"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#754 Crendice ou fe' real?



Leitura: Marcos 6:45-56
Vídeo: https://youtu.be/yDVXi6Rm6iY

Jesus “viu os discípulos remando com dificuldade, porque o vento soprava contra eles. Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar; e estava já a ponto de passar por eles. Quando o viram andando sobre o mar, pensaram que fosse um fantasma. Então gritaram, pois todos o tinham visto e ficam aterrorizados.” (Mc 6:48-50).

Depois de terem andado com Jesus por um bom tempo e testemunhado muitos milagres, seus discípulos ainda não conseguem reconhecê-lo em uma circunstância que foge à compreensão humana. Um pouco antes eles tinham visto Jesus transformar cinco pães e dois peixinhos em alimento suficiente para no mínimo quinze mil pessoas. Alguém calculou que isso equivaleria a algumas toneladas e seria preciso uma carreta de dois ou três eixos para transportar tanto alimento assim.

Ora, o que é andar sobre as águas para alguém que criou as águas, o vento e as ondas? Mesmo assim eles gritam de terror pensando ser um fantasma. Jesus coloca a fé deles à prova, pois “estava já a ponto de passar por eles” (Mc 6:48). Todos os dias Jesus passa por nós e prova nossa fé. Estaríamos dispostos a clamar por ajuda em nossas necessidades, ou será que o veríamos como o fantasma de um morto?

Quando o cego Bartimeu, “ouviu que era Jesus de Nazaré, começou a gritar: ‘Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim!’” (Mc 10:47). Bartimeu não viu, só ouviu que Jesus passava, e o ouvir foi suficiente para crer que Jesus podia curar sua visão. A fé vem pelo ouvir e a capacidade de ouvir nos é dada pela Palavra de Deus, conforme ela própria atesta: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” (Rm 10:17).

Jesus se identifica para os discípulos: “‘Coragem! Sou eu! Não tenham medo!’ Então subiu no barco para junto deles, e o vento se acalmou; e eles ficaram atônitos, pois não tinham entendido o milagre dos pães. Seus corações estavam endurecidos.” (Mc 6:50-52). Um coração endurecido não irá crer, mesmo diante de um milagre inexplicável. Uma fé baseada em sinais e milagres é mera crendice ou superstição.

“Muitos viram os sinais miraculosos que ele estava realizando e creram em seu nome. Mas Jesus não se confiava a eles, pois conhecia a todos. Não precisava que ninguém lhe desse testemunho a respeito do homem, pois ele bem sabia o que havia no homem.” (Jo 2:23-25).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#753 A estrategia de Satanas



Leitura: Marcos 6:45-56
Vídeo: https://youtu.be/4OHfpbWGMI8

Em nosso capítulo 6 de Marcos os aspectos proféticos dos versículos 45 ao 56 podem se sobrepor à atual época da Igreja por terem elementos comuns tanto a cristãos como aos judeus que se converterão após o arrebatamento. Assim como eles, vivemos numa noite escura, após a expulsão daquele que enquanto estava aqui era “a Luz do mundo” (Jo 9:5).

Também nós somos enviados a levar a mensagem de salvação através de um mar de nações com ventos contrários ao testemunho cristão. Enquanto isso, Jesus subindo ao monte para orar representa para nós aquele que, das alturas do céu vela por nós, o mesmo Cristo “que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós.” (Rm 8:34).

Mas não pense que os ventos contrários representem só perseguições violentas e perigo físico ao cristão que é enviado a testemunhar. Quando se fala de oposição à verdade, pensamos logo nos cristãos em países onde são presos e mortos por sua fé. Mas se reparar que a oposição aqui é na forma do “vento [que] soprava contra eles” (Mc 6:48), irá perceber que a má doutrina, introduzida por falsos mestres, é também comparada a “ondas” e “vento” na Palavra de Deus.

“Não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro... No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade.” (Ef 4:14; 2 Pe 2:1-2).

No início da Igreja, “o diabo, o inimigo de vocês”, atuava mais “como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar.” (1 Pe 5:8). Mas sua estratégia violenta apenas criava um número cada vez maior de mártires, o que impressionava e encorajava mais pessoas a seguirem a Cristo. Então Satanás procurou diversificar sua forma de agir, e hoje ele atua principalmente através de “falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo”, disfarçando-se de “anjo de luz” e levando seus mercenários a fingirem ser “servos da justiça” (2 Co 11:13-15). Portanto, a perseguição não é na Arábia. A perseguição é aqui.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#752 O Senhor que volta das bodas



Leitura: Marcos 6:45-56
Vídeo: https://youtu.be/KdA-OnnZuPQ

Você deve ter ficado intrigado com meu comentário do último episódio, que situa a passagem de Marcos 6:45-56 como tendo um caráter profético. Quando lemos os Evangelhos vemos neles Jesus como o cumprimento das profecias sobre Israel e seu Messias. A Igreja é um povo singular e distinto formado a partir do capítulo 2 de Atos, portanto ela não aparece nos Evangelhos, exceto em figuras de algo futuro.

Duas passagens ajudam a entender o ministério de Jesus nos Evangelhos, pois ele próprio explica qual era sua missão primeira: “Eu fui enviado apenas às ovelhas perdidas de Israel” (Mt 15:24). O ministério de seus discípulos também não era amplo e genérico, pois ele lhes ordenou “dirijam-se antes às ovelhas perdidas de Israel” (Mt 10:6).

Muitas outras evidências mostram que seu ministério era reservado a Israel antes da existência da Igreja, que é identificada na Bíblia como a Noiva de Cristo. Veja, por exemplo, o capítulo 12 de Lucas, que fala de vigilância. Tudo ali tem em vista um remanescente judeu que estará passando pela grande tribulação após a Igreja ter sido arrebatada da terra para o céu. Isso fica muito claro nos versículos 35 e 36 de Lucas 12:

“Estejam prontos para servir, e conservem acesas as suas candeias, como aqueles que esperam seu senhor voltar de um banquete de casamento; para que, quando ele chegar e bater, possam abrir-lhe a porta imediatamente.”.

Repare que os servos aguardam seu Senhor voltar de um casamento. Esta é uma clara referência às bodas do Cordeiro, que acontecerão depois que a noiva, a Igreja, tiver sido levada para o céu. O casamento será celebrado e então Jesus voltará para julgar as nações e salvar seus servos judeus, que se converterão em meio a grandes dificuldades nos sete anos entre o arrebatamento e a vinda de Cristo.

Eles deverão vigiar, pois “o Filho do Homem virá numa hora em que não o esperam” (Lc 12:40), uma vinda comparada à do “ladrão”, quando “o dia do Senhor virá como ladrão à noite” (1 Ts 5:2). Mas Paulo tranquiliza os tessalonicenses, pois “o dia do Senhor” não é o arrebatamento, mas quando ele vem sete anos mais tarde para reinar sobre o mundo: “Mas vocês, irmãos, não estão nas trevas, para que esse dia os surpreenda como ladrão. Vocês todos são filhos da luz, filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas.” (1 Ts 5:4-5).

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#751 Figuras profeticas



Leitura: Marcos 6:42-48

No episódio anterior vimos que não apenas “todos comeram e ficaram satisfeitos”, mas também que “os discípulos recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe.” (Mc 6:42-43). Eram doze os discípulos e foram doze os cestos cheios que restaram, mostrando a generosidade de Deus para com aqueles que servem à sua obra.

A cena toda é uma demonstração de como seria Cristo reinando neste mundo e provendo todas as coisas. Mas infelizmente à medida que avançamos no Evangelho percebemos que Jesus vai sendo cada vez mais rejeitado aqui. Por isso a próxima porção tem um caráter profético que é fácil de perceber se estivermos familiarizados com as dispensações e as profecias bíblicas.

