"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#703 Igreja nao e' Israel


Leitura: Marcos 3:31-35

Existe um aspecto dispensacional no episódio em que os judeus acusam Jesus de possessão demoníaca. Os Evangelhos representam uma mudança de dispensação antes da formação da Igreja — o Corpo de Cristo — composta de judeus e gentios. Mas primeiro Israel deveria rejeitar o Messias que “veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (Jo 1:11). Essa rejeição é vista aqui nos líderes religiosos da nação e, como consequência, Deus deve colocar Israel à parte para tratar com a Igreja.

Em outro Evangelho Jesus fala do triste resultado que teve sua interação com seu povo: “Se eu não tivesse vindo e lhes falado, não seriam culpados de pecado. Agora, contudo, eles não têm desculpa para o seu pecado. Aquele que me odeia, também odeia o meu Pai. Se eu não tivesse realizado no meio deles obras que ninguém mais fez, eles não seriam culpados de pecado. Mas agora eles as viram e odiaram a mim e a meu Pai. Mas isto aconteceu para se cumprir o que está escrito na Lei deles: ‘Odiaram-me sem razão’.” (Jo 15:22-24).

A falta de entendimento da verdade dispensacional leva muitos cristãos a adotarem em sua adoração costumes judaicos, como templos, clérigos, dízimos etc. Consideram a Igreja uma continuação de Israel e herdeira das mesmas promessas terrenas de prosperidade feitas àquele povo. Mas a Igreja nada tem a ver com Israel, pois é um “mistério que, durante as épocas passadas, foi mantido oculto em Deus” (Ef 3:9). E tampouco ela tem sua esperança na Terra, como Israel, mas foi abençoada “com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo” (Ef 1:3). Seu destino não é viver aqui, pois “a nossa cidadania está nos céus, de onde esperamos ansiosamente um Salvador, o Senhor Jesus Cristo.” (Fp 3:20).

Paulo explica assim: “Israel experimentou um endurecimento em parte, até que chegasse a plenitude dos gentios. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: ‘Virá de Sião o Redentor que desviará de Jacó a impiedade. E esta é a minha aliança com eles quando eu remover os seus pecados’. Quanto ao evangelho, eles são inimigos por causa de vocês; mas quanto à eleição, são amados por causa dos patriarcas, pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis.” (Rm 11:25-29). Esse “endurecimento em parte” é só “até que chegasse a plenitude dos gentios”, mostrando um período de tempo definido que termina com os últimos gentios sendo acrescentados ao corpo de Cristo. Então “virá de Sião o Redentor” para salvar Israel e estabelecer um Reino de mil anos na terra. 

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.