"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#732 Verdadeiro ou falso?


Leitura: Marcos 5:21-24

Após libertar o endemoninhado, Jesus embarca de volta para a outra margem. “Chegou ali um dos dirigentes da sinagoga, chamado Jairo. Vendo Jesus, prostrou-se aos seus pés e lhe implorou insistentemente: ‘Minha filhinha está morrendo! Vem, por favor, e impõe as mãos sobre ela, para que seja curada e viva’. Jesus foi com ele.” (Mc 5:22-23). Em Gadara vimos um homem escravo de espíritos malignos; um gentio vivendo entre os mortos de um povo gentio que criava porcos, indiferentes às restrições alimentares da Lei judaica. Agora temos a fina flor do judaísmo — “um dos dirigentes da sinagoga” —, e sua filha moribunda, tão carente de vida quanto o gentio do cemitério.

Faz-me lembrar o que disse o apóstolo Paulo quando escreveu sua carta a irmãos judeus e gentios que viviam em Roma: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego [gentio]. Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: ‘O justo viverá pela fé’.” (Rm 1:16-17). Paulo não estava dizendo que não tinha vergonha de pregar o evangelho, mas que não se envergonhava do evangelho. Seria como se dissesse “Não me envergonho do dinheiro que tenho no bolso”, porque ele bem sabia que o dinheiro era genuíno. Se fosse falso, aí se envergonharia.

O evangelho da graça de Deus é assim: pregado a judeus e gentios, ricos e pobres, de qualquer etnia ou religião. Mas infelizmente hoje ele precisa ser pregado até para cristãos por causa das distorções que os homens introduziram. A diferença entre o falso evangelho e o verdadeiro é que o verdadeiro gera libertação e vida — como fez Jesus com o possesso gadareno e irá fazer com a filha de Jairo. O falso leva à escravidão e morte.

Como diferenciar? O verdadeiro anuncia a graça de Deus em libertar e salvar o pecador que crê em Jesus. “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2:8-9). O falso apresenta uma lista de obras e obrigações para você cumprir. O verdadeiro dá certeza de vida eterna, pois  Jesus garantiu que “quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida.” (Jo 5:24). O falso produz hipócritas e faz você sentir-se superior aos outros por fingir cumprir sua lista. O verdadeiro glorifica a Deus e sua graça; o falso glorifica o homem e seus feitos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.