“Logo em seguida, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dele para Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. Tendo-a despedido, subiu a um monte para orar.” (Mc 6:45-46). Da multidão Jesus se despede, mas aos discípulos ele envia, antes de subir a um monte para orar. Há dois mil anos Jesus se despediu deste mundo e subiu ao céu, comissionando antes seus discípulos a levarem a sua Palavra.

Como aconteceu no milagre da multiplicação dos pães e peixes, o poder de multiplicar a Palavra continuaria sendo de Deus durante sua ausência da terra. Mas seus discípulos “não tinham entendido o milagre dos pães” (Mc 6:52), pois diante do vento contrário do mar ficam aflitos, sem perceber que o mesmo Jesus que tinha cuidado de suas necessidades básicas era capaz de cuidar da segurança deles.

Profeticamente, a multidão sem Cristo representa os gentios que existirão na terra após o arrebatamento da Igreja. Jesus no monte orando é uma figura de sua ausência no mundo e presença no céu. Enquanto isso na terra é noite, como atesta a continuação da passagem: “Ao anoitecer, o barco estava no meio do mar, e Jesus se achava sozinho em terra. Ele viu os discípulos remando com dificuldade, porque o vento soprava contra eles.” (Mc 6:47-48). Tudo isso aponta para o período após a Igreja ter sido tirada da terra e Deus levantar aqui um remanescente de judeus que serão vistos “remando com dificuldade” em meio às trevas morais do mundo sem Cristo, enquanto ele, do céu, vela por eles e depois desce do lugar elevado onde se encontra a fim ajudá-los.

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#750 “Para que ninguem se vanglorie”




Leitura: Marcos 6:42-44

Depois de partir os pães e os peixes, Jesus entregou as porções aos discípulos para que os dessem à multidão, e vemos que “todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. Os que comeram foram cinco mil homens.” (Mc 6:42-44). Ele poderia muito bem fazer com que as porções chegassem às mãos das pessoas sem a ajuda dos discípulos, mas quis convidá-los a participar daquela tarefa. Assim também o Senhor dá a pessoas comuns o privilégio de compartilhar sua Palavra. Pense no prazer que será encontrar no céu alguém que ouviu o Evangelho de você aqui na terra!

Talvez você relute em levar o evangelho por não ter uma formação religiosa regular. Ora, foram os homens que inventaram essas formações clericais e colocaram condições para o exercício do ministério da Palavra, as quais Deus jamais aprovaria. Nos sistemas humanos seria preciso você estudar teologia e ser ordenado por uma junta de homens, mas para Deus é suficiente que tenha um coração pronto para ser um instrumento. Nem a mensagem, nem o poder, vêm de você, e o apóstolo Pedro explica bem:

“Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas. Se alguém fala, faça-o como quem transmite a palavra de Deus. Se alguém serve, faça-o com a força que Deus provê, de forma que em todas as coisas Deus seja glorificado mediante Jesus Cristo, a quem sejam a glória e o poder para todo o sempre.”
(1 Pe 4:11).

Repare que até Paulo, com toda a erudição que trazia de sua formação aos pés do famoso mestre judeu Gamaliel, tomou o cuidado de não deixar que a eloquência, o conhecimento e a capacidade humana interferissem em sua pregação. Ele escreve aos Coríntios:

“Eu mesmo, irmãos, quando estive entre vocês, não fui com discurso eloquente nem com muita sabedoria para lhes proclamar o mistério de Deus. Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. E foi com fraqueza, temor e com muito tremor que estive entre vocês. Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.” (1 Co 2:1-5). Deus quer que seja assim, “para que ninguém se vanglorie diante dele.” (1 Co 1:29).

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#749 Repartir para multiplicar


Leitura: Marcos 6:41-44

“Tomando [Jesus] os cinco pães e os dois peixes e, olhando para o céu, deu graças e partiu os pães. Em seguida, entregou-os aos seus discípulos para que os servissem ao povo. E também dividiu os dois peixes entre todos eles. Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. Os que comeram foram cinco mil homens.”
(Mc 6:41-44).

Jesus possui a mesma natureza divina que têm o Pai e o Espírito Santo, mas aqui ele andou em sujeição ao Pai. Um exemplo irá ajudar a entender a diferença entre natureza e posição. Um professor e um aluno possuem a mesma natureza humana, mas na sala de aula o professor ocupa uma posição acima do aluno, que obedece às ordens do professor. Se for uma escola militar, e o aluno tiver uma patente superior à do professor, fora da sala é o professor quem presta obediência ao aluno. Por isso é que Jesus olha para o céu e dá graças ao Pai por aquele alimento. Seu papel aqui era de submissão ao Pai, de quem ele reconhecia vir aquela provisão.

Jesus divide os pães e os peixes de modo a desafiar qualquer lógica. São apenas cinco pães e dois peixes — provavelmente tilápias — que serão divididos para alimentar “cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças” (Mt 14:21), o que daria no mínimo quinze mil pessoas. Se eu dividir cinco pães e duas tilápias em quinze mil pedaços tudo o que cada um irá receber será um cisco de pão e um cheirinho de peixe. Percebe o poder envolvido naquele milagre? Desse mesmo Deus vem o poder que permite a você citar um versículo da Bíblia e seu ouvinte ser salvo do juízo eterno. E não só isso, mas também transformá-lo no ponto de partida de uma rede exponencial de pessoas que poderão ser alcançadas.

Um estudo apontava que uma pessoa, que não seja uma celebridade, irá interagir ao longo de sua vida com cerca de oitenta mil pessoas. Mas com as redes sociais hoje acabamos nos encontrando virtualmente com um número muito maior, e daí você já pode perceber a capilaridade que existe em seus relacionamentos. Sempre que você compartilha com alguém ainda que uma pequena porção do Evangelho isso irá se espalhar como um vírus benigno levando salvação a lugares aonde você nunca pensaria ir. É triste encontrarmos cristãos que se isolam e nunca abrem a boca para ajudar nessa epidemia de salvação; nunca compartilham um folheto ou um link com uma mensagem evangelística. “Atire o seu pão sobre as águas, e depois de muitos dias você tornará a encontrá-lo.” (Ec 11:1).

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#748 Um Deus de decencia e ordem



Leitura: Marcos 6:39-44

“Então Jesus ordenou que fizessem todo o povo assentar-se em grupos na grama verde. Assim, eles se assentaram em grupos de cem e de cinquenta.” (Mc 6:39-40). Existe ordem e tranquilidade na maneira como o Senhor ordena que o alimento seja distribuído, e isso vale também para o Evangelho. Ao contrário das religiões pagãs, com suas gritarias, rodopios e manifestações barulhentas, a pregação do Evangelho não precisa de subterfúgios emocionais, e muito menos de agressividade que espante os que a escutam. Ao instruir os irmãos em Corinto de como deviam ser suas reuniões, Paulo ordenou que tudo fosse feito “com decência e ordem... pois Deus não é Deus de desordem, mas de paz.”  (1 Co 14:40, 33).


Na Lei havia uma ordenança curiosa: “Não cozinhem o cabrito no leite da própria mãe” (Êx 23:19). Estaria Deus preocupado com cabritos? O sentido era de não usar como instrumento de morte aquilo que era designado para dar vida, no caso o leite. Por isso jamais deveríamos utilizar a Palavra de Deus como forma de agressão, criando barreiras para as pessoas a escutarem. Mais tarde o Senhor repreenderia a Pedro por usar da espada para cortar a orelha do servo do sumo sacerdote. Ora, se você usa a Palavra de Deus de modo a causar um bloqueio nas pessoas que deveriam ouvi-la, você não está usando corretamente essa “espada”.

