"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#410 A prepotencia dos discipulos



Leitura: Lucas 9:51-56
Vídeo: http://youtu.be/np5sN2GKHtk

Decidido a subir a Jerusalém para morrer, Jesus pede aos discípulos que sigam na frente. “Indo estes, entraram num povoado samaritano para lhe fazer os preparativos; mas o povo dali não o recebeu porque se notava em seu semblante que ele ia para Jerusalém. Ao verem isso, os discípulos Tiago e João perguntaram: ‘Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los?’ Mas Jesus, voltando-se, os repreendeu, dizendo: ‘Vocês não sabem de que espécie de espírito são, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los’; e foram para outro povoado” (Lc 9:51-56).

Veja a sequência de falhas no comportamento dos discípulos. Primeiro, no monte da transfiguração, Pedro sugeriu igualar Jesus com Moisés e Elias, fazendo uma tenda para cada um. Enquanto isso, os discípulos que ficaram ao pé do monte não conseguiam libertar um menino possesso, por lhes faltar a oração e o jejum. Em seguida eles passaram a discutir qual seria o maior no reino e queriam proibir um homem de expulsar demônios em nome de Jesus, por não andar com eles. Agora Tiago e João querem matar os samaritanos que se recusam a receber Jesus.

As circunstâncias servem para expor o que existe no fundo do coração, mesmo daqueles que seguem a Jesus. Você já deve ter visto cristãos que exaltam os servos de Deus, ao invés de se ocuparem apenas com Jesus. Outros fazem longas orações, achando que o poder está na sua oração, sem perceber que orar é depender de Deus. Também jejuam literalmente, sem perceber que o sentido do jejum é abster-se de tudo o que satisfaz a carne, e pode estar certo de que nem sempre é comida.

A competição para ser o maior no reino não terminou nos dias dos discípulos. Hoje você encontra campanhas religiosas alardeando homens como “O maior pregador do mundo”, “O mais versado nas Escrituras” ou “O mais poderoso servo de Deus”. Na cristandade homens arrogantes disputam esses títulos numa guerra de vaidades sem paralelo até entre os incrédulos. E quantas vezes você viu cristãos querendo interferir no trabalho que outros fazem para Cristo, só por não fazerem parte de seu grupo ou denominação? O desejo de destruir os que se opõem a Cristo também não é difícil de ser encontrado. A resposta de Cristo a tudo isso é: “Vocês não sabem de que espécie de espírito são”.

Se você encontrar alguém, que se diz servo de Deus, mas confia no poder de sua própria oração ou disputa para ser o maior, ou faz ameaças contra todos os que se opõem a ele, pode estar certo de estar diante de uma prepotente caricatura de cristão, e não de algo real. Jesus, “quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça” (1 Pe 2:23).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#409 Destinado a morrer



Leitura: Lucas 9:51
Vídeo: http://youtu.be/cwLKch7eIo4

Quando chega a época de o salmão desovar, este peixe de água salgada volta à nascente do rio onde nasceu. Para subir o rio o salmão passa por uma transformação radical: seu crânio tem o perfil alterado para enfrentar a forte correnteza contrária e seu sistema respiratório muda completamente, para poder extrair o oxigênio da água doce, e não da água do mar onde vivia. Nada consegue fazer um salmão mudar de ideia e voltar para mar. Você pode virá-lo que ele imediatamente dará meia-volta e continuará a subir o rio para desovar e morrer. Nenhum deles escapa desta última viagem.

Que exemplo magnífico da disposição de Jesus neste momento do evangelho! “Aproximando-se o tempo em que seria elevado ao céu, Jesus partiu resolutamente em direção a Jerusalém” Lc 9:51). Outra tradução diz que ele “manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém”. Para quê? Para morrer.

Talvez você esteja entre os que pensam que Jesus foi um grande homem que deixou o exemplo de como você deve viver para receber a salvação eterna e o perdão dos pecados. É ótimo que queira imitar a Jesus, mas não se esqueça de que ele é o Filho de Deus, uma Pessoa divina, eterna, sem começo e nem fim, que viveu aqui absolutamente sem pecado e sem a possibilidade de pecar. Como imitar o próprio Deus sendo você um ser humano cheio de falhas? Não tem como. Você e eu fazemos parte de uma velha criação que foi arruinada pelo pecado.

O que faz um oleiro, quando seu vaso sai defeituoso? Destrói aquele e faz outro. Não é diferente com Deus. Sua criação original foi corrompida pelo pecado ao ponto de não ter conserto, por isso Deus a condenou à destruição. O problema é que ele quer poupar os seres humanos, e é aí que entra o Filho de Deus. Ao vir a este mundo em semelhança de homem, Jesus tornou-se o exemplar perfeito da criação original de Deus; o homem obediente e submisso que Adão deveria ter sido, mas não foi. Porém, por mais perfeito que Jesus tenha sido como exemplo de homem perfeito, não foi para isto que ele veio ao mundo.

Na cruz ele morreu como o único sacrifício pelos pecados, substituindo você no juízo divino. “Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Co 5:21). Ele morreu também para Deus colocar um fim no homem em seu estado original, o da velha criação. É por isso que neste ponto do evangelho vemos Jesus com o firme propósito de ir a Jerusalém, tal qual o salmão, que instintivamente sabe que se não morrer não deixará descendência. Jesus sabe que é como o grão de trigo: “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12:24). Nada o deterá em sua jornada até a cruz.

