"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#622 O calice da consolacao


Leitura: Lucas22:19-20

Existe outro aspecto da Ceia do Senhor que é de consolo para os que creem em Cristo, que foram perdoados de seus pecados e agora “o esperam para salvação.” (Hb 9:28). Falo do consolo que dá sabermos que estamos firmados numa questão resolvida. Quando Buda morreu, suas últimas palavras aos discípulos foram: “Continuem se esforçando”. E as últimas palavras de Jesus? “Está consumado!” (Jo 19:30).

Se você ainda continua “se esforçando”, aceite o convite que Jesus faz e descanse numa obra terminada, da qual não resta coisa alguma para você fazer ou completar. Jesus diz: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.” (Mt 11:28). Se você vive aflito na dúvida se já “se esforçou” o suficiente ou se as boas obras que pratica são suficientes para livrá-lo da condenação, aceite as palavras de Jesus, que disse: “A obra de Deus é esta: crer naquele que ele enviou.” (Jo 6:29).

A Ceia do Senhor é também um memorial de consolo. Havia entre os judeus um costume funerário que é citado pelo profeta Jeremias, porém ali na forma de negação, pois se tratava de um castigo para Israel: “Ninguém oferecerá comida para fortalecer os que pranteiam pelos mortos; ninguém dará de beber do cálice da consolação nem mesmo pelo pai ou pela mãe.” (Jr 16:7). Partir o pão e “beber do cálice da consolação” em conexão com a morte não era um costume estranho aos judeus, e seu objetivo era o de trazer consolo aos que velavam pelo morto.

Ao instituir a Ceia nos mesmos moldes, o Senhor proveu um momento de consolo para recordarmos os benefícios que fluem de sua morte no tempo de sua ausência. Privados de enxergá-lo como os discípulos o enxergavam naquela noite, podemos vê-lo no pão e no cálice de vinho que representam seu corpo e seu sangue. Mas se os discípulos celebravam aquela Ceia com Jesus antes da morte, nós a que celebramos do modo como foi revelada a Paulo, na certeza do sacrifício já consumado e com a brilhante perspectiva de sua vinda. “Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha.” (1 Co 11:26).

Se “o amor é tão forte quanto a morte” (Ct 8:6), a Ceia nos fala de um amor mais forte que a morte, o de nosso Senhor Jesus Cristo, que “nos amou, e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança” (2 Ts 2:16). “O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.” (Rm 4:25).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.