Se você estranhou minha interpretação da ordenança do cabrito, lembre-se de que o apóstolo Paulo citou também outro preceito da Lei sobre animais: “Está escrito na Lei de Moisés: ‘Não amordace o boi enquanto ele estiver debulhando o cereal’. Por acaso é com bois que Deus está preocupado? Não é certamente por nossa causa que ele o diz? Sim, isso foi escrito em nosso favor” (1 Co 9:9-10). Na sequência Paulo ensina que aquilo fora dito como figura de como os irmãos deveriam reconhecer os que estavam empenhados na obra do evangelho e ajudá-los em seu sustento.


Isso estabelece um princípio de como interpretar o Antigo Testamento pela realidade e contexto do Novo Testamento. Por não entenderem isso muitos pregam um falso evangelho de ordenanças da Lei e cerimônias do judaísmo como forma de se obter a salvação. Contra esses Paulo alertou os crentes em Colossos:  “Não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de sábado. Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo.” (Cl 2:16-17). 


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#747 Dia de boas noticias



Leitura: Marcos 6:39

“Então Jesus ordenou que fizessem todo o povo assentar-se em grupos na grama verde.” (Mc 6:39-44). A referência à grama verde representa descanso, como no Salmo 23:2: “Em verdes pastagens me faz repousar”. É nesse espírito pacífico que o Senhor deseja que compartilhemos do Pão da Vida — Cristo — com a humanidade faminta. O Salmo 145:16 confirma: “Abres a tua mão e satisfazes os desejos de todos os seres vivos.”. Quem um dia foi beneficiado com a bendita mensagem do Evangelho deveria estar disposto a compartilhar daquilo que recebeu. Um exemplo magnífico disso você encontra no livro de 2 Reis.

No capítulo 6 é contada a história de Samaria, cidade sitiada pelo inimigo por tanto tempo que a população já estava sem alimentos e fazendo o inimaginável para sobreviver. Um exemplo da fome e desespero deles é a mulher que reclama ao rei de sua amiga: “Esta mulher me disse: ‘Vamos comer o seu filho hoje, e amanhã comeremos o meu’. Então cozinhamos o meu filho e o comemos. No dia seguinte eu disse a ela que era a vez de comermos o seu filho, mas ela o havia escondido.” (2 Rs 6:28-29).

Enquanto isso, do lado de fora da cidade quatro leprosos decidem tentar a sorte no acampamento inimigo, já resignados de que de um jeito ou de outro acabarão morrendo. Dizem eles: “Por que ficar aqui esperando a morte? Se resolvermos entrar na cidade, morreremos de fome, mas se ficarmos aqui, também morreremos. Vamos, pois, ao acampamento dos arameus para nos render. Se eles nos pouparem, viveremos; se nos matarem, morreremos.”. Para surpresa deles encontram o acampamento vazio e abandonado. “O Senhor tinha feito os arameus ouvirem o ruído de um grande exército com cavalos e carros de guerra” e os soldados fugiram apavorados, deixando tudo para trás. (2 Rs 7:4-6).

Os quatro leprosos “comeram e beberam; pegaram prata, ouro e roupas e saíram para esconder tudo. Depois voltaram e entraram noutra tenda, pegaram o que quiseram e esconderam isso também. Então disseram uns aos outros: ‘Não estamos agindo certo. Este é um dia de boas notícias, e não podemos ficar calados... Vamos imediatamente contar tudo no palácio do rei’.” (2 Rs 7:9). Esta deveria ser também a disposição dos que foram salvos por Cristo, a de compartilhar desse Pão da Vida que receberam de graça. A ordem de Jesus para que seus discípulos alimentem a multidão tem a ver com esse privilégio que todo cristão tem de compartilhar do Evangelho enquanto ainda é “dia de boas notícias”, antes que a vinda de Jesus para buscar os seus encerre essa oportunidade.

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#746 Alimento espiritual



Leitura: Marcos 6:34-38

Quando Jesus fez o convite, “Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco” (Mc 6:31), aquilo soou como música para os discípulos. Mas não demorou para as multidões descobrirem onde estavam, e a reação de Jesus e dos discípulos não é a mesma. O Senhor tem compaixão daquelas que “eram como ovelhas sem pastor” (Mc 6:34). Os discípulos parecem mais interessados em se livrar delas: “Manda embora o povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar algo para comer”. (Mc 6:36). Qual não é a surpresa deles quando Jesus lhes diz: “Deem-lhes vocês algo para comer” (Mc 6:37).

Quando o versículo 34 diz que Jesus começou a ensinar muitas coisas às multidões, os discípulos não pensaram que se sentariam na classe como alunos, não como professores. Antes de ensinar eles precisam aprender algo que fará deles instrumentos de Deus para alimentar multidões com sua Palavra. Ao receberem o alimento puro das mãos da única fonte segura que é Cristo, a responsabilidade dos discípulos era de passá-lo adiante sem mistura ou contaminantes. E assim fizeram por meio de suas pregações, ensinos e textos inspirados, os quais chegaram até nossos dias.

Pedro usa o leite como analogia da Palavra: “Como crianças recém-nascidas, desejem de coração leite espiritual puro.” (1 Pe 2:2-3). Mas como saber se o leite que alguém ministra é espiritual e puro? Verificando se é ministrado no mesmo espírito de Cristo, com a mesma compaixão que teve ao olhar para aquela multidão “como ovelhas sem pastor” (Mc 6:34). O versículo anterior nos dá algumas pistas: “Deixando, pois, toda a malícia, e todo o engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações (1 Pe 2:1).

O “leite espiritual puro” não vem acompanhado de “malícia”, ou segundas intenções. Também não traz “engano”, que são gotas de erro e má doutrina misturada ao alimento espiritual. Os “fingimentos” nos falam da hipocrisia de pessoas que querem parecer algo que não são apenas para alcançarem seus intentos. A “inveja” é outro aditivo que falsos pregadores misturam ao leite da Palavra quando estimulam você a querer possuir o que não tem. Os pregadores de prosperidade são mestres em “batizar” o leite que entregam em seus púlpitos, transformando seus seguidores em eternos insatisfeitos. E é disso que nos fala o termo “murmurações”. Já ouviu alguém pregar que você deve estar revoltado e não se conformar com o que possui, exigindo mais de Deus? Então você sabe o gosto do “leite” contaminado.

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#745 Ovelhas sem pastor



Leitura: Marcos 6:34-38

Se por um lado Jesus é o mantenedor de toda matéria para que o universo não se desintegre voltando a um oceano de coisa nenhuma, por outro ele é o único capaz de manter e sustentar cada ser humano. Infelizmente nem todos querem ser mantidos e sustentados por ele por não se reconhecerem perdidos e desamparados. Jesus “viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas.” (Mc 6:34).

Se você deseja ser realmente pastoreado e ensinado por Jesus nas “muitas coisas” que homem algum poderá lhe ensinar, é preciso antes se reconhecer perdido e desgarrado. É preciso reconhecer que somente nele — e não em alguma religião, líder espiritual ou filosofia — você encontrará descanso para sua alma atribulada. Afinal é dele o convite que diz:

“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas.  Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mt 11:28-30).

É na hora da necessidade que descobrimos quem realmente é capaz de nos atender. Aquela multidão que se reuniu para ter suas almas alimentadas por Jesus precisava também de suprimento para o corpo. “Já era tarde e, por isso, os seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: ‘Este é um lugar deserto, e já é tarde. Manda embora o povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar algo para comer.’” (Mc 6:35-36).

