"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#742 Sepultamento


Leitura: Marcos 6:29

Depois de João Batista ter sido decapitado por ordem de Herodes, “os discípulos de João vieram, levaram o seu corpo e o colocaram num túmulo.” (Mc 6:29). Eles não cremaram seu corpo, como os pagãos, mas agiram à maneira judaica. Na Lei havia instruções para o sepultamento, inclusive de criminosos: “Se um homem culpado de um crime que mereça a morte for morto e pendurado num madeiro, não deixem o corpo no madeiro durante a noite. Enterrem-no naquele mesmo dia” (Dt 21:22-23).

Profeticamente isso falava de Cristo, e apesar de lhe ter sido destinado “um túmulo com os ímpios”, esteve “com o rico em sua morte” (Is 53:9). Dois homens ricos e influentes — José de Arimateia e Nicodemos — “tomando o corpo de Jesus, o envolveram em faixas de linho, juntamente com as especiarias, de acordo com os costumes judaicos de sepultamento. No lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim; e no jardim, um sepulcro novo, onde ninguém jamais fora colocado.” (Jo 19:40-41).

Eclesiastes 6:3 diz que “e alguém gerar cem filhos e viver muitos anos, até avançada idade, e se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é mais feliz do que ele”.  As três primeiras pessoas que morreram no período da Igreja foram sepultadas. Ananias, que “os moços vieram, envolveram seu corpo, levaram-no para fora e o sepultaram”, e Safira, que “sepultaram ao lado de seu marido.”  (At 5:6, 10). Mais tarde “alguns homens piedosos sepultaram Estêvão” (At 8:2). Vemos, portanto, que a prática cristã é sepultar, e não cremar.

No Antigo Testamento Deus se indignou com Moabe que “queimou até reduzir a cinzas os ossos do rei de Edom” (Am 2:1). A respeito da besta, Daniel 7:11 diz que “seu corpo foi destruído e atirado no fogo” e Apocalipse 19:20 diz que ela e o anticristo serão “lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.” . Certamente Deus prefere dar um destino diferente ao corpo de um crente, que é “santuário do Espírito Santo” (1 Co 6:19), e deve ser tratado com dignidade, tanto na vida como na morte.

Nada podemos fazer se a morte for por incêndio ou explosão, mas quando possível o corpo deve ser sepultado como nos exemplos da Bíblia. Trata-se de uma atitude de respeito, mas se você, sem saber disso, destinou à cremação o corpo de algum ente querido, se ele morreu na fé também se beneficiará do fato de que Cristo “transformará os nossos corpos humilhados, para serem semelhantes ao seu corpo glorioso.” (Fp 3:21).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#741 Decapitando a consciencia


Leitura: Marcos 6:16-28

Herodes se apavora só de ouvir falar de Jesus. “João, o homem a quem decapitei, ressuscitou dos mortos!”. Sua consciência está intranquila. Jesus é o Verbo diante de quem nosso íntimo vem à tona. “Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração. Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.” (Hb 4:12-13).

“O próprio Herodes tinha dado ordens para que prendessem João, o amarrassem e o colocassem na prisão, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão, com a qual se casara. Porquanto João dizia a Herodes: ‘Não te é permitido viver com a mulher do teu irmão’. Assim, Herodias o odiava e queria matá-lo. Mas não podia fazê-lo, porque Herodes temia a João e o protegia, sabendo que ele era um homem justo e santo; e quando o ouvia, ficava perplexo. Mesmo assim gostava de ouvi-lo.” (Mc 6:17-20).

O mundo está cheio de pessoas religiosas, incomodadas com seus pecados, e curiosas em saber o que Deus fala através de sua Palavra. Alguns até ajudam os mensageiros de Deus, como fazia Herodes, e querem seus conselhos. Mas não dão o passo de fé para receberem de uma vez para sempre o perdão. Não importa o quanto um incrédulo é exposto à verdade de Deus, quando seus interesses e desejos naturais falarem mais alto ele fará qualquer coisa para calar a voz de Deus, inclusive degolar o profeta.

