"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#451 As cartas profeticas



Leitura: Apocalipse 2 e 3
Vídeo: http://youtu.be/_Nq1oXEY0zE

Assim como encontramos nos evangelhos os judeus zelosos de sua religião, porém vazios de Cristo, a história da cristandade evoluiu no mesmo sentido e esse declínio aparece nas cartas às sete igrejas de Apocalipse. Para entender o que vou dizer é preciso que você leia atentamente os três primeiros capítulos de Apocalipse e repare nas três divisões apontadas na ordem dada por Jesus a João no capítulo 1, versículo 19: “Escreva as coisas que você viu, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”.

“As coisas que você viu” são a própria visão que João teve, de Jesus aparecendo a ele. As coisas “que são” referem-se ao período ao qual João pertencia, o mesmo que nós pertencemos, ou seja, o período da igreja descrito nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse. As coisas “que depois destas hão de acontecer” são futuras ao período da igreja, e isto é mostrado na ordem dada a João no capítulo 4, versículo 1: “Suba para cá, e lhe mostrarei o que deve acontecer depois dessas coisas”. Nos capítulos 2 e 3 você encontra um resumo da história da cristandade. Na época de João a maior parte ainda era profética, mas hoje quase tudo é passado.

A carta à igreja de Éfeso revela um estado de apatia da igreja por ter deixado seu primeiro amor, Jesus. Cronologicamente ela representa a igreja do primeiro século, e seus desvios já apareciam nas epístolas da época. A carta a Esmirna mostra que ela não recebeu reprovação, mas consolo por ter sido perseguida. Ela representa o período do primeiro ao quarto séculos, quando os cristãos foram duramente perseguidos e martirizados pelos imperadores romanos.

Então vem a carta à igreja de Pérgamo, que fala da cristandade comprometendo-se com as instituições seculares e colocando-se à sombra do poder. Os cristãos se acomodaram ao mundo e passaram a habitar onde está o trono de seu príncipe, Satanás. Ali já vemos pessoas com o espírito de Balaão, buscando lucrar com as coisas de Deus e levando o povo a tropeçar na idolatria. Surge a doutrina dos nicolaítas, um embrião do clericalismo. Pérgamo representa o quarto e quinto séculos, quando o imperador Constantino fez do cristianismo a religião do império, oficializou o clero e tornando Roma a cidade referência dos cristãos.

Éfeso, Esmirna e Pérgamo passariam e suas características ficariam apenas na história do testemunho cristão neste mundo. Porém é na carta a Tiatira que Jesus faz, pela primeira vez, menção de sua vinda, ao dizer “até que eu venha” (Ap 2:25). Nas três cartas seguintes ele diz “Virei como um ladrão”, “Venho em breve” e “Estou à porta” (Ap 3:3, 11, 20), dando a entender que estas quatro fases do testemunho cristão permaneceriam até sua vinda.

Mas que período representa a carta à igreja de Tiatira? É o que veremos nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.