Jesus agora irá ensinar uma lição também aos seus discípulos, que ainda não tinham compreendido de quem vinha todas as coisas. Para eles a solução para a multidão faminta é mandar todos embora para cada um providenciar seu próprio alimento. Jesus diz a eles: “‘Deem-lhes vocês algo para comer’. Eles lhe disseram: ‘Isto exigiria duzentos denários! Devemos gastar tanto dinheiro em pão e dar-lhes de comer?’ Perguntou ele: ‘Quantos pães vocês têm? Verifiquem’. Quando ficaram sabendo, disseram: ‘Cinco pães e dois peixes’.” (Mc 6:37-38).

De outro evangelho aprendemos que nem mesmo esses cinco pães e dois peixes eram dos discípulos, mas de um jovem que estava disposto a entregar tudo a Jesus. E é assim que tem início o milagre da multiplicação, que Jesus continua fazendo para quem coloca tudo nas mãos dele.

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#744 A partícula de Deus



Leitura: Marcos 6:32-34

Jesus e seus discípulos “se afastaram num barco para um lugar deserto. Mas muitos dos que os viram retirar-se... correram a pé de todas as cidades e chegaram lá antes deles. Quando Jesus saiu do barco e viu uma grande multidão, teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor. Então começou a ensinar-lhes muitas coisas.” (Mc 6:32-34).

O descanso que Jesus tinha proposto aos discípulos tinha mais a ver com as necessidades deles do que com as do próprio Jesus. Ele não tinha vindo o mundo em viagem de lazer, mas a trabalho. Aos fariseus, que o acusavam de fazer curas no sábado, ele respondia: “Meu Pai continua trabalhando até hoje, e eu também estou trabalhando” (Jo 5:17). E como poderia ser diferente com aquele que é o Mantenedor de todas as coisas?

Você já se perguntou como é que os corpos celestes, ou até mesmo os átomos que compõem a matéria, permanecem em seus lugares, ordenados para não se misturarem? Você já se deu conta de que seu corpo e toda matéria é formada por uma mesma partícula elementar chamada “quark”? Ou seja, seu corpo não é diferente do sofá onde você cochila. Mas se tudo são partículas, por que as que compõem seu corpo continuam sendo seu corpo e não se misturam com as do sofá onde se deitou para cochilar?

Porque Jesus é quem sustenta as partículas que compõem a matéria e muito mais. Os cientistas buscam o que sustenta tudo e até apelidaram a suposta partícula ou força que mantém todas as coisas de “Partícula de Deus”. Alguns cientistas cristãos já descobriram que aquilo que outros chamam de “partícula” é na verdade uma Pessoa divina, Jesus. Foi por meio dele que Deus “fez também o mundo”, o qual, sendo o resplendor da glória de Deus “e a expressa imagem da sua pessoa” sustenta “todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hb 1:2-3).

Você ouviu que Jesus é “o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” (Jo 1:1-3). Verbo é Palavra em ação, e é esse mesmo Verbo que “sustenta todas as coisas” em uma ação contínua e constante. Mesmo quando seu corpo morto pendia da cruz, Jesus continuava mantendo o Universo funcionando, ou tudo deixaria de existir. Somente alguém que é “o Alfa e o Omega, o princípio e o fim... que é, e que era, e que há de vir” (Ap 1:8) poderia sustentar todas as coisas, pois para isso precisaria ser eterno e existir antes e depois delas. Sabia que Jesus é Deus?

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#743 Descansem comigo



Leitura: Marcos 6:30-32

Quando os discípulos voltam da missão à qual haviam sido enviados de dois em dois, é provável que estejam sentindo um misto de entusiasmo e decepção. Digo isto se o sentimento for igual ao de alguém que hoje sai para levar a Verdade. A rejeição já havia começado, e a morte de João Batista era um sinal disso. Hoje quem sai levando a Verdade deve se preparar para colher alegrias, mas também tristezas diante da incredulidade e rejeição.

Em países pagãos você corre o risco de sofrer perseguição física por causa da superstição e idolatria. Alguns até proíbem a evangelização em locais públicos. Mas nos países chamados cristãos a perseguição será mais psicológica, porém também gerada por superstição e idolatria. Dois mil anos foram suficientes para transformar o cristianismo, aos olhos do mundo, em uma religião como as outras, com rituais, regras e costumes.

“Os apóstolos reuniram-se a Jesus e lhe relataram tudo o que tinham feito e ensinado. Havia muita gente indo e vindo, a ponto de eles não terem tempo para comer. Jesus lhes disse: ‘Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco’. Assim, eles se afastaram num barco para um lugar deserto.” (Mc 6:30-32).

É comum alguém voltar de uma missão e fazer um relato aos irmãos para mostrar os resultados da viagem. Um exemplo disso está em Atos 14:27, quando Paulo e Barnabé, ao voltarem a Antioquia, “reuniram a igreja e relataram tudo o que Deus tinha feito por meio deles e como abrira a porta da fé aos gentios.”. Mas quando contamos primeiro ao Senhor, como eles fazem aqui, somos menos propensos a exagerar nosso relato. Afinal, o Senhor sabe tudo e não será enganado por nossa imaginação.

Eles apresentam, não apenas o que haviam feito, mas também o que tinham ensinado. É sempre bom checar com a Fonte se o nosso ensino está alinhado com o pensamento do Senhor. Se eles fossem meros soldados de um batalhão voltando da linha de frente, talvez o Senhor lhes desse alguma nova tarefa. Mas não; ele sabe que estão cansados e os convida ao descanso. Mas antes que você pense em descanso cristão como entretenimento, algo como o do soldado de licença que tira a farda e vai se divertir longe do comandante, repare com quem eles são convidados a descansar: “Venham comigo... e descansem um pouco”, diz Jesus a eles, a você e a mim. Você já pensou em incluir Jesus em seu descanso?

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#742 Sepultamento


Leitura: Marcos 6:29

Depois de João Batista ter sido decapitado por ordem de Herodes, “os discípulos de João vieram, levaram o seu corpo e o colocaram num túmulo.” (Mc 6:29). Eles não cremaram seu corpo, como os pagãos, mas agiram à maneira judaica. Na Lei havia instruções para o sepultamento, inclusive de criminosos: “Se um homem culpado de um crime que mereça a morte for morto e pendurado num madeiro, não deixem o corpo no madeiro durante a noite. Enterrem-no naquele mesmo dia” (Dt 21:22-23).

Profeticamente isso falava de Cristo, e apesar de lhe ter sido destinado “um túmulo com os ímpios”, esteve “com o rico em sua morte” (Is 53:9). Dois homens ricos e influentes — José de Arimateia e Nicodemos — “tomando o corpo de Jesus, o envolveram em faixas de linho, juntamente com as especiarias, de acordo com os costumes judaicos de sepultamento. No lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim; e no jardim, um sepulcro novo, onde ninguém jamais fora colocado.” (Jo 19:40-41).

Eclesiastes 6:3 diz que “e alguém gerar cem filhos e viver muitos anos, até avançada idade, e se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é mais feliz do que ele”.  As três primeiras pessoas que morreram no período da Igreja foram sepultadas. Ananias, que “os moços vieram, envolveram seu corpo, levaram-no para fora e o sepultaram”, e Safira, que “sepultaram ao lado de seu marido.”  (At 5:6, 10). Mais tarde “alguns homens piedosos sepultaram Estêvão” (At 8:2). Vemos, portanto, que a prática cristã é sepultar, e não cremar.

No Antigo Testamento Deus se indignou com Moabe que “queimou até reduzir a cinzas os ossos do rei de Edom” (Am 2:1). A respeito da besta, Daniel 7:11 diz que “seu corpo foi destruído e atirado no fogo” e Apocalipse 19:20 diz que ela e o anticristo serão “lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.” . Certamente Deus prefere dar um destino diferente ao corpo de um crente, que é “santuário do Espírito Santo” (1 Co 6:19), e deve ser tratado com dignidade, tanto na vida como na morte.