“No seu aniversário, Herodes ofereceu um banquete aos seus líderes mais importantes, aos comandantes militares e às principais personalidades da Galileia. Quando a filha de Herodias entrou e dançou, agradou a Herodes e aos convidados. O rei disse à jovem: ‘Peça-me qualquer coisa que você quiser, e eu lhe darei’. E prometeu-lhe sob juramento: ‘Seja o que for que me pedir, eu lhe darei, até a metade do meu reino’. Ela saiu e disse à sua mãe: ‘Que pedirei?’ ‘A cabeça de João Batista’, respondeu ela. Imediatamente a jovem apressou-se em apresentar-se ao rei com o pedido: ‘Desejo que me dês agora mesmo a cabeça de João Batista num prato’. O rei ficou muito aflito, mas por causa do seu juramento e dos convidados, não quis negar o pedido à jovem. Assim enviou imediatamente um carrasco com ordens para trazer a cabeça de João. O homem foi, decapitou João na prisão e trouxe sua cabeça num prato. Ele a entregou à jovem, e esta a deu à sua mãe.” (Mc 6:21-28).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#740 Conhecer a Jesus


Leitura: Marcos 6:14-16

Os efeitos da missão dos doze discípulos enviados pelo Senhor para pregar o evangelho do Reino logo se fazem sentir. “O rei Herodes ouviu falar dessas coisas, pois o nome de Jesus havia se tornado bem conhecido.” (Mc 6:14). Este é o objetivo do evangelho: Anunciar a Jesus. Hoje vemos grandes esforços para tornar conhecido o nome de algum pregador ou religião, como se existisse algo ou alguém além de Jesus para nos salvar. “Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4:12).

A mensagem de cada cristão deve estar concentrada em Jesus, aquele que “Deus exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.” (Fp 2:9-11). Pessoas bem intencionadas costumam bajular pregadores, aplaudir bandas ou serem fieis até à morte a uma denominação religiosa. Mas será que Deus se sente feliz com a exaltação de qualquer coisa ou pessoa que não seja Cristo?

À medida que a fama de Jesus se espalhava, as pessoas davam suas opiniões sobre sua Pessoa. Alguns diziam, “‘João Batista ressuscitou dos mortos! Por isso estão operando nele poderes miraculosos.” Outros, “Ele é Elias”, e outros “Ele é um profeta, como um dos antigos profetas”. Mas Herodes tinha sua própria opinião: “João, o homem a quem decapitei, ressuscitou dos mortos!” (Mc 6:14-16). A opinião pública sempre erra.

Quando Pedro disse “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” Jesus respondeu: “Isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus.” (Mt 16:16). Portanto, se você for comprar aquela revista que traz Jesus na capa e promete explicar tudo sobre Jesus, use seu dinheiro de outra maneira. Se pretende gastar horas de seu precioso tempo assistindo um documentário sobre Jesus no cinema ou TV, use esse tempo para ler a Bíblia. Ali tem tudo o que você precisa saber de Jesus, sem arriscar sua mente a ficar impregnada de noções distorcidas criadas por incrédulos que produzem textos e vídeos com objetivos comerciais.

Pedro só entendeu quem era Jesus porque o Pai lhe revelou. Com você não será diferente. Não é de conhecimento intelectual, como o dos que pensavam ser ele um mero profeta, nem de um pavor supersticioso, como o de Herodes, que você precisa, mas do conhecimento que produz vida.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#739 Texto e contexto


Leitura: Marcos 6:7-13

Jesus enviou os doze discípulos “de dois em dois e deu-lhes autoridade sobre os espíritos imundos. Estas foram as suas instruções: ‘Não levem nada pelo caminho, a não ser um bordão. Não levem pão, nem saco de viagem, nem dinheiro em seus cintos; calcem sandálias, mas não levem túnica extra; sempre que entrarem numa casa, fiquem ali até partirem; e, se algum povoado não os receber nem os ouvir, sacudam a poeira dos seus pés quando saírem de lá, como testemunho contra eles’. Eles saíram e pregaram ao povo que se arrependesse. Expulsavam muitos demônios, ungiam muitos doentes com óleo e os curavam.” (Mc 6:7-13).

Ao ler a Bíblia, faça as perguntas que jornalistas fazem e procuram responder no início de uma notícia: O quê? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê? Muitos perdem de vista o significado de uma passagem por não considerarem seu contexto, achando que tudo o que está nela vale para todos em quaisquer épocas e circunstâncias. Apesar de podermos aprender algo de qualquer passagem, seja literalmente, seja por princípios, é bom identificar sua razão de ser. Esta, por exemplo, é erroneamente adotada de forma literal por ordens monásticas que enviam seus representantes de dois em dois, vestidos de túnicas e sandálias, e sem suprimentos.

Mas uma leitura atenta irá mostrar que isto foi ordenado aos doze apóstolos e em circunstâncias muito particulares. Pela primeira vez eles são desafiados a saírem sem o Senhor, porém revestidos do seu poder para expulsar demônios e curar. A receptividade ou rejeição que encontrarem irá também testar o povo, do quanto os judeus estariam dispostos a receber o Messias e seus enviados. Cada cristão pode adotar estes princípios em sua missão de evangelizar, como o ser enviado pelo Senhor, e não por homens ou instituições; confiar que ele irá prover seu sustento, e entender que o poder não vem de si, mas lhe foi delegado pelo Senhor.