No caminho, porém, a prepotência de seus discípulos será revelada nos próximos 3 minutos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#408 Orgulho individual e coletivo



Leitura: Lucas 9:47-50
Vídeo: http://youtu.be/YwsxNyC7RSw

Eu sempre tive a imagem do apóstolo João como de um jovem dócil, afetuoso e amigo. Mas a Palavra de Deus é certeira em revelar que por baixo da aparência existe aquela odiosa natureza que Deus precisou condenar na cruz: a carne. E aqui a carne aparece em um de seus aspectos mais perniciosos, a aparência de piedade, mesmo que com a melhor das intenções.

Um pouco antes os discípulos discutiam qual deles seria o maior, numa clara manifestação de egoísmo individual. Jesus lhes dá uma lição tomando um menino e dizendo: "Aquele que entre vocês for o menor, este será o maior" (Lc 9:48). Agora João vem contar que eles proibiram um homem de expulsar demônios em nome de Jesus por não andar com eles. Este é o egoísmo coletivo.

Estes mesmos discípulos não conseguiram expulsar o demônio que afligia um menino, por lhes faltar duas coisas: a oração, que demonstra dependência de Deus, e o jejum, que é abrir mão de satisfazer os próprios desejos, apetites e necessidades. Mas ao encontrarem alguém que parece ter estas qualidades, o ciúme e o orgulho espiritual os levam a proibir o homem de usar o nome de Jesus. A desculpa de João é: "porque não te segue conosco" (Mt 9:44).

Estariam eles preocupados com Jesus? Não, eles estavam preocupados consigo mesmos. A ênfase está no "conosco" e a resposta de Jesus revela seus corações: "Não o impeçam, pois quem não é contra vocês, é a favor de vocês" (Lc 9:49). As versões da Bíblia que neste evangelho trazem "quem não é contra nós, é por nós" diminuem a força que a resposta de Jesus tem aqui.

O orgulho os deixou tão míopes que não se alegram com o fato de alguém seguir a Jesus, mas exigem que siga “com eles”. Eles se acham o meio pelo qual as pessoas devem seguir a Jesus, o que não é diferente de qualquer religião cristã que se considere a única forma de um cristão ter comunhão com Deus. Porém o nome de Jesus não é exclusividade de algum grupo de cristãos. A Bíblia não diz quem era aquele homem, e nem Jesus os encoraja a juntarem-se a ele, mas também não lhes dá autoridade para se intrometerem no que outros fazem em seu nome.

Então o que fazer quando vejo o nome de Jesus usado de maneira errada por tantas igrejas e religiões? Posso alertar as pessoas contra o erro, como os apóstolos fazem em suas epístolas. Mas não devo ir a lugares onde o nome de Jesus é usado de maneira errada para impedir as pessoas ali de continuarem com suas práticas. Veja o que o apóstolo Paulo diz dos que pregavam a Cristo indevidamente: "O importante é que de qualquer forma, seja por motivos falsos ou verdadeiros, Cristo está sendo pregado, e por isso me alegro" (Fp 1:18).

Nos próximos 3 minutos os samaritanos se recusam a receber Jesus.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#407 A carne revelada



Leitura: Lucas 9:44-48
Vídeo: http://youtu.be/JDJAKG8E9Qo

Os discípulos ainda estão admirados com a libertação do menino possesso por um demônio, quando Jesus lhes diz: “Ouçam atentamente o que vou lhes dizer: o Filho do homem será traído e entregue nas mãos dos homens" (Lc 9:44). Eles não entendem este aviso de que Jesus seria preso e condenado à morte por seu próprio povo.

A razão é explicada no versículo seguinte: “Eles não entendiam o que isso significava; era-lhes encoberto, para que não o entendessem” (Lc 9:45). Deus quis que o significado destas palavras ficasse temporariamente oculto a eles. As palavras “traído e entregue” deixaram claro tratar-se de algo muito grave, pois a passagem continua dizendo que “tinham receio de perguntar-lhe a respeito dessa palavra” (Lc 9:45). Porém o porquê, quando, como ou por quem eles ainda não podiam compreender.

A julgar pelo tempo que andavam juntos e pelo carinho e atenção que Jesus lhes dedicava era de se esperar que os discípulos já tivessem um certo grau de intimidade com o Senhor. Mas não. Tudo indica que, apesar do acesso franqueado por aquele que disse “Venham a mim” (Mt 11:28), o problema da falta de uma comunhão maior com o Senhor vinha dos próprios discípulos.

Assim é hoje. Jesus é extremamente solícito em nos deixar à vontade para nos aproximarmos dele, mas nós nem sempre queremos tê-lo por perto. Por quê? Porque a carne nos controla em muitas situações e nos afasta dele, apesar desse desejo permanente que ele tem de estar perto de nós. Não correspondemos ao seu amor porque temos nossa própria agenda, nossos próprios interesses. Não queremos uma proximidade com Cristo que possa atrapalhar nossos planos.

Como eu sei? Basta ler o versículo seguinte para descobrir com quê os discípulos estavam preocupados. Certamente não era com a traição e prisão de Jesus, mas com eles próprios e com o lugar que cada um ocuparia no reino de Cristo. “Começou uma discussão entre os discípulos, acerca de qual deles seria o maior” (Lc 9:44).

Aqui não diz que Jesus tenha escutado a conversa deles, mesmo assim ele ouve seus pensamentos. Por isso responde a eles e a resposta é dada na forma de uma criança: “Quem recebe esta criança em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, está recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre vocês for o menor, este será o maior” (Lc 9:48).

Resolvida a questão? Não. O sentimento carnal voltará a se manifestar nos próximos 3 minutos, e bem ao estilo do caráter encontrado no homem religioso.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.