Nada podemos fazer se a morte for por incêndio ou explosão, mas quando possível o corpo deve ser sepultado como nos exemplos da Bíblia. Trata-se de uma atitude de respeito, mas se você, sem saber disso, destinou à cremação o corpo de algum ente querido, se ele morreu na fé também se beneficiará do fato de que Cristo “transformará os nossos corpos humilhados, para serem semelhantes ao seu corpo glorioso.” (Fp 3:21).

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#741 Decapitando a consciencia


Leitura: Marcos 6:16-28

Herodes se apavora só de ouvir falar de Jesus. “João, o homem a quem decapitei, ressuscitou dos mortos!”. Sua consciência está intranquila. Jesus é o Verbo diante de quem nosso íntimo vem à tona. “Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração. Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.” (Hb 4:12-13).

“O próprio Herodes tinha dado ordens para que prendessem João, o amarrassem e o colocassem na prisão, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão, com a qual se casara. Porquanto João dizia a Herodes: ‘Não te é permitido viver com a mulher do teu irmão’. Assim, Herodias o odiava e queria matá-lo. Mas não podia fazê-lo, porque Herodes temia a João e o protegia, sabendo que ele era um homem justo e santo; e quando o ouvia, ficava perplexo. Mesmo assim gostava de ouvi-lo.” (Mc 6:17-20).

O mundo está cheio de pessoas religiosas, incomodadas com seus pecados, e curiosas em saber o que Deus fala através de sua Palavra. Alguns até ajudam os mensageiros de Deus, como fazia Herodes, e querem seus conselhos. Mas não dão o passo de fé para receberem de uma vez para sempre o perdão. Não importa o quanto um incrédulo é exposto à verdade de Deus, quando seus interesses e desejos naturais falarem mais alto ele fará qualquer coisa para calar a voz de Deus, inclusive degolar o profeta.

“No seu aniversário, Herodes ofereceu um banquete aos seus líderes mais importantes, aos comandantes militares e às principais personalidades da Galileia. Quando a filha de Herodias entrou e dançou, agradou a Herodes e aos convidados. O rei disse à jovem: ‘Peça-me qualquer coisa que você quiser, e eu lhe darei’. E prometeu-lhe sob juramento: ‘Seja o que for que me pedir, eu lhe darei, até a metade do meu reino’. Ela saiu e disse à sua mãe: ‘Que pedirei?’ ‘A cabeça de João Batista’, respondeu ela. Imediatamente a jovem apressou-se em apresentar-se ao rei com o pedido: ‘Desejo que me dês agora mesmo a cabeça de João Batista num prato’. O rei ficou muito aflito, mas por causa do seu juramento e dos convidados, não quis negar o pedido à jovem. Assim enviou imediatamente um carrasco com ordens para trazer a cabeça de João. O homem foi, decapitou João na prisão e trouxe sua cabeça num prato. Ele a entregou à jovem, e esta a deu à sua mãe.” (Mc 6:21-28).

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#740 Conhecer a Jesus


Leitura: Marcos 6:14-16

Os efeitos da missão dos doze discípulos enviados pelo Senhor para pregar o evangelho do Reino logo se fazem sentir. “O rei Herodes ouviu falar dessas coisas, pois o nome de Jesus havia se tornado bem conhecido.” (Mc 6:14). Este é o objetivo do evangelho: Anunciar a Jesus. Hoje vemos grandes esforços para tornar conhecido o nome de algum pregador ou religião, como se existisse algo ou alguém além de Jesus para nos salvar. “Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4:12).

A mensagem de cada cristão deve estar concentrada em Jesus, aquele que “Deus exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.” (Fp 2:9-11). Pessoas bem intencionadas costumam bajular pregadores, aplaudir bandas ou serem fieis até à morte a uma denominação religiosa. Mas será que Deus se sente feliz com a exaltação de qualquer coisa ou pessoa que não seja Cristo?

À medida que a fama de Jesus se espalhava, as pessoas davam suas opiniões sobre sua Pessoa. Alguns diziam, “‘João Batista ressuscitou dos mortos! Por isso estão operando nele poderes miraculosos.” Outros, “Ele é Elias”, e outros “Ele é um profeta, como um dos antigos profetas”. Mas Herodes tinha sua própria opinião: “João, o homem a quem decapitei, ressuscitou dos mortos!” (Mc 6:14-16). A opinião pública sempre erra.

Quando Pedro disse “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” Jesus respondeu: “Isto não lhe foi revelado por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus.” (Mt 16:16). Portanto, se você for comprar aquela revista que traz Jesus na capa e promete explicar tudo sobre Jesus, use seu dinheiro de outra maneira. Se pretende gastar horas de seu precioso tempo assistindo um documentário sobre Jesus no cinema ou TV, use esse tempo para ler a Bíblia. Ali tem tudo o que você precisa saber de Jesus, sem arriscar sua mente a ficar impregnada de noções distorcidas criadas por incrédulos que produzem textos e vídeos com objetivos comerciais.

Pedro só entendeu quem era Jesus porque o Pai lhe revelou. Com você não será diferente. Não é de conhecimento intelectual, como o dos que pensavam ser ele um mero profeta, nem de um pavor supersticioso, como o de Herodes, que você precisa, mas do conhecimento que produz vida.

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#739 Texto e contexto


Leitura: Marcos 6:7-13

Jesus enviou os doze discípulos “de dois em dois e deu-lhes autoridade sobre os espíritos imundos. Estas foram as suas instruções: ‘Não levem nada pelo caminho, a não ser um bordão. Não levem pão, nem saco de viagem, nem dinheiro em seus cintos; calcem sandálias, mas não levem túnica extra; sempre que entrarem numa casa, fiquem ali até partirem; e, se algum povoado não os receber nem os ouvir, sacudam a poeira dos seus pés quando saírem de lá, como testemunho contra eles’. Eles saíram e pregaram ao povo que se arrependesse. Expulsavam muitos demônios, ungiam muitos doentes com óleo e os curavam.” (Mc 6:7-13).

Ao ler a Bíblia, faça as perguntas que jornalistas fazem e procuram responder no início de uma notícia: O quê? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê? Muitos perdem de vista o significado de uma passagem por não considerarem seu contexto, achando que tudo o que está nela vale para todos em quaisquer épocas e circunstâncias. Apesar de podermos aprender algo de qualquer passagem, seja literalmente, seja por princípios, é bom identificar sua razão de ser. Esta, por exemplo, é erroneamente adotada de forma literal por ordens monásticas que enviam seus representantes de dois em dois, vestidos de túnicas e sandálias, e sem suprimentos.

Mas uma leitura atenta irá mostrar que isto foi ordenado aos doze apóstolos e em circunstâncias muito particulares. Pela primeira vez eles são desafiados a saírem sem o Senhor, porém revestidos do seu poder para expulsar demônios e curar. A receptividade ou rejeição que encontrarem irá também testar o povo, do quanto os judeus estariam dispostos a receber o Messias e seus enviados. Cada cristão pode adotar estes princípios em sua missão de evangelizar, como o ser enviado pelo Senhor, e não por homens ou instituições; confiar que ele irá prover seu sustento, e entender que o poder não vem de si, mas lhe foi delegado pelo Senhor.