Porém deve ter em mente que não irá pregar o evangelho do Reino, que dizia: “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo” (Mt 4:17), e sim a mensagem do evangelho da graça, que é “Creia no Senhor Jesus e você será salvo” (At 16:31). Para entender quão específica era esta missão, repare no que Jesus ordenou aos mesmos discípulos depois de sua rejeição: “‘Quando eu os enviei sem bolsa, saco de viagem ou sandálias, faltou-lhes alguma coisa?’ ‘Nada’, responderam eles. Ele lhes disse: ‘Mas agora, se vocês têm bolsa, levem-na, e também o saco de viagem; e se não têm espada, vendam a sua capa e comprem uma.’” (Lc 22:35-36).


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#738 Saiam dela!


Leitura: Marcos 6:5-6

No capítulo anterior Jesus impediu que os zombadores entrassem onde jazia a filha de Jairo e a vissem ressuscitar. Apenas os da fé teriam esse privilégio. Agora seus concidadãos de Nazaré o desprezam, por isso Jesus “não pôde fazer ali nenhum milagre, exceto impor as mãos sobre alguns doentes e curá-los. E ficou admirado com a incredulidade deles.” (Mc 6:5-6). A incredulidade impede a ação de Deus e priva de bênção os zombadores. Um crente em Jesus não deve perder tempo com eles, como ensinou Jesus: “Não deem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão e, aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão” (Mt 7:6).

O profeta Jeremias aprendeu que devia se apartar dos que desprezavam a Deus. Ele escreveu: “Jamais me sentei na companhia dos zombadores, nunca festejei com eles. Sentei-me sozinho, porque a tua mão estava sobre mim e me encheste de indignação... Assim respondeu o Senhor: “Se você se arrepender, eu o restaurarei para que possa me servir; se você disser palavras de valor, e não indignas, será o meu porta-voz. Deixe esse povo voltar-se para você, mas não se volte para eles.” (Jr 15:17-19). Mais tarde Paulo alertaria os judeus usando as palavras dos antigos profetas: “Olhem, escarnecedores, admirem-se e pereçam; pois nos dias de vocês farei algo que vocês jamais creriam se alguém lhes contasse.” (At 13:41).

E hoje, será que o respeito por Deus aumentou? Não, o que aumentou foi o número de pessoas interessadas não no que Jesus é, mas no que ele pode dar. Quando Jesus “estava em Jerusalém, na festa da Páscoa, muitos viram os sinais miraculosos que ele estava realizando e creram em seu nome. Mas Jesus não se confiava a eles, pois conhecia a todos. Não precisava que ninguém lhe desse testemunho a respeito do homem, pois ele bem sabia o que havia no homem.” (Jo 2:23-25).

Jeremias precisou se apartar de seu povo imerso na iniquidade, e o cristão deve fazer o mesmo. A iniquidade toma conta da cristandade e em breve esta mostrará ser a Grande Meretriz de Apocalipse, corrupta e avessa aos atributos divinos de Cristo. Esse sistema todo é chamado de “arraial” ou “acampamento”, como era o arraial contaminado de Israel, de onde Moisés separou a tenda da congregação e presença de Deus. A ordem hoje é: “Saiam dela, vocês, povo meu, para que vocês não participem dos seus pecados... Portanto, saiamos até ele [Cristo], fora do acampamento, suportando a desonra que ele suportou.  (Ap 18:4; Hb 13:13).

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#737 Salvador ou Juiz?



Leitura: Marcos 6:1-4

O capítulo 6 de Marcos começa com Jesus voltando à sua cidade, Nazaré “acompanhado dos seus discípulos. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga, e muitos dos que o ouviam ficavam admirados. ‘De onde lhe vêm estas coisas?’, perguntavam eles. ‘Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E estes milagres que ele faz? Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão? Não estão aqui conosco as suas irmãs?’ E ficavam escandalizados por causa dele.” (Mc 6:1-3).

Eles não podem negar a sublimidade de suas palavras, mas sequer cogitam reconhecer que ele não é um homem comum. Para incrédulos, Jesus não passa de um carpinteiro, um artesão que cria obras de madeira. Para seus discípulos “todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito” (Jo 1:3). Para a religião humana ele não passa do “filho de Maria”, mas para os que creem nele “o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” (1 Jo 5:20).

Os indiferentes à obra que Jesus veio consumar só enxergam como seus irmãos “Tiago, José, Judas, Simão” e “as suas irmãs”. Ignoram os milhões que ele salvou e agora aguardam “a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras... Pois aqueles que de antemão conheceu, [Deus] também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” (Tt 2:13-14; Rm 8:29).


