"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#669 O espirito imundo




Leitura: Marcos1:23-24

“Na sinagoga, um homem possesso de um espírito imundo gritou: ‘O que queres conosco, Jesus de Nazaré?’” (Mc 1:23-24). O espírito imundo se dirige a Jesus chamando-o simplesmente de “Jesus de Nazaré”. Nos Evangelhos e epístolas, ao falarem dele os discípulos eventualmente usam apenas “Jesus”, mas todas as vezes que falam com ele o chamam de “Senhor” ou “Senhor Jesus”. Apenas os demônios se dirigem a ele chamando-o só de “Jesus”. Portanto, da próxima vez que você orar ou adorar o Senhor chamando-o simplesmente de “Jesus” saiba que está usando a forma daqueles que não se submetem ao senhorio de Cristo.

Até Jesus entrar na sinagoga, o lugar onde os judeus liam as Escrituras, os demônios estavam à vontade em meio àqueles que professavam conhecer a Deus. Isto nos remete à passagem onde o Senhor diz: “Quando um espírito imundo sai de um homem, passa por lugares áridos procurando descanso e não encontra, e diz: ‘Voltarei para a casa de onde saí’. Chegando, encontra a casa desocupada, varrida e em ordem. Então vai e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele, e entrando passam a viver ali. E o estado final daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim acontecerá a esta geração perversa.” (Mt 12:43-45).

Ele não está falando de um indivíduo, mas de toda uma geração de judeus que adoravam a Deus apenas da boca para fora. Mais tarde ele dirá: “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mc 7:6). A hipocrisia tinha se tornado marca registrada dos líderes do judaísmo e os espíritos imundos aproveitavam para ocupar aquela “casa” esvaziada de Deus, vivendo nela sem serem molestados. A cristandade segue o mesmo caminho ao substituir Cristo por um clero, o Espírito Santo por shows motivacionais, e a Palavra de Deus por psicologia e filosofia.

Naquela época os judeus adoravam em verdade, pois eram rigorosos em seguir a Lei. “A casa”  estava “desocupada, varrida e em ordem”. Tinham se livrado da idolatria encontrada em Israel no Antigo Testamento, mas não adoravam em espírito. Tudo não passava de uma casca vazia de religião exterior e os demônios se sentiam confortáveis com isso. Assim será a Babilônia, a falsa noiva e derradeira forma da cristandade apóstata. Ela terminará como “habitação de demônios e antro de todo espírito imundo, antro de toda ave impura e detestável”. (Ap 18:2). São demônios e seres humanos que, na “Parábola do Semeador” de Mateus 13, Satanás usa para arrebatar a semente que o Semeador está a semear.  

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.