"Então o SENHOR me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas,

para que a possa ler quem passa correndo". Habacuque 2:2

Pesquisar este blog

#807 Filhos descartados


Leitura: Marcos9:36-37

Enquanto os discípulos disputavam qual deles seria o maior, Jesus pegou “uma criança, colocou-a no meio deles. Pegando-a nos braços, disse-lhes: Quem recebe uma destas crianças em meu nome, está me recebendo; e quem me recebe, não está apenas me recebendo, mas também àquele que me enviou.” (Mc 9:37). Primeiro ele coloca a criança no meio, mostrando que a considera maior e mais importante que eles. Depois a recebe em seus braços, abrigando-a, não apenas no abraço do Filho, mas também do Pai.

Milhões de abortos são praticados por quem não quer abraçar filhos que nunca são rejeitados por Aquele que diz: “Deixem vir a mim as crianças” (Mt 19:14). Quer eles partam daqui por descarte ou não, continuarão abraçados pelo mesmo Senhor que os recebe no céu “para em todas as coisas [ele] ter a primazia.” (Cl 1:18). Isto mesmo, na contagem final o diabo não sairá vencedor, não será o maior, nem terá o primeiro lugar, pois haverá mais salvos no céu que perdidos no lago de fogo.

Para uma mulher sem compaixão é normal pedir que um bebê seja cortado ao meio vivo. Aconteceu na corte do Rei Salomão, figura de Cristo em seu Reino. Duas prostitutas que moravam juntas tiveram filhos com diferença de três dias, porém uma delas, durante o sono, se deitou sobre seu bebê sufocando-o. Fez então uma troca de bebês para a outra pensar que o bebê morto era dela, mas a outra percebeu e levou a questão ao rei, que disse:

“Esta afirma: ‘Meu filho está vivo, e o seu filho está morto’, enquanto aquela diz: ‘Não! Seu filho está morto, e o meu está vivo’. Então o rei ordenou: ‘Tragam-me uma espada’. Trouxeram-lhe. Ele então ordenou: ‘Cortem a criança viva ao meio e deem metade a uma e metade à outra’. A mãe do filho que estava vivo, movida pela compaixão materna, clamou: ‘Por favor, meu senhor, dê a criança viva a ela! Não a mate!’ A outra, porém, disse: ‘Não será nem minha nem sua. Cortem-na ao meio!’ Então o rei deu o seu veredicto: ‘Não matem a criança! Deem-na à primeira mulher. Ela é a mãe’.” (1 Rs 3:23-27).

Que consolo saber que, por mais desprezados que sejam os indefesos, tenham eles sido descartados ou faleceram amados por seus pais, eles partem daqui para o aconchego dos braços do Senhor, para quem são todos igualmente preciosos. Que triste alguns defenderem a versão oderna de falta de “compaixão materna”. Estava previsto que nos últimos dias ser politicamente correto incluiria ser “sem amor pela família” (2 Tm 3:3).

(Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)
As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Total de visualizações de página