A atitude de seus concidadãos entristece Jesus, que diz: “Só em sua própria terra, entre seus parentes e em sua própria casa, é que um profeta não tem honra” (Mc 1:4). Curiosamente Nazaré, e sua população, eram reputados como desprezíveis pelos outros judeus. Tanto que quando Jesus chamava seus discípulos e Filipe se alegrava de que tinham encontrado “aquele sobre quem Moisés escreveu na Lei, e a respeito de quem os profetas também escreveram: Jesus de Nazaré, filho de José”, Natanael comentou: “Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?”(Jo 1:45-46). Não importa o nível em que o ser humano se encontre, ele sempre irá considerar Jesus um homem qualquer. E você, o que pensa de Jesus? Sua opinião sobre ele é o que determina se ele é seu Salvador ou será seu Juiz.


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#736 De volta a vida


Leitura: Marcos 5:35-40

Ao ordenar que saíssem dali os que zombam dele, por ter dito que a menina dormia, Jesus faz distinção entre incrédulos e crentes. Apenas Jairo, sua esposa e os discípulos verão a ressurreição da criança. Então “tomou consigo o pai e a mãe da criança e os discípulos que estavam com ele, e entrou onde se encontrava a criança”. Não seria demais afirmar que a menina também tenha sido criada no temor do Senhor e na expectativa da vinda do Messias prometido a Israel. Assim como acontece aqui, mais tarde nenhum incrédulo veria a ressurreição do Senhor, mas apenas os seus discípulos.

O capítulo começou com um homem possesso para o qual os cidadãos de Gadara não davam qualquer esperança. Jesus libertou o pobre homem. Em seguida vimos uma mulher que havia sido desenganada pelos médicos e já não tinha mais recursos para ser curada. Jesus curou a mulher. Agora a fronteira final do desafio humano: uma criança morta. Seria ele capaz de fazê-la voltar à vida. Certamente, porque Jesus não é um homem comum: ele é o Filho de Deus vindo em carne, Deus e Homem, “o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra” (Hb 1:3). A mesma palavra que criou os mundos irá agora demonstrar seu poder ao chamar a menina de seu sono mortal.

Jesus “tomou-a pela mão e lhe disse — em aramaico —: ‘Talita cumi!’, que significa: ‘Menina, eu lhe ordeno, levante-se!’. Imediatamente a menina, que tinha doze anos de idade, levantou-se e começou a andar. Isso os deixou atônitos. Ele deu ordens expressas para que não dissessem nada a ninguém e mandou que dessem a ela alguma coisa para comer.” (Mc 5:41-43). Uma frase de Jesus, o Criador do Universo, foi suficiente para ressuscitar a menina, do mesmo modo como fez com Lázaro, quando “bradou em alta voz: ‘Lázaro, venha para fora!’. O morto saiu, com as mãos e os pés envolvidos em faixas de linho, e o rosto envolto num pano. Disse-lhes Jesus: ‘Tirem as faixas dele e deixem-no ir’.” (Jo 11:43-44).

Em ambos os casos existe um elemento comum: o Senhor traz pessoas de volta à vida, mas deixa a outros o privilégio de cuidar delas. No caso de Lázaro ele precisava ser livrado das faixas da morte que limitavam seus movimentos; no caso da menina ela precisa ser alimentada em sua nova vida. Do mesmo modo, para todo novo convertido a Cristo, que é chamado da morte para a vida pela mensagem do Evangelho, é preciso que alguém tire suas amarras e o alimente.

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#735 A ressurreicao reservada


Leitura: Marcos 5:35-40

Jesus ainda falava com a mulher curada de um fluxo de sangue quando “chegaram algumas pessoas da casa de Jairo, o dirigente da sinagoga. ‘Sua filha morreu’, disseram eles. ‘Não precisa mais incomodar o mestre!’” (Mc 5:35). Para estas pessoas a morte colocava um ponto final na possibilidade de o Senhor agir, e infelizmente é assim para todo incrédulo. Sua sorte e destino ficam selados no momento em que a vida deixa de existir no corpo. A salvação eterna só pode ser recebida em vida pela fé em Cristo e em sua obra consumada na cruz para a remissão dos pecados.

Paulo escreveu: “Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, dentre todos os homens somos os mais dignos de compaixão. Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo as primícias dentre aqueles que dormiram.” (1 Co 15:19-20). O verbo “dormir” usado por Paulo é o mesmo usado pelo Senhor nesta passagem: “Por que todo este alvoroço e lamento? A criança não está morta, mas dorme” (Mc 5:39). Para Deus, aquele que morre na incredulidade está morto e só lhe resta aguardar o juízo eterno. Para quem morre em Cristo seu corpo está apenas dormindo. Faz todo sentido o funeral de um incrédulo perdido ser acompanhado de “alvoroço, com gente chorando e se lamentando em alta voz” (Mc 5:38). Mas o mesmo não vale para um crente em Jesus.