Porém deve ter em mente que não irá pregar o evangelho do Reino, que dizia: “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo” (Mt 4:17), e sim a mensagem do evangelho da graça, que é “Creia no Senhor Jesus e você será salvo” (At 16:31). Para entender quão específica era esta missão, repare no que Jesus ordenou aos mesmos discípulos depois de sua rejeição: “‘Quando eu os enviei sem bolsa, saco de viagem ou sandálias, faltou-lhes alguma coisa?’ ‘Nada’, responderam eles. Ele lhes disse: ‘Mas agora, se vocês têm bolsa, levem-na, e também o saco de viagem; e se não têm espada, vendam a sua capa e comprem uma.’” (Lc 22:35-36).


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#738 Saiam dela!


Leitura: Marcos 6:5-6

No capítulo anterior Jesus impediu que os zombadores entrassem onde jazia a filha de Jairo e a vissem ressuscitar. Apenas os da fé teriam esse privilégio. Agora seus concidadãos de Nazaré o desprezam, por isso Jesus “não pôde fazer ali nenhum milagre, exceto impor as mãos sobre alguns doentes e curá-los. E ficou admirado com a incredulidade deles.” (Mc 6:5-6). A incredulidade impede a ação de Deus e priva de bênção os zombadores. Um crente em Jesus não deve perder tempo com eles, como ensinou Jesus: “Não deem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão e, aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão” (Mt 7:6).

O profeta Jeremias aprendeu que devia se apartar dos que desprezavam a Deus. Ele escreveu: “Jamais me sentei na companhia dos zombadores, nunca festejei com eles. Sentei-me sozinho, porque a tua mão estava sobre mim e me encheste de indignação... Assim respondeu o Senhor: “Se você se arrepender, eu o restaurarei para que possa me servir; se você disser palavras de valor, e não indignas, será o meu porta-voz. Deixe esse povo voltar-se para você, mas não se volte para eles.” (Jr 15:17-19). Mais tarde Paulo alertaria os judeus usando as palavras dos antigos profetas: “Olhem, escarnecedores, admirem-se e pereçam; pois nos dias de vocês farei algo que vocês jamais creriam se alguém lhes contasse.” (At 13:41).

E hoje, será que o respeito por Deus aumentou? Não, o que aumentou foi o número de pessoas interessadas não no que Jesus é, mas no que ele pode dar. Quando Jesus “estava em Jerusalém, na festa da Páscoa, muitos viram os sinais miraculosos que ele estava realizando e creram em seu nome. Mas Jesus não se confiava a eles, pois conhecia a todos. Não precisava que ninguém lhe desse testemunho a respeito do homem, pois ele bem sabia o que havia no homem.” (Jo 2:23-25).

Jeremias precisou se apartar de seu povo imerso na iniquidade, e o cristão deve fazer o mesmo. A iniquidade toma conta da cristandade e em breve esta mostrará ser a Grande Meretriz de Apocalipse, corrupta e avessa aos atributos divinos de Cristo. Esse sistema todo é chamado de “arraial” ou “acampamento”, como era o arraial contaminado de Israel, de onde Moisés separou a tenda da congregação e presença de Deus. A ordem hoje é: “Saiam dela, vocês, povo meu, para que vocês não participem dos seus pecados... Portanto, saiamos até ele [Cristo], fora do acampamento, suportando a desonra que ele suportou.  (Ap 18:4; Hb 13:13).

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#737 Salvador ou Juiz?



Leitura: Marcos 6:1-4

O capítulo 6 de Marcos começa com Jesus voltando à sua cidade, Nazaré “acompanhado dos seus discípulos. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga, e muitos dos que o ouviam ficavam admirados. ‘De onde lhe vêm estas coisas?’, perguntavam eles. ‘Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E estes milagres que ele faz? Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão? Não estão aqui conosco as suas irmãs?’ E ficavam escandalizados por causa dele.” (Mc 6:1-3).

Eles não podem negar a sublimidade de suas palavras, mas sequer cogitam reconhecer que ele não é um homem comum. Para incrédulos, Jesus não passa de um carpinteiro, um artesão que cria obras de madeira. Para seus discípulos “todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito” (Jo 1:3). Para a religião humana ele não passa do “filho de Maria”, mas para os que creem nele “o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” (1 Jo 5:20).

Os indiferentes à obra que Jesus veio consumar só enxergam como seus irmãos “Tiago, José, Judas, Simão” e “as suas irmãs”. Ignoram os milhões que ele salvou e agora aguardam “a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras... Pois aqueles que de antemão conheceu, [Deus] também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” (Tt 2:13-14; Rm 8:29).


A atitude de seus concidadãos entristece Jesus, que diz: “Só em sua própria terra, entre seus parentes e em sua própria casa, é que um profeta não tem honra” (Mc 1:4). Curiosamente Nazaré, e sua população, eram reputados como desprezíveis pelos outros judeus. Tanto que quando Jesus chamava seus discípulos e Filipe se alegrava de que tinham encontrado “aquele sobre quem Moisés escreveu na Lei, e a respeito de quem os profetas também escreveram: Jesus de Nazaré, filho de José”, Natanael comentou: “Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?”(Jo 1:45-46). Não importa o nível em que o ser humano se encontre, ele sempre irá considerar Jesus um homem qualquer. E você, o que pensa de Jesus? Sua opinião sobre ele é o que determina se ele é seu Salvador ou será seu Juiz.


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#736 De volta a vida


Leitura: Marcos 5:35-40

Ao ordenar que saíssem dali os que zombam dele, por ter dito que a menina dormia, Jesus faz distinção entre incrédulos e crentes. Apenas Jairo, sua esposa e os discípulos verão a ressurreição da criança. Então “tomou consigo o pai e a mãe da criança e os discípulos que estavam com ele, e entrou onde se encontrava a criança”. Não seria demais afirmar que a menina também tenha sido criada no temor do Senhor e na expectativa da vinda do Messias prometido a Israel. Assim como acontece aqui, mais tarde nenhum incrédulo veria a ressurreição do Senhor, mas apenas os seus discípulos.

O capítulo começou com um homem possesso para o qual os cidadãos de Gadara não davam qualquer esperança. Jesus libertou o pobre homem. Em seguida vimos uma mulher que havia sido desenganada pelos médicos e já não tinha mais recursos para ser curada. Jesus curou a mulher. Agora a fronteira final do desafio humano: uma criança morta. Seria ele capaz de fazê-la voltar à vida. Certamente, porque Jesus não é um homem comum: ele é o Filho de Deus vindo em carne, Deus e Homem, “o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra” (Hb 1:3). A mesma palavra que criou os mundos irá agora demonstrar seu poder ao chamar a menina de seu sono mortal.

Jesus “tomou-a pela mão e lhe disse — em aramaico —: ‘Talita cumi!’, que significa: ‘Menina, eu lhe ordeno, levante-se!’. Imediatamente a menina, que tinha doze anos de idade, levantou-se e começou a andar. Isso os deixou atônitos. Ele deu ordens expressas para que não dissessem nada a ninguém e mandou que dessem a ela alguma coisa para comer.” (Mc 5:41-43). Uma frase de Jesus, o Criador do Universo, foi suficiente para ressuscitar a menina, do mesmo modo como fez com Lázaro, quando “bradou em alta voz: ‘Lázaro, venha para fora!’. O morto saiu, com as mãos e os pés envolvidos em faixas de linho, e o rosto envolto num pano. Disse-lhes Jesus: ‘Tirem as faixas dele e deixem-no ir’.” (Jo 11:43-44).

Em ambos os casos existe um elemento comum: o Senhor traz pessoas de volta à vida, mas deixa a outros o privilégio de cuidar delas. No caso de Lázaro ele precisava ser livrado das faixas da morte que limitavam seus movimentos; no caso da menina ela precisa ser alimentada em sua nova vida. Do mesmo modo, para todo novo convertido a Cristo, que é chamado da morte para a vida pela mensagem do Evangelho, é preciso que alguém tire suas amarras e o alimente.

