"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,

para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

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#808 Nós versus eles


Leitura: Marcos9:38-40

João diz a Jesus: “Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue. Jesus, porém, disse: “Não o impeçam... Ninguém que faça um milagre em meu Nome, pode falar mal de mim logo em seguida, pois quem não é contra nós está a nosso favor” ou “não nos segue”, como diz outra versão. (Mc 9:38-40).

Um pouco antes os discípulos tinham falhado em libertar um jovem endemoninhado. Depois de ensinados da necessidade de oração — que nos fala de dependência — e jejum — que significa privação do combustível para a carne — eles ainda debatiam qual deles seria o maior, ao que Jesus precisou lhes ensinar humildade e vulnerabilidade por meio da criança. Agora João, como querendo mostrar serviço, diz que os discípulos haviam impedido um homem de expulsar demônios em nome de Jesus pelo fato de não andar com eles. O que era orgulho individual passou a ser orgulho coletivo. Seria a hora de perguntar quando é que aqueles discípulos iriam entender que o poder não estava neles e nem mesmo por serem um grupo?

A Bíblia não nos diz a razão de aquele homem não seguir com os que seguiam a Jesus, mas não devemos nos esquecer de que os discípulos tinham sido chamados para essa senda. A escolha não tinha sido deles, e em outra passagem o Senhor rejeita alguns que queriam ser discípulos, mas tinham pendências nesta vida. As respostas dadas pelo Senhor revelam que ele sabia que buscavam estabilidade e vínculos com familiares e pessoas do mundo.  “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça... Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus... Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus.” (Lc 9:57-62).

A passagem não fala de salvação, mas de discipulado. Seria este que expulsava demônios um daqueles relutantes reprovados? Não sabemos, mas fica claro que o Nome de Jesus e a fé depositada no poder que havia nesse Nome eram bem reais para aquele homem, ainda que não tivesse um comprometimento integral com aquela causa. Mas o problema aqui não estava com o que expulsava demônios e não seguia com eles, mas com o orgulho e sentimento de superioridade dos discípulos em sua justificativa: “Porque ele não era um dos nossos”. Quando o que é dele — de Jesus — preenche nosso campo de visão quase não sobra espaço para o que é nosso.

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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