Por isso Paulo escreveu aos tessalonicenses: “Irmãos, não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não se entristeçam como os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e juntamente com ele, aqueles que nele dormiram. Dizemos a vocês, pela palavra do Senhor, que nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, certamente não precederemos os que dormem. Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois disso, os que estivermos vivos seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. Consolem-se uns aos outros com estas palavras.” (1 Ts 4:13-18).

Ao dizer que a menina apenas dormia, “todos começaram a rir de Jesus. Ele, porém, ordenou que eles saíssem, tomou consigo o pai e a mãe da criança e os discípulos que estavam com ele, e entrou onde se encontrava a criança.” (Mc 5:40). Nenhum incrédulo irá assistir a ressurreição.

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#734 Necessidade e fe'


Leitura: Marcos 5:30-34

A mulher que sofria de uma hemorragia há doze anos estendeu o braço por entre a multidão que se aglomerava em redor de Jesus, e tocou suas vestes. No mesmo instante sua hemorragia cessou e ela foi curada. “Jesus percebeu que dele havia saído poder, virou-se para a multidão e perguntou: ‘Quem tocou em meu manto?’ Responderam os seus discípulos: ‘Vês a multidão aglomerada ao teu redor e ainda perguntas: Quem tocou em mim?’ Mas Jesus continuou olhando ao seu redor para ver quem tinha feito aquilo.” (Mc 5:30-32). Ela queria deixar o local sem ser notada, mas Jesus sentiu poder saindo de si e perguntou: “Quem tocou em meu manto?”.

Acaso ele não sabia? É claro que sabia, do mesmo modo como Deus sabia que Adão estava escondido entre as árvores do jardim, ao perguntar: “Onde está você?” (Gn 3:9). É o que chamamos de pergunta retórica, que não tem o objetivo de obter uma resposta, mas sim de estimular uma reação ou reflexão. E no caso da mulher surtiu efeito: “Então a mulher, sabendo o que lhe tinha acontecido, aproximou-se, prostrou-se aos seus pés e, tremendo de medo, contou-lhe toda a verdade.” (Mc 5:33). O resultado de uma fé genuína é adoração — “a mulher... prostrou-se aos seus pés” — e também a confissão e testemunho de sua fé.

Mas se a multidão se aglomerava, por que ninguém mais foi beneficiado por se encostar em Jesus? Porque a mulher sabia da gravidade de sua condição e tinha fé de que em Jesus encontraria a solução. Lembre-se de que antes de chegar ali ela já tinha gastado tudo com médicos e remédios sem resolver seu problema. Fé e consciência de sua necessidade andam juntas quando o assunto é a salvação que Deus oferece.

Se a mulher tivesse saído sem ser notada, qualquer indisposição no dia seguinte a faria pensar que não tocou o suficiente em Jesus. Daí as palavras: “Filha, a sua fé a curou! Vá em paz e fique livre do seu sofrimento” (Mc 5:34). A certeza da salvação faz parte do conjunto da obra que Deus quer que desfrutemos. Milhões de cristãos vivem na incerteza se estão salvos ou não, achando que cabe a eles perseverar, como se a obra de Cristo não tivesse sido completa. Isso nada mais é do que incredulidade e confiança na carne. O apóstolo Paulo escreveu: “Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.” (Rm 10:9). E Jesus disse a Marta: “Não lhe falei que, se você cresse, veria a glória de Deus?” (Jo 11:40).


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#733 O Deus que deseja salvar


Leitura: Marcos 5:25-29

Caminhando Jesus em direção à menina moribunda, “estava ali certa mulher que havia doze anos vinha sofrendo de uma hemorragia. Ela padecera muito sob o cuidado de vários médicos e gastara tudo o que tinha, mas, em vez de melhorar, piorava. Quando ouviu falar de Jesus, chegou-se por trás dele, no meio da multidão, e tocou em seu manto, porque pensava: ‘Se eu tão-somente tocar em seu manto, ficarei curada’. Imediatamente cessou sua hemorragia e ela sentiu em seu corpo que estava livre do seu sofrimento.” (Mc 5:25-34).