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#735 A ressurreicao reservada


Leitura: Marcos 5:35-40

Jesus ainda falava com a mulher curada de um fluxo de sangue quando “chegaram algumas pessoas da casa de Jairo, o dirigente da sinagoga. ‘Sua filha morreu’, disseram eles. ‘Não precisa mais incomodar o mestre!’” (Mc 5:35). Para estas pessoas a morte colocava um ponto final na possibilidade de o Senhor agir, e infelizmente é assim para todo incrédulo. Sua sorte e destino ficam selados no momento em que a vida deixa de existir no corpo. A salvação eterna só pode ser recebida em vida pela fé em Cristo e em sua obra consumada na cruz para a remissão dos pecados.

Paulo escreveu: “Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, dentre todos os homens somos os mais dignos de compaixão. Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo as primícias dentre aqueles que dormiram.” (1 Co 15:19-20). O verbo “dormir” usado por Paulo é o mesmo usado pelo Senhor nesta passagem: “Por que todo este alvoroço e lamento? A criança não está morta, mas dorme” (Mc 5:39). Para Deus, aquele que morre na incredulidade está morto e só lhe resta aguardar o juízo eterno. Para quem morre em Cristo seu corpo está apenas dormindo. Faz todo sentido o funeral de um incrédulo perdido ser acompanhado de “alvoroço, com gente chorando e se lamentando em alta voz” (Mc 5:38). Mas o mesmo não vale para um crente em Jesus.

Por isso Paulo escreveu aos tessalonicenses: “Irmãos, não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não se entristeçam como os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e juntamente com ele, aqueles que nele dormiram. Dizemos a vocês, pela palavra do Senhor, que nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, certamente não precederemos os que dormem. Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois disso, os que estivermos vivos seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. Consolem-se uns aos outros com estas palavras.” (1 Ts 4:13-18).

Ao dizer que a menina apenas dormia, “todos começaram a rir de Jesus. Ele, porém, ordenou que eles saíssem, tomou consigo o pai e a mãe da criança e os discípulos que estavam com ele, e entrou onde se encontrava a criança.” (Mc 5:40). Nenhum incrédulo irá assistir a ressurreição.

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#734 Necessidade e fe'


Leitura: Marcos 5:30-34

A mulher que sofria de uma hemorragia há doze anos estendeu o braço por entre a multidão que se aglomerava em redor de Jesus, e tocou suas vestes. No mesmo instante sua hemorragia cessou e ela foi curada. “Jesus percebeu que dele havia saído poder, virou-se para a multidão e perguntou: ‘Quem tocou em meu manto?’ Responderam os seus discípulos: ‘Vês a multidão aglomerada ao teu redor e ainda perguntas: Quem tocou em mim?’ Mas Jesus continuou olhando ao seu redor para ver quem tinha feito aquilo.” (Mc 5:30-32). Ela queria deixar o local sem ser notada, mas Jesus sentiu poder saindo de si e perguntou: “Quem tocou em meu manto?”.

Acaso ele não sabia? É claro que sabia, do mesmo modo como Deus sabia que Adão estava escondido entre as árvores do jardim, ao perguntar: “Onde está você?” (Gn 3:9). É o que chamamos de pergunta retórica, que não tem o objetivo de obter uma resposta, mas sim de estimular uma reação ou reflexão. E no caso da mulher surtiu efeito: “Então a mulher, sabendo o que lhe tinha acontecido, aproximou-se, prostrou-se aos seus pés e, tremendo de medo, contou-lhe toda a verdade.” (Mc 5:33). O resultado de uma fé genuína é adoração — “a mulher... prostrou-se aos seus pés” — e também a confissão e testemunho de sua fé.

Mas se a multidão se aglomerava, por que ninguém mais foi beneficiado por se encostar em Jesus? Porque a mulher sabia da gravidade de sua condição e tinha fé de que em Jesus encontraria a solução. Lembre-se de que antes de chegar ali ela já tinha gastado tudo com médicos e remédios sem resolver seu problema. Fé e consciência de sua necessidade andam juntas quando o assunto é a salvação que Deus oferece.

Se a mulher tivesse saído sem ser notada, qualquer indisposição no dia seguinte a faria pensar que não tocou o suficiente em Jesus. Daí as palavras: “Filha, a sua fé a curou! Vá em paz e fique livre do seu sofrimento” (Mc 5:34). A certeza da salvação faz parte do conjunto da obra que Deus quer que desfrutemos. Milhões de cristãos vivem na incerteza se estão salvos ou não, achando que cabe a eles perseverar, como se a obra de Cristo não tivesse sido completa. Isso nada mais é do que incredulidade e confiança na carne. O apóstolo Paulo escreveu: “Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.” (Rm 10:9). E Jesus disse a Marta: “Não lhe falei que, se você cresse, veria a glória de Deus?” (Jo 11:40).


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#733 O Deus que deseja salvar


Leitura: Marcos 5:25-29

Caminhando Jesus em direção à menina moribunda, “estava ali certa mulher que havia doze anos vinha sofrendo de uma hemorragia. Ela padecera muito sob o cuidado de vários médicos e gastara tudo o que tinha, mas, em vez de melhorar, piorava. Quando ouviu falar de Jesus, chegou-se por trás dele, no meio da multidão, e tocou em seu manto, porque pensava: ‘Se eu tão-somente tocar em seu manto, ficarei curada’. Imediatamente cessou sua hemorragia e ela sentiu em seu corpo que estava livre do seu sofrimento.” (Mc 5:25-34).

Muitos são tímidos e vacilantes como esta mulher, achando que Jesus não seja acessível. Não ousam tocar em sua Pessoa, contentando-se em tocar suas vestes. A maravilha da salvação é que ela não está na qualidade da fé ou no quanto alguém conhece a Bíblia, mas em Cristo. Sei de um homem que foi devasso a vida inteira. No leito de morte ficou aflito e alguém ao seu lado disse a ele que pedisse para Jesus salvá-lo. Esse homem morreu dizendo “Jesus! Jesus, me salva!”. Quanto ele entendia da Bíblia e da obra de Cristo? Zero. Quantas vezes ele foi a uma igreja? Menos que ao boteco. Mas iria Deus deixar de salvar alguém que, na hora da morte, clama por Jesus? Alguém como o malfeitor na cruz, que disse apenas “Senhor, lembra-te de mim”? Para qualquer um numa situação assim o Senhor tem a mesma palavra: “Hoje você estará comigo” (Lc 23:43).

Não é o quanto sabemos de Cristo que nos salva, mas o fato de Deus querer salvar. “Não depende do desejo ou do esforço humano, mas da misericórdia de Deus” (Rm 9:16). Quando ele quiser salvar um Saulo, que perseguia cristãos até à morte, fará dele um Paulo. Ele dará a essa pessoa um átomo de fé suficiente para levá-la a tocar no manto de Jesus. Muitos no céu mal sabem explicar como chegaram ali. São como o piloto do avião acidentado — cujas últimas palavras gravadas foram simplesmente “JESUS!”. Eles clamaram por Jesus na derradeira hora, quando religião, conhecimento e justiça própria não podiam salvá-los. E foram salvos.

Se acreditarmos que nossa capacidade de entender e de exercer uma fé livre de erros no Senhor é o que determina nossa salvação, estaremos dizendo que existe algum tipo de obra — no caso intelectual — inserida no processo. Se alguém me pergunta o que precisa fazer para ser salvo, respondo como fez Paulo ao carcereiro: “Creia no Senhor Jesus” (At 16:31). Mas, algo que ele irá descobrir só depois de crer, será que até mesmo o crer não partiu dele, mas foi um resultado da obra do Deus que quer salvar.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#732 Verdadeiro ou falso?


