de Deus" e o "Amém", ou seja, em quem convergem todas as coisas. E para mostrar a unidade entre o Antigo e o Novo Testamento, e sua relação permanente com o povo de Israel, ele é chamado de "o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi" (Ap 3:14; 5:5).

Todo-Poderoso, o rosto como o sol, uma espada saindo da boca, a voz como de um estrondo, pés como o bronze numa fornalha, e olhos como chama de fogo. É este Juiz que você irá encontrar se não crer no Cordeiro que foi morto em seu lugar. Para quem tem a Jesus como Salvador, o acesso à presença de Deus está garantido. Para os demais resta "tão-somente uma terrível expectativa de juízo e de fogo intenso que consumirá os inimigos de Deus. Terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo!" (Hb 10:27).

Nos próximos 3 minutos Jesus mostra como devem viver os que foram beneficiados pelo amor, graça e misericórdia de Deus.


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As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.