Muitos são tímidos e vacilantes como esta mulher, achando que Jesus não seja acessível. Não ousam tocar em sua Pessoa, contentando-se em tocar suas vestes. A maravilha da salvação é que ela não está na qualidade da fé ou no quanto alguém conhece a Bíblia, mas em Cristo. Sei de um homem que foi devasso a vida inteira. No leito de morte ficou aflito e alguém ao seu lado disse a ele que pedisse para Jesus salvá-lo. Esse homem morreu dizendo “Jesus! Jesus, me salva!”. Quanto ele entendia da Bíblia e da obra de Cristo? Zero. Quantas vezes ele foi a uma igreja? Menos que ao boteco. Mas iria Deus deixar de salvar alguém que, na hora da morte, clama por Jesus? Alguém como o malfeitor na cruz, que disse apenas “Senhor, lembra-te de mim”? Para qualquer um numa situação assim o Senhor tem a mesma palavra: “Hoje você estará comigo” (Lc 23:43).

Não é o quanto sabemos de Cristo que nos salva, mas o fato de Deus querer salvar. “Não depende do desejo ou do esforço humano, mas da misericórdia de Deus” (Rm 9:16). Quando ele quiser salvar um Saulo, que perseguia cristãos até à morte, fará dele um Paulo. Ele dará a essa pessoa um átomo de fé suficiente para levá-la a tocar no manto de Jesus. Muitos no céu mal sabem explicar como chegaram ali. São como o piloto do avião acidentado — cujas últimas palavras gravadas foram simplesmente “JESUS!”. Eles clamaram por Jesus na derradeira hora, quando religião, conhecimento e justiça própria não podiam salvá-los. E foram salvos.

Se acreditarmos que nossa capacidade de entender e de exercer uma fé livre de erros no Senhor é o que determina nossa salvação, estaremos dizendo que existe algum tipo de obra — no caso intelectual — inserida no processo. Se alguém me pergunta o que precisa fazer para ser salvo, respondo como fez Paulo ao carcereiro: “Creia no Senhor Jesus” (At 16:31). Mas, algo que ele irá descobrir só depois de crer, será que até mesmo o crer não partiu dele, mas foi um resultado da obra do Deus que quer salvar.

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#732 Verdadeiro ou falso?


Leitura: Marcos 5:21-24

Após libertar o endemoninhado, Jesus embarca de volta para a outra margem. “Chegou ali um dos dirigentes da sinagoga, chamado Jairo. Vendo Jesus, prostrou-se aos seus pés e lhe implorou insistentemente: ‘Minha filhinha está morrendo! Vem, por favor, e impõe as mãos sobre ela, para que seja curada e viva’. Jesus foi com ele.” (Mc 5:22-23). Em Gadara vimos um homem escravo de espíritos malignos; um gentio vivendo entre os mortos de um povo gentio que criava porcos, indiferentes às restrições alimentares da Lei judaica. Agora temos a fina flor do judaísmo — “um dos dirigentes da sinagoga” —, e sua filha moribunda, tão carente de vida quanto o gentio do cemitério.

Faz-me lembrar o que disse o apóstolo Paulo quando escreveu sua carta a irmãos judeus e gentios que viviam em Roma: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego [gentio]. Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: ‘O justo viverá pela fé’.” (Rm 1:16-17). Paulo não estava dizendo que não tinha vergonha de pregar o evangelho, mas que não se envergonhava do evangelho. Seria como se dissesse “Não me envergonho do dinheiro que tenho no bolso”, porque ele bem sabia que o dinheiro era genuíno. Se fosse falso, aí se envergonharia.

O evangelho da graça de Deus é assim: pregado a judeus e gentios, ricos e pobres, de qualquer etnia ou religião. Mas infelizmente hoje ele precisa ser pregado até para cristãos por causa das distorções que os homens introduziram. A diferença entre o falso evangelho e o verdadeiro é que o verdadeiro gera libertação e vida — como fez Jesus com o possesso gadareno e irá fazer com a filha de Jairo. O falso leva à escravidão e morte.

Como diferenciar? O verdadeiro anuncia a graça de Deus em libertar e salvar o pecador que crê em Jesus. “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2:8-9). O falso apresenta uma lista de obras e obrigações para você cumprir. O verdadeiro dá certeza de vida eterna, pois  Jesus garantiu que “quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida.” (Jo 5:24). O falso produz hipócritas e faz você sentir-se superior aos outros por fingir cumprir sua lista. O verdadeiro glorifica a Deus e sua graça; o falso glorifica o homem e seus feitos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#731 Dez cidades


Leitura: Marcos 5:18-20

“Quando Jesus estava entrando no barco, o homem que estivera endemoninhado suplicava-lhe que o deixasse ir com ele. Jesus não o permitiu, mas disse: ‘Vá para casa, para a sua família e anuncie-lhes quanto o Senhor fez por você e como teve misericórdia de você’. Então, aquele homem se foi e começou a anunciar em Decápolis quanto Jesus tinha feito por ele. Todos ficavam admirados.” (Mc 5:18-20).