Leitura: Marcos 5:21-24

Após libertar o endemoninhado, Jesus embarca de volta para a outra margem. “Chegou ali um dos dirigentes da sinagoga, chamado Jairo. Vendo Jesus, prostrou-se aos seus pés e lhe implorou insistentemente: ‘Minha filhinha está morrendo! Vem, por favor, e impõe as mãos sobre ela, para que seja curada e viva’. Jesus foi com ele.” (Mc 5:22-23). Em Gadara vimos um homem escravo de espíritos malignos; um gentio vivendo entre os mortos de um povo gentio que criava porcos, indiferentes às restrições alimentares da Lei judaica. Agora temos a fina flor do judaísmo — “um dos dirigentes da sinagoga” —, e sua filha moribunda, tão carente de vida quanto o gentio do cemitério.

Faz-me lembrar o que disse o apóstolo Paulo quando escreveu sua carta a irmãos judeus e gentios que viviam em Roma: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego [gentio]. Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: ‘O justo viverá pela fé’.” (Rm 1:16-17). Paulo não estava dizendo que não tinha vergonha de pregar o evangelho, mas que não se envergonhava do evangelho. Seria como se dissesse “Não me envergonho do dinheiro que tenho no bolso”, porque ele bem sabia que o dinheiro era genuíno. Se fosse falso, aí se envergonharia.

O evangelho da graça de Deus é assim: pregado a judeus e gentios, ricos e pobres, de qualquer etnia ou religião. Mas infelizmente hoje ele precisa ser pregado até para cristãos por causa das distorções que os homens introduziram. A diferença entre o falso evangelho e o verdadeiro é que o verdadeiro gera libertação e vida — como fez Jesus com o possesso gadareno e irá fazer com a filha de Jairo. O falso leva à escravidão e morte.

Como diferenciar? O verdadeiro anuncia a graça de Deus em libertar e salvar o pecador que crê em Jesus. “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2:8-9). O falso apresenta uma lista de obras e obrigações para você cumprir. O verdadeiro dá certeza de vida eterna, pois  Jesus garantiu que “quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida.” (Jo 5:24). O falso produz hipócritas e faz você sentir-se superior aos outros por fingir cumprir sua lista. O verdadeiro glorifica a Deus e sua graça; o falso glorifica o homem e seus feitos.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#731 Dez cidades


Leitura: Marcos 5:18-20

“Quando Jesus estava entrando no barco, o homem que estivera endemoninhado suplicava-lhe que o deixasse ir com ele. Jesus não o permitiu, mas disse: ‘Vá para casa, para a sua família e anuncie-lhes quanto o Senhor fez por você e como teve misericórdia de você’. Então, aquele homem se foi e começou a anunciar em Decápolis quanto Jesus tinha feito por ele. Todos ficavam admirados.” (Mc 5:18-20).

O desejo de estar com Jesus é consequência natural de uma libertação genuína. O homem que vivia entre os sepulcros agora tem vida, e vida eterna, e nada mais pode satisfazer seu coração além daquele que o libertou. Por isso ele suplica que Jesus permita acompanhá-lo. Mas, para sua surpresa, a vida nova já começa um “NÃO” do Senhor. Como poderia esse relacionamento começar tão mal que ele ficasse impedido ir embora do lugar onde estava para ficar mais próximo de Jesus? Um dia ele poderia desfrutar da presença permanente de Cristo no céu, mas naquele momento estava sendo requisitado para testemunhar na terra, bem ali onde estava.

Assim é com todo aquele que se converteu a Cristo. Neste exato momento Cristo está no céu intercedendo pelos seus junto ao Pai, e cada cristão está na terra testemunhando de Cristo junto aos homens. Ou você achou que seria deixado aqui de férias? Jesus morreu, ressuscitou e partiu para a glória dos céus, mas o mundo não ficou sem o seu testemunho. O Espírito Santo veio habitar em cada cristão. Já viu aqueles carros “tunados”, que têm debaixo deles uma luz que ilumina o asfalto? Assim é o cristão aonde quer que vá neste mundo de trevas. Jesus disse: “Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte...  Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.” (Mt 5:14).

Era louvável o desejo daquele homem de partir para estar com Cristo, mas o Senhor tinha outros planos para ele, e também para mim e para você. Daí a ordem para testemunhar começando em sua própria família. Foi isso que ele fez? Sim, porém fez muito mais. “Começou a anunciar em Decápolis quanto Jesus tinha feito por ele” (Mc 5:20). Decápolis era a região com dez cidades, e em Marcos 7:31 vemos que Jesus voltaria a essa região e já não seria rechaçado pelo prejuízo causado com os porcos. Ali, “uma grande multidão dirigiu-se a ele, levando-lhe os mancos, os aleijados, os cegos, os mudos e muitos outros... e ele os curou.” (Mt 15:30). De quem você acha que aquela multidão ouviu falar de Jesus?

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

#730 Servos de um ou de outro


Leitura: Marcos 5:14-17

Depois de Jesus libertar o homem possesso de demônios e permitir que estes entrassem nos porcos suicidas, “os que cuidavam dos porcos fugiram e contaram esses fatos na cidade e nos campos, e o povo foi ver o que havia acontecido. Quando se aproximaram de Jesus, viram ali o homem que fora possesso da legião de demônios, assentado, vestido e em perfeito juízo; e ficaram com medo. Os que o tinham visto contaram ao povo o que acontecera ao endemoninhado, e falaram também sobre os porcos. Então o povo começou a suplicar a Jesus que saísse do território deles.” (Mc 5:14-17). Humanamente falando, os cidadãos estavam com a razão. Se eles perdessem dois mil porcos para cada liberto por Jesus imagine o impacto que isso teria na economia local!

Há quem prefira Jesus longe para não perder amigos e oportunidades nesta vida, sem perceber a eterna solidão na qual poderá mergulhar de repente com a morte. Outros adotam uma pitada de cristianismo para obter status em círculos que valorizem pessoas cristãs. Afinal, você já deve ter ouvido de donas de casa que preferem contratar empregadas crentes, não ouviu? A sociedade valoriza um cidadão “assentado, vestido e em perfeito juízo”, mas apenas exteriormente e sem ter sido liberto como foi o homem possesso. Governantes gostam que igrejas se multipliquem, pois é mais gente longe da embriaguez, do fumo, das drogas e da violência, reduzindo custos com saúde e segurança. Isenção de impostos e benefícios para igrejas são usados por políticos de olho nos votos, pois conquistar eleitores cristãos é mais barato. Basta convencer o padre ou pastor e o rebanho o seguirá trotando obediente em direção às urnas.

Mas não é desse cristianismo exterior que falo, mas da real libertação do pecado e de ser feito membro da família de Deus. Para os que se convertem a Jesus a promessa é que o “Pai... nos tornou dignos de participar da herança dos santos no reino da luz. Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados... [pois] se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres.” (Cl 1:12-14; Jo 8:36). Mas talvez você se considere livre por se achar dono de seu nariz e fazer o que bem entende. Você disse livre? Bem, talvez livre como um passarinho na gaiola chamada “pecado” e comendo na mão do diabo. “Quando vocês se oferecem a alguém para lhe obedecer como escravos, tornam-se escravos daquele a quem obedecem: escravos do pecado que leva à morte, ou da obediência que leva à justiça” (Rm 6:16). Que tal mudar de patrão?


(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Para baixar os vídeos:

http://www.mediafire.com/?50ddj2c90jjjs É permitido gravar, copiar e distribuir gratuitamente.