O desejo de estar com Jesus é consequência natural de uma libertação genuína. O homem que vivia entre os sepulcros agora tem vida, e vida eterna, e nada mais pode satisfazer seu coração além daquele que o libertou. Por isso ele suplica que Jesus permita acompanhá-lo. Mas, para sua surpresa, a vida nova já começa um “NÃO” do Senhor. Como poderia esse relacionamento começar tão mal que ele ficasse impedido ir embora do lugar onde estava para ficar mais próximo de Jesus? Um dia ele poderia desfrutar da presença permanente de Cristo no céu, mas naquele momento estava sendo requisitado para testemunhar na terra, bem ali onde estava.

Assim é com todo aquele que se converteu a Cristo. Neste exato momento Cristo está no céu intercedendo pelos seus junto ao Pai, e cada cristão está na terra testemunhando de Cristo junto aos homens. Ou você achou que seria deixado aqui de férias? Jesus morreu, ressuscitou e partiu para a glória dos céus, mas o mundo não ficou sem o seu testemunho. O Espírito Santo veio habitar em cada cristão. Já viu aqueles carros “tunados”, que têm debaixo deles uma luz que ilumina o asfalto? Assim é o cristão aonde quer que vá neste mundo de trevas. Jesus disse: “Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte...  Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.” (Mt 5:14).

Era louvável o desejo daquele homem de partir para estar com Cristo, mas o Senhor tinha outros planos para ele, e também para mim e para você. Daí a ordem para testemunhar começando em sua própria família. Foi isso que ele fez? Sim, porém fez muito mais. “Começou a anunciar em Decápolis quanto Jesus tinha feito por ele” (Mc 5:20). Decápolis era a região com dez cidades, e em Marcos 7:31 vemos que Jesus voltaria a essa região e já não seria rechaçado pelo prejuízo causado com os porcos. Ali, “uma grande multidão dirigiu-se a ele, levando-lhe os mancos, os aleijados, os cegos, os mudos e muitos outros... e ele os curou.” (Mt 15:30). De quem você acha que aquela multidão ouviu falar de Jesus?

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#730 Servos de um ou de outro


Leitura: Marcos 5:14-17

Depois de Jesus libertar o homem possesso de demônios e permitir que estes entrassem nos porcos suicidas, “os que cuidavam dos porcos fugiram e contaram esses fatos na cidade e nos campos, e o povo foi ver o que havia acontecido. Quando se aproximaram de Jesus, viram ali o homem que fora possesso da legião de demônios, assentado, vestido e em perfeito juízo; e ficaram com medo. Os que o tinham visto contaram ao povo o que acontecera ao endemoninhado, e falaram também sobre os porcos. Então o povo começou a suplicar a Jesus que saísse do território deles.” (Mc 5:14-17). Humanamente falando, os cidadãos estavam com a razão. Se eles perdessem dois mil porcos para cada liberto por Jesus imagine o impacto que isso teria na economia local!

Há quem prefira Jesus longe para não perder amigos e oportunidades nesta vida, sem perceber a eterna solidão na qual poderá mergulhar de repente com a morte. Outros adotam uma pitada de cristianismo para obter status em círculos que valorizem pessoas cristãs. Afinal, você já deve ter ouvido de donas de casa que preferem contratar empregadas crentes, não ouviu? A sociedade valoriza um cidadão “assentado, vestido e em perfeito juízo”, mas apenas exteriormente e sem ter sido liberto como foi o homem possesso. Governantes gostam que igrejas se multipliquem, pois é mais gente longe da embriaguez, do fumo, das drogas e da violência, reduzindo custos com saúde e segurança. Isenção de impostos e benefícios para igrejas são usados por políticos de olho nos votos, pois conquistar eleitores cristãos é mais barato. Basta convencer o padre ou pastor e o rebanho o seguirá trotando obediente em direção às urnas.

Mas não é desse cristianismo exterior que falo, mas da real libertação do pecado e de ser feito membro da família de Deus. Para os que se convertem a Jesus a promessa é que o “Pai... nos tornou dignos de participar da herança dos santos no reino da luz. Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados... [pois] se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres.” (Cl 1:12-14; Jo 8:36). Mas talvez você se considere livre por se achar dono de seu nariz e fazer o que bem entende. Você disse livre? Bem, talvez livre como um passarinho na gaiola chamada “pecado” e comendo na mão do diabo. “Quando vocês se oferecem a alguém para lhe obedecer como escravos, tornam-se escravos daquele a quem obedecem: escravos do pecado que leva à morte, ou da obediência que leva à justiça” (Rm 6:16). Que tal mudar de patrão?


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#729 Anjos e homens


Leitura: Marcos 5:9-13

Os demônios pedem a Jesus que permita que entrem nos porcos, e “ele lhes deu permissão, e os espíritos imundos saíram e entraram nos porcos. A manada de cerca de dois mil porcos atirou-se precipício abaixo, em direção ao mar, e nele se afogou.” (Mc 5:13). A morte dos porcos revela que Satanás só quer destruir quem é controlado por ele. Jesus disse: “Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira. No entanto, vocês não creem em mim, porque lhes digo a verdade!... Aquele que pertence a Deus ouve as palavras de Deus. Vocês não ouvem porque não pertencem a Deus”. (Jo 8:44-47).

Os anjos foram enviados como ministros de Deus, como diz Hebreus 1:13-14: “A qual dos anjos Deus alguma vez disse: ‘Senta-te à minha direita, até que eu faça dos teus inimigos um estrado para os teus pés’? Os anjos não são, todos eles, espíritos ministradores enviados para servir aqueles que hão de herdar a salvação?”. Mas Deus não quer que nos ocupemos com anjos e nem busquemos neles a solução para nossos problemas. Se você tem acesso ao Presidente, por que irá querer falar com um ministro?

Jesus disse: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.” (Mt 18:28). Muitos desprezam este convite e preferem ir a qualquer coisa que se apresente como “espiritual”, anjos inclusive. Ficam vulneráveis a legiões de espíritos e homens enganadores a serviço do diabo. Ao falar dos que se apresentavam como apóstolos, e não eram, Paulo escreveu: “Pois tais homens são falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo. Isto não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz. Portanto, não é surpresa que os seus servos finjam que são servos da justiça.” (2 Co 11:13-15). Ou você acha que o diabo se apresenta com chifres?

O diabo vicia pessoas com sinais e maravilhas para que mais tarde façam parte da plateia do anticristo, “homem do pecado, o filho da perdição... cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniquidade.” (2 Ts 2:3-12). Você se satisfaz com Cristo ou precisa de uma dose diária de sinais para sobreviver?


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#728 Anjos e demonios


Leitura: Marcos 5:9-13

Jesus pergunta ao endemoninhado o seu nome, e ele responde: “Legião, pois somos muitos”. Então ordenou que saíssem daquele corpo, mas os demônios suplicaram “que não os mandasse sair daquela região”. “Uma grande manada de porcos estava pastando numa colina próxima. Os demônios imploraram a Jesus ‘Manda-nos para os porcos, para que entremos neles’. Ele lhes deu permissão, e os espíritos imundos saíram e entraram nos porcos. A manada de cerca de dois mil porcos atirou-se precipício abaixo, em direção ao mar, e nele se afogou”. (Mc 5:9-13).

Se você anda preocupado com a superpopulação de seres humanos no planeta é porque ainda não se deu conta da superpopulação de seres espirituais. Anjos rebeldes são chamados de “poderes e autoridades... dominadores deste mundo de trevas... forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Ef 6:12). O número total de anjos — rebeldes ou não — é impossível de ser calculado. A Bíblia fala em “miríades” ou “incontáveis hostes de anjos” (Hb 12:22), muito mais que todos os humanos que já existiram neste mundo.

Neste momento vários anjos observam por sobre o meu ombro, curiosos em saber o que vou dizer, e saiba que mesmo quando você tranca a porta de seu quarto não está sozinho. Deus quis que, “mediante a igreja, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos poderes e autoridades nas regiões celestiais”, pois são “coisas que até os anjos anseiam observar” (1 Pe 1:12). Para eles é curioso observar seres humanos arruinados pelo pecado e depois salvos e redimidos pelo sangue de Jesus, que se fez Homem para salvar apenas seres humanos. Ele não se fez anjo para morrer no lugar de anjos, pois anjos não morrem. Eles foram todos criados na presença de Deus e para os que caíram não existe perdão.

Mas o homem deste capítulo não foi possuído por anjos e muito menos por Satanás, que na Bíblia só aparece entrando em Judas: “Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes” (Lc 22:3). O endemoninhado está possuído de demônios, também chamados de espíritos malignos, que parecem ser uma classe de seres espirituais distinta dos anjos. Na Bíblia Satanás é o único chamado de diabo (a palavra nunca aparece no plural). Assim como os anjos caídos, os demônios ou espíritos imundos também são instrumentos do diabo. A Bíblia não nos diz qual é sua origem, se são anjos caídos ou outros seres que teriam existido antes da criação de Adão e caíram com os anjos. Para o que a Bíblia não diz, não temos